dicionário

de dermatologia

lídia almeida barros (coord.)

DICIONÁRIO

DE DERMATOLOGIA

LÍDIA ALMEIDA BARROS

(Coord.)

DICIONÁRIO

DE DERMATOLOGIA

© 2009 Editora UNESP

Direitos de publicação reservados à:

Fundação Editora da UNESP (FEU)

Praça da Sé, 108

01001-900 – São Paulo – SP Tel.: (0xx11) 3242-7171 Fax: (0xx11) 3242-7172 www.editoraunesp.com.br [email protected]

CIP – Brasil. Catalogação na fonte

Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

D542

Dicionário de dermatologia / Lidia Almeida Barros. - São Paulo : Cultura Acadêmica, 2009.

Inclui bibliografia

ISBN 978-85-7983-034-1

1. Dermatologia - Dicionários. 2. Pele - Doenças - Dicionários.

I. Barros, Lidia Almeida.

09-6241

CDD: 616.5003

 

CDU: 616.5(038)

 

 

Este livro é publicado pelo Programa de Publicações Digitais da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Editora afiliada:

ASSESSORIA CIENTÍFICA

João Roberto Antônio

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)

Carlos Roberto Antônio

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)

Tânia Regina Andrade Barbon

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)

Vânia Salles de Moraes Rodrigues

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp)

Fausto João Forin Alonso

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (in memoriam)

Sebastião Roberto Taboga

Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto

Mirian Maria Delbem Belão

Clínica de Dermatologia e Cirurgia D

COLABORADORES

Maurizio Babini – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto

Alunos

Aline Grippe

Ana Carolina Tamburi Maciel de Pontes Ana Maria Ribeiro de Jesus

Ana Silvia Schitini Cristina Lopes Martins Diogo Silva Carvalho Eliana José dos Santos Érica Cristina Ranzani Evandro Gimenez Fabiana Arioli Flávia Ayla Kiill Francine de Assis Silveira Francine Ferraz da Silva Gildaris Pandim Gilvana Letícia Zambon Ivanir Azevedo Delvizio

João Carlos de Oliveira Campos Joice Rodrigues Zorzi

Karina Aparecida de Sena

8LÍDIA ALMEIDA BARROS

Karine Marielly Rocha da Cunha Kerlly Maria Souza Pradella Laís Cristina Lopes da Fonte Larissa Alonso Zago

Lílian Cristine Maziero Lílian Francisco Lívia Ricci Costa Luciano Rodrigo de Araujo Mariana Ruggiero Colombo Marina Chahine Manzatto Marina Soares Caproni Nilton Ferreira Júnior Paula Jaen Lopes Vanessa Barato

Vanessa Paula Seco Oliveira Viviane Do Amaral Ferini Viviane Teixeira Rodrigues Wagner Aguiar de Toledo Yaël Aufort

Yumi Mizuta

APRESENTAÇÃO

Apesar do grande desenvolvimento da Dermatologia, não há, no Brasil, dicionários especializados nessa área do saber produzidos com base em mo- delos científicos linguísticos.

O trabalho que ora apresentamos à comunidade é fruto de seis anos de pesquisas. O projeto foi idealizado e desenvolvido no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Universidade Estadual Paulista de São José do Rio Preto, sob a coordenação da professora Lídia Almeida Barros.

O projeto recebeu auxílio financeiro do Conselho Nacional de Desen- volvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Pró-Reitoria de Pós-Gra- duação e Pesquisa da Unesp.

No âmbito do projeto, alunos de Pós-Graduação e de Graduação desen- volveram inúmeras pesquisas específicas, totalizando 60 subprojetos, mais da metade financiada por bolsas de estudos concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), CNPq e Fapesp.

Esta obra pretende contribuir para a difusão de informações sobre Dermatologia e sua terminologia, de modo a facilitar a comunicação entre a população e os especialistas da área.

A autora

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA OBRA

A nomenclatura

O Dicionário de Dermatologia compõe-se de 3697 termos (aprox. 1650 definidos, acrescidos de seus sinônimos), registrando todas as designações encontradas para um mesmo conceito, sejam elas termos científicos, nomes populares, regionais, siglas ou ainda termos utilizados preferencialmente por uma ou outra corrente teórica da Dermatologia.

Esse procedimento visa permitir que qualquer pessoa que venha a ter conhecimento de um termo ligado à Dermatologia e não conheça seu signi- ficado encontre sua definição. Também se pensou no fato de que nem sem- pre os especialistas concordam com a denominação dada a uma doença e cunham seus próprios termos, utilizando-os em suas obras didáticas ou cien- tíficas. Nesse caso, os estudantes de Medicina, por exemplo, ao lerem textos de mais de um especialista, encontram dificuldade em compreender que, apesar das denominações diferentes, trata-se da mesma doença. Nosso di- cionário permite que o estudante elucide essa questão, uma vez que registra todos os termos que designam o mesmo conceito.

As entradas dos verbetes do dicionário consistem, via de regra, nos ter- mos científicos utilizados com mais frequência dentro de uma série sinonímica; os demais são registrados em lugar específico dentro do verbete (no campo Outras designações) e constituem entradas de verbetes remis- sivos. Assim, se o leitor desejar entrar em nosso dicionário por um termo menos empregado, popular, regional, sigla ou outro, poderá fazê-lo e rece- berá orientação para qual verbete se dirigir para encontrar a informação que deseja (como veremos mais adiante).

12LÍDIA ALMEIDA BARROS

Partes da obra

O Dicionário de Dermatologia compõe-se de duas partes principais:

1.conjunto de termos organizado em ordem sistemática (sistema conceptual);

2.verbetes ordenados alfabeticamente.

Desse modo, o leitor poderá encontrar facilmente o termo que procura (seguindo a ordem alfabética) e ter uma visão clara do lugar que esse termo ocupa dentro do conjunto das unidades terminológicas tratadas na obra (se- guindo a ordem sistemática).

Termos em ordem sistemática

O conjunto terminológico que compõe a nomenclatura do Dicionário de Dermatologia foi organizado em um sistema conceptual, ou seja, em um sis- tema estruturado de termos e conceitos construído com base nas relações estabelecidas entre esses e no qual cada termo é determinado por sua posi- ção dentro do conjunto. Assim, todos os termos que designam ramos da Dermatologia, partes do sistema tegumentar, lesões e dermatoses foram or- ganizados em uma estrutura hierárquica, que vai do mais genérico ao mais específico.

O sistema conceptual (Termos em ordem sistemática) encontra-se no início da obra, de modo que o leitor possa ter uma visão de conjunto dos itens que a compõem. Esse sistema está subdividido nos seguintes campos conceptuais:

1.Dermatologia e seus ramos;

2.Sistema tegumentar;

3.Lesões;

4.Dermatoses.

Este último, por sua vez, divide-se em 42 subcampos:

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 13

4.1.Dermatoses Metabólicas

4.2.Dermatoses Auto-imunes

4.3.Dermatoses Pustulosas Amicrobianas

4.4.Dermatoses Basicamente Papulosas

4.5.Discromias

4.6.Eritemas

4.7.Dermatoses eritematoescamosas

4.8.Eczemas, dermatites e eczemátides

4.9.Buloses

4.10.Dermatoses atróficas

4.11.Dermatoses escleróticas

4.12.Dermatoses atróficas e escleróticas

4.13.Hipodermites

4.14.Afecções Vasculares

4.15.Dermatoviroses

4.16.Zoodermatoses

4.17.Pruridos

4.18.Prurigos

4.19.Urticárias

4.20.Angioedemas

4.21.Bacterioses

4.22.Micobacterioses

4.23.Treponematoses

4.24.Micoses

4.25.Afecções sebáceas

4.26.Afecções Granulomatosas

4.27.Doenças Sexualmente Transmissíveis

4.28.Dermatoses pré-cancerosas

4.29.Neoplasias epiteliais

4.30.Disembrioplasias Cutâneas e Genodermatoses

4.31.Farmacodermias

4.32.Fotodermatoses

4.33.Afecções das mucosas

4.34.Onicopatias

4.35.Afecções dos pelos

4.36.Malformação dos pelos

14LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.37.Afecções das glândulas sudoríparas écrinas

4.38.Afecções das glândulas sudoríparas apócrinas

4.39.Afecções auriculares

4.40.Afecções dos pés

4.41.Dermatoses psicogênicas

4.42.Cirurgias dermatológicas

O sistema conceptual evidencia as relações que os termos mantêm entre si, permitindo ao leitor situar o termo que procura entre seus próximos. Nesse sistema, a posição de cada termo no âmbito de um campo conceptual é dada pelo símbolo de classificação, que consiste no código numérico que precede os termos. Assim, temos:

4.16.Zoodermatoses, dermatoses zooparasitárias, dermatozoonoses, infecções cutâneas zooparasitárias

4.16.1.Leishmaniose

4.16.1.1.Leishmaniose cutânea, leishmaniose doVelho Mundo, botão do Oriente, bolha do Oriente, úlcera do Oriente

4.16.1.2.Leishmaniose cutaneomucosa, leishmaniose mucocutâ- nea, leishmaniose do Novo Mundo, leishmaniose naso- faríngea, leishmaniose (tegumentar) americana

4.16.1.2.1.Espúndia, úlcera dos chicleros, doença de Breda

... leishmaniose cutânea tem como símbolo de classificação 4.16.1.1. Esse código indica que a doença é um tipo de leishmaniose (4.16.1.) que, por sua vez, é um tipo de zoodermatose (4.16).

Por vezes, apenas um termo designa a doença (ex.: leishmaniose), porém a sinonímia é um fenômeno corrente na terminologia da Dermatologia. Nos casos em que há mais de uma denominação para a mesma doença, esses si- nônimos são todos arrolados na sequência sob um mesmo símbolo de classi- ficação. Por esse motivo leishmaniose cutaneomucosa, leishmaniose mucocutâ- nea, leishmaniose do Novo Mundo, leishmaniose naso-faríngea, leishmaniose (tegumentar) americana encontram-se classificados em um mesmo código numérico 4.16.1.2.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 15

Modelos de verbetes

Os verbetes de nosso dicionário são de dois tipos: principais e remissi- vos. Os primeiros contêm as informações relativas ao conceito designado pelo termo-entrada e se compõem, de forma padrão, dos seguintes campos: entrada, categoria gramatical, definição, outras designações e símbolo de classificação. O campo Outras designações registra toda expressão que designa o mesmo conceito que o termo-entrada. O Símbolo de classifica- ção constitui o símbolo numérico que indica a posição que o termo ocupa no sistema conceptual. O exemplo abaixo evidencia esses dados:

Termo-entrada

cat. gram.

definição

leishmaniose tegumentar difusa: S f leishmaniose cutaneomucosa atribuída à Leishmania pifanoi. Surge um nódulo, seguido de manchas eritematosas, que se infiltram. Há também lesões nodulares disseminadas e placas papulonodulares, que podem ulcerar, assumindo aspecto vegetante ou verrucoso. As lesões podem apresentar-se isoladas ou coalescentes. As lesões localizam-se na face (com predi- leção pelas orelhas), no tronco e nas extremidades. Outras Designações: leishmaniose pseudolepromatosa, leishmaniose anérgica. Símbolo de classifi- cação: 4.16.1.2.2.

Código numérico que indica a

Outras denominações

qual(ais) campo(s) o termo pertence

do mesmo conceito

no sistema conceptual

definido.

Alguns termos podem constar em mais de um campo conceptual, de- pendo do critério de classificação adotado para a organização do campo. Nesses casos, o verbete correspondente indicará mais de um símbolo de clas- sificação e, quando pertinente, uma observação constará do verbete e trará mais detalhes sobre esse dado. Um exemplo dessa situação é a que segue:

queloide: S m neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal causada por lesões pré-existentes como traumatismos, queimadura, excisão cirúrgica, ferimento, vaci- na ou acne. Pode, ainda, ser espontânea (predisposição individual) ou de tendência familiar. As lesões são de tamanho variado, salientes, duras, de superfície lisa e bri- lhante, por vezes são pruriginosas e/ou dolorosas. Podem ser arredondadas, linea- res, alongadas ou largas, com digitações diversas, com bordas bem definidas ou com

16LÍDIA ALMEIDA BARROS

aspecto de placa irregular. No início apresenta lesões róseas e moles, que posterior- mente tornam-se esbranquiçadas, de firmeza incomum e inelásticas. O número de lesões depende do número de cicatrizes. Localiza-se em qualquer região do corpo (exceto regiões palmoplantares e couro cabeludo), com predileção pelo tronco e membros. Ocorre na derme e tecido subcutâneo adjacente. Obs.: É também classi- ficada como uma dermatose esclerótica. Outras Designações: - Símbolo de clas- sificação: 4.29.10.1.3.; 4.11.3.

Desse modo, o símbolo de classificação 4.29.10.1.3. indica que queloide

éuma neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal e foi assim classi- ficado no respectivo campo; o símbolo 4.11.3. (separado do primeiro por um ponto-e-vírgula) informa que queloide é igualmente uma dermatose esclerótica e, se o leitor consultar esse campo no sistema conceptual, encon- trará o termo classificado lá também.

Essa informação é explicitada no campo Obs.: (observação), como se verifica no exemplo acima: “Obs.: É também classificado como uma dermatose esclerótica.”

A terminologia da Dermatologia conta com termos polissêmicos, ou seja, que possuem mais de um significado ou que, pelo menos, podem ser vistos sob dois aspectos distintos. É o caso, por exemplo, de abscesso. De fato, esse termo designa tanto um tipo de lesão quanto uma dermatose cuja manifes- tação na pele se dá preponderantemente pela lesão homônima.

Para distinguir essas acepções optamos por apresentar as informações em verbetes diferentes, identificados por uma numeração sobrescrita, como podemos observar nos exemplos abaixo:

Número sobrescrito

abscesso1: S m coleção líquida causada por inflamação, caracterizando

Número sobrescrito

abscesso2: S m piodermite causada por estreptococos e, eventualmente, por estafilococos.

Éum quadro agudo, caracterizado pelo aparecimento de edema flutuante, circuns- crito e mais ou menos pronunciado, que tende à supuração. A lesão tem tamanho variável e poder estar acompanhada de eritema, calor e dor (abscessos quentes) ou não (abscessos frios). São observados, ainda, fenômenos gerais, como febre, calafrios e vômitos. Atinge a hipoderme, localizando-se no interior de um tecido, órgão ou qualquer região do corpo. Outras Designações: apostema, postema, abcesso. Sím- bolo de classificação: 4.21.1.12.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 17

A decisão de fazer a distinção por meio de verbetes separados (seguindo, portanto, uma orientação da Terminologia clássica e não da Lexicografia) levou em consideração a organização de verbetes menos carregados de da- dos, procurando, assim, facilitar a leitura dos mesmos.

Os verbetes remissivos têm a função de orientar o leitor sobre o percurso a seguir para que o mesmo encontre a informação que deseja. O modelo de verbete dessa natureza compõe-se dos seguintes campos: termo-entrada, ca- tegoria gramatical, marcas de uso (quando houver, por ex.: popular, antigo etc.), remissiva Ver e o termo que encabeça (é entrada do) o verbete principal, onde se encontram os dados que o leitor procura. Alguns exemplos são:

matacanha: s f (Angol., Moç. e Santom.) Ver: tungíase.

mijo-de-aranha: s m (pop., Al.) Ver: herpes simples.

acne necrótica: s f (impr.) Ver: foliculite necrótica.

doença venérea: s f (desus.)Ver: doença sexualmente transmissível.

Os dados sublinhados consistem nas marcas de uso, ou seja, informações a respeito do valor de uso dos termos. Nos casos acima, temos que o termo matacanha é utilizado particularmente em Angola, Moçambique e SãoTomé;

otermo mijo-de-aranha, por sua vez, é popular e de uso regional de Alagoas; acne necrótica é considerado um termo impróprio, sendo preferível o empre- go de foliculite necrótica; doença venérea é um termo em desuso, tendo cedi- do lugar na preferência dos especialistas a doença sexualmente transmissível. Outras marcas de uso constam de alguns verbetes.

ABREVIAÇÕES

Acrôn. = acrônimo

N cient = nome científico em latim

AL = Alagoas

NE = Nordeste

Arc. = arcaico

Obsol. = Obsoleto

Angol. = Angola

P. us. = pouco usado

BA = Bahia

PB = Paraíba

Bras. = Brasil

Pl. = plural

Desus.= em desuso

Pop. = popular

Fam. = familiar

port. = português

f. paral.= forma paralela

prov. = provincianismo

Franc. = francês

S = Sul

GO = Goiás

Santom. = São Tomé

Impr.= impróprio

S f = substantivo feminino

Ingl = inglês

Sin. Ger. = sinônimo geral

lus. = lusitano

S m = substantivo masculino

MG = Minas Gerais

SP = São Paulo

Moç. = Moçambique

Var. = variante

N = Norte

Vulg. = vulgar

TERMOS EM ORDEM SISTEMÁTICA

1.Dermatologia e profissional da área

1.1.Ramos da dermatologia

1.1.1.onicologia

1.1.2.psicodermatologia

1.1.3.pilodermatologia

1.1.4.dermatopatologia

1.1.5.dermatoneurologia

1.1.6.dermatovenereologia

1.2.dermatologista

2.sistema tegumentar

2.1.pele, derma, cútis, cute (p.us.); tez, couro (pop, fam); tegumento

2.1.1.epiderme

2.1.1.1.camada córnea, estrato córneo

2.1.1.2.camada lúcida, estrato lúcido

2.1.1.3.camada granulosa, estrato granuloso

2.1.1.3.1.grânulo queratohialínico, grânulo ceratohialínico, grâ- nulo de querato-hialina

2.1.1.4.camada espinhosa, estrato espinhoso, camada de Malpighi

2.1.1.4.1.célula de Malpighi, célula espinhosa

2.1.1.4.2.célula de Langerhans, célula dendrítica

2.1.1.4.3.desmossoma, desmossomo, desmosomo, desmosoma, nó de Bizzozzero (desus.)

22LÍDIA ALMEIDA BARROS

2.1.1.5.camada basal, estrato basal, estrato germinativo

2.1.1.5.1.hemidesmossoma, hemidesmossomo, hemidesmosoma

2.1.1.5.2.queratinócito, ceratinócito, célula basal

2.1.1.5.3.célula de Merkel

2.1.1.5.4.melanócito

2.1.1.5.4.1.melanogênese, melanização

2.1.1.5.4.1.1.pré-melanossomo, pré-melanossoma, pré- melanosoma

2.1.1.5.4.1.2.melanossomo, melanonosoma, melanossoma

2.1.1.5.4.1.3.melanina

2.1.1.5.5.cone interpapilar, crista epidérmica, crista interpapilar

2.1.2.membrana basal

2.1.2.1.lâmina lúcida, lâmina elétron-densa

2.1.2.2.filamento de ancoragem, fibrila de ancoragem, fibra ancorante

2.1.2.3.lâmina basal

2.1.2.4.lâmina densa

2.1.3.derme, cório, córion

2.1.3.1.elementos celulares da derme

2.1.3.1.1.fibroblasto

2.1.3.1.2.histiócito

2.1.3.1.3.mastócito

2.1.3.1.4.linfócito

2.1.3.2.derme papilar

2.1.3.2.1.papila dérmica

2.1.3.2.2.glômus

2.1.3.2.3.corpúsculo de Meissner

2.1.3.2.4.corpúsculo de Ruffini

2.1.3.2.5.fibra oxitalânica, fibra de oxitalina

2.1.3.2.6.fibra elaunínica

2.1.3.3.derme reticular

2.1.3.3.1.corpúsculo de Pacini

2.1.3.3.2.fibra colágena

2.1.3.3.3.fibra de reticulina, fibra reticular

2.1.4.tela subcutânea, hipoderme, tecido gorduroso subcutâneo, te- cido subcutâneo

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 23

2.1.4.1.lóbulo de lipócito

2.1.4.2.septo de colágeno

2.1.4.3.lipocromo

2.2.anexos cutâneos

2.2.1.glândula sebácea, folículo sebáceo.

2.2.2.glândula sudorípara, glândula sudorífera, glândula perspiratória, glândula miliar, glândula da sudorese, glândula de Boerhaave

2.2.2.1.glândula sudorípara écrina, glândula écrina

2.2.2.1.1.célula mioepitelial

2.2.2.1.2.célula clara

2.2.2.1.3.célula escura

2.2.2.2.glândula sudorípara apócrina, glândula apócrina

2.2.3.pelo

2.2.3.1.folículo piloso.

2.2.3.1.1.infundíbulo

2.2.3.1.2.acrotríquio

2.2.3.1.3.ístmo

2.2.3.1.4.segmento inferior, segmento piloso

2.2.3.1.5.bulbo piloso, bulbo, bulbo do pelo

2.2.3.1.5.1.papila pilosa, papila

2.2.3.1.5.2.célula da matriz do folículo piloso

2.2.3.2.bainha epitelial da raiz do pelo

2.2.3.2.1.bainha radicular interna, bainha interna da raiz do pelo

2.2.3.2.1.1.camada de Huxley, membrana de Huxley, bainha de Huxley

2.2.3.2.1.2.camada de Henle, membrana de Henle, bainha de Henle

2.2.3.2.2.bainha radicular externa

2.2.3.2.3.bainha do tecido conjuntivo

2.2.3.3.haste do pelo, haste pilosa, haste

2.2.3.3.1.cutícula externa do pelo, cutícula do pelo

2.2.3.3.2.córtex do pelo, córtex, córtex intermediário, córtice(F. paral.)

2.2.3.3.3.medula interna, medula

24LÍDIA ALMEIDA BARROS

2.2.3.3.4.membrana hialina

2.2.3.4.ciclo folicular, ciclo piloso

2.2.3.4.1.anágena, anágeno

2.2.3.4.2.catágena, catágeno

2.2.3.4.3.telógena, telógeno

2.2.4.unha, placa ungueal

2.2.4.1.raiz ungueal, raiz da unha, matriz ungueal, matriz ventral da unha

2.2.4.1.1.tecido periungueal

2.2.4.1.1.1.prega ungueal proximal

2.2.4.1.1.2.prega ungueal lateral, dobra lateral, eponíquio, eponíquia, cutícula, pele da unha, pelinha

2.2.4.2.hiponíquio, hiponíquia

2.2.4.3.lâmina ungueal

2.2.4.4.leito ungueal

2.2.4.5.lúnula, lúmula, meia-lua

2.3.funções da pele

2.3.1.proteção

2.3.2.percepção, estesia

2.3.3.hemorregulação

2.3.4.termorregulação, homeotermia, homotermia, homeotermismo, homotermismo

2.3.5.secreção

2.3.6.excreção

2.3.7.metabolização

2.3.8.absorção

2.3.9.revestimento estético

2.4.mucosa

2.5.epitélio, tecido epitelial

3.lesões cutâneas, lesões elementares, eflorescências, elementos eruptivos

3.1.alteração da cor , modificação da cor

3.1.1.mancha, mácula

3.1.1.1.mancha vásculo-sanguínea, mácula vásculo-sanguínea

3.1.1.1.1.eritema, mácula eritematosa

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 25

3.1.1.1.1.1.cianose

3.1.1.1.1.2.enantema

3.1.1.1.1.3.exantema

3.1.1.1.1.3.1.exantema difuso

3.1.1.1.1.3.2.exantema morbiliforme, exantema rubeoliforme

3.1.1.1.1.3.3.exantema escarlatiniforme

3.1.1.1.1.4.rubor

3.1.1.1.1.5.eritema figurado

3.1.1.1.1.6.eritema solar

3.1.1.1.1.7.eritema poliforme, eritema polimorfo; eritema multiforme

3.1.1.1.1.8.eritema nodoso

3.1.1.1.1.9.eritrodermia

3.1.1.1.1.10.uleritema

3.1.1.1.2.mancha lívida

3.1.1.1.3.mancha anêmica, mácula esbranquiçada

3.1.1.1.4.mancha angiomatosa, mácula vermelho vivo, mácula eritêmato-arroxeada

3.1.1.1.5.telangiectasia

3.1.1.1.6.púrpura

3.1.1.1.6.1.petéquia

3.1.1.1.6.2.equimose

3.1.1.1.6.3.víbice, lesão atrófica linear, verga, púrpura linear, atrofia linear da pele)

3.1.2.manchas pigmentares, máculas pigmentares

3.1.2.1.mancha discrômica

3.1.2.2.mancha acrômica

3.1.2.3.mancha hipocrômica, mancha hipopigmentar

3.1.2.4.mancha hipercrômica, mancha hiperpigmentar

3.1.2.5.despigmentação

3.1.2.6.hiperpigmentação

3.1.2.7.leuconíquia

3.1.2.8.poiquilodermia

3.2.formações sólidas

3.2.1.pápula, lesão papulosa

26LÍDIA ALMEIDA BARROS

3.2.2.vegetação

3.2.3.tubérculo

3.2.4.nódulo, nodo

3.2.5.goma

3.2.6.nodosidade, tumor

3.2.7.verrucosidade

3.2.8.urtica

3.2.9.comedão, cravo, comedo

3.2.9.1.comedão branco

3.2.9.2.comedão preto

3.2.10.pólipo

3.2.11.placa

3.2.11.1.placa papulosa

3.3.coleções líquidas

3.3.1.vesícula

3.3.2.bolha, flictena

3.3.3.furúnculo, leicenço, fruncho(pop), frunco(pop), frúnculo(pop), bichoca(prov port Lus)

3.3.4.antraz, anthrax

3.3.5.abscesso, coleção purulenta, abcesso

3.3.6.pústula

3.3.7.hematoma

3.4.perdas teciduais, lesões elementares caducas

3.4.1.escama

3.4.1.1.escama laminar

3.4.1.2.escama furfurácea, escama pitiriásica

3.4.1.3.escama psoriática

3.4.1.4.escama lamelar

3.4.1.5.escama em forma de tacha

3.4.2.ulceração, helcose

3.4.3.exulceração, erosão

3.4.4.crosta

3.4.4.1.crosta melicérica

3.4.4.2.crosta hemática

3.4.5.rúpia

3.4.6.escara, esfacelo

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 27

3.4.7.atrofia maculosa, anetodermia, atrofiderma maculosa, atrofia macular primária da pele, atrofia macular, elastólise

3.4.8.afta

3.4.9.fissura, ragádia, rágade, rágada

3.4.10.maceração

3.4.11.fístula

3.4.12.escoriação

3.5.alterações na espessura, modificações na espessura, espessu- ras

3.5.1.queratose, ceratose

3.5.1.1.acantose

3.5.1.2.disqueratose, disceratose

3.5.1.3.hiperqueratose, hiperceratose, poquidermia

3.5.1.4.tilose, olho-de-perdiz(vulg)

3.5.2.liquenificação

3.5.2.1.liquenificação primária

3.5.2.2.liquenificação secundária

3.5.2.3.liquenificação circunscrita simples, neurodermite circuns- crita

3.5.2.4.liquenificação difusa simples, neurodermite generalizada

3.5.2.5.liquenificação macropapulosa

3.5.2.6.liquenificação verrugosa

3.5.3.infiltração

3.5.4.edema

3.5.5.esclerose

3.5.6.paquidermia, elefantíase

3.5.7.leucoplasia

3.6.sequelas

3.6.1.atrofia

3.6.1.1.atrofia senil

3.6.1.2.estria atrófica

3.6.1.3.hemiatrofia

3.6.2.cicatriz

3.6.2.1.cicatriz atrófica

3.6.2.2.cicatriz críbrica

3.6.2.3.cicatriz hipertrófica, cicatriz queloideana

28LÍDIA ALMEIDA BARROS

3.7.Malformação da epiderme

3.7.1.aplasia

3.7.2.hipoplasia

3.7.3.hiperplasia, hipertrofia numérica

3.8.onicodistrofia

3.8.1.onicólise

3.8.2.onicorrexe, onicorrexia

4.dermatoses, dermatopatias, dermopatias

4.1.dermatoses metabólicas

4.1.1.desvitaminodermia

4.1.1.1.pelagra

4.1.1.2.Kwashiorkor

4.1.1.3.frinoderma

4.1.1.4.escorbuto, mal-de-luanda (pop.)

4.1.1.5.beribéri, perneira (Bras, MG, pop)

4.1.1.5.1.beribéri úmido

4.1.1.5.2.beribéri seco

4.1.1.6.desvitaminodermia por deficiência de riboflavina, desvita- minodermia por carência de riboflavina

4.1.1.7.desvitaminodermia por deficiência de piridoxina, desvita- minodermia por carência de piridoxina

4.1.1.8.desvitaminodermia por deficiência de cobalamina, desvi- taminodermia por carência de cobalamina

4.1.1.9.raquitismo

4.1.1.10.desvitaminodermia por deficiência de biotina, desvitami- nodermia por carência de biotina

4.1.1.11.desvitaminodermia por deficiência de vitamina K, desvi- taminodermia por carência de vitamina K

4.1.1.12.desvitaminodermia por deficiência de ácido fólico, desvi- taminodermia por carência de ácido fólico

4.1.2.lipidose

4.1.2.1.xantoma

4.1.2.1.1.xantoma tuberoso

4.1.2.1.2.xantoma tendinoso

4.1.2.1.3.xantoma estriado

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 29

4.1.2.1.4.xantoma eruptivo, xantoma dos diabéticos, xantoma pápulo-eruptivo

4.1.2.1.5.xantoma palmar

4.1.2.1.6.xantelasma, xantoma das pálpebras

4.1.2.1.7.xantoma plano

4.1.2.1.8.xantoma nodular

4.1.2.1.9.xantoma secundário

4.1.2.1.10.xantoma histiocitário

4.1.2.1.11.xantoma disseminado, xantomatose múltipla, xantoma múltiplo

4.1.2.2.angioceratoma de Fabry, angioqueratoma difuso de Fabry, angiokeratoma corporis diffusum, angioceratoma corporal difuso, lipidose glicolipídica, angioceratoma de Favre

4.1.2.3.lipogranulomatose disseminada

4.1.2.4.doença de Gaucher

4.1.2.5.doença Niemann Pick

4.1.2.6.doença de Tangier

4.1.3.porfiria

4.1.3.1.porfiria eritropoiética, PE

4.1.3.1.1.protoporfiria eritropoiética

4.1.3.1.2.porfiria eritropoiética congênita, doença de Gunther,

PEC

4.1.3.1.3.porfiria hepatoeritropiética

4.1.3.1.4.porfiria hepatoereditária

4.1.3.2.porfiria hepática

4.1.3.2.1.porfiria aguda intermitente, porfiria sueca, PAI

4.1.3.2.2.porfiria cutânea tardia, porfiria sintomática, profiria hepática crônica, porfiria adquirida, PCT

4.1.3.2.3.porfiria variegata

4.1.3.2.4.coproporfiria hereditária

4.1.4.amiloidose

4.1.4.1.amiloidose primária sistêmica, amiloidose sistêmica primá- ria, síndrome de Lubarsh-Pick

4.1.4.2.amiloidose secundária sistêmica

4.1.4.3.amiloidose primária localizada

30LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.1.4.4.amiloidose secundária localizada

4.1.4.5.amiloidose cutânea genuína

4.1.4.5.1.amiloidose cutânea genuína difusa

4.1.4.5.2.amiloidose cutânea genuína localizada

4.1.5.mucinose cutânea

4.1.5.1.mucinose cutânea difusa, mixedema generalizado

4.1.5.2.mucinose cutânea localizada, mixedema circunscrito, mixedema pré-tibial

4.1.5.3.mucinose papular, mucinose papulosa

4.1.5.3.1.mucinose papular estrita, líquen mixedematoso

4.1.5.3.2.escleromixedema, síndrome de Gottron-Arndt

4.1.5.3.3.mucinose papular em placa

4.1.5.4.mucinose folicular, alopecia mucinosa

4.1.5.5.mucinose eritematosa reticulada, síndrome R.E.M

4.1.5.6.mucinose cutânea juvenil auto limitada

4.1.5.7.escleredema de Buschke, escleredema do adulto

4.1.6.mucopolissacaridose

4.1.6.1.mucopolissacaridose tipo I-H, gargolismo, síndrome de Hurler

4.1.6.1.1.mucopolissacaridose tipo I-S, síndrome de Scheie

4.1.6.1.2.mucopolissacaridose tipo I-H/S, síndrome de Hurler- Scheie

4.1.6.2.mucopolissacaridose tipo II, síndrome de Hunter

4.1.6.3.mucopolissacaridose tipo III, síndrome de Sanfilippo

4.1.6.4.mucopolissacaridose tipoIV, síndrome de Morquio, doen- ça de Morquio-Uhicer, doença de Morquio

4.1.6.5.mucopolissacaridose tipoVI, síndrome de Maroteaux-Samy, síndrome de Maroteaux-Lamy

4.1.6.6.mucopolissacaridose tipo VII, síndrome de Sly

4.1.7.glicolipoidoproteinose, hialinose cutâneo-mucosa, doença de Urbach-Weithe, proteinose lipídica

4.1.8.aminoacidúria, aminacidúria

4.1.8.1.fenilcetonúria, oligofrenia fenilpirúvica

4.1.8.2.ocronose, alcoptonúria, oxidase do ácido homogentísico

4.1.8.3.ocronose exógena, acronose exógena

4.1.8.4.hemocistinúria

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 31

4.1.8.5.aminoacidúria argininssuccínica, deficiência de arginossuc- cinase

4.1.9.calcinose cutânea

4.1.9.1.calcinose cutânea idiopática

4.1.9.2.calcinose cutânea metastática

4.1.9.3.calcinose cutânea distrófica

4.1.9.4. calcinose cutânea tumoral

4.1.10.gota

4.1.10.1.gota latente

4.1.10.2.gota cálcica

4.1.11.histiocitose X, langherose

4.1.11.1.histiocitose aguda disseminada

4.1.11.2.histiocitose multifocal crônica

4.1.11.3.granuloma eosinofílico, granuloma eosinófilo

4.1.11.4.xantoma disseminado, xantomatose múltipla, xantoma múltiplo

4.1.11.5.xantossideroistiocitose

4.1.11.6.xantomatose plana difusa

4.1.11.7.reticuloistiocitose

4.1.11.7.1.reticuloistiocitose multicêntrica

4.1.11.7.2.histiocitoma eruptivo generalizado

4.1.11.7.3.xantogranuloma necrobiótico

4.1.11.7.4.xantoma verruciforme

4.1.11.7.5.xantogranuloma juvenil, xantoma juvenil

4.1.11.7.6.granuloma retículo-histiocítico, granuloma reticulois- tiocítico, reticuloistiocitoma

4.2.Dermatoses auto-imunes

4.2.1.lúpus eritematoso

4.2.1.1.lúpus eritematoso discóide

4.2.1.2.lúpus eritematoso sistêmico

4.2.1.2.1.lúpus eritematoso sistêmico subagudo

4.2.1.2.2.lúpus eritematoso sistêmico neonatal

4.2.1.3.lúpus eritematoso profundo

4.2.2.síndrome de Rowell

4.2.3.esclerodermia

4.2.3.1.esclerodermia circunscrita, esclerodermia morphea

32LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.2.3.1.1.esclerodermia circunscrita em gotas, esclerodermia guttata

4.2.3.1.2.esclerodermia circunscrita em placas

4.2.3.1.3.esclerodermia circunscrita em faixas, esclerodermia en coup de sabre

4.2.3.1.4.esclerodermia circunscrita linear

4.2.3.1.5.esclerodermia circunscrita fasciíte eosinifílica, doença de Shulman

4.2.3.2.Esclerodermia sistêmica

4.2.3.2.1.Esclerodermia difusa

4.2.3.2.2.Acroesclerose

4.2.4.Dermatomiosite

4.2.5.Doença mista do tecido conjuntivo, DMTC

4.2.6.Doença homóloga

4.2.7.Doença auto-agressiva hansênica

4.3.dermatoses pustulosas amicrobianas, pustuloses essenciais

4.3.1.pustulose subcórnea, doença de Sneddon-Wilkinson

4.3.2.dermatite crural pustulosa e artrófica

4.3.3.pustulose recalcitrante das mãos e pés

4.3.4.acrodermatite contínua de Hallopeau, acropustulose, acrodermatite perstans

4.3.5.bactéride pustulosa de Andrews

4.3.6.foliculite pustulosa eosinofílica, síndrome de Ofuji

4.3.7.impetigo herpetiforme, pustulose herpetiforme

4.3.8.pustulose vegetante de Hallopeau

4.3.9.síndrome de Sweet, dermatose neutrofílica febril aguda

4.3.9.1.síndrome de Sweet clássica, síndrome de Sweet idiopática

4.3.9.2.síndrome de Sweet parainflamatória

4.3.9.3.síndrome de Sweet paraneoplásica

4.3.10.melanose pustulosa neonatal transitória

4.3.11.acropustulose infantil

4.4.dermatoses basicamente papulosas

4.4.1.líquen plano, líquen rubro plano

4.4.1.1.líquen plano actínico

4.4.1.2.líquen plano vulgar, líquen plano agudo, líquen plano crô- nico

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 33

4.4.1.3.líquen plano hipertrófico, líquen plano verrucoso

4.4.1.4.líquen plano atrófico

4.4.1.5.líquen plano linear, líquen plano estriado

4.4.1.6.líquen plano bolhoso

4.4.1.7.líquen plano penfigóide, líquen penfigóide

4.4.1.8.líquen plano de mucosa

4.4.1.9.líquen anular

4.4.1.10.líquen palmoplantar

4.4.2.erupção liquenóide

4.4.3.líquen nítido

4.4.4.líquen estriado

4.4.5.dermatose liquenóide

4.4.5.1.liquenificação primária

4.4.5.2.liquenificação secundária

4.4.5.3.liquenificação circunscrita simples, neurodermite circuns- crita

4.4.5.4.liquenificação difusa simples, neurodermite generalizada

4.4.5.5.liquenificação hipertrófica gigante

4.4.5.6.prurigo nodular, prurigo nodular de Hyde, doença de Hyde, liquenificação macropapulosa

4.5.Discromias

4.5.1.Acromias

4.5.1.1.Albinismo, albinismo oculocutâneo, leucodermia congêni- ta, leucopatia congênita, albinia (Sin. ger.).

4.5.1.1.1.Albinismo tirosinase-negativo, albinismo total

4.5.1.1.2.Albinismo tirosinase-positivo, albinismo parcial

4.5.1.1.3.Albinismo mutante-amarelo

4.5.1.1.4.Síndrome de Hermansky-Pudlak

4.5.1.2.Piebaldismo

4.5.1.3.Poliose

4.5.1.4.Incontinência pigmentar acrômica, hipomelanose de Ito

4.5.1.5.Vitiligo, vitiligem, leucodermima

4.5.1.6.Leucodermia por substâncias químicas, leucodermia por drogas

4.5.1.7.Leucodermia solar, leucodermia gotada, leucodermia gutata, hipomelanose gutata idiopática

34LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.5.2.Hipocromia

4.5.2.1.Nevo acrômico

4.5.2.2.Síndrome de Chediak-Higashi, doença de Béguez-César

4.5.2.3.Síndrome de Klein-Waardenburg, síndrome de Waardenburg

4.5.2.4.Síndrome de Cross-McKusick-Breen

4.5.2.5.Leucodermia dos vagabundos

4.5.3.Hipercromia, hipermelanose

4.5.3.1.Mancha mongólica

4.5.3.2.Melanose oculodérmica, nevo de Ota, nevo foscocerúleo oftalmomaxilar de Ota

4.5.3.3.Nevo foscocerúleo acrômico deltoidiano de Ito, nevo de Ito

4.5.3.4.Síndrome de Albright, doença de Albright, osteodistrofia hereditária de Albright, síndrome de McCune-Albright

4.5.3.5.Efélide, sarda(pop.), lentigem, lentigo, ovo-de-peru, titinga.(Bras.)

4.5.3.6.Mácula melanótica labial

4.5.3.7.Lentigo, lentigem

4.5.3.7.1.Lentigo juvenil

4.5.3.7.2.Lentigo solar, lentigo senil

4.5.3.7.3.Nevus spilus, nevo lentiginoso salpicado

4.5.3.7.4.Lentiginose profusa, lentiginose difusa

4.5.3.7.4.1.Lentiginose multipla

4.5.3.7.4.1.1.Lentiginose centro-facial

4.5.3.7.4.1.2.Lentiginose unilateral

4.5.3.8.Poiquilodermia de Civatte

4.5.3.9.Melanose de Riehl

4.5.3.10.Melanodermite tóxica de Hoffmann e Habermann

4.5.3.11.Poiquilodermia acroceratótica hereditária

4.5.3.12.Poiquilodermia congênita, síndrome de Rothmund- Thomson, poiquiloderma congênito

4.5.3.13.Poiquilodermia esclerosante hereditária, poiquilodermia de Weary

4.5.3.14.Melanose neviforme, nevo piloso pigmentado de Becker, melanose pilosa de Becker, nevus pigmentado e piloso

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 35

4.5.3.15.Mancha “café-au-lait”, mancha café-com-leite

4.5.3.16.Acropigmentação reticulada de Kitamura, doença de Kitamura

4.5.3.17.Incontinência pigmentar, doença de Bloch-Sulzberger, síndrome de Bloch-Sulzberger

4.5.3.18.Lentiginose perioficial, síndrome de Peutz-Jeghers, , sín- drome de Leopard, síndrome de Jeghers-Peutz

4.5.3.19.Síndrome de Cronkhite-Canadá

4.5.3.20.Fitofotodermatite, berloque dermatite, fitofotoderma- tose

4.5.3.21.Eritema discrômico persistente, erytema dyscromicum perstans, dermatose cinienta

4.5.3.22.Hipercromia medicamentosa, melanose medicamentosa

4.5.3.23.Cloasma, melasma

4.5.3.23.1.Cloasma gravídico, mancha da gravidez

4.6.Eritemas, manchas vasculo-sanguíneas, dermatites eritema- tosas

4.6.1.Eritema figurado

4.6.1.1.Eritema anular centrífugo, eritema pápulo-circinado mi- grante crônico

4.6.1.2.Eritema crônico migratório, eritema crônico migrante

4.6.1.3.Eritema giriforme persistente, erytema gyratum perstants

4.6.1.4.Erytema gyratum repens

4.6.1.5.Eritema migratório necrolítico, eritema necrolítico, eritema necrolítico migratório, síndrome do glucagonoma

4.6.2.Eritema localizado

4.6.2.1.Eritema palmar

4.6.2.1.1.Eritema palmar adquirido

4.6.2.1.2.Eritema palmar hereditário, eritema palmo-plantar hereditário

4.6.3.Eritema generalizado, eritema difuso, eritema universal

4.6.3.1.Eritema escarlatiforme

4.6.3.2.Eritema morbiliforme, eritema rubeoliforme

4.6.4.Eritema pudico

4.6.5.Eritrose facial

4.6.6.Eritema a agentes físicos e químicos

36LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.6.7.Eritrose pigmentar peribucal, eritrose pigmentar peribucal de Brocq, dermatose pigmentar peribucal, eritrodermia pigmen- tada peribucal

4.6.8.Eritema pérnio, perniose, frieira (pop.), geladura (pop.)

4.6.9.Eritema tóxico neonatal, eritema tóxico dos recém-nascidos

4.6.10.Eritema exsudativo multiforme, eritema multiforme, EM, doença de Hebra, eritema polimorfo, herpes íris

4.6.10.1.Síndrome de Stevens-Johnson

4.6.11.Eritema nodoso, dermatite contusiforme, febre nodal, postulose eritema condusiforme, paniculite septal

4.7.Dermatoses Eritematoescamosas

4.7.1.Psoríase, psoríase típica, psoríase vulgar, psoríase ordinária, alfos, lepra alfos, psora

4.7.1.1.Psoríase pustulosa

4.7.1.1.1.Psoríase pustulosa generalizada, psoríase pustulosa ge- neralizada tipo von Zumbusch

4.7.1.1.1.1.Impetigo herpetiforme, postulose herpetiforme

4.7.1.1.2.Psoríase pustulosa localizada

4.7.1.2.Psoríase eritrodérmica

4.7.1.3.Psoríase ungueal

4.7.1.4.Psoríase linear, psoríase zosteriforme

4.7.1.5.Psoríase eruptiva, psoríase gutata

4.7.1.6.Psoríase mínima

4.7.1.7.psoríase artropática, psoriase artrópica, artrite psoriá- sica

4.7.1.8.psoríase invertida

4.7.1.9.psoríase puntacta, psoríase pontilhada

4.7.2.parapsoríase, paracetose variegada, xantoeritrodermia persis- tente

4.7.2.1.parapsoríase em gotas, parapsoríase gutata

4.7.2.1.1.parapsoríase em gotas aguda

4.7.2.1.2.parapsoríase em gotas crônica

4.7.2.2.parapsoríase em placas

4.7.2.2.1.parapsoríase em pequenas placas

4.7.2.2.2.parapsoríase em grandes placas, poiquilodermia atróficans vascular

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 37

4.7.3.eritrodermia esfoliativa, eritroderma esfoliativo, dermatite esfoliativa, ceratose esfoliativa, keralolysis esfoliativa

4.7.3.1.eritrodermia metaeruptiva

4.7.3.2.eritrodermia tóxica

4.7.4.pitiriase rósea

4.8.eczemas, dermatites e eczemátides

4.8.1.dermatite, dermatitis, dermatitides,dermite

4.8.2.eczema

4.8.2.1.dermatite de contato, eczema de contato, dermatite venenata, dermatite eczematosa de contato

4.8.2.1.1.dermatite de contato por irritante primário, eczema de contato por irritante preimário, eczema por irritação primária, DCIP

4.8.2.1.1.1.dermatite amoniacal, dermatite das fraldas, exan- tema das fraldas

4.8.2.1.1.2.granuloma glúteo infantil:.

4.8.2.1.2.dermatite de contato alérgica, DCA

4.8.2.2.dermatite atópica, eczema atópico

4.8.2.3.dermatite seborréica, DS

4.8.2.4.dermatite seborréica infantil, dermatite seborréica do lac- tente

4.8.2.5.eritrodermia descamativa, eritrodermia de Leiner, síndro- me de Leiner

4.8.2.6.eczema microbiano, dermatite eczematóide infecciosa

4.8.2.7.eczema asteatósico, craquelé, eczema craquelé

4.8.2.8.eczema numular,dermatite numular

4.8.2.9.eczema de estase, dermatite de estase, eczema hipostácio, eczema varicoso

4.8.2.10.dermatose plantar juvenil

4.8.2.11.eczema das mãos

4.8.2.12.eczema disidrótico, desidrose, pomphoyx

4.8.2.13.fotoeczema

4.8.2.14.auto-eczema

4.8.3.eczemátide, pitiriase alba

4.8.3.1.eczemátide figurada esteatóide

4.8.3.2.eczemátide psoriasiforme

38LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.8.3.3.eczemátide pitiriasiforme

4.8.3.4.eczemátide do tipo pitiríase rósea de Gibert, eczemátide do tipo pitiríase rósea

4.8.3.5.eczemátide peripilar

4.8.3.5.1.eczemátide peripilar esteatóide

4.8.3.6.eczemátide eritrodérmica

4.9.buloses

4.9.1.pênfigo

4.9.1.1.pênfigo vulgar, PV

4.9.1.1.1.pênfigo vegetante, PVe

4.9.1.1.1.1.pênfigo vegetante do tipo Neumann, moléstia de Neumann

4.9.1.2.pênfigo foliáceo, doença de Cazenave, pênfigo foliáceo de Cazenave, fogo selvagem(pop.)

4.9.1.2.1.pênfigo eritematoso, PE, pênfigo frusto, pênfigo seborréico, síndrome de Senear-Usher

4.9.1.2.2.pênfigo foliáceo brasileiro, fogo selvagem(pop), pênfigo foliáceo forma edêmica

4.9.1.2.3.pênfigo paraneoplásico, penfigóide bolhoso

4.9.1.3.penfigóide cicatricial, pênfigo benigno das mucosas

4.9.2.dermatite herpetiforme, dermatite poliforma dolorosa, hidroa

4.9.3.bulose crônica da infância, dermatose bolhosa por IgA linear

4.9.4.herpes gestacional, herpes gestantionis

4.10.Dermatoses Atróficas

4.10.1.Atrofia maculosa, anetodermia, atrofioderma maculosa, atro- fia macular primária da pele, atrofia macular, elastólise

4.10.1.1.Atrofia maculosa hereditária

4.10.1.2.Atrofia maculosa idiopática

4.10.1.2.1.Anetodermia de Schweninger-Buzzi, anetodermia idio- pática de Schweninger-Buzzi

4.10.1.2.2.Anetodermia de Jadasshon, atrofodermia eritematosa em placas de Thibièrge, anetodermia de Jadasshon- Pellizari, anetodermia eritematosa de Jadasshon- Thibièrge

4.10.1.2.3.Anetodermia de Pellizari, eritema urticado atrofiante de Pellizari

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 39

4.10.1.3.Atrofodermia macular secundária, anetodermia secun- dária

4.10.2.Atrofodermia de Pasini e Pierini, atrofodermia idiopática, atro- fodermia esclerodérmica, atroforderma de Passini e Pierini

4.10.3.Acrodermatite crônica atrofiante, eritomelia de Pick, molés- tia de Pick-Herxheimer, doença de Pick-Herxheimer

4.10.4.Poiquilodermia, poikilodermia, poikiloderma, pecilodermia, pecilodermia reticular da face e pescoço, pecilodermia atrofiante vascular

4.10.5.Estria atrófica, estria cutânea, estria distensa, atrofia cutânea linear.

4.10.6.Atrofia maculosa varioliforme, atrofia maculosa variforme da pele, atrofia maculosa varioliformis cutis

4.10.7.Ainhum, dactilose espontânea

4.10.8.Atrofia branca de Milian, atrofia branca, vasculite segmentar hialinizante, livedo, vasculite, vasculite livedóide

4.10.9.Eritema multiforme infantil atrofiante, elastólise cutânea ge- neralizada adquirida pós-inflamatória

4.11.Dermatoses Escleróticas

4.11.1.Esclerodermia

4.11.2.Dermatosclerose, hipodermite esclerodermiforme

4.11.3.Quelóide

4.12.Dermatoses atróficas e escleróticas

4.12.1.Líquen escleroatrófico, líquen plano esclerosante de Darier, líquen plano esclerosante primitivo de Hallopeau, morfea em gotas, líquen escleroso e atrófico, doença das manchas bran- cas (pop.), doença de Csillag

4.12.2.Craurose vulvar, leucocraurose

4.12.3.Balanopostite xerófica e obliterativa

4.13.hipodermites, paniculites, adiposites

4.13.1.adiponecrose neotonal, necrose subcutânea do recém-nas- cido, adiponecrose subcutânea neonatal, adiponecrose neonatorum, necrose gordurosa subcutânea do recém-nas- cido

4.13.2.escleredema neonatal, edema neonatorum, edema do recém- nascido, edema neonatal, necrose cutânea do recém-nascido

40LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.13.3.esclerema neotonal,esclerema do recém nascido, sclerema adiposum , esclerema neonatorum, doença de Underwood, esclerema adiposo, esclerema, necrose da gordura subcutânea do recém-nascido, esclerema

4.13.4.paniculite nodular não-supurativa febril recidivante, paniculite febril nodular não-supurativa e recidivante, paniculite de Weber-Christian, doença de Weber-Christian, doença de Christian

4.13.5.síndrome de Rothmann-Makai, lipogranulatose subcutânea, lipogranulomatose subcutânea de Rothmann e Makai

4.13.6.paniculite nodular migratória subaguda de Vilanova-Piñol Aguadé, hipodernite nodular subaguda migrante, paniculite nodular subaguda migrante, paniculite migratória subaguda, eritema nodoso migratório, paniculite nodular migratória, hipodernite nodular subaguda migratória de Vianova-Piñol- Aguadé

4.13.7.paniculite pancreática, paniculite nodular de origem pancreá- tica

4.13.8.paniculite pós-esteróide

4.13.9.paniculite pelo frio

4.13.10.paniculite traumática, necrose gordurosa traumática

4.13.11.paniculite por pressão

4.13.12.paniculite factícia

4.13.13.paniculite lúpica, lupus eritematoso profundo

4.13.14.paniculite devida a insulina, insulinodistrofia

4.14.afecções vasculares, afecções dos vasos

4.14.1.púrpura, peliose

4.14.1.1.púrpura trombocitopênica, púrpura trombopênica, púr- pura hemorrágica

4.14.1.1.1.púrpura trombocitopênica idiopática, doença de Werlhof, púrpura trombocitolítica, moléstia de Werlhof, escorbuto da terra

4.14.1.1.1.1.púrpura trombocitopênica idiopática aguda

4.14.1.1.1.2.púrpura trombocitopênica idiopática crônica

4.14.1.1.2.púrpura trombocitopênica secundária, púrpura trom- bocitopênica sintomática.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 41

4.14.1.2.púrpura por disfunção dos trombócitos, púrpura por alte- rações do mecanismo de coagulação, púrpura intravascu- lar, púrpura por deficiência do mecanismo de coagulação sanguínea, púrpura trombocítica

4.14.1.2.1.púrpura trombopática, trombopatia

4.14.1.2.2.púrpura trombastênica, púrpura tromboastêmica

4.14.1.2.3.púrpura trombocitopática

4.14.1.2.4.púrpura fulminante

4.14.1.2.5.púrpura por auto-sensibilização eritrocítica

4.14.1.2.6.púrpura disproteinêmica

4.14.1.3.púrpura vascular

4.14.1.3.1.púrpura anafilactóide de Henoch-Schönlein, púrpura de Henoch-Schönlein, púrpura de Henoch- Schoenlein, púrpura anafilactóide, púrpura reumáti- ca, peliose reumática de Schoenlein, púrpura abdomi- nal de Henoch.

4.14.1.3.2.púrpura pigmentar crônica, moléstia de Schamberg, púrpura de Majocchi, dermatite purpúrica de Gougerot e Blum, púrpura pigmentosa crônica, angiíte purpúrica, angiíte pigmentar

4.14.1.3.2.1.púrpura pigmentar crônica na forma anular telangiectásica de Majocchi, púrpura anular telangiectóide, púrpura de Majocchi, doença de Majocchi.

4.14.1.3.2.2.púrpura pigmentar crônica na forma pigmentar progressiva de Schamberg, púrpura de Schamberg, púrpura pigmentar progressiva, doença pigmen- tar progressiva, dermatose purpúrica, dermatose purpúrica pigmentar progressiva

4.14.1.3.2.3.púrpura pigmentar crônica na forma liquenóide de Gougerot-Blum, doença de Gougerot-Blum, dermatite liquenóide, púrpura pigmentosa crô- nica

4.14.1.3.2.4.púrpura pigmentar crônica na forma eczematóide, púrpura eczematóide

4.14.1.3.2.5.púrpura pigmentar crônica na forma liquen aureus

42LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.14.1.3.3.angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix, dermite ocre, dermatite ocre, dermite ocre de Favre e Chaix, dermite dos membros inferiores, dermite de Favre e Chaix, síndrome de Favre e Chaix, angioder- mite pigmentar e purpúrica de Favre.

4.14.1.3.4.púrpura do escorbuto, púrpura escorbútica

4.14.1.3.5.púrpura vascular tóxico-alérgica

4.14.1.3.6.púrpura senil

4.14.2.vasculite, angiíte, vascularite, angeíte

4.14.2.1.vasculite primária e predominantemente necrosante, vas- culite necrosante, vasculite alérgica, vasculite leucocito- clásica, alegide nodular dérmica, angiíte necrosante, venulite necrosante cutânea

4.14.2.1.1.vasculite necrosante de Gougerot-Ruiter, moléstia trissintomática de Gougerot-Ruiter, alergide nodular purpúrica, doença trissintomática

4.14.2.1.2.poliarterite nodosa, doença de Kussmaul-Maier, pe- riarterite

4.14.2.1.3.vasculite necrosante granulomatosa de Wegener, gra- nuloma de Wegener

4.14.2.1.4.vasculite necrosante granulomatosa de Churg-Strauss, síndrome Churg-Strauss, granulomatose alérgica, gra- nuloma de C-S, angeiíte alérgica de Churg-Strauss, vasculite necrosante alérgica, vasculite granulomato- sa alérgica de C-S

4.14.2.1.5.vasculite necrosante por hipersensibilidade de Zeek, angiíte por hipersensibilidade

4.14.2.1.6.síndrome de Kawasaki, síndrome linfonodomucocutâ- nea, doença de Kawasaki,

4.14.2.1.7.granulomatose linfomatóide

4.14.2.1.8.eritema elevatum diutinum, doença de Bury, eritema elevado diutino

4.14.2.1.9.papsoríase em gotas aguda

4.14.2.1.10.urticária vasculite, UV, vascularite urticariforme

4.14.2.1.11.vasculitenecrosante sintomática, vasculite necrosante, vasculite alérgica, angiíte necrosante

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 43

4.14.2.1.12.granuloma facial

4.14.2.1.13.papulose limfomatóide

4.14.2.2.vasculite primária predominantemente trombosante

4.14.2.2.1.tromboangiíte obliterante, moléstia de Buerger, doen- ça de WiniWarter-Buerger, doença de Bürger, doen- ça de Buerger, tromboangeíte obliterante

4.14.2.2.2.tromboflebite recidivante idiopática migrans, trombo- flebite rastejante, tromboflebite migratória, trombofeblite superficial migratória

4.14.2.2.3.feblite de Mondor, doença de Mondor

4.14.2.2.4.papulose atrofiante maligna, síndrome de Degos, doença de Degos, doença de Köhlmeier-Degos

4.14.2.2.5.síndrome de coagulação intravascular disseminada, síndrome trombo-hemorrágica, coagulação intravas- cular disseminada, coagulopatia intravascular dissemi- nada, coagulopatia do consumo, coagulopatia de con- sumo.

4.14.2.2.6.atrofia branca de Milian, atrofia branca, vasculite seg- mentar hianilizante, livedo, vasculite livedóide

4.14.2.2.7.angioendoteliomatose proliferante sistêmica, linfoma angiotrópico, angioendoteliomatose sistêmica neoplá- sica, angioendoteliomatose proliferativa sistemática, doença de Pfleger-Tappeiner

4.14.2.2.8.vasculite da síndrome de Raynaud, moléstia de Raynaud, fenômeno de Raynaud, gangrena simétrica das extremidades, doença de Raynaud, síndrome de Raynaud

4.14.2.3.vasculite primária predominantemente granulomatosa, vasculite granulomatosa

4.14.2.3.1.vasculite de Horton, arterite cranial, arterite granulo- matosa, arterite temporal, arterite de Horton

4.14.2.3.2.polimialgia arterítica, doença de Bruce

4.14.2.3.3.doença de Takayasu, arterite de Takayasu

4.14.3.síndrome angiomatosa

4.14.3.1.síndrome de Sturge-Weber, angiomatose trigeminocra- nial, angiomatose encefalotrigeminal, angiomatose

44LÍDIA ALMEIDA BARROS

craniofacial, doença de Sturge-Weber-Dimitri, síndrome de Krabble

4.14.3.2.Síndrome de Klippel-Trenaunay-ParkesWeber, hipertro- fia hemangiectática, síndrome ângio-hipertrófica, nevo varicoso ósteo-hipertrófico

4.14.3.3.síndrome de Maffuci

4.14.3.4.síndrome de Osler-Rendu-Weber, telangiectasia hemorrágica hereditária

4.14.3.5.síndrome de blue rubber bleb nevus

4.14.3.6.síndrome de Kasabach-Merritt, hemangioma com trombocitopenia, síndrome de hemangioma- trombocitopenia

4.14.4.angioceratoma

4.14.4.1.angioceratoma de Fordyce, angioceratoma do escroto

4.14.4.2.angioceratoma de Mibelli, angioqueratoma de Mibelli

4.14.4.3.angioceratoma circunscrito, angoqueratoma circunscrito

4.14.4.4.angioceratoma de Fabry, angioqueratoma difuso de Fabry, angiokeratoma corporis diffusum, angioceratoma corporal difuso, lipidose glicolipídica, angioceratoma de Favre.

4.14.5.lesão ulcerada da perna de origem vascular e sanguínea

4.14.5.1.úlcera angiodérmica, angiodermite de Favre

4.14.5.2.úlcera hipertensiva, úlcera isquêmica

4.14.5.3.úlcera de estase, úlcera varicosa, úlcera hipostática.

4.14.5.4.úlcera hematopoética

4.14.6.afecção vascular predominantemente funcional

4.14.6.1.vasculite da síndrome de Raynaud, fenômeno de Raynaud, síndrome de Raynaud, doença de Raynaud, moléstia de Raynaud, gangrena simétrica dos estremistas

4.14.6.2.livedo reticular, livedo racemoso

4.14.6.2.1.livedo reticular fisiológico, cútis marmorata, cútis mar- mórea

4.14.6.2.2.livedo reticular idiopático

4.14.6.2.3.livedo reticular congênito

4.14.6.2.4.livedo reticular secundário, livedo reticular sintomá- tico, livedo reticular sintomática

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 45

4.14.6.3.eritromeralgia, eritromelalgia

4.14.6.4.acrocianose, doença de Crocq

4.14.6.4.1.acrocianose necrosante remitente

4.14.6.5.eritema pérnio, geladura (pop), perniose, frieira (pop)

4.14.6.6.eritrocianose

4.14.6.7.síndrome branca de Marshall, mancha de Bier

4.14.6.8.angioma

4.14.6.8.1.angioma plano, nevus flameus, nevo de vinho do por- to (pop), hemangioma plano, mancha vinhosa, nevo teleangiectásico, nevo capilar, mancha de salmão (pop), nevo em chama

4.14.6.8.2.hemangioma tuberoso, hemangioma capilar, angioma tuberoso, angioma cavernoso

4.14.6.8.3.angioma estelar, nevo aracnóidico, nevo aracnóide, angioma aracniforme, angioma aracneiforme, nevo aracniforme, mola aracniforme, telangiectasia aracni- forme, aranha arterial, aranha vascular, hemangioma estelar, telangiectasia aranhosa, spider nevus,hemangioma estelar, nevus aracnóide

4.14.6.8.4.angioma puntiforme, ponto de rubi, angioma senil, hemangioma senil, angioma framboesa, ecraia papilar, ectasia senil, lago nervoso, aneurisma capilar, variz papilar

4.14.6.8.5.telangiectasia nevóide unilateral

4.14.6.8.6.telangiectasia generalizada

4.14.6.8.7.hemangioma verrucoso

4.14.6.8.8.angioma serpiginoso, angioma serpiginosum, telan- giectasia essencial

4.14.6.8.9.linfangioma, angioma linfático, herpes

4.14.6.8.9.1.linfangioma cicunscrito, linfangioma superficial simples, linfangioma capilar varicoso, linfangiec- tóide, lupus linfático

4.14.6.8.9.2.linfangioma cavernoso, higroma, linfangiectasia cavernosa

4.14.6.9.linfedema

4.14.6.9.1.linfedema primário, linfedema idiopático

46LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.14.6.9.1.1.linfedema congênito hereditário, doença de Milroy, doença de Meige, trofedema

4.14.6.9.1.2.linfedema precoce

4.14.6.9.1.3.linfedema tardio

4.14.6.9.2.linfedema secundário

4.14.6.9.2.1.filariose linfática, filariose brancoftiana

4.14.6.10.granuloma piogênico, granuloma telangiectásico, granu- loma gravidorum, caruncula uretal, angiofibroma faríngeo, GP

4.15.Dermatoviroses, dermatoses por vírus

4.15.1.vacina, vacínia

4.15.1.1.eczema vacinato, erupção variceliforme, erupção de Kaposi, eczema vaccinatum, eczema de vacínia, eczema herpeticum, pustulose aguda vacciniforme, erupção pós- vacínia

4.15.1.2.vacina generalizada

4.15.1.3.vacina gangrenosa, vacina progressiva

4.15.2.herpes simples, herpes catarrhalis, herpes digitalis, herpes labialis, hydroa febrile, herpes febril, dartro (impr.), beijo de aranha (pop, Al), mijo de aranha (pop, Al)

4.15.2.1.primo-infecção herpética, priminfecção, primo-infecção

4.15.2.2.herpes recidivante, herpes recidivante labial

4.15.3.Herpes zoster, zona ígnea, zona serpiginosa, zoster, cobreiro herpes-zoster, zona, cobrelo (pop.), cobro (pop.)

4.15.4.Verruga, verruca, verruga comum, berruga (Bras., pop.)

4.15.4.1.Verruga plana, verruga plana juvenil

4.15.4.2.Verruga filiforme, verruga digitiforme

4.15.4.3.Verruga vulgar, verruga simples, verruca canthi

4.15.4.4.Verruga plantar, olho-de-peixe (pop.), mimércia

4.15.4.5.condyloma acuminatum, verruga genital, condiloma acuminado, cavalo de crista (pop), condiloma pontiagu- do, papiloma acuminado, papiloma venéreo, verruga acuminada

4.15.4.6.Verruga peri-ungueal

4.15.4.7.Papulose Bowenóide, ceratose viral, pseudo-Bowen, papulose de Bowen

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 47

4.15.4.8.Hiperplasia epitelial focal, doença de Heck

4.15.4.9.Epidermodisplasia verruciforme, doença de Lutz- Lewandowski, doença de Lewandowski-Lutz

4.15.5.Molusco contagioso, molusco verrucoso

4.15.6.Acrodermatite papulosa infantil, síndrome de Gianotti-Crosti, acrodermatite papular da infância, acrodermatite papular da segunda infância

4.15.7.Varicela, catapora (Bras., vulg.), cataporas (Bras., vulg.), tatapora (Bras., vulg.), tataporas (Bras., vulg.)

4.15.8.Varíola, bexiga (pop., vulg.)

4.15.9.Sarampo

4.15.10.Rubéola, sarampo alemão, sarampo de três dias, rubéola epi- dêmica, terceira doença

4.16.Zoodermatoses, dermatoses zooparasitárias, dermatozoono- ses, infecções cutâneas zooparasitárias

4.16.1.Leishmaniose

4.16.1.1.Leishmaniose cutânea, leishmaniose doVelho Mundo, bo- tão do Oriente (pop), bolha do Oriente (pop), úlcera do Oriente (pop)

4.16.1.2.Leishmaniose cutaneomucosa, leishmaniose mucocutâ- nea, leishmaniose do Novo Mundo, leishmaniose naso- faríngea, leishmaniose tegumentar americana

4.16.1.2.1.Espúndia, úlcera dos chicleros (pop), doença de Breda (pop)

4.16.1.2.2.Leishmaniose tegumentar difusa, leishmaniose pseudolepromatosa, leishmaniose anérgica

4.16.1.3.Leishmaniose visceral, leishmaniose (pós-)calazar, es- plenomegalia tropical, febre Dundum (pop.), febre caquética (pop.), febre negra (pop.), febre de Assam (pop.), calazar

4.16.1.3.1.Leishmaniose infantil

4.16.2.Escabiose, sarcoptedíase, sarna, coruba (Bras., pop.), curuba (Bras., pop.), já-começa (Bras., pop.), jareré (Bras. SP pop.), jereba (Bras. GO pop.), jereré (Bras. SP pop.), pereba (Bras., pop.), pira (Bras., pop.), pereva (Bras.), bereba (Bras.), bereva (Bras.)

48LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.16.2.1.Escabiose humana, sarna humana, escabiose pustular, escabiose puntiforme

4.16.2.1.1.sarna crostosa, sarna norueguesa (pop), escabiose crostosa

4.16.2.2.sarna zoógena

4.16.3.demodecidose

4.16.4.pediculose

4.16.4.1.pediculose da cabeça, pediculose do couro cabeludo

4.16.4.2.pediculose do corpo, pediculose da roupa, doença dos va- gabundos (pop)

4.16.4.3.pediculose pubiana, pediculose do púbis, chato (pop), fitiríase

4.16.5.Ixodidíase, ixodíase

4.16.6.Triatomidíase

4.16.7.Dermatite por paederus

4.16.8.Pulicose

4.16.9.Tungíase, tunguíase, sarcopsilose, bicho-do-pé (Bras. pop.), bicho (Bras. pop), bicho-de-pé (Bras.), bicho-de-porco (Bras.), bicho-do-porco (Bras.), espinho-de-bananeira (Bras. sp pop.), jatecuba (Bras.), nígua, pulga-da-areia (Bras.), sico (Bras.), taçura (Bras.), taçuru (Bras. S.), tunga (Bras.), xiquexique (Bras. SP), zunga (Bras. pop.), zunja (Bras.), bitacaia (Angol.), matacanha (Angol., Moç. e Santom.)

4.16.10.Dipteríase

4.16.11.Miíase

4.16.11.1.Miíase primária, miíase biontófaga

4.16.11.1.1.Miíase migratória

4.16.11.1.2.Miíase furunculóide

4.16.11.2.Miíase secundária, miíase necrobiontófaga

4.16.11.2.1.Miíase cutânea, bicheira (Bras., pop.)

4.16.11.2.2.Miíase cavitária, miíase nasal, miíase auricular, miíase ocular, miíase vaginal

4.16.11.2.3.Miíase intestinal

4.16.12.Helmintíase migrante, erupção serpiginosa, miíase serpigi- nosa, miíase linear, dermatite linear migrante, dermatite (li-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 49

near) serpiginosa, larva migrans, bicho geográfico (pop.), bicho de praia (pop.), larva migrans cutânea

4.16.13.Helmintíase

4.16.13.1.Loíase, edema de Calabar, inflamação de Calabar (pop), fugaz

4.16.13.2.Dracunculíase, dracunculose, dracontíase

4.16.13.3.Acantoqueilonemíase, acantoquilonemíase

4.16.13.4.Filaríase, filariose, elefantíase filariana, elefantíase-dos- árabes

4.16.13.5.Oncocercíase, sarna filariana, oncocercose, erisipela nas costas, volvulose, doença cega (pop), mal morado (pop)

4.16.13.6.Mansonelíase, mansoneliose

4.16.13.7.Esquistossomíase, esquistossomose, esquistossomíase genital, esquistossomíase paragenital, esquistossomíase ectópica

4.16.14.Doença de Lyme

4.17.Pruridos, pruridos biopsiantes, pruridos ferox, pruridos mitis, comichões, coceiras, iuçás (Bras. pop.), já-começa (Bras. pop), cafubiras (Bras. MG pop.), quipãs (Bras. pop.), pruídos, chanhas (Bras. PB pop.)

4.17.1.Prurido asteatósico

4.17.1.1.Prurido do banho

4.17.1.2.Prurido senil

4.17.1.3.Prurido hiemal, dermatite hibernal, dermatite do inver- no, prurido invernal, prurido de congelação, prurido do madeireiro, coceira do inverno

4.17.2.Prurido autotóxico, prurido secundário, prurido sintomático

4.17.2.1.Prurido de anemia

4.17.2.2.Prurido urêmico

4.17.3.Prurido essencial, prurido idiopático

4.17.4.Prurido anogenital

4.18.Prurigos, prurigens

4.18.1.prurigo estrófulo, prurigo simples agudo infantil, prurigo in- fantil, líquen urticárico, líquen urticado, urticária infantil, ur- ticária papular, urticária papulosa

50LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.18.2.prurigo simples do adulto, prurigo simples agudo do adulto, prurigo simples

4.18.2.1.prurigo gravídico, prurigo da gestação

4.18.2.2.prurigo estival, prurigo de Hutchinson, prurigo de verão

4.18.3.prurigo melanótico, doença de Pierini-Borda

4.18.4.prurigo de Hebra, prurigo feroz, prurigo ferox, prurigo reni- tente, prurigo mitis

4.18.5.prurigo discóide e liquenóide, dermatite discóide e liquenóide de Sulzberger, doença “óid-óid”

4.18.6.prurigo nodular, prurigo nodular de Hyde, doença de Hyde, liquenificação macropapulosa

4.19.Urticárias, enidoses, uredos, fervor-do-sangue (pop.)

4.19.1.urticária gigante, atrofedema, doença de Bannister, doença de Milton, doença de Quincke, edema circunscrito, edema pe- riódico, edema angioneurótico, edema de Quincke, urticária gigan, urticaria gigantea, urticária tuberosa

4.19.2.urticária porcelânica, urticária porcelânea

4.19.3.urticária rubra

4.19.4.urticária girata

4.19.5.urticária bolhosa, urticária vesiculosa.

4.19.6.urticária hemorrágica, urticária purpúrica

4.19.7.urticária aguda, urticária febril

4.19.8.urticária crônica

4.19.9.urticária endêmica, urticária epidêmica

4.19.10.urticária medicamentosa

4.19.11.urticária subcutânea

4.19.12.mastocitose cutânea , urticária pigmentosa, urticária xantelasmoidea, urticária pigmentar

4.19.13.urticária de contato, urticária física, urticária por agentes fí- sicos

4.19.13.1.Urticária colinérgica, urticária do calor

4.19.13.2.Urticária por pressão

4.19.13.3.Urticária aquagênica

4.19.13.4.Urticária ao frio, urticária do frio, urticária do congela- mento

4.19.13.5.Urticária solar

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 51

4.19.13.6.Urticária local ao calor

4.19.13.6.1.urticária de reaquecimento

4.19.13.7.Urticária vibratória

4.19.13.8.Urticaria factícia, dermografismo, urticária factitia, rea- ção de Ebbecke

4.20.Angioedemas, edemas angioneuróticos, doença de Bannister (pop), edema de Quincke (circunscrito e periódico), úlceras tuberosas

4.20.1.Angioedema adquirido

4.20.2.Angioedema hereditário, edema angioneurótico familiar

4.21.Bacterioses

4.21.1.Piodermite, dermoepidermite microbiana, piodermatose, piodermia, piodermatite

4.21.1.1.Impetigo, impetiginização, impetigo de Fox, impetigo con- tagioso, piose de Corlett, impetigem, salsugem (pop.)

4.21.1.1.1.Impetigo estafilocócico, impetigo bolhoso

4.21.1.1.2.Impetigo estreptocócico, impetigo de Tibbury Fox

4.21.1.2.Impetigo neonatal, impetigo neonatal de Ritter von Ritterschein, síndrome da pele escaldada estafilocócica, SSSS, Staphylococcal Scalded Skin Syndrome

4.21.1.3.Hidroadenite, hidradenite, hidrosadenite (desus.)

4.21.1.4.Foliculite

4.21.1.4.1.Foliculite ostial, impetigo de Bockhardt, osteofoliculite, foliculite superficial, perifoliculite

4.21.1.4.2.Furunculose.

4.21.1.4.3.antraz, anthrax

4.21.1.4.4.foliculite queloidiforme, acne quelóide, foliculite queloidiana da nuca, foliculite esclerosante, foliculite esclerosante e queloidiana da nuca

4.21.1.4.5.Foliculite da barba, sicose, sicose da barba, sicose vulgar

4.21.1.4.6.Pseudofoliculite, pseudofoliculite da barba, pseudo- foliculite da virilha

4.21.1.4.7.Foliculite decalvante, alopecia folicular, foliculite descalvante, doença de Quinquaud (pop)

4.21.1.4.7.1.Sicose lupóide, sicose lupóide de Brocq

52LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.21.1.4.8.Foliculite abscedante, folliculitis (et perifolliculitis) abscedens et suffodiens, foliculite dissecante do couro cabeludo

4.21.1.4.9.Foliculite necrótica, acne necrótica, acne varioliforme, acne corrosiva, foliculite necrosante, foliculite necro-

tizante

4.21.1.4.10.Foliculite perfurante, foliculite perfurante do nariz

4.21.1.5.Hordéolo, terçol (pop),terçó (pop), treçó (pop), torçol (pop), torçolho (pop), terçogo (pop), terçolho (pop)

4.21.1.6.Piodermite cancriforme, piodermite cancriforme da face, piodermite cancriforme (Covisa e Bejarano)

4.21.1.7.Periporite, miliária pustulosa, abscesso (das glândulas sudoríparas) do lactente

4.21.1.8.Síndrome do choque tóxico, TSS, Toxic Shock Syndrome (s ingl.)

4.21.1.9.Éctima, éctima tenebrante

4.21.1.10.Erisipela, mal-do-monte (pop.), mal-de-monte (Bras., NE, pop.), mal-da-praia (Bras.), maldita (Bras. pop.), esipra (Bras., N, pop.)

4.21.1.11.Celulite, celulite facial na criança

4.21.1.12.Abscesso, abscesso frio, abscesso quente, apostema, postema, abcesso

4.21.1.13.Fleimão, flegmão, freimão

4.21.1.14.Escarlatina

4.21.2.Úlcera tropical, úlcera de Áden, úlcera de Malabar

4.21.3.Erisipelóide, doença de Rosenbach (pop), pseudoerisipela 4.21.3.1. Erisipelóide cutânea

4.21.3.1.1.Erisipelóide cutânea localizada

4.21.3.1.2.Erisipelóide cutânea generalizada

4.21.3.2.Erisipelóide sistêmica

4.21.4.Escleroma, rinoscleroma

4.21.5.Carbúnculo

4.21.5.1.Carbúnculo cutâneo

4.21.5.1.1.Carbúnculo maligno, pústula maligna

4.21.5.1.2.Edema maligno

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 53

4.21.5.2.Carbúnculo gastrintestinal, carbúnculo intestinal

4.21.5.3.Carbúnculo pulmonar, carbúnculo por inoculação

4.21.6.Infecção por Pseudomonas aeruginosa

4.21.6.1.Síndrome da unha verde

4.21.6.2.Intertrigo

4.21.6.3.Éctima gangrenoso, pioderma gangrenoso, dermatite gangrenosa infantil, pênfigo gangrenoso, gangrena cutâ- nea disseminada

4.21.7.Corinebacteriose cutânea

4.21.7.1.Eritrasma

4.21.7.2.Corinebacteriose palmelina, tricomicose palmelina, tricomicose axilar, tricomicose nodosa, tricomicose cro- mática, tricomicose nodular, triconocardíase axilar, lepotricose, leptofix, doença de Plaxton

4.21.7.3.Ceratólise pontuada, ceratólise plantar, keratolysis plan- tar sulcada de Castellani, queratólise plantar sulcada, queratólise puntuada

4.21.7.4.Difteria cutânea, difteria superficial, difteria profunda

4.21.7.5.Uretrite

4.21.7.6.Vaginite, colpite, elitrite

4.21.8.Sodoku, febre da mordida do rato (pop), febre de Haverhill

4.21.9.Balonopostite erosiva e circinada, balanite erosiva e circinada

4.21.10.Verruga peruana, doença de Carrion (pop.), plano hemorrá- gico, verruga dos Andes (pop.), febre de Oroya (pop.), ver- ruga-peruana, verruga-do-peru, bartonelose

4.21.11.Rickettsiose, rickettsíase

4.21.11.1.Angiomatose bacilar

4.21.11.2.Linforreticulose de inoculação benigna, linforreticulose benigna de inoculação, doença da arranhadura do gato (pop), DAG

4.22.Micobacterioses

4.22.1.Hanseníase, hansenose, micobacteriose neurocutânea, lepra, leprose, doença de Hansen (pop.), mal de Hansen (pop.), gafa (pop.), gafo (pop.), lazeira (pop.), elefantíase-dos-gregos (pop.), mal-bruto (pop.), mal-de-lázaro (pop.), mal-de-são- lázaro (pop.), mal-morfético (pop.), morfeia, mal (Bras. S),

54LÍDIA ALMEIDA BARROS

mal-do-sangue, (Bras. pop.), mal-de-cuia (Bras. SP pop.), guarucaia (Bras.), macota (Bras.), macutena (Bras. MG)

4.22.1.1.Hanseníase indeterminada, hanseníase incaracterística, hanseníase indiferenciada, HI

4.22.1.2.Hanseníase virchowiana, lepra lepromatosa, HV

4.22.1.2.1.Hanseníase virchowiana históide

4.22.1.2.2.Hanseníase virchowiana difusa, lepra bonita de Latapi, lepra de Lúcio, lepra manchada, lepra lazarina, lepro- matose difusa pura e primitiva

4.22.1.3.Hanseníase dimorfa, hanseníase borderline, hanseníase borderline de Wade, HB

4.22.1.4.Hanseníase tuberculóide, lepra nervosa, lepra cutânea, le- pra nodular, HT, lepra tuberculóide tórpida, reação tuberculóide, hanseníase tuberculóide em reação

4.22.1.4.1.Hanseníase tuberculóide infantil, lepra tuberculóide nodular da infância

4.22.2.Tuberculose cutânea, tuberculose da pele, tuberculose dérmica

4.22.2.1.Tuberculose, tuberculose cutânea propriamente dita, tu- berculose cutânea primária, tuberculose primária, tuber- culose secundária

4.22.2.1.1.Complexo primário tuberculoso, cancro tuberculoso, cancro de inoculação primária, complexo primário da pele

4.22.2.1.2.Tuberculose coliquativa, escrofuloderma, escrofulo- dermia, escrofulodermia tuberculosa, escrofulodermia ulcerativa, escrófulo tuberculoso

4.22.2.1.3.Tuberculose verrucosa, escrofulodermia verrucosa, tu- berculose verrucosa da pele, tubérculo dos anatomistas, tubérculo anatômico, verruga necrogênica, verruga anatômica, verruga tuberculosa, lupo verrucoso, lupo papulomatoso

4.22.2.1.4.Tuberculose luposa, tuberculose luposa da pele, tuberculosis luposa cutis, lúpus tuberculoso lúpus vulgar

4.22.2.1.5.Tuberculose ulcerosa, tuberculose cutânea dos orifí- cios, tuberculose orificial, tuberculose orificial da pele

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 55

4.22.2.1.6.Tuberculose cutânea miliar aguda, tuberculose miliar disseminada, tuberculose aguda, tuberculose miliar aguda

4.22.2.2.Tubercúlide, tuberculose cutânea secundária

4.22.2.2.1.Tubercúlide papulóide necrótica, tubercúlide papulo- necrótica, acne agminata, tuberculose papulonecróti- ca, tuberculose disseminada folicular da pele

4.22.2.2.2.Tubercúlide liquenóide, tubercúlide papular, lichen scrofulosorum, líquen scrofulosorum, líquen escrofu- loso, escrofulodermia papular

4.22.2.2.3.Tubercúlide micropapolusa

4.22.2.2.3.1.Tubercúlide micropapolusa acneiforme, acnitis

4.22.2.2.3.2.Tubercúlide micropapolusa lupóide

4.22.2.2.4.Tuberculose indurativa de Bazin, eritema indurado (de Bazin), tuberculose indurativa da pele, tuberculose cutânea indurativa, doença de Bazin (pop)

4.22.3.Micobacteriose atípica

4.22.3.1.Micobacteriose granulomatosa da piscina, granuloma da piscina

4.22.3.2.Micobacteriose atípica ulcerada, úlcera de Buruli, ulcera- ção micobacteriana, ulceração crônica por Mycobacterium ulcerans

4.23.Treponematoses, treponemíases, treponemoses

4.23.1.Sífilis, lues, lues venérea, mal venéreo, sífilis d’emblée, can- cro profissional, avariose, mal-americano (pop.), mal-canaden- se (pop.), mal-céltico (pop.), mal-da-baía-de-são-paulo (pop.), mal-de-coito (pop.), mal-de-fiúme (pop.), mal-de-franga (pop.), mal-de-frenga (pop.), mal-de-nápoles (pop.), mal-de- santa-eufêmia (pop.), mal-de-são-jó (pop.), mal-de-são-névio (pop.), mal-de-são-semento (pop.), mal-dos-cristãos (pop.), males (pop.), mal-escocês (pop.), mal-francês (pop.), mal- gálico (pop.), mal-germânico (pop.), mal-ilírico (pop.), mal- napolitano (pop.), mal-polaco (pop.), mal-turco (pop.), gálico (pop.), venéreo (pop.)

4.23.1.1.Sífilis congênita, sífilis pré-natal, sífilis hereditária

56LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.23.1.1.1.Sífilis congênita recente, sífilis congênita precoce, pênfigo sifilítico, sifílide penfigóide

4.23.1.1.2.Sífilis congênita tardia, sífilis hereditária tardia

4.23.1.2.Sífilis adquirida

4.23.1.2.1.Sífilis adquirida recente, sífilis precoce

4.23.1.2.1.1.Sífilis primária, protossífilis, sifilis redux, sífilis decapitada

4.23.1.2.1.2.Sífilis secundária, mesossífilis, sífilis recidivante, sífilis maligna precoce

4.23.1.2.1.3.Sífilis recente latente

4.23.1.2.2.Sífilis adquirida tardia

4.23.1.2.2.1.Sífilis tardia latente

4.23.1.2.2.2.Sífilis terciária, sífilis tardia, sífilis cutânea tardia, goma sifilítica, sífilis cardiovascular, sífilis nevosa, neurossífilis

4.23.2.framboesia, framboésia, bouba, piã (Bras.), pian (var. de piã), botão de Amboíma (pop.), micose framboesióide, polipapiloma, papiloma zimótico, granuloma tropical

4.23.3.pinta, caraté, azul (pop), doença manchada (pop.), mal das pin- tas (pop.), mal-da-pinta, mal-do-pinto, puru-puru (Bras. pop.), purupuru (Bras. pop.)

4.24.micoses, micoses fungóides, dermomicoses, dermatomico- ses, epidermomicoses

4.24.1.micose fungóide d’emblée

4.24.2.micose superficial

4.24.2.1.cerafitose, micose saprofitária, saprofícea de Unna

4.24.2.1.1.pitiriase versicolor, acromia parasitária, cromofitose, tinea versicolor, tinea furfurácea, tinea da pele glabra, tinha da pele glabra, doença de Eichstedt

4.24.2.1.2.pitiriase nigra, cerafitose negra, tinha negra, tinha ne- gra palmar

4.24.2.2.dermatofitose, dermofitose, epidermofitose, tinha, dermatofitose granulomatosa localizada tipo Majocchi, dermatofitose granulomatosa localizada tipo Wilson- Cremer, dermatofitose generalizada tipo Azulay, dermatofitose generalizada tipo Artom, dermatofitose ge-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 57

neralizada tipo Pelevine-Tchermogouboff, dermatofitose inflamatória tipo quérion (Kérion Celsi), dermatofitose in- flamatória tipo sicose tricofítica, dermatofitose inflama- tória tipo folliculitis capitis abscedens et suffodiens, porrigem

4.24.2.2.1.dermatofitose do couro cabeludo, tinea capitis, tricoficose da cabeça, tinea tonsurans, tinha da cabe- ça, tinha fávica, favo, tinha favosa (obsol.), tinha vera, herpes tonsurante, porrigo furfurans, porrigo favoso, porrigo lupinoso

4.24.2.2.2.dermatofitose do corpo, tinea corporis, tinea circinata, tricoficose do corpo, tinha do corpo, tinha da pele glabra, herpes tonsurante, tinha da pele glabra

4.24.2.2.3.dermatofitose marginada, tinea cruris , tinea inguinal, tinha da pele glabra, tricoficose crural, eczema marginado de hebra, tinha crural, coceira de jóquei (pop.), prurido de jóquei (pop.), prurido de lavandeiro nativo (pop.)

4.24.2.2.4.dermatofitose dos pés, tinea pedis, dermatomicose dos pés, epidermofitose dos pés, epidermofitose in- terdigital dos pés, intertrigo interpododáctilo,tinea da pele glabra, tinha da pele glabra, tinha dos pés, pé- de-Hong-Kong (pop.), pé-de-atleta (pop.), frieira (pop.)

4.24.2.2.5.dermatofitose das mãos, tinea manum, tinha das mãos, tinha da pele glabra, tinea da pele glabra

4.24.2.2.6.dermatofitose imbricata, tinea imbricata, tinea da Birmânia, tinea circinada tropical, tinea tropical, tinha chinesa, tinha da Índia, tinha deToquelau, tinha orien- tal, tinha da ilha de Bowditch, tinha escamosa, pruri- do de Malabar(pop.), lota de Toquelau, herpes desca- mativo, chimberê

4.24.2.2.7.dermatofitose ungueal, tinea unguium, tinha das unhas, onicomicose

4.24.2.2.8.dermatofitose da face, tinea faciale (cient lat), tinea glabrosa, tinea da pele glabra tinea da pele glabra

58LÍDIA ALMEIDA BARROS

3.24.2.2.9.dermatofitose da barba, tinea barbae, tinha da barba,

mentagra (impr.), coceira de barbeiro (pop.)

4.24.2.2.10.dermatofítides, mícides

4.24.2.3.candidíase, candidose, monilíase

4.24.2.3.1.candidíase cutânea

4.24.2.3.1.1.candidíase intertriginosa, intertrigo, intertrigo inflamamário, intertrigo crural, intertrigo interdi- gital, erosio digitalis blastomycetica (cient lat), intertrigem, assadura (pop.), assado (pop.)

4.24.2.3.1.2.oníquia, onixite, oniquite

4.24.2.3.1.3.paroníquia, panarício, panariz, paroniquia,oníquia lateral, oníquia periungueal, paranício, paraní- quea, paraniz, paranoníquea gavarro, perionixe, perionixite, unheiro

4.24.2.3.1.4.candídides

4.24.2.3.1.5.candidíase cutânea generalizada, candidose disse- minada

4.24.2.3.1.6.granuloma candidiásico

4.24.2.3.2.candidíase mucosa

4.24.2.3.2.1.candidíase oral

4.24.2.3.2.1.1.estomatite cremosa, sapinho (pop.), farfalho

4.24.2.3.2.1.2.queilite angular, perleche, boqueira (pop.), quilite comissural, boqueiro (pop.), canto-de- passarinho (Bras. BA pop.), canto-de-sabiá (Bras. pop.), sabiá (pop.)

4.24.2.3.2.2.candidíase vulvo-vaginal

4.24.2.3.2.2.1.balanite, bálano-postite candidósica

4.24.2.3.3.candidíase de órgãos internos

4.24.3.micose profunda, micose subcutânea

4.24.3.1.esporotricose

4.24.3.1.1.esporotricose cutânea

4.24.3.1.1.1.esporotricose gomosa

4.24.3.1.1.2.esporotricose abscedante

4.24.3.1.1.3.esporotricose verrucosa

4.24.3.1.1.4.esporotricose papulosa, esporotricose cutânea acneiforme

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 59

4.24.3.1.1.5.esporotricose disseminada, doença de Beurmann

4.24.3.1.2.esporotricose linfático-ganglionar, linfangite nodular ascendente, cancro esporotricósico

4.24.3.1.3.esporotricose das mucosas e de órgãos internos

4.24.3.2.blastomicose

4.24.3.2.1.blastomicose sul-americana, paracoccidioidomicose, granuloma paracoccidióideo, blastomicose brasileira, doença de Lutz-Splendore-Almeida.

4.24.3.2.1.1.blastomicose sul-americana na forma cutânea

4.24.3.2.1.1.1.blastomicose sul-americana na forma papulosa

4.24.3.2.1.1.2.blastomicose sul-americana na forma tuberosa e túbero-ulcerosa

4.24.3.2.1.1.3.blastomicose sul-americana na forma ulcerosa e úlcero-vegetante

4.24.3.2.1.1.4.blastomicose sul-americana na forma abscedante

4.24.3.2.1.1.5.blastomicose sul-americana na forma lupóide

4.24.3.2.1.2.blastomicose na forma mucosa

4.24.3.2.1.3.blastomicose na forma ganglionar

4.24.3.2.1.4.blastomicose na forma visceral e ósteo-articular

4.24.3.2.2.blastomicose queloidiana, micose de Jorge Lobo, doença de Jorge Lobo, lobomicose

4.24.3.2.3.blastomicose norte-americana, blastomicose de Gilchrist

4.24.3.3.cromomicose, micose de Pedroso e Lane, dermatite verrucosa cromoparasitária

4.24.3.4.feoifomicose, feohifomicose

4.24.3.5.histoplasmose

4.24.3.6.coccidioidomicose, moléstia de Posada-Wernike, febre de São Joaquim

4.24.3.7.criptococose, torulose, blastomicose europeia, moléstia de Busse-Buschke

4.24.3.8.rinosporidiose

4.24.3.9.micetoma

60LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.24.3.9.1.actinomicose, actinomicetose

4.24.3.9.1.1.actinomicose cérvico-facial

4.24.3.9.1.2.actinomicose tóraco-pulmonar

4.24.3.9.1.3.actinomicose abdominal

4.24.3.9.1.4.actinomicose podálica

4.24.3.9.2.maduromicose, pé-de-madura

4.24.3.9.3.botriomicose, actinifitose estafilocócica, pseudomico- se bacteriana

4.24.3.10.zigomicose

4.24.3.10.1.rinozigomicose, mucormicose (arcaico), ficomicose, zigomicose visceral

4.24.3.10.2.entomorfitoromicose subcutânea, zigomicose subcu- tânea

4.24.3.10.3.rinoentomofitoromicose, zigomicose muco-cutânea

4.25.afecções sebáceas

4.25.1.seborreia, esteatorreia, hiperesteatose

4.25.2.acne

4.25.2.1.acne conglobata

4.25.3.erupção acneiforme, EA, acne induzida, elaiocomicose

4.25.3.1.acne infantil, acne neonatal

4.25.3.2.acne escoriada

4.25.3.3.acne pré-menstrual do adulto

4.25.3.4.acne ocupacional

4.25.3.5.acne cosmética, acne por cosmético

4.25.3.6.acne medicamentosa

4.25.3.7.acne tropical

4.25.3.8.acne oclusiva, acne mecânica

4.25.3.9.acne solar, acne estival, acne de Majorca, acne praiana 4.25.3.10. acne endócrina

4.25.3.11. rosácea, rinofima, acne rosáceo, acne rosácea. 4.25.3.12. dermatite perioral

4.26.afecções granulomatosas

4.26.1.sarcoidose, doença de Boeck, sarcóide de Boeck, moléstia de Besnier-Boeck-Schaumann, síndrome de Besnier-Boeck- Schaumann, doença de Besnier-Boeck-Schaumann, síndrome de Schaumann, sarcóide cutâneo múltiplo, linfogranulomatose

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 61

benigna, lupóide benigno, eritrodermia hipodérmica, sarcóide hipodérmico, sarcóide infiltrativo difuso em placa, lúpus pérnio, doença de Boeck-Schaumann

4.26.2.granuloma anular, granuloma annulare

4.26.2.1.granuloma anular de forma típica

4.26.2.2.granuloma anular de forma disseminada

4.26.2.3.granuloma anular de forma nodular, granuloma anular no- dular

4.26.2.4.granuloma anular de forma perfurante

4.26.3.granuloma multiforme

4.26.4.necrobiose lipoídica, necrobiosis lipoídica, necrobiosis lipoí- dica diabeticulorum, necrobiose lipoídica diabética, necrobiose lipoídica “diabeticorum” (Oppenheim-Urbach), granuloma disforme de Miescher.

4.26.4.1.granuloma anular elastolítico, granuloma actínico , granu- loma actínico de O’Brien

4.26.5.nódulo reumatóide, nódulo reumático.

4.26.6.granuloma de corpo estranho

4.26.7.queilite granulomatosa, glossite fissurada

4.27.Doenças sexualmente transmissíveis, DSTs (sigla), doenças venéreas

4.27.1.sífilis, avariose, lues, mal-americano (pop.), mal-canadense (pop.), mal-céltico (pop.),lues venérea, mal venéreo(pop), sí- filis d’emblée, cancro perofissional, mal-da-baía-de-são-paulo (pop.), mal-de-coito (pop.), mal-de-fiúme (pop.), mal-de- franga (pop.), mal-de-frenga (pop.), mal-de-nápoles (pop.), mal-de-santa-eufêmia (pop.), mal-de-são-jó (pop.), mal-de- são-névio (pop.), mal-de-são-semento (pop.), mal-dos-cristãos (pop.), males (pop.), mal-escocês (pop.), mal-francês (pop.), mal-gálico (pop.), mal-germânico (pop.), mal-ilírico (pop.), mal-napolitano (pop.), mal-polaco (pop.), mal-turco (pop.), gálico (pop.), venéreo (pop.)

4.27.2.gonorreia, blenorragia, esquentamento (pop.), pingadeira (pop.), purgação (pop.)

4.27.3.uretrite não-gonocócica, UNG, uretrite inespecífica, uretrite pós-gonocócica, NGU, non gonococcal urethritis.

62LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.27.4.cancro mole, cancro venéreo simples, cancróide, doença de Ducrey

4.27.5.linfogranuloma venéreo, lymphogranuloma venereum , mo- léstia de Nicolas-Durand-Favre, doença de Nicolas-Favre, linfogranuloma inguinal, linfogranulomatose inguinal suba- guda, linfopatia venérea, bulbão venéreo , bulbão climático, bulbão tropical, quarta moléstia venérea, sexta doença vené- rea, LGV, adenite climática, doença de Frei.

4.27.6.donovanose, granuloma inguinal, granuloma venéreo, granu- loma inguinale, granuloma venéreo tropical, úlcera serpigino- sa, granuloma contagioso, pseudobulbão

4.27.7.síndrome da imunodeficiência adquirida, AIDS, SIDA

4.27.8.herpes simples genital, herpes catarrhalis

4.27.9.doença entérica

4.28.dermatoses pré-cancerosas

4.28.1.ceratose actínica, acantose verrucosa, ceratose actínica e solar, ceratose senil, ceratose solar, queratose actínica, queratose se- nil, queratose solar, verruga plana senil, verruga senil.

4.28.2.ceratose tóxica

4.28.3.radiodermite, radiodermatite, actinodermatite

4.28.3.1.radiodermite aguda, radiodermatite aguda

4.28.3.2.radiodermite crônica, radiodermatite crônica

4.28.4.úlcera de Marjolin

4.28.5.leucoplasia

4.28.6.queilite, quilite

4.28.6.1.queilite glandular simples

4.28.6.2.queilite actínica, quelite solar

4.28.6.3.queilite glandular apostematosa de Puente, queilite glan- dular apostematosa

4.28.7.epitelioma intra-epidérmico de Borst-Jadassohn, epitelioma de Borst-Jadassohn

4.28.8.doença de Bowen, DB (sigla), moléstia de Bowen

4.28.9.xeroderma pigmentoso, xeroderma pigmentar, dermatose de Kaposi, atrofodermia pigmentosa, angioma pigmentoso e atrófico, xeroderma pigmentosum

4.28.10.ataxia telangiectásica, síndrome de Louis Bar

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 63

4.29.neoplasias epiteliais

4.29.1.neoplasia benigna da epiderme

4.29.1.1.nevo epidérmico verrucoso

4.29.1.2.nevo comedônico

4.29.1.3.ceratose seborréica, queratose seborréica, verruga seborréica, verruga senil.

4.29.1.4.ceratose seborréica hipocrômica

4.29.1.5.stucco-keratosis, estucoqueratose, queratose estucada, stucco queratose

4.29.1.6.papulose nigra, dermatose papulosa nigra

4.29.1.7.granuloma fissuratum

4.29.1.8.acantoma de células claras, acantoma de Degos

4.29.1.9.nevo espongiforme branco , nevo branco esponjoso, nevo esponjoso branco,nevo epitelial oral, displasia branca fa- miliar

4.29.2.neoplasia benigna folicular

4.29.2.1.ceratoacantoma,queratoacantoma, querato-acantoma, molusco sebáceo

4.29.2.2.pilomatrixoma, epitelioma calcificante de Malherbe, epitelioma calcificado de Malherbe

4.29.2.3.tricofoliculoma, nevo do folículo piloso

4.29.2.4.tricoepitelioma, adenoma sebáceo tipo Balzer, adenoma se- báceo tipo Balzer-Menetrier, epitelioma adenóide cístico, trico-epitelioma papuloso múltiplo, epitelioma cístico múltiplo benigno

4.29.2.5.tricolemoma, tricolenoma, triquilemoma

4.29.2.6.tricodiscoma

4.29.2.7.tumor triquilemial proliferativo

4.29.2.8.ceratose folicular invertida, acantoma folicular intra- epidérmico, poroma folicular

4.29.2.9.tricoadenoma

4.29.3.neoplasia benigna sebácea

4.29.3.1.nevo sebáceo, nevo organóide

4.29.3.2.adenoma sebáceo

4.29.3.3.hiperplasia sebácea senil, nevo sebáceo senil

4.29.4.neoplasia benigna da glândula sudorípara écrina

64LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.29.4.1.siringoma, hidradenoma

4.29.4.1.1.hidradenoma eruptivo

4.29.4.1.2.hidradenoma das pálbebras inferiores

4.29.4.2.siringoma condróide

4.29.4.3.poroma écrino, acrospiroma écrino

4.29.4.4.espiradenoma écrino, espiroma écrino, espiroadenoma écrino.

4.29.4.5.hidroadenoma de células claras, hidradenoma de células claras, hidroadenoma sólido-cístico, hidradenoma écrino, adenoma das glândulas sudoríparas écrinas

4.29.4.6.cilindroma, tumor em turbante, tumor de Spiegler, tumours turbans

4.29.5.neoplasia benigna da glândula sudorípara apócrina

4.29.5.1.siringocistadenoma papilífero, nevo siringocistoadenoma papilífero, nevo siringocistadenomatoso papilífero, siringoadenoma papilliferum, nevus syringadenomatosus papilliferus

4.29.5.2.hidradenoma papilífero

4.29.5.3.ceruminoma

4.29.5.4.cistadenoma apócrino, cistadenoma écrino, hidrocistoma apócrino

4.29.5.5.adenomatose erosiva do mamilo, papilomatose florida dos ductos mamilares, papilomatose florida do mamilo, papilomatose ductal subareolar.

4.29.6.neoplasia maligna da epiderme

4.29.6.1.epitelioma

4.29.6.1.1.epitelioma basocelular, carcinoma basocelular, basalioma

4.29.6.1.1.1.epitelioma basocelular nódulo-ulcerativo, epitelioma basocelular ulcerativo.

4.29.6.1.1.2.epitelioma basocelular pigmentado.

4.29.6.1.1.3.epitelioma basocelular plano-cicatricial.

4.29.6.1.1.4.epitelioma basocelular superficial, carcinoma

basocelular superficial, epitelioma basocelular pagetóide, carcinoma pagetóide de Darier, carci- noma eritematoso benigno de Little.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 65

4.29.6.1.1.5.epitelioma basocelular esclerosante, carcinoma basocelular esclerodermiforme.

4.29.6.1.1.6.epitelioma basocelular terebrante, carcinoma basocelular tenebrante.

4.29.6.1.1.1.7.epitelioma basocelular nodular.

4.29.6.1.1.8.epitelioma basocelular vegetante.

4.29.6.1.2.espinalioma, carcinoma espinocelular, epitelioma espinocelular

4.29.6.1.3.carcinoma verrucoso

4.29.6.1.3.1.carcinoma verrucoso plantar, carcinoma cuniculatum, epitelioma cuniculatum.

4.29.6.1.3.2.condiloma acuminado gigante de Buschke- Loewenstein, carcinoma verrucoso da região anou- rogenital, condiloma pontiagudo, papiloma acumi- nado venéreo, excrescência em couve flor, verruga das vestes, verruga úmida, verruga pontiaguda, verruga venérea, cavalo de crista (Bras., pop.)

4.29.6.1.3.3.papilomatose florida oral, carcinoma verrucoso da cavidade oral, tumor de Ackerman, papilomatose oral franca, papilomatose oral florida

4.29.6.1.3.4.carcinoma verrucoso cutâneo

4.29.7.neoplasia maligna dos anexos.

4.29.7.1.adenocarcinoma sebáceo, carcinoma sebáceo, epitelioma sebáceo

4.29.7.2.adenocarcinoma sudoríparo écrino

4.29.7.3.adenocarcinoma sudoríparo apócrino

4.29.7.4.carcinoma das células de Merkel, carcinoma trabecular, carcinoma neuroendócrino, merkeloma

4.29.8.neoplasia melanocítica.

4.29.8.1.nevo melanocítico, mancha hepática

4.29.8.1.1.nevo melanocítico juncional, nevo juncional, nevo epidérmico-dérmico

4.29.8.1.2.nevo melanocítico dérmico, nevo intradérmico

4.29.8.1.2.1.nevo melanocítico composto, nevo composto

4.29.8.1.3.nevo melanocítico congênito, nevo pigmentar congê- nito, nevo pigmentado

66LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.29.8.2.nevo azul.

4.29.8.2.1.nevo azul maligno.

4.29.8.2.2.nevo azul de Jadassohn-Tieche, nevo azul comum

4.29.8.2.3.nevo azul celular

4.29.8.3.leucodermia centrífuga adquirida, halo-nevo, vitiligo perinévico, nevo de Sutton.

4.29.8.4.nevo em cocarde.

4.29.8.5.melanoma juvenil benigno nevocitoma juvenil, nevo de Spitz, nevo celular fusiforme, nevo celular epitelióide.

4.29.8.6.tumor neuroectodérmico melanocítico da infância.

4.29.8.7.síndrome do nevo displásico, síndrome B-K mole.

4.29.8.8.melanoacantoma.

4.29.8.9.lentigo maligno de Hutchinson, melanose circunscrita pré- câncerosa de Dubreuilh, sarda infecciosa melanótica de Hutchinson, lentigem maligna, melanose pré-cancerosa de

Hutchinson.

4.29.8.10.melanoma, câncer melanótico, sarcoma melanótico, melanoma maligno, melanoblastoma, melanocarcinoma, melanossarcoma, nevocarcinoma, nevomelanoma, tumor maligno melanocítico.

4.29.8.10.1.melanoma do lentigo maligno.

4.29.8.10.2.melanoma de crescimento superficial, melanoma ex- tensivo superficial.

4.29.8.10.3.melanoma nodular.

4.29.8.10.4.acromelanoma, melanoma da mucosa, melanoma lentiginoso acral.

4.29.9.cisto cutâneo, quisto cutâneo, quisto, cisto.

4.29.9.1.cisto epidérmico, cisto intradérmico, cisto subcutâneo, cis- to epidermóide.

4.29.9.1.1.lúpia, esteatoma, lobinho (pop.), lombinho (Bras., pop.), calombo (Bras., pop.)

4.29.9.2.milium, mílio.

4.29.9.2.1.milium primário.

4.29.9.2.2.milium secundário.

4.29.9.3.cisto sebáceo, cisto triquilemial, cisto pilar.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 67

4.29.9.4.esteatocistoma múltiplo, esteatoma múltiplo, sebocisto- matose múltipla hereditária.

4.29.9.5.cisto dermóide.

4.29.9.6.cisto da linha rafe mediana do pênis.

4.29.9.7.cisto eruptivo do velus

4.29.10.neoplasia cutânea de origem mesenquimal.

4.29.10.1.neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal

4.29.10.1.1.dermatofibroma, histiocitoma fibroso, hemangioma esclerosante, fibroxantoma, xantoma fibroso.

4.29.10.1.2.histiocitoma, histiocitofibroma

4.29.10.1.3.quelóide.

4.29.10.1.4.fibroma mole, acrocórdon, molusco pêndulo, fibroma molusco, nevo molusco.

4.29.10.1.5.mixoma, mucinose focal.

4.29.10.1.6.lipoma, adipoma, liparocele, esteatoma

4.29.10.1.6.1.lipomatose simétrica, doença de Decrum.

4.29.10.1.6.2.lipomatose familiar, doença de Roch-Leri, lipomatose mesossomática, lipomatose múltipla circunscrita.

4.29.10.1.6.3.hibernoma, lipoma adiposo imaturo.

4.29.10.1.6.4.angiolipoma.

4.29.10.1.7.leiomioma, dermatomioma.

4.29.10.1.7.1.angioleiomioma, angiomioma, leiomioma vas- cular.

4.29.10.1.7.2.piloleiomioma, leiomioma cutâneo múltiplo, dermatomioma múltiplo eruptivo.

4.29.10.1.7.3.mioma dartóico, dermatomioma solitário.

4.29.10.1.8.angioma

4.29.10.1.8.1.angioma plano, nevus flammeus, nevo de vinho do porto (pop.), hemangioma plano, mancha vi- nhosa, nalvus flammeus, nevo teleangiectásico, nevo capilar, mancha de salmão (pop.), nevo em chama.

4.29.10.1.8.2.hemangioma tuberoso, hemangioma capilar, angioma tuberoso, angioma cavernoso.

68LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.29.10.1.8.3.angioma puntiforme, ponto de rubi, angioma se- nil, hemangioma senil, angioma framboesa, ectasia papilar, ectasia senil, lago nevoso, aneu- risma capilar, variz papilar.

4.29.10.1.8.4.telangiectasia nevóide unilateral, telangiectasia congênita.

4.29.10.1.8.5.telangiectasia generalizada.

4.29.10.1.8.6.hemangioma verrucoso.

4.29.10.1.8.7.angioma serpiginoso, angioma serpiginosum, te- langiectasia essencial

4.29.10.1.8.8.angioma estelar, nevo aracnóidico, nevo aracnóide, angioma aracneiforme, angioma arac- niforme, nevo aracniforme, mola aracniforme, telangiectasia aranhosa, spider nevus, hemangio- ma estelar, nevus araneus, angioma aracnóide, nevo aracnóide.

4.29.10.1.8.9.linfangioma, herpes, angioma linfático.

4.29.10.1.8.9.1.linfangioma superficial.

4.29.10.1.8.9.2.linfangioma profundo.

4.29.10.1.9.angioceratoma, angioqueratoma, verruga telangies- tásica, telangiectasia verrucosa, ceratoangioma.

4.29.10.1.9.1.angioceratoma de Fordyce, angioqueratoma do escroto.

4.29.10.1.9.2.angioceratoma de Mibelli, angioqueratoma de Mibelli.

4.29.10.1.9.3.angioceratoma circunscrito, angioqueratoma cir- cunscrito.

4.29.10.1.9.4.angioceratoma de Fabry, angioqueratoma difuso de Fabry, angiokeratoma corporis diffusum, angioceratoma corporal difuso, lipidose glicolipídica, angioceratoma de Favre.

4.29.10.1.10.granuloma piogênico, granuloma telangiectásico, granuloma gravidorum, caruncula uretral, angiofibroma faríngeo, GP

4.29.10.1.11.tumor glômico, glomangioma, angiomioneuroma, tumor de glomus.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 69

4.29.10.1.11.1.tumor glômico solitário.

4.29.10.1.11.2.tumor glômico múltiplo.

4.29.10.1.12.hemangiopericitoma.

4.29.10.1.13.hemangioendotelioma.

4.29.10.1.14.hiperplasia angiolinfóide com eosinofilia, doença de Kimura.

4.29.10.1.15.neuroma, nevroma

4.29.10.1.15.1.neuroma traumático, neuroma de amputação.

4.29.10.1.16.neurilema, schwanoma, nevrilema

4.29.10.1.17.schwanoma de células granulosas, tumor de Abrikossoff, tumor de células granulosas, mioblas- toma de céluls granulosas, mioblastoma grânulo- celular, rabdomioma.

4.29.10.1.18.ganglioneuroma, ganglioma

4.29.10.1.19.mastocitose.

4.29.10.1.19.1.mastocitose cutânea, urticária pigmentosa, urticária xantelasmoidea, urticária pigmentar.

4.29.10.1.19.1.1.telangiectasia macular eruptiva pertans, te- langiectasia macularis eruptiva pertans.

4.29.10.1.19.1.2.mastocitose eritrodérmica, mastocitose difusa.

4.29.10.1.19.1.3.mastocitoma.

4.29.10.1.19.2.mastocitose sistêmica.

4.29.10.1.20.fibromatose.

4.29.10.1.20.1.fibromatose congênita.

4.29.10.1.20.2.fibromatose hialina juvenil, fibromatose hialino juvenil, hialinose sistêmica.

4.29.10.1.20.3.fibromatose coli, fibromatose do pescoço, fibromatose cervical.

4.29.10.1.20.4.fibromatose infantil agressiva.

4.29.10.1.20.5.fibromatose digital infantil, fibroma digital in- fantil recorrente, edema digital fibroso, fibromatose infantil digital.

4.29.10.1.20.6.fibromatose palmoplantar, fibroma calcifi- cante, fibroma aponevrótico, contratura de Dupuytren, fibromatose plantar e palmar,

70LÍDIA ALMEIDA BARROS

moléstia de Dupuytren, fibroma aponeu- rótico.

4.29.10.1.20.7.fibromatose peniana, doença de Peyronie, induratio penis plastica, doença de Dupuytren, moléstia de Peyronie.

4.29.10.1.20.8.tumor desmóide.

4.29.10.1.20.9.dermatofibrose lenticular disseminada, síndro- me de Buschke-Ollendorff, síndrome de Ollendorff, osteodermatopecilose

4.29.10.1.20.10.fasceíte nodular, fasciíte nodular, fibromatose subcutânea pseudossarcomatosa, fasciíte pseudo-sarcomatosa, fibromatose pseudo- sarcomatosa.

4.29.10.1.20.10.1.fasciíte para-óstea

4.29.10.1.20.10.2.fasciíte proliferativa.

4.29.10.1.20.10.3.fasciíte necrotizante.

4.29.10.1.20.10.4.fasciíte eosinofílica, fasciíte eosinófila, sín- drome de Shulman

4.29.10.1.20.11.fibroceratoma acral, fibroceratoma digital ad- quirido, fibroqueratoma digital adquirido.

4.29.10.1.20.12.coxim falangiano, coxim falangeano, coxim das articulações dos dedos, coxim dos nós.

4.29.10.1.21.pseudolinfoma, hiperplasia linfóide benigna.

4.29.10.1.21.1.linfocitoma cútis, linfocitoma da pele, linfocitoma benigno da pele, linfadenose benig- na da pele, pseudolinfocitoma de Spiegler- Fendt, linfoplasia cutânea, linfadenose sarcóide de Spiegler-Fendt, infiltração linfocitária da pele.

4.29.10.1.21.2.pseudolinfoma provocado por picada de in- setos.

4.29.10.1.21.3.infiltrado linfocítico de Jessner-Kanol, infiltra- ção linfocitária da pele (Jessner-Kanol).

4.29.10.1.21.4.síndrome de hipersensibilidade à fenitoína

4.29.10.1.21.5.reticulóide actínico, reação lúmica persistente, actino-reticulóide

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 71

4.29.10.1.21.6.manifestação cutânea reveladora de neoplasia

4.29.10.1.21.6.1.metástase cutânea de câncer visceral e in- filtrações, manifestação cutânea revelado- ra de neoplasia de primeiro grupo

4.29.10.1.21.6.2.doença potencialmente reveladora de ma- lignidade interna, manifestação cutânea re- veladora de neoplasia de segundo grupo

4.29.10.1.21.6.3.dermatose paraneoplásica.

4.29.10.1.21.6.3.1.erytema gyratum repens

4.29.10.1.21.6.3.2.acantose nigricante, acantosis nigricans

4.29.10.1.21.6.3.3.síndrome do glucagonoma, eritema mi- gratório necrolítico, eritema necrolítico, eritema necrolítico migratório

4.29.10.1.21.6.3.4.tromboflebite recidivante idiopática migrans, tromboflebite rastejante, tromboflebite migratória, tromboflebi- te superficial migratória

4.29.10.1.21.6.3.5.síndrome carcinóide

4.29.10.1.21.6.3.6.dermatomiosite

4.29.10.1.21.6.3.7.ictiose adquirida

4.29.10.1.21.6.3.8.paniculite eosinofílica multicêntrica

4.29.10.1.21.6.3.9.hipertricose lanuginosa adquirida, hipertricose adquirida

4.29.10.1.21.6.3.10.doença de Bazex, acroceratose para- neoplásica

4.29.10.1.21.6.3.11.piderma gangrenoso, fagedenismo ge- ométrico

4.29.10.1.21.6.3.12.doença de Paget, moléstia de Paget

4.29.10.2.neuplasia cutânea maligna de origem mesenquimal

4.29.10.2.1.dermatofibrossarcoma protuberante, Darier- Ferrand, fibrossarcoma cutâneo, dermatofibrossar- coma protuberans, dermatofibrossarcoma, dermato- fibroma progressivo, fibrossarcoma da pele.

4.29.10.2.2.fibrossarcoma, sarcoma fuso-celular.

4.29.10.2.2.1.fibrossarcoma verdadeiro.

4.29.10.2.3.sarcoma epitelióide.

72LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.29.10.2.4.histiocitossarcoma.

4.29.10.2.5.fibroxantoma atípico.

4.29.10.2.6.lipossarcoma.

4.29.10.2.7.angiossarcoma, angioendotelioma maligno.

4.29.10.2.7.1.angiossarcoma do couro cabeludo e da face do idoso.

4.29.10.2.7.2.angiossarcoma secundário a linfedema crônico, linfangiossarcoma em linfedema, síndrome de Stewart-Teves.

4.29.10.2.8.hemangiopericitoma maligno.

4.29.10.2.9.hemangioendotelioma maligno.

4.29.10.2.10.sarcoma de Kaposi, SK.

4.29.10.2.10.1.sarcoma de Kaposi clássico, SKC.

4.29.10.2.10.2.sarcoma de Kaposi endêmico, sarcoma de Kaposi africano, SKA.

4.29.10.2.10.2.1.sarcoma de Kaposi endêmico nodular, SKA nodular.

4.29.10.2.10.2.2.sarcoma de Kaposi endêmico florido, SKA florido.

4.29.10.2.10.2.3.sarcoma de Kaposi endêmico infiltrativo, SKA infiltrativo.

4.29.10.2.10.2.4.sarcoma de Kaposi endêmico linfadenopá- tico, SKA linfadenopático.

4.29.10.2.10.3.sarcoma de Kaposi do imunodeprimido, SKI.

4.29.10.2.10.4.sarcoma de Kaposi relacionado à AIDS, sarcoma de Kaposi epidêmico, SKE.

4.29.10.2.11.neurofibrossarcoma.

4.29.10.2.12.linfoma, granulomatose de Wegner.

4.29.10.2.12.1.linfoma de célulasT, LCCT, linfoma cutâneo de células T, linfoma cutâneo de células T adultas, linfoma epidermotrópico de células T, linfoma linfocítico, leucemia de células T do adulto.

4.29.10.2.12.1.1.micose fungóide, MF, granuloma fungóide.

4.29.10.2.12.1.2.síndrome de Sézary, MS, eritrodermia de Sézary, eritrodermia linforreticular, reticu- lose, moléstia de Sézary.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 73

4.29.10.2.12.1.3.reticulose pagetóide, RP, reticulose epidermotrópica, doença de Woringer- Kolopp, doença de Ketron-Goodman.

4.29.10.2.12.2.linfoma de células B, imunocitoma linfoplasmo- citóide, linfoma linfo-histiocítico.

4.29.10.2.12.3.linfoma de Hodgkin, linfogranulomatose ma- ligna, moléstia de Hodgkin, moléstia de Paltauf- Sternberg, doença de Hodgkin

4.29.10.2.12.4.linfoma de Burkitt, linfoma africano, tumor de Burkitt.

4.29.10.2.12.5.mieloma, linfoma linfoplasmocítico, plasmoci- toma, mieloma múltiplo.

4.29.10.2.13.leucose

4.29.10.2.14.granuloma da linha médio-facial, granuloma faciale, granuloma facial, granuloma médio-facial, granu- loma médio-facial letal.

4.30.disembrioplasias cutâneas e genodermatoses

4.30.1.disembrioplasia cutânea

4.30.2.genodermatose

4.30.2.1.genodermatose da ceratinização

4.30.2.1.1.ictiose, pele de jacaré, pele de peixe

4.30.2.1.1.1.ictiose simples, ictiose vulgar, ceratose difusa fe- tal, hiperceratose congênita, ictiose intra-uterina

4.30.2.1.1.2.ictiose universal, ictiose universal típica, ictiose congênita, eritrodermia ictiosiforme congênita

4.30.2.1.1.2.1.ictiose universal maligna, feto arlequim, ceratoma congênito difuso maligno

4.30.2.1.1.2.2.ictiose universal colodiana, bebê colóide, ictiose lamelar, descamação lamelar do recém- nascido

4.30.2.1.1.2.3.ictiose universal frusta

4.30.2.1.1.3.ictiose bolhosa, ictiose fetal bolhosa, hiperceratose epidermolítica, epidermólise ictiosiforme, epidermólise bolhosa, epidermólise bolhosa here- ditária forma simples, eritrodermia ictiosiforme, ictiose espinhosa, pele de porco-espinho

74LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.30.2.1.1.4.ictiose histrix, nevus verrucosus

4.30.2.1.1.5.neuroictiose, ictiose conjugada

4.30.2.1.1.5.1.síndrome de Refsum, doença de Refsum

4.30.2.1.1.5.2.síndrome de Sjögren-Larsson

4.30.2.1.1.5.3.síndrome de Netherton, ictiose linear circuns- crita, cabelo em bambu (pop), aminoacidúria inconstante

4.30.2.1.1.5.4.síndrome de Rud

4.30.2.1.1.5.5.síndrome de Conradi, doença de Conradi

4.30.2.1.2.eritroceratodermia variabilis, eritroceratrodermia Mendes da Costa, ceratose rubra figurada, eritroque- ratodermia variabilis de Mendes da Costa, síndrome de Mendes da Costa

4.30.2.1.2.1.eritroceratodermia simétrica progressiva, eritro- queratodermia congênita simétrica progressiva

4.30.2.1.2.2.eritroceratodermia com ataxia

4.30.2.1.3.queratodermia palmoplantar, ceratose palmoplantar, ceratodermia palmoplantar, ictose palmar e plantar,

ceratoma plantar sulcado, tilose palmar e plantar, queratose palmoplantar

4.30.2.1.3.1.-queratodermia palmoplantar tipo Meleda, ceratodermia palmoplantar tipo Meleda

4.30.2.1.3.2.queratodermia palmoplantar tipo Unna-Thost, ceratodermia palmoplantar tipo Unna-Thost

4.30.2.1.3.3.queratodermia palmoplantar tipo estriado de Siemens, ceratodermia palmoplantar tipo estria- do de Siemens

4.30.2.1.3.4.queratodermia palmoplantar Howel-Evans, cera- todermia palmoplantar Howel-Evans

4.30.2.1.3.5.queratodermia palmoplantar tipo Mantoux, cera- todermia palmoplantar tipo Mantoux

4.30.2.1.3.6.queratodermia palmoplantar tipo Osvaldo Costa, ceratodermia palmoplantar tipo Osvaldo Costa

4.30.2.1.3.7.queratodermia palmoplantar tipo Vohwinkel, ce- ratodermia palmoplantar tipo Vohwinkel, queratodermia difusa mutilante

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 75

4.30.2.1.3.8.queratodermia palmoplantar tipo Richner- Hanhart, ceratodermia palmoplantar tipo Richner-Hanhart, queratodermia plurifocal com tirosenimia tipo II

4.30.2.1.3.9.queratodermia palmoplantar tipo Greither, cera- todermia palmoplantar tipo Greither, ceratoder- mia difusa progressiva, queratodermia difusa pro- gressiva

4.30.2.1.4.queratose folicular, ceratose folicular, moléstia de Darier, doença de Darier, doença deWhite, disceratose folicular, psorospermose folicular vegetante

4.30.2.1.4.1.anomalia pigmentada reticular das flexuras, DDD, doença de Dowling-Degos

4.30.2.1.4.2.queratose pilar tipo Brocq-Darier, ceratose pilar tipo Brocq-Darier

4.30.2.1.4.3.queratose folicular rubra tipo Brocq, ceratose folicular rubra tipo Brocq, ulerythema ofriógenos, ulerythema ophryogenes de Tanzer

4.30.2.1.4.4.queratose folicular decalvante e ofiásica tipo Siemens, ceratose folicular decalvante e ofásica tipo Siemens

4.30.2.1.4.5.foliculite uleritematosa reticular, uleritema reticulada, atrofoderma reticulado simétrico faciei, atrofoderma vermiculado, atrofodermia vermi- culada

4.30.2.1.4.6.queratose folicular penetrante tipo Kyrle, ceratose folicular penetrante tipo Kyrle, keratosis pilaris penetrans

4.30.2.1.4.7.pitiríase rubra pilar, doença de Devergil

4.30.2.1.4.8.hiperceratose lenticular persistente, doença de Flegel

4.30.2.1.4.9.queratose esfoliativa congênita, ceratose esfoliativa congênita

4.30.2.1.4.10.acroceratose verruciforme, acroqueratose verruciforme

4.30.2.1.4.11.comedão disceratósico familiar

76LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.30.2.1.4.12.poroqueratose, doença de Mibelli, ceratodermia excêntrica, poroceratose, hiperceratose excêntri- ca, hiperceratose figurada centrífuga atrófica, ceratoatrofoderma

4.30.2.1.4.12.1.poroqueratose actínica superficial dissemina- da, poroceratose actínica superficial dissemi- nada, poroceratose disseminada superficial actínica, poroqueratose actínica disseminada superficial

4.30.2.1.4.13.papilomatose confluente e reticular de Gougerot e Carteaud, PCR

4.30.2.2.genodermatose bolhosa

4.30.2.2.1.epidermólise bolhosa, epidermolysis Bullosa

4.30.2.2.1.1.epidermólise bolhosa simples, doença de Goldscheider

4.30.2.2.1.1.1.epidermólise bolhosa simples tipo Köbner

4.30.2.2.1.1.2.epidermólise bolhosa simples tipo Ogna

4.30.2.2.1.1.3.epidermólise bolhosa simples localizada tipo Weber Cockayne, epidermólise bolhosa sim- ples localizada

4.30.2.2.1.1.4.epidermólise bolhosa juncial, epidermólise bolhosa letal

4.30.2.2.1.2.epidermólise bolhosa distrófica

4.30.2.2.1.2.1.epidermólise bolhosa distrófica tipo Cockayne-Toraine, epidermólise bolhosa distrófica tipo Cokayne Toraine hiperplásica dominante, epidermólise bolhosa distrófica dominante hiperplásica

4.30.2.2.1.2.1.1.dermatose bolhosa dermolítica

4.30.2.2.1.2.2.epidermólise bolhosa distrófica tipo albopa- pulóide de Pasini, epidermólise bolhosa distrófica dominante variante de albopapulói- de de Pasini

4.30.2.2.1.2.3.epidermólise bolhosa distrófica recessiva, polidisplasia tipo Hallopeau-Siemens, epidermólise bolhosa distrófica displásica

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 77

4.30.2.2.1.2.4.epidermólise bolhosa adquirida

4.30.2.2.1.3.bulose crônica benigna familial, pênfigo benigno familiar crônico, doença de Hailey-Hailey

4.30.2.2.1.4.acrodermatite enteropática, acrodermatitis enteropathica

4.30.2.3.genodermatose hiperplásica

4.30.2.3.1.síndrome de Gardner

4.30.2.3.2.cutis verticis gyrata

4.30.2.3.3.acantose nigricante, acanthosis nigricans

4.30.2.4.genodermatose aplásica

4.30.2.4.1.aplasia cutânea congênita, aplasia cutânea, aplasia cutânea da cútis

4.30.2.5.genodermatose displásica

4.30.2.5.1.poiquilodermia congênita, síndrome de Rothmund- Thomson, poiquiloderma congênito

4.30.2.5.2.poiquilodermia esclerosante hereditária, poiquiloder- mia de Weary

4.30.2.5.3.poiquilodermia acroceratósica hereditária

4.30.2.5.4.displasia cutânea anexial

4.30.2.5.4.1.displasia ectodérmica anidrótica, síndrome de Christ-Siemens

4.30.2.5.4.2.displasia ectodérmica hidrótica

4.30.2.5.5.disceratose congênita, disqueratose congênita, síndro- me de Zinsser-Cole-Fanconi

4.30.2.5.6.síndrome de hamartomas múltiplos, doença de Cowden, síndrome de Cowden, moléstia de Cowden

4.30.2.5.7.displasia cística multiforme

4.30.2.6.genodermatose atrófica

4.30.2.6.1.progeria da criança, progeria, doença de Hutchinson- Gilford

4.30.2.6.2.acrogeria

4.30.2.6.3.metageria

4.30.2.6.4.progeria do adulto, síndrome de Wener.

4.30.2.6.5.síndrome de Cockayne

4.30.2.6.6.hipoplasia dérmica focal, síndrome de Goltz.

4.30.2.7.genodermatose mesenquimal

78LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.30.2.7.1.cútis laxa, síndrome de Ehlers-Danlos tipo IX, cútis flácida, dermatólise, dermatocalasia, dermatochalasia, chasodermia, pele frouxa

4.30.2.7.1.1.cútis laxa hereditária

4.30.2.7.1.2.cútis laxa adquirida

4.30.2.7.2.cútis hiperelástica, síndrome de Ehlers-Danlos

4.30.2.7.3.pseudoxantoma elástico, síndrome de Grondblad- Strandberg, pseudoxanthoma elasticum

4.30.2.7.4.elastose perfurante, elastose perfurante serpiginosa

4.30.2.7.5.colagenose reativa familial

4.30.2.7.6.síndrome de Puretic

4.30.2.7.7.lipodistrofia congênita generalizada, lipodistrofia, sín- drome de Lawrence-Berardinelli

4.30.2.8.genodermatose neurocutânea

4.30.2.8.1.facomatose

4.30.2.8.2.disautomia familial, síndrome de Riley-Day

4.30.2.9.genodermatose com fotossensibilidade

4.30.2.9.1.eritema telangiectásico congênito, síndrome de Bloom

4.30.2.9.2.síndrome de Hartnup, doença de Hartnup

4.30.2.9.3.xeroderma pigmentoso, dermatose de Kaposi, atrofo- dermia pigmentosa, angioma pigmentoso e atrófico,

xerodema pigmentosum, xeroderma pigmentar.

4.30.2.10.esclerose tuberosa, esclerose tuberosa de Bourneville, queratose seborréica, verruga seborréica, verruga senil, ET, doença de Bourneville, epiloia, doença de Pringle- Bourneville

4.30.2.10.1.neurofibromatose, moléstia de Recklinghausen

4.30.2.10.1.1.neurofibromatose 1, doença de Von Reckling- Hausen, NF1

4.30.2.10.1.2.neurofibromatose 2, neurofibromatose acústica bilateral, NF2

4.30.2.10.2.síndrome de Sturge-Weber, angiomatose trigemino- cranial, angiomatose encefalotrigeminal, angiomato- se craniofacial, doença de Sturge-Weber-Dimitri, sín- drome de Krabble

4.30.2.10.3.ataxia telangiectásica, síndrome de Louis Bar

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 79

4.30.2.10.4.doença de Von-Hippel-Lindau, angiomatose retino cerebelar, hemangioblastoma do cerebelo e da retina

4.31.farmacodermias, dermatites medicamentosas

4.31.1.lúpus eritematoso sistêmico-símile

4.31.2.ectodermose erosiva plurioroficial, erytema multiforme exudativum

4.31.3.necrólise epidérmica tóxica, doença de Lyell, síndrome da pele escaldada, TEN (Toxic Epidermal Necrolysis)

4.31.4.eritrodermia esfoliativa, eritroderma esfoliativo, dermatite esfoliativa, ceratose esfoliativa, Keratolysis esfoliativa.

4.31.5.vasculite, angiite, angeíte, vascularite

4.31.6.púrpura, peliose

4.31.7.doença do soro

4.31.8.choque anafilático, antítese de profilaxia

4.31.9.doença exantemática-símile

4.31.10.erupção vesicobolhosa

4.31.11.eritema nodoso, eritema condusiforme, dermatite contusi- forme, febre nodal, paniculite septal

4.31.12.urticária, fervor-do-sangue (pop.), enidose, uredo

4.31.13.fotodermatites

4.31.14.porfiria

4.31.15.pustulose exantemática aguda generalizada, AGEP, acute generalized exanthematic pustolosis.

4.32.fotodermatoses, afecções produzidas pela radiação solar, rea- ções produzidas pela radiação solar

4.32.1.fotodermatose tóxica primária, fotodermatose por irritação primária

4.32.1.1.fotodermatose tóxica primária precoce, fotodermatose por irritação primária imediata

4.32.1.1.1.fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar, pig- mentação solar, bronzeamento

4.32.1.1.1.1.fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar imediata, bronzeamento pigmentar imediato, Fe- nômeno de Meirowsky, pigmentação imediata

4.32.1.1.1.2.fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar tardia, bronzeamento tardio, pigmentação tardia

80LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.32.1.1.2.espessamento epidérmico

4.32.1.1.3.eritema solar, erythema solare

4.32.1.2.fotodermatose tóxica primária tardia, envelhecimento da pele, distrofia cutânea involutiva, senescência cutânea, fotodermatose por irritação cumulativa, pele fotolesada, pele fotoenvelhecida

4.32.1.2.1.dermatose elastótica actínica

4.32.1.2.1.1.elastoma difuso, elastoma difuso de Dubreuilh

4.32.1.2.1.2.pele romboidal, cútis romboidal da nuca

4.32.1.2.1.3.pele citreínica, elastose solar, peau citrine

4.32.1.2.1.4.elastoidose cística e comedônica, elastoidose com cistos e comedões de Favre-Racouchot

4.32.1.2.1.5.nódulo elastótico das orelhas, anti-hélix

4.32.1.2.1.6.ceratodermia marginal das palmas, doença de Ra- mos e Silva

4.32.1.2.1.7.granuloma anular elastolítico, granuloma actínico, granuloma actínico de O’Brien

4.32.1.2.2.câncer cutâneo

4.32.1.2.3melanose solar, mancha hepática, melanose actínica, mancha da senilidade

4.32.1.2.4.ceratose actínica, queratose solar, queratose actínica, acantose verrucosa, verruga senil, verruga plana senil, acantose actínica e solar, ceratose senil, ceratose solar, queratose senil

4.32.1.2.5.poiquilodermia solar

4.32.1.2.6.leucodermia solar, leucodermia gotada, leucodermia gutada, hipomelanose gotada idiopática

4.32.2.fotodermatose induzida por substância química, fotoderma- tose por sensibilização, fotodermatite, lucite

4.32.2.1.fototóxica

4.32.2.2.fotoalergia, dermatose fotoalérgica

4.32.3.fotodermatose idiopática

4.32.3.1.urticária solar

4.32.3.2.reticulóide actínico, reação lumínica persistente, actino- reticulóide

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 81

4.32.3.3.hidroa vaciniforme, hidroa estival, hidroa das crianças, hidroa vaciniforme de Bazin, hydroa vaciniforme

4.32.3.4.erupção polimorfa lumínica, erupção polimorfa à luz, erupção lumínica polimorfa, erupção papular

4.32.3.4.1.prurigo estival, prurido de Hutchinson, prurigo de verão

4.32.3.5.púrpura solar

4.32.4.queilite actínica, quelite solar

4.32.5.ceratose actínica, ceratose senil, verruga senil, queratose senil, acantose verrucosa, verruga plana senil, ceratose actínica e so- lar, queratose solar, ceratose solar, queratose actínica.

4.32.7.púrpura senil de Bateman.

4.32.8.pseudocicatriz estelar

4.32.9.hiperplasia sebácea

4.32.10.miliaria solaris

4.33.afecções das mucosas

4.33.1.queilite esfoliativa, dermatite esfoliativa.

4.33.2.queilite angular, perleche, boqueira (pop.), quilite comissural, boqueiro (pop.), canto-de-passarinho (Bras. BA pop.), canto- de-sabiá (Bras. pop.), sabiá (pop.)

4.33.3.queilite actínica, queilite solar

4.33.4.quelite de contato

4.33.5.queilite glandular, mixodemite labial, queilite de Valkmann, doença de Bealz.

4.33.5.1.queilite glandular simples

4.33.5.2.queilite glandular apostematosa

4.33.6.queilite granulomatosa, glossite fissurada

4.33.7.queilite lúpica

4.33.8.queilite plasmocitária, queilite de plasmócitos

4.33.9.grânulo de Fordyce, ponto de Fordyce, mancha de Fordyce, doença de Fordyce, pseudocolóide dos lábios.

4.33.10.língua escrotal, língua plicata, língua fissurada, língua sulcada.

4.33.11.língua geográfica, golssite migratória benigna, língua dissecada, ptiríase da língua, eritema migrante, língua mi- gratória.

82LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.33.12.língua negra pilosa

4.33.13.glossite, glossite inflamatória.

4.33.13.1.glossite de Moeller

4.33.13.2.glossite mediana romboidal, glossite mediana losângica

4.33.14.úlcera eosinofilica da língua

4.33.15.fibromatose gengival idiopática

4.33.16.nevo espongiforme branco, nevo branco esponjoso, nevo esponjoso branco, displasia branca familiar, nevo epitelial oral.

4.33.17.epúlide, epúlida (f. paral.)

4.33.18.leucoplasia

4.33.19.cisto mucoso, mucocele, cisto mucinose.

4.33.20.torus palatinos, toro palatino

4.33.21.estomatite nicotínica, estomatite tabágica, ceratose do fuman- te, placas do fumante

4.33.22.estomatite galvânica

4.33.23.papilomatose florida oral, carcinoma verrucoso da cavidade oral, tumor de Ackerman, papilomatose oral franca, papilomatose oral florida

4.33.24.pioestomatite vegetante, piostomatite vegetante.

4.33.25.balanite

4.33.25.1.balanopostite erosiva circinada, balanite erosiva circinada

4.33.25.2.balanite plasmocitária de Zoon, balanite de Zoon, balanite circunscripta, eritroplasia de Zoon, plasmacellularis, balanite de plasmócitos.

4.33.25.3.balanopostite xerótica e obliterativa

4.33.25.4.balanite bowenóide da genitália

4.33.25.5.papulose perolada do pênis

4.33.25.6.craurose vulvar, leucocraurose.

4.33.25.7.atrofia senil genital da mulher, atrofia genital senil, atro- fia da vulva

4.33.25.8.vulvovaginite

4.34.onicopatias, afecções das unhas

4.34.1.acaulose

4.34.2.acropaquia

4.34.3.anoníquia

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 83

4.34.4.braquioníquia

4.34.5.coiloníquia, celoníquia

4.34.6.coloníquia

4.34.7.cristas longitudinais e transversais

4.34.8.cromoníquia

4.34.9.depressãos puntiforme, pitting ungueal, depressão cupuliforme, unha em dedal

4.34.10.distrofia canalicular mediana, solenoníquia, distrofia ungueal mediana, distrofia mediana cenalforme.

4.34.11.distrofia catenular

4.34.12.distrofia do quinto pododáctilo

4.34.13.distrofia infantil das vinte unhas, distrofia das vinte unhas

4.34.14.doliconíquia

4.34.15.hapaloníquia, unhas em casca de ovo (pop.)

4.34.16.helconixe, heliconixe

4.34.17.hemorragia em estilhas, hemorragia por sequestro, hemor- ragia em lasca

4.34.18.ceratose subungueal

4.34.19.leuconíquia, leuconíquia total, leucopatia unguis, acromia das unhas, alvura das unhas, albugem, selenose, albugo

4.34.20.linhas de Mees,tiras de Mees.

4.34.21.linha de Milian

4.34.22.linhas de Muehrcke

4.34.23.macroníquia

4.34.24.melanoníquia, melanoníquia total, melanônquia

4.34.25.microníquia

4.34.26.onicoatrofia

4.34.27.onicobacteriose

4.34.28.onicoclasia, oniclasia, onicoclase

4.34.29.onicocriptose, unha encravada, acronix, unha incarnata, unguis incarnatus

4.34.30.onicodínia, onicalgia

4.34.31.onicodistrofia

4.34.32.onicofimia,onicofima

4.34.33.onicofose

4.34.34.onicogrifose, onicogripose, gripose ungueal, unha em garra

84LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.34.35.onicólise

4.34.36.onicoma

4.34.37.onicomadese, defluvium ungueal, edefluvium unguium

4.34.38.dermatofitose ungueal, tinea unguium, onicomicose, tinha das unhas.

4.34.39.onicoptose

4.34.40.onicorrexe

4.34.41.onicosquizia, onicosquíze, onicósquise.

4.34.42.onicotrofia

4.34.43.oníquia, onixite, oniquite

4.34.44.paquioníquia, paquionixe, escleroníquia, onicauxe, onicosclerose

4.34.45.paroníquia, perionixe, perionixite, unheiro, oníquia lateral, oníquia periungueal, panarício, panariz, paranício, paraní- quea, paraniz, paranoníquia, gavarro, paroníquia

4.34.46.platoníquia

4.34.47.polioníquia

4.34.48.pterígio ungueal, pterígio da unha

4.34.49.pterígio ventral, pterígio inverso

4.34.50.síndrome da unha amarela

4.34.51.síndrome da unha azul

4.34.52.síndrome da unha meio a meio

4.34.53.síndrome da unha verde

4.34.54.síndrome da unha em raquete

4.34.55.síndrome de cotovelo-paleta-unha, síndrome de Fong, osteo- onicodistrofia hereditária.

4.34.56.síndrome de Beau, linhas de Beau, sulco de Beau

4.34.57.toxiconíquia

4.34.58.traquioníquia

4.34.59.unha de Terry, unha em cristal opalino.

4.34.60.unha de usura

4.34.61.unha frágil, fragilita ungueum, fragilidade ungueal

4.34.62.unha hipocrática, unha em bico de papagaio

4.34.63.unha pinçada, unha em pinça.

4.35.afecções dos pelos, tricoses

4.35.1.calvície

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 85

4.35.2.alopecia, defluvium capillorium, acomia, pelada falacrose, peladura

4.35.2.1.alopecia difusa não-cicatricial

4.35.2.2.alopecia difusa cicatricial, alopecia acatricial, alopecia ci- catricial

4.35.2.3.alopecia circunscrita não-cicatricial

4.35.2.4.alopecia circunscrita cicatricial

4.35.2.5.alopecia areata, alopecia circunscrita, alopecia em áreas, alopecia celsi, alopecia de Celsus, área de Celsus, alopecia de Jontar, área de Jontar, pelada decalvante, vitiligo capitis, vitiligo de Cazenave, vitiligo de Celsus

4.35.2.5.1.alopecia areata ofiásica

4.35.2.5.2.alopecia areata difusa

4.35.2.6.eflúvio telogênico, eflúvio telógeno

4.35.2.7.eflúvio anagênico, eflúvio anágeno.

4.35.2.8.alopecia androgênica, calvície hipocrática

4.35.2.8.1.alopecia androgênica masculina, alopecia androgené- tica masculina, alopecia de padrão masculino

4.35.2.8.2.alopecia androgenética feminina, alopecia difusa par- cial discreta

4.35.2.9.alopecia com características peculiares

4.35.2.10.alopecia marginal, alopecia liminar frontal

4.35.2.11.alopecia por pressão

4.35.2.12.alopecia endócrina, alopecia devido a distúrbios endó- crinos

4.35.2.13.alopecia a drogas, alopecia tóxica

4.35.2.14.alopecia mucinosa, mucinose folicular

4.35.2.15.alopecia infantil

4.35.2.16.alopecia fisiológica do adolescente, alopecia prematura, alopecia pré-senil.

4.35.2.17.alopecia das pernas

4.35.2.18.alopecia congênita, calvície congênita, alopecia adnata, alopecia hereditária

4.35.2.19.pseudopelada, pseudopelada de Brocq, alopecia cicatrizada

4.35.2.20.foliculite decalvante, foliculite descalvante, alopecia folicular, deonça de Quinquand.

86LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.35.3.hirsutismo, hipertricose

4.35.3.1.hirsurtismo iatrogênico

4.35.3.2.hirsutismo adquirido

4.35.3.3.hirsutismo congênito

4.35.3.3.1.hipertricose lanuginosa congênita, hipertricose lanuginosa, hipertricose universal congênita

4.35.3.3.2.leprechaunismo, doença de Donotue

4.35.3.4.hirsutismo idiopático

4.35.3.5.hirsutismo constitucional

4.35.3.6.hirsutismo androgênico

4.36.malformação dos pelos, má-formação dos pelos

4.36.1.moniletrix , monilethrix, moniletríquia, moniletricose, monilétrix, aplasia moniliforme, cabelo moniliforme, cabelo em contas de rosário

4.36.2.trichorrhexis nodosa, tricorrexe nodosa, tricoclasia, nodositas crimium

4.36.3.trichorrhexis invaginata, tricorrexe invaginada, cabelo em bambu (pop) , pelo em bambu (pop), pelo em tufo (pop)

4.36.4.triconodose , trichonodosis , trichonodosis axillaris , doença de Paxton , lepotricose , ticonocardíase axilar , triconodose axilar , triconodose nodosa, triconodose palmelina , tricono- dose cromática , triconodose nodular

4.36.5.pili torti, trichokinesis , pelo retorcido , cabelo retorcido , pelo torcido

4.36.6.pili bifurcati

4.36.7.pili annulati, leucotropia anular, cabelo em anel (pop), pelo anular, cabelo anelado (pop)

4.36.8.pili pseudo-annulati

4.36.9.pili multigemini , pelo multigêmeo

4.36.10.trichoptilosis , tricoptilose , fragilitas crinium

4.36.11.cabelo enroscado , pelo retorcido, kinking hair

4.36.12.cabelo laniforme, pelo lanoso, cabelo lanoso, wooly hair

4.36.13.cabelo em algodão de vidro

4.36.14.cabelo em casca, hair cacts

4.36.15.pseudofoliculite , pili incarnati , cabelo encravado (pop) , pelo encravado (pop) , pelo cuniculado , pelo encarnado, pseudo- foliculite da barba, pseudofiliculite da virilha

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 87

4.36.16.tricostasia espinulosa , trichostasis spinulosa , tricostase es- pinhosa

4.36.17.hisurtismo, hipertricose

4.36.18.triquíase , trichiasis

4.37.afecção das glândulas sudoríparas écrinas

4.37.1.hiperidrose , hiperidrosis , hiper-hidrose, polidrose, hidrose, efidrose, sudorese, poliidrose, hiperifidrose

4.37.1.1.hiperidrose cortical , hidrosis nodorum , hiperidrose emo- cional

4.37.1.2.hiperidrose hipotalâmica, hiperidrose térmica, hiperidrose termorreguladora

4.37.2.anidrose , anhydrosis , anidrosis

4.37.2.1.anidrose generalizada.

4.37.2.2.anidrose localizada

4.37.3.granulose rubra nasal , granulosis rubranasi , granulosis rubra nasi

4.37.4.miliária , miliar , exantema do calor , estrófulo tropical

4.37.4.1.miliária cristalina , sudamina

4.37.4.2.miliária rubra , brotoeja (pop), sudômina

4.37.4.3.miliária profunda , anidrose tropical

4.37.5.desidrose

4.37.6.erupção desidrosiforme

4.38.afecções das glândulas sudoríparas apócrinas

4.38.1.doença de Fox-Fordyce, moléstia de Fox-Fordyce, miliária apócrina, enfermidade de Fox-Fordyce

4.38.2.hidrocistoma apócrino

4.38.3.bromidrose , osmidrose , azocratia

4.38.4.cromidrose , chromidrosis

4.38.5.hidroadenite, hidradenite, hidrosadenite (desus)

4.39.afecções auriculares, afecções das orelhas, afecções das car- tilagens

4.39.1.policondrite recorrente, policondrite recidivante, policondrite atrófica crônica, condromalacia generalizada, condromalacia sistêmica, doença de (von) Meyenburg, síndrome de Meyenburg-Altherr-Uehlinger

4.39.2.pseudocisto de pavilhão auricular

88LÍDIA ALMEIDA BARROS

4.39.3.condrodermatite nodular hélix, nódulo doloroso da orelha, condrodermatite nodular crônica helicóide, doença deWinkler

4.39.4.cistos, quisto.

4.40.Afecções dos pés

4.40.1.pápula piezogênica, pápula podal piezogênica

4.40.2.queratólise puntuada, ceratose pontuada, poroceratose pon- tuada tipo Mantoux, keratose punctata, ceratólise pontuada, keratolysis plantar sulcada de Castellani, ceratose pontilhada, ceratólise plantar, queratólise plantar sulcada.

4.40.3.tumor glômico, glomangioma, quimiodectoma, angiomioneu- roma, tumor de glomus

4.40.4.granuloma piogênico, granuloma telangiectásico. Granulo- ma gravidorum, caruncula uretral, angiofibroma faríngeo, GP

4.40.5.ceratodermia, keratoderma, ceratoderma.

4.40.6.calo, clavus, tilose

4.40.7.calosidade

4.40.8.petéquia calcaneana, calcanhar preto, sufusão hemorrágica traumática puntiforme do calcanhar, hemorragia pós-traumá- tica puntiforme

4.40.9.mal perfurante plantar, úlcera anestésica, úlcera neuroatrófica, úlcera perfurante do pé, mal perfurante

4.41.Dermatoses psicogênicas, psicodermatoses, afecções psicogênicas

4.41.1.dermatite factícia, dermatite artefacta, dermatite factitia, dermatite patomímica, dermatite autofítica

4.41.2.escoriação neurótica

4.41.3.dermatofobia, fobia a moléstia da pele

4.41.3.1.acarofobia, delírio de parasitose

4.41.3.2.venereofobia

4.41.3.3.leprofobia

4.41.3.4.cancerofobia

4.41.4.dermatocompulsão

4.41.4.1.cutisfagia

4.41.4.2.queilofagia, queilite factícia

4.41.4.3.tricotilomania

4.41.4.4.acne escoriada

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 89

4.41.5.onicocompulsão

4.41.5.1.onicofagia

4.41.5.2.onicotilomania

4.42.cirurgias dermatológicas

4.42.1.onicotomia, onicotromia, onicotoma

4.42.2.onicetomia, onicectomia

A

abcesso: S. m. Ver: abscesso1 e 2.

abscesso1: S. m. coleção líquida causada por inflamação, caracterizando-se por acúmulo circunscrito de pus, doloroso, com ou sem elevação, de tamanho variá- vel, podendo deixar a pele ruborizada. Localiza-se entre os tecidos cutâneos e em órgãos. Outras designações: coleção purulenta, abscesso. Símbolo de classifi-

cação: 3.3.5.

abscesso2: S. m. piodermite causada por estreptococos e, eventualmente, por estafilococos. É um quadro agudo, caracterizado pelo aparecimento de edema flu- tuante, circunscrito e mais ou menos pronunciado, que tende à supuração. A le- são tem tamanho variável e poder estar acompanhada de eritema, calor e dor (abs- cessos quentes) ou não (abscessos frios). São observados, ainda, fenômenos gerais, como febre, calafrios e vômitos. Atinge a hipoderme, localizando-se no interior de um tecido, órgão ou qualquer região do corpo. Outras designações: apostema, postema, abscesso. Símbolo de classificação: 4.21.1.12.

abscesso das glândulas sudoríparas do lactente: S. m. Ver: periporite.

abscesso frio: S. m. Ver: abscesso2.

abscesso quente: S. m. Ver: abscesso2.

absorção: S. f. função da pele que consiste em assimilar ou captar certos líquidos, gases ou material adequado às células dos seres vivos. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 2.3.8.

acanthosis nigricans: N. Cient. Ver: acantose nigricante.

acantoma de células claras: S. m. neoplasia benigna da epiderme de etiologia desco- nhecida. Caracteriza-se pelo surgimento de uma pápula elevada, nódulo eritemato- so ou placa descamativa. A lesão é bem delimitada, de cor acastanhada ou rósea. As placas e pápulas têm superfície crostosa devido à exsudação intermitente. Os nódu- los apresentam exsudato com halo de descamação fina, telangiectasias e superfície

92LÍDIA ALMEIDA BARROS

lisa. Geralmente a lesão é única. Do ponto de vista histopatológico, é uma hiperpla- sia epidérmica com células claras, aumentadas e ricas em glicogênio. Localiza-se nos membros inferiores, de preferência nas panturrilhas. Outras designações: acantoma de Degos. Símbolo de classificação: 4.29.1.8.

acantoma de Degos: S. m. Ver: acantoma de células claras.

acantoma folicular intraepidérmico: S. m. Ver: ceratose folicular invertida.

acantoqueilonemíase: S. m. helmintíase causada pelo nematódeo Acanthocheilonema perstrans, transmitido através da picada de mosquito pólvora do gênero Culicoides. Pode haver febre, alterações das grandes cavidades serosas e lesões dermatológicas, tais como edema do escroto e dos membros inferiores, edema de Calabar, urticária e prurido, como manifestações características da doença. Outras designações: acantoquilonemíase. Símbolo de classificação: 4.16.13.3.

acantoquilonemíase: S. m. Ver: acantoqueilonemíase.

acantose: S. f. queratose caracterizada por espessamento moderado ou excessivo da camada mediana da epiderme, chamada de camada espinhosa ou camada de Malpighi. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.5.1.1.

acantose nigricante: S. f. genodermatose hiperplásica que pode ser de origem gené- tica autossômica dominante, ou não genética. A de origem genética tem início na infância, que, com o crescimento, torna-se intensa. É do tipo benigna e suas carac- terísticas são a obesidade e lesões cutâneas autolimitadas. Quando o paciente atinge a puberdade, outras manifestações podem aparecer como, estriação ungueal e cera- todermia palmoplantar. A forma que não tem origem genética é definida por idiopá- tica, pela utilização de drogas, distúrbios endócrinos, diabetes, excesso de peso e é maligna (paraneoplasia). Adenocarcinomas aparecem geralmente intra-abdominais, com preferência gástrica. Em segundo plano, pode ocorrer no pâncreas, dutos hepá- ticos, cólon, reto, útero, próstata, mama e pulmões. Obs.: É também classificada como uma dermatose paraneoplásica. Outras designações: acanthosis nigricans. Símbolo de classificação: 4.30.2.3.3.; 4.29.10.1.21.6.3.2.

acantose verrucosa: S. f. Ver: ceratose actínica.

acarofobia: S. f. dermatofobia caracterizada por medo obsessivo de infestações para- sitárias na pele (ácaros). O paciente, geralmente alucinado, retira pequenos fragmentos da pele, leva-os ao médico e identifica-os como parasitas. Há reclamações de prurido e de picadas. Outras designações: delírio de parasitose. Símbolo de classifica- ção: 4.41.3.1.

acaulose: S. f. onicopatia causada pelo Scopulariopsis brevicaulis. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.34.1.

acne: S. f. afecção sebácea que parece resultar de um conjunto de fatores, tais como hormonais, psíquicos, infecciosos, metabólicos e predisposição familiar. A afecção é, talvez, agravada por distúrbios gastrointestinais, infecções focais, certos alimentos (chocolates, carne de porco e derivados, amendoim, bacalhau, camarão) e medica-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 93

mentos (iodetos, brometos, sedativos), cremes de limpeza e cosméticos. Outras designações: Símbolo de classificação: 4.25.2.

acne agminata: S. f. Ver: tubercúlide papuloide necrótica.

acne cística: S. f. Ver: acne.

acne comedoniana: S. f. Ver: acne.

acne conglobata: S. f. acne grave que apresenta lesões císticas grandes e fenômenos inflamatórios exuberantes. Há a formação de abscessos e fleimões, que se intercomunicam por fístulas. Bridas cicatriciais são frequentes. As lesões ocorrem predominantemente no tronco e na face, mas podem se manifestar também nas ná- degas, no abdômen, pescoço, ombros e braços. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.25.2.1.

acne corrosiva: S. f. Ver: foliculite necrótica.

acne cosmética: S. f. erupção acneiforme provocada pelo uso de cosméticos com al- guma ação comedogênica (cremes ricos em vaselina, óleos vegetais e lanolina), que obliteram os óstios foliculares. A identificação precisa do agente causador nem sem- pre é possível, pois alguns pacientes utilizam diversos cosméticos. Este tipo de erup- ção aceiforme é bastante frequente, caracterizando-se pelo aparecimento de pápulas, pústulas e comedões. As lesões localizam-se normalmente na face, sobretudo na re- gião do queixo e do pescoço, podendo, no entanto, ocorrer quadro parecido no couro cabeludo, devido ao uso de brilhantinas. Outras designações: acne por cosmético. Símbolo de classificação: 4.25.3.5.

acne da adolescência: S. f. Ver: acne.

acne de Majorca: S. f. Ver: acne solar.

acne endócrina: S. f. erupção acneiforme provocada por hiperandrogenismo cutâneo feminino. Vários podem ser os motivos da afecção, como alterações na passagem dos hormônios para os tecidos e o sangue, maior sensibilidade da unidade pilossebácea aos andrógenos, ou aumento da secreção glandular de andrógenos, causando assim uma hiperatividade local. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.25.3.10.

acne escoriada: S. f. erupção acneiforme caracterizada por traumas provocados por unhas em lesões razoavelmente discretas de acne ou mesmo em áreas que não con- têm esta última. Às escoriações somam-se lesões erosivas com crostas hemáticas, pápulas com ou sem comedão e cicatrizes. Ocorre em indivíduos com certo caráter neurótico ou psicótico. As lesões localizam-se fundamentalmente no rosto. Obs.: É também classificada como uma dermatocompulsão. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.25.3.2.; 4.41.4.4.

acne estival: S. f. Ver: acne solar.

acne flegnomosa: S. f. Ver: acne.

acne indurata: S. f. Ver: acne.

acne induzida: S. f. Ver: erupção acneiforme.

94LÍDIA ALMEIDA BARROS

acne infantil: S. f. erupção acneiforme provocada por estimulação de hormônios an- drógenos maternos ou mesmo fetais, ou ainda decorrentes de fenômenos de virilização ou precocidade sexual. Os primeiros fatores provocam o aparecimento desse tipo de afecção logo na primeira infância. Os segundos provocam o aparecimento tardio (um a dois anos de idade). De modo geral, o quadro se caracteriza pela presença de poucas lesões papulosas, comedões e, por vezes, pústulas localizadas na face, mas que involuem. Outras designações: acne neonatal. Símbolo de classificação: 4.25.3.1.

acne juvenil: S. f. Ver: acne.

acne mecânica: S. f. Ver: acne oclusiva.

acne medicamentosa: S. f. erupção acneiforme decorrente da ingestão de medica- mentos, como vitamina B12 (cianocobalamina), corticoides sistêmicos (acne por corticoide) e elementos halogênicos, tais como iodo, flúor e bromo (acne halogênica). Apresenta pústulas e pápulas eritematosas, que aparecem concomitantemente. Um número pequeno de comedões e algum prurido podem ser encontrados. As lesões se localizam em grande parte nos braços, tronco e ombros; e, menos frequentemente, nas coxas, face e nádegas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.25.3.6.

acne necrótica: S. f. (impr.) Ver: foliculite necrótica.

acne neonatal: S. f. Ver: acne infantil.

acne oclusiva: S. f. erupção acneiforme causada por abafamento e consequente oclu- são folicular, acompanhada de infecção bacteriana. Caracteriza-se pelo aparecimen- to de pústulas e/ou pápulas, e é encontrada normalmente em áreas de contato direto entre a pele e peças de vestuário, tais como chapéu, faixas, capacete, calça apertada etc. Outras designações: acne mecânica. Símbolo de classificação: 4.25.3.8.

acne ocupacional: S. f. erupção acneiforme provocada pelo manuseio de produtos peculiares a certas profissões, como por exemplo: trabalhadores que lidam com óleos minerais de corte, hidrocarburetos clorinados, coaltar, inseticidas e fungicidas que contêm alguns clorofenóis. As lesões localizam-se, em geral, na face, principalmente nos casos de aspiração de substância química. Há outras situações, no entanto, em que as lesões limitam-se às áreas de contato com o agente químico. Com o afasta- mento do trabalho, as lesões costumam desaparecer. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.25.3.4.

acne papulosa: S. f. Ver: acne.

acne polimorfa: S. f. Ver: acne.

acne por cosmético: S. f. Ver: acne cosmética.

acne praiana: S. f. Ver: acne solar.

acne pré-menstrual do adulto: S. f. erupção acneiforme apresentando forma clínica com características próprias da acne vulgar, mas que se agravam na fase pré-mens- trual. Em casos de grande intensidade, deve-se proceder a uma investigação hormo- nal, pois podem ser consequência de ovários policísticos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.25.3.3.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 95

acne pustulosa: S. f. Ver: acne.

acne queloide: S. f. Ver: foliculite queloidiforme.

acne rosácea: S. f. Ver: rosácea.

acne rosáceo: S. f. Ver: rosácea.

acne solar: S. f. erupção acneiforme por hiperqueratose com oclusão folicular, devido ao uso de cremes antiactínicos e com ação comedogênica. Há maior incidência no verão, quando ocorre exposição prolongada ao sol com a pele recoberta por bronzeadores. A intensa sudorese, associada ao óleo dos cremes, provoca edema dos folículos polissebáceos, a obliteração dos ductos e subsequente reação inflamatória. Surgem, então, pápulas ou pústulas miliares, principalmente na face, ombro e dorso. Outras designações: acne estival, acne de Majorca, acne praiana. Símbolo de classifi- cação: 4.25.3.9.

acne tropical: S. f. erupção acneiforme caracterizada por um tipo de acne comum aos climas úmidos e quentes, atingindo especialmente as nádegas e o tronco, normal- mente a face é poupada. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.25.3.7.

acne varioliforme: S. f. Ver: foliculite necrótica.

acne vulgar: S. f. Ver: acne.

acnitis: N. Cient. Ver: tubercúlide micropapulosa acneiforme.

acomia: S. f. Ver: alopecia.

acroceratose paraneoplásica: S. f. Ver: doença de Bazex.

acroceratose verruciforme: S. f. queratose folicular de origem autossômica domi- nante que apresenta pápulas achatadas, queratósicas e verrucosas. Dermatologicamente apresenta derfomidades esqueléticas, alterações ungueais, coroideremia e deficiên- cia mental, originando a síndrome deVan Den Bosch. Localiza-se nas posições distais, dorso das mãos e dos pés, punhos, joelhos e face fletora dos braços. Outras desig- nações: acroqueratose verruciforme. Símbolo de classificação: 4.30.2.1.4.10.

acrocianose: S. f. afecção vascular predominantemente funcional de causa desconhe- cida, mas que possui provável caráter familiar. Caracteriza-se por um distúrbio cir- culatório causado por espasmo arteriolar e estase dos capilares dos plexos superfi- ciais. Observam-se cianose mosqueada simétrica e hiperidrose acometendo as extremidades que ficam frias, úmidas e azuladas. Atinge com mais frequência as mãos, podendo ainda ocorrer em outras áreas como pés, orelhas, lábios, queixo e nariz. O quadro é acentuado pela emoção e pelo inverno, podendo, por outro lado, obter melhora com o calor. Algumas formas se relacionam com o fenômeno de Raynaud. Não ocorrem ulcerações. Outras designações: doença de Crocq. Sím- bolo de classificação: 4.14.6.4.

acrocianose necrosante remitente: S. f. acrocianose caracterizada como estado de espasmo orgânico ou funcional em que ocorre necrose na ponta dos dígitos, além de apresentar as características clássicas da acrocianose. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.14.6.4.1.

96LÍDIA ALMEIDA BARROS

acrocórdon: S. m. Ver: fibroma mole.

acrodermatite contínua de Hallopeau: S. f. dermatose pustulosa amicrobiana de causa desconhecida, mas que muitas vezes é desencadeada por traumatismo ou por infecções das extremidades. Pode ser atribuída, de forma variável, à desidrose e à psoríase pustulosa. Caracteriza-se por ser rara, dolorosa. Inicialmente é assimétrica, podendo, mais tarde, tornar-se simétrica. Pode apresentar febre e manifestações sis- têmicas, configurando o quadro da psoríase pustulosa generalizada. As lesões apre- sentam grandes áreas erosivas e eritêmato-escamosas de aspecto psoriasiforme ou eczematiforme. Iniciam-se na extremidade dos dígitos com a forma de eritema sobre o qual surgem numerosas pústulas que podem confluir em grandes lagos de pus. A extremidade do dedo torna-se fina e descamativa. Frequentemente as lesões atingem o leito ungueal destruindo a unha e, quando progridem ao longo do dedo, podem acometer o dorso da mão e do pé. Outras regiões como mucosas, couro cabeludo e extensas áreas da pele podem ser atingidas. A doença pode levar à morte. Outras designações: acropustulose, acrodermatite perstans. Símb/lo de classificação: 4.3.4.

acrodermatite crônica atrofiante: S. f. dermatose atrófica causada pela bactéria espiroqueta, transmitida pela picada de carrapato, que contém formas que se distin- guem por um corpo flexível, ondulante, com o protoplasma enrolado a um filamento axial elástico. Ocasionalmente encontram-se nódulos justarticulares e úlceras de difícil cicatrização. Além das alterações cutâneas, podem ocorrer linfadenomegalias, dores (especialmente quando há traumatismos nas saliências ósseas), neuroruptura perifé- rica com parestesias, fraqueza muscular, cãimbras, bursites e sinovites. Há placas eritêmato-infiltrativas, violáceas, de limites imprecisos, acometendo de preferência as extremidades, sobretudo nas articulações, iniciando-se, em geral, nos membros inferiores, particularmente no pé, tornozelo ou joelho. Depois de algum tempo, as lesões atingem os membros superiores, dorso das mãos e região do cotovelo e tendem a progredir de sentido distal para proximal, podendo atingir a região glútea. Outras designações: eritomelia de Pick, moléstia de Pick-Herxheimer, doença de Pick- Herxheimer. Símbolo de classificação: 4.10.3.

acrodermatite enteropática: S. f. epidermólise bolhosa de origem autossômica re- cessiva, podendo, às vezes, ser familial. É rara e tem início nos primeiros anos de vida. Não há conhecimento exato da sua causa, trata-se de uma deficiência do meta- bolismo do zinco, que dificulta a absorção do mesmo no tubo digestivo. Apresenta lesões vesicobolhosas crônicas recidivantes, eritematosas e com escamas perioficiais, além de estomatite, retite e blefarite. O paciente apresenta alopecia, com queda de cabelos, cílios e sobrancelhas. Ocorrem, também, erupções cutâneas nas extremida- des e nos orifícios, anormalidades nas unhas, problemas mentais e com o crescimen- to, diarreia com síndrome de malabsorção, além de outros problemas gastrintestinais. Outras designações: acrodermatitis enteropathica. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.2.1.4.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 97

acrodermatite papular da infância: S. f. Ver: acrodermatite papulosa infantil.

acrodermatite papular da segunda infância: S. f. Ver: acrodermatite papulosa

infantil.

acrodermatite papulosa infantil: S. f. dermatovirose causada por numerosos vírus, mas o principal é o vírus da hepatite B. Caracteriza-se por erupção papular, purpúrica ou eritematosa que não apresenta prurido. É geralmente acompanhada de febre, mal- estar, adenopatia, diarreia e acometimentos nas vias respiratórias. Pode apresentar também hepatite aguda anictéria, que dura em média dois meses, acompanhada de esplenomegalia. Apresenta coloração parda e chega à descamação pitiriásica, sem tendência a confluir. As lesões se localizam na face, pescoço, membros, nádegas, palmas e plantas, não acometendo tronco e mucosas. Outras designações: síndrome de Gianotti-Crosti, acrodermatite papular da infância, acrodermatite papular da segunda infância. Símbolo de classificação: 4.15.6.

acrodermatite perstans: S. f. Ver: acrodermatite contínua de Hallopeau.

acrodermatitis enteropathica: N. Cient. Ver: acrodermatite enteropática.

acroesclerose: S. f. escleredermia sistêmica maligna, que apresenta elevada frequência do fenômeno de Raynaud, mas com prognóstico melhor. Observa-se a presença de edema, seguido de endurecimento da pele, que adquire coloração amarelo-marfim. A sintomatologia inicia-se pelas extremidades distais, que ficam duros e afilados, podendo haver esclerose dos dedos e esclerodactilia após meses ou anos. Acomete extensas áreas do tegumento e vísceras. O acometimento das mãos é, em geral, pre- cedido de distúrbios vasculares e nervosos. O quadro é classicamente o da esclerodermia progressiva. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.3.2.2.

acrogeria: S. f. genodermatose atrófica de herança autossômica recessiva, que se ca- racteriza como uma síndrome de envelhecimento precoce. Surge já no nascimento ou nos primeiros dias de vida. Ocorre atrofia cutânea das extremidades, redução congê- nita ou perda da gordura subcutânea e do colágeno das mãos e pés, dando impressão de envelhecimento precoce. A pele fica atrofiada, telangiectásica e com pigmentação reticular. Apesar da estatura física e do estado mental serem normais, as unhas são prejudicadas e as mãos ficam enrugadas. Localiza-se nas mãos e nos pés. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.6.2.

acromelanoma: S. m. melanoma que apresenta, em sua fase inicial, uma mancha negra, seguida de um nódulo ou ulceração, que cresce horizontalmente e, em fase posterior, verticalmente. Durante o crescimento horizontal, o diagnóstico histológico é muito difícil. A fase vertical já apresenta grande potencial de metastatização. Essa evolução assemelha-o à do lentigo maligno. A duração média é de 1 a 4 anos. Localiza-se nas extremidades digitais, sobretudo no polegar ou primeiro pododáctilo, região palmoplantar, mucosas e falanges terminais, podendo ser periungueais ou subungueais. Outras designações: melanoma da mucosa, melanoma lentiginoso acral. Símbolo

de classificação: 4.29.8.10.4.

98LÍDIA ALMEIDA BARROS

acromia: S. f. discromia de origem hereditária, congênita ou adquirida. Caracteriza- se pela ausência total de pigmento melânico cutâneo, provocando o aparecimento de manchas brancas na pele, em razão de alguns tecidos ou células não aceitarem a pre- sença de corantes. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.5.1.

acromia das unhas: S. f. Ver: leuconíquia.

acromia parasitária: S. f. Ver: pitiríase versicolor.

acronix: N. Cient. Ver: onicocriptose.

acronose exógena: S. f. Ver: ocronose exógena.

acropaquia: S. f. onicopatia de origem desconhecida que apresenta unhas em forma de varetas de tambor. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.34.2. acropigmentação reticulada de Kitamura: S. f. hipercromia de caráter hereditário autossômico dominante. Caracteriza-se basicamente por manchas hipercrômicas de forma semelhante a polígonos e ligeiramente atróficas. Nota-se certa tendência das manchas a se manifestarem acompanhando as linhas da pele, sendo que nas regiões palmares tais linhas podem apresentar interrupções e depressões. Manifesta-se ge- ralmente na infância. Outras designações: doença de Kitamura. Símbolo de clas-

sificação: 4.5.3.16.

acropustulose: S. f. Ver: acrodermatite contínua de Hallopeau.

acropustulose infantil: S. f. dermatose pustulosa amicrobiana caracterizada por sur- tos de vesico-pápulas pruriginosas. Doença recidivante que surge geralmente no primeiro ano de vida, involuindo espontaneamente por volta do segundo. Localiza- da na parte distal das mãos e pés. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.3.11.

acroqueratose verruciforme: S. f. Ver: acroceratose verruciforme.

acrospiroma écrino: S. m. Ver: poroma écrino.

acrotríquio: S. m. parte do folículo piloso que se localiza na porção intraepidérmica do folículo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.2.3.1.2.

actilose espontânea: S. f. Ver: ainhum.

actinifitose estafilocócica: S. f. Ver: botriomicose.

actinodermatite: S. f. Ver: radiodermite.

actinomicetose: S. f. Ver: actinomicose.

actinomicose: S. f. micetoma determinado pelo Actinomyces bovis, Actinomyces brasiliensis ou por diversas espécies do gênero Nocardia. Caracteriza-se por espessa- mento e induração da pele, que se torna eritematosa e dura à palpação. Surgem nodosidades que se tornam flutuantes e acabam por abrir. Uma vez abertas, for- mam-se fístulas com pus. A região invadida aumenta de volume. Quando o processo se localiza nas articulações, os movimentos ficam difíceis e há ulterior ancilose. Aos poucos são atingidas áreas vizinhas, que se tornam espessas, com nódulos. Em al- guns casos, os gânglios tributários da região enfartam-se. Há dor intensa, quando comprometida a articulação. De acordo com a região do corpo que acomete, a molés-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 99

tia pode assumir as seguintes formas: 1) actinomicose cérvico-facial (endógena),

2)actinomicose tóraco-pulmonar (endógena), 3) actinomicose abdominal (endóge- na) e 4) actinomicose podálica (exógena). Outras designações: actinomicetose. Sím- bolo de classificação: 4.24.3.9.1.

actinomicose abdominal: S. f. actinomicose endógena que apresenta lesões situadas em órgãos internos e que se exteriorizam por fístulas. Apresenta massa palpável em qualquer parte do abdômenm, de preferência na fossa ilíaca direita, simulando apen- dicite. Com o tempo, surgem fístulas na parede abdominal e ocorre o comprometi- mento do fígado, baço, aparelho urinário e corpos vertebrais. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.24.3.9.1.3.

actinomicose cérvico-facial: S. f. actinomicose endógena que se manifesta na man- díbula, invade a face e pescoço. Ao serem lesados, os músculos da mastigação apre- sentam o trisma. A lesão forma uma massa de aspecto tumoral, na qual aparecem fístulas. A evolução é geralmente aguda ou subaguda. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.24.3.9.1.1.

actinomicose podálica: S. f. actinomicose exógena causada pelo Actinomyces brasiliensis, pelo Actinomyces bovis (Cohnistreptothrix Israeli) e por diversas espécies do gênero Nocardia. Os traumatismos provocados por vegetais nos pés descalços de habitantes do meio rural são a porta de entrada da infecção mais frequente. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.9.1.4.

actinomicose tóraco-pulmonar: S. f. actinomicose endógena que apresentam lesões inicialmente situadas em órgãos internos e que se exteriorizam por fístulas. Caracte- riza-se pela tosse, febre pouco elevada e expectoração muco-purulenta, quando se formam pequenos abscessos nos pulmões. A parede toráxica é frequentemente inva- dida e apresenta fístulas. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.24.3.9.1.2.

actino-reticuloide: S. m. Ver: reticuloide actínico.

acute generalized exanthematic pustolosis: Ingl.Ver: pustulose exantemática agu-

da generalizada.

adenite climática: S. f. Ver: linfogranuloma venéreo.

adenite do cancroide: S. f. Ver: cancro mole.

adenocarcinoma sebáceo: S. m. neoplasia maligna dos anexos, que apresenta tumor raro da glândula sebácea. Seu crescimento é, normalmente, rápido e com tendência ulcerativa. A nodosidade apresenta coloração rósea ou amarelada. Ao exame histopato- lógico detecta-se tumor irregularmente estruturado com polimorfismo celular, mitose e crescimento infiltrativo. Apresenta-se próximo a células tumorais, com pouco cito- plasma, também a algumas células com citoplasma espumoso e/ou claro. Há frequente recidiva local e raramente metástase “à distância”. Localiza-se geralmente na face (des- tacando-se a glândula de Meibomio nas pálpebras) e couro cabeludo. Outras designa- ções: carcinoma sebáceo, epitelioma sebáceo. Símbolo de classificação: 4.29.7.1.

100LÍDIA ALMEIDA BARROS

adenocarcinoma sudoríparo apócrino: S. m. neoplasia maligna dos anexos de ori- gem apócrina, que apresenta metástases precoces e diagnóstico histopatológico ba- seado na pesquisa de fosfatases ácidas estearoses (enzimas específicas das células apócrinas). As lesões localizam-se nas axilas, vulva, auréolas mamárias e conduto auditivo externo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.7.3.

adenocarcinoma sudoríparo écrino: S. m. neoplasia maligna dos anexos de origem écrina, dada pela presença de amilofosforilase e succinodesidrogenase, e glândulas de PAS-positivo, resistentes às enzimas. Origina metástases precoces e frequentes. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.7.2.

adenoma das glândulas sudoríparas écrinas: S. m. Ver: hidroadenoma de células

claras.

adenoma sebáceo: S. m. neoplasia benigna sebácea derivada das glândulas sebáceas incompletamente diferenciadas. A lesão geralmente é única, arredondada e de forma peduncular. Há uma pequena depressão no centro, que corresponde à abertura do folículo. Seu tamanho varia de 2 a 3 milímetros com tonalidade róseas ou amarela- das. Pode aparecer na infância antes da lesão cutânea tornar-se mais evidenciada. Frequentemente, a superfície apresenta telangiectasias. O quadro pode ser acompa- nhado de manchas brancas de formas ovoides, lineares ou semelhantes a uma folha, placas irregulares na região lombar e sacra (“Sagreen-Patchs”) e fibromas subungueais. Pode ainda acompanhar-se de lesão em forma de placas fibrosas (na fronte e couro cabeludo), fibromas com forma peduncular (pescoço e axilas) e manchas de colora- ção marrom clara. A lesão localiza-se na parte central da face. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.29.3.2.

adenoma sebáceo tipo Balzer: S. m. Ver: tricoepitelioma.

adenoma sebáceo tipo Balzer-Menetrier: S. m. Ver: tricoepitelioma.

adenomatose erosiva do mamilo: S. f. neoplasia benigna das glândulas sudoríparas apócrinas que acomete o ducto lactífero mamilar. Clinicamente caracteriza-se por exsudação e eritema com secreção serosa e sanguinolenta. Outras designações: papilomatose florida dos ductos mamilares, papilomatose florida do mamilo, papilomatose ductal subareolar. Símbolo de classificação: 4.29.5.5.

adenopatia inguinal subaguda: S. f. Ver: linfogranuloma venéreo.

adenopatia inguinal: S. f. Ver: cancro mole.

adipoma: S. m. Ver: lipoma.

adiponecrose neonatal: S. f. hipodermite caracterizada pela necrose do tecido adipo- so, que se manifesta em neonatos, 2 a 20 dias após parto trabalhoso. Raramente sur- ge após meses. As lesões, que podem ser únicas ou múltiplas, são placas nodulares grandes ou pequenas e com limites precisos. Apresenta consistência dura devido a uma possível calcificação. É lenhosa, eritematoviolácea, com limites nítidos e sem o sinal de cacifo edemar. Quanto à evolução, as lesões involuem num intervalo de quatro meses, não deixando sequelas. Durante esse período, a saúde do recém-nascido

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 101

mantém-se normal. Localiza-se no tecido subcutâneo, nas áreas mais pressionadas durante o parto, acometendo, normalmente, bochechas, nádegas, dorso, braços e coxas. Outras designações: necrose subcutânea do recém-nascido, adiponecrose subcu- tânea neonatal, adiponecrose neonatorum, necrose gordurosa subcutânea do recém- nascido. Símbolo de classificação: 4.13.1.

adiponecrose neonatorum: S. f. Ver: adiponecrose neonatal.

adiponecrose subcutânea neonatal: S. f. Ver: adiponecrose neonatal.

adiposite: S. f. Ver: hipodermite.

afecção auricular: S. f. dermatose de origem genética, congênita, malformação ou aquisição por múltiplas noscas. É uma enfermidade, desordem ou alteração quanti- tativa ou qualitativa das orelhas. Outras designações: afecção das orelhas, afecção das cartilagens. Símbolo de classificação: 4.39.

afecção das cartilagens: S. f. Ver: afecção auricular.

afecção das glândulas sudoríparas apócrinas: S. f. dermatose que afeta as glându- las sudoríparas apócrinas. As principais afecções desta natureza são: doença de Fox- Fordyce, hidrocistoma apócrino, hidrosadenite, bromidrose e cromidrose. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.38.

afecção das glândulas sudoríparas écrinas: S. f. dermatose que afeta as glândulas sudoríparas écrinas. Provém, normalmente, de afecções internas, tais como infec- ções, distúrbios endócrinos, processos neurológicos, intoxicações e outras. Manifes- ta-se por lesões anatômicas ou pela alteração qualitativa ou quantitativa da secreção do suor. Esta última pode se manifestar pela diminuição da quantidade sudoral (hipoidrose ou anidrose) ou por seu aumento (hiperidrose). Conforme a região afe- tada e o tempo de duração do processo, as alterações funcionais provocam alterações secundárias, maceração e descamação (no caso de hiperidrose plantar ou genito-crural), e secura (nas áreas de hipoidrose) ou anidrose. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.37.

afecção das mucosas: S. f. dermatose de origem genética, congênita, mal-formação ou aquisição por múltiplas noscas. É uma enfermidade, desordem ou alteração quan- titativa ou qualitativa das mucosas. Outras designações: ø. Símbolo de classifi- cação: 4.33.

afecção das orelhas: S. f. Ver: afecção auricular.

afecção das unhas: S. f. Ver: onicopatia.

afecção dos pêlos: S. f. dermatose de origem genética, congênita, malformação ou aquisição por múltiplas noscas. É uma enfermidade, desordem ou alteração quanti- tativa ou qualitativa dos pêlos. Outras designações: tricose. Símbolo de classifi- cação: 4.35.

afecção dos pés: S. f. dermatose de origem genética, congênita, malformação ou aqui- sição por múltiplas noscas. É uma enfermidade, desordem ou alteração quantitativa ou qualitativa dos pés.Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.40.

102LÍDIA ALMEIDA BARROS

afecção dos vasos: S. f. Ver: afecção vascular.

afecção granulomatosa: S. f. dermatose que apresenta o granuloma como caracterís- tica principal. As lesões inflamatórias nodulares são, em geral, pequenas ou granu- lares, firmes, persistentes e contêm fagócitos mononucleares compactamente agru- pados. Podem acometer todo e qualquer órgão ou sistema. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.26.

afecção psicogênica: S. f. Ver: dermatose psicogênica.

afecção sebácea: S. f. dermatose provocada por fatores genéticos, hormonais, psíqui- cos, alimentares, distúrbios gastrointestinais, medicamentos, cosméticos ou ainda por infecções locais. Caracteriza-se pelo aumento excessivo da eliminação de subs- tâncias gordurosas pelas glândulas sebáceas. As principais afecções dessa natureza são: seborreia, acne e erupções acneiformes. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.25.

afecção vascular: S. f. dermatose que pode ocorrer isoladamente ou fazer parte de processos gerais, devido à grande extensão da rede vascular cutânea. No primeiro caso, configura típicas enfermidades dermatológicas; no segundo, constitui aspectos dermatológicos de doenças sistêmicas graves e mesmo fatais. Há presença de man- chas eritematosas, nódulos, placas, púrpuras e ulcerações necróticas ou alterações nos vasos cutâneos. A afecção dos vasos sanguíneos pode se manifestar sob a forma de vasculopatias ou vasculites; varizes ou microvarizes e telangiectasias. Nas vasculopatias ocorre um fenômeno de hiperatividade de vasos sanguíneos da pele, que produz alterações circulatórias. Entre elas incluem-se necroses por oclusão dos vasos sanguíneos, alterações inflamatórias (que parecem estar mediadas por linfóci- tos ou neutrófilos) ou ainda enfermidades de etiologia desconhecida. Acredita-se que as vasculites sejam enfermidades de patogenia imunológica. No grupo das varizes, microvarizes e telangiectasias, as causas são hereditárias, congênitas ou epifenômenos de outras patologias. Outras designações: afecção dos vasos. Símbolo de classifi- cação: 4.14.

afecção vascular predominantemente funcional: S. f. afecção vascular que pode ter origem genética, congênita ou adquirida. Caracteriza-se como desordem, mal- formação ou alteração dos vasos sanguíneos e/ou linfáticos. Tal condição com- promete o funcionamento dos vasos, provocando algumas lesões na pele e diferen- tes condições sistêmicas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.14.6.

afecção produzida pela radiação solar: S. f. Ver: fotodermatose.

afta: S. f. perda tecidual provocada por vírus. Caracteriza-se por ulceração dolorosa, tamanho pequeno e coloração amarela ou cinza, circundada por contorno vermelho vivo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.8.

AGEP: Sigla Ver: acute generalized exanthematic pustolosis.

AIDS: Acrôn. Ver: síndrome da imunodeficiência adquirida.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 103

ainhum: S. m. dermatose atrófica de causa desconhecida. Apresenta constrição fibro- sa progressiva, atingindo o quinto artelho, no qual se observa o desenvolvimento do anel fibroso responsável pela sua amputação. A evolução dessa dermatose dura anos. A localização específica da lesão é no quinto dedo, na dobra digitoplantar. Outras designações: dactilose espontânea. Símbolo de classificação: 4.10.7.

albinia: S. f. (sin. ger.) Ver: albinismo

albinismo: S. m. acromia congênita ou hereditária de caráter autossômico recessivo, causada por bloqueio metabólico na produção de melanina, devido à ausência par- cial ou total de tirosinase. Caracteriza-se pela ausência de melanina na pele, cabe- los, pêlos, estruturas oculares (olhos, corótide e íris), podendo provocar fotofobismo e movimentos rítmicos de contração e dilatação da pupila (nistagmo). Um indiví- duo albino apresenta cabelos de cor branca ou ligeiramente amarelada e pele bran- ca, sendo que a intensidade da cor pode variar de um local a outro. Além de altera- ções funcionais nas estruturas oculares, o albinismo também pode provocar ceratose actínica e câncer cutâneo. O albinismo pode ser de dois tipos: total ou parcial. No primeiro (tirosinase negativa), há maior sensibilidade da pele à luz solar devido à ausência praticamente total de proteção melânica, sendo este um caso mais grave de albinismo. Este associa-se ao astigmatismo, nistagmo e fotofobia. O albinismo parcial (tirosinase positiva) é mais moderado, pois sua capacidade de síntese melânica é um pouco maior, sendo possível, neste caso, certo bronzeamento e pro- teção cutânea. Este tipo de albinismo dá-se sob a forma de área acrômica, frequen- temente unilateral, apresentando linearidade que tende à simetria. As áreas aco- metidas são geralmente o couro cabeludo e fronte, mas podem ocorrer também no tronco e extremidades. Outras designações: albinismo oculocutâneo, leucodermia congênita, leucopatia congênita, albinia (sin.ger.). Símbolo de classifica- ção: 4.5.1.1.

albinismo mutante amarelo: S. m. albinismo de aspecto semelhante ao albinismo tirosinase-negativo, diferenciando-se desse pelo fato de, após certo tempo (cerca de seis meses), os cabelos apresentarem tonalidade amarelo-avermelhada. Outras de- signações: ø. Símbolo de classificação: 4.5.1.1.3.

albinismo oculocutâneo: S. m. Ver: albinismo.

albinismo parcial: S. m. Ver: albinismo tirosinase-positivo.

albinismo tirosinase-negativo: S. m. albinismo caracterizado pela ausência quase total de melanina na pele. Devido ao alto grau de sensibilidade da pele à luz solar, há maior possibilidade de aparecimento de tumor maligno no tecido epitelial. Esta é a forma mais grave de albinismo. Outras designações: albinismo total. Símbolo de classificação: 4.5.1.1.1.

albinismo tirosinase-positivo: S. m. albinismo que apresenta certa capacidade de síntese melânica, possibilitando aos indivíduos acometidos algum bronzeamento e proteção cutânea. Neste caso, as manifestações oculares ocorrem discretamente. Forma mais

104LÍDIA ALMEIDA BARROS

moderada de albinismo. Outras designações: albinismo parcial. Símbolo de clas-

sificação: 4.5.1.1.2.

albinismo total: S. m. Ver: albinismo tirosinase-negativo.

albugem: S. f. Ver: leuconíquia.

albugo: S. m. Ver: leuconíquia.

alcoptonúria: S. f. Ver: ocronose.

alegide nodular dérmica: S. f. Ver: vasculite primária e predominantemente necrosante.

alergide nodular purpúrica: S. f. Ver: vasculite necrosante de Gougerot-Ruiter.

alfos: S. m. Ver: psoríase.

alopecia: S. f. afecção dos pêlos que proporciona a perda parcial ou total de cabelos ou pêlos. Possui origens diversas, podendo ser congênita, senil, prematura ou relacio- nada a problemas sistêmicos. Outras designações: defluvium capillorium, acomia, pelada falacrose, peladura. Símbolo de classificação: 4.35.2.

alopecia a drogas: S. f. alopecia que pode ser causada por ingestão de anticoncepcio- nais, por agentes citostáticos, ação tóxica de certas substâncias químicas, hiporina, vitamina A em doses excessivas e mostarda nitrogenada, que inibem o crescimento das células. Outras designações: alopecia tóxica. Símbolo de classifica- ção: 4.35.2.13.

alopecia acatricial: S. f. Ver: alopecia difusa cicatricial.

alopecia adnata: S. f. Ver: alopecia congênita.

alopecia androgenética feminina: S. f. alopecia androgênica que atinge as mulhe- res, porém a queda dos cabelos não é completa. Caracterizada pela progressão da região frontotemporal, os cabelos caem e afinam-se gradativamente. O processo ini- cia-se, normalmente, na menopausa. Outras designações: alopecia difusa parcial discreta. Símbolo de classificação: 4.35.2.8.2.

alopecia androgenética masculina: S. f. Ver: alopecia androgênica masculina.

alopecia androgênica: S. f. alopecia genética autossômica dominante, por meio de homoginose, que desencadeia um processo fisiológico em que a taxa de andrógenos

émuito alta. Caracteriza-se pela transformação gradual de folículos terminais em vullus, ocasionando uma “miniaturização dos folículos”. Outras designações: cal- vície hipocrática. Símbolo de classificação: 4.35.2.8.

alopecia androgênica masculina: S. f. alopecia androgênica de provável origem genética ou andrógena, de graus variáveis, conforme o indivíduo. Caracteriza-se por perda dos cabelos, inicialmente na vértice e áreas frontoparientais, que provocam uma queda gradual dos cabelos, podendo chegar à calvície total. Outras designa- ções: alopecia androgenética masculina, alopecia de padrão masculino. Símbolo de classificação: 4.35.2.8.1.

alopecia areata: S. f. alopecia de origem indeterminada, que se caracteriza pela perda de cabelos em áreas circunscritas. Apresenta pouca inflamação, porém as placas de

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 105

alopecia podem evoluir, gerando alopecia total ou alopecia universal. Acomete, em geral, o couro cabeludo e barba. Outras designações: alopecia circunscrita, alopecia em áreas, alopecia celsi, alopecia de Celsus, área de Celsus, alopecia de Jontar, área de Jontar, pelada decalvante, vitiligo capitis, vitiligo de Cazenave, vitiligo de Celsus. Símbolo de classificação: 4.35.2.5.

alopecia areata difusa: S. f. alopecia areata em que não há formação de placas alopécicas, mas pêlos em forma de ponto de exclamação são encontrados entre os cabelos nor- mais. Outras designações: ø.. Símbolo de classificação: 4.35.2.5.2.

alopecia areata ofiásica: S. f. alopecia areata que se inicia na região inferior posterior da cabeça e avança bilateralmente para as regiões laterais superiores. Outras desig- nações: ø.. Símbolo de classificação: 4.35.2.5.1.

alopecia celsi: S. f. Ver: alopecia areata.

alopecia cicatricial: S. f. Ver: alopecia difusa cicatricial.

alopecia cicatrizada: S. f. Ver: pseudopelada.

alopecia circunscrita: S. f. Ver: alopecia areata.

alopecia circunscrita cicatricial: S. f. alopecia causada por colagenoses localizadas, foliculite decavalcante, quérios, pinfigoide cicatricial, pseudopelada, neoplasia e outros. Outras designações: ø.. Símbolo de classificação: 4.35.2.4.

alopecia circunscrita não cicatricial: S. f. alopecia de causas diversas, como alopecia areata, traumática, andrógena, colagenoses sistêmicas, drogas, tração, foliculites, desnutrição e outros. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.2.3. alopecia com características peculiares: S. f. alopecia causada pela tricotilomania.

Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.2.9.

alopecia congênita: S. f. alopecia de origem genética, que apresenta queda parcial ou total dos pêlos como atrofia ou ausência do folículo piloso. É de crescimento lento e, algumas vezes, provoca modificação na cor dos cabelos. Pode apresentar-se isolada ou associada a lesões dentárias, ósseas, ungueais e outras. Outras designações: calvície congênita, alopecia adnata, alopecia hereditária. Símbolo de classificação: 4.35.2.18.

alopecia das pernas: S. f. alopecia causada por atrito do vestuário ou pressão. Carac- teriza-se pela queda de pêlos na superfície lateral das pernas, acima da altura dos tornozelos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.2.17.

alopecia de Celsus: S. f. Ver: alopecia areata.

alopecia de Jontar: S. f. Ver: alopecia areata.

alopecia de padrão masculino: S. f. Ver: alopecia androgênica masculina.

alopecia devido a distúrbios endócrinos: S. f. Ver: alopecia endócrina.

alopecia difusa cicatricial: S. f. alopecia de causas diversas, tais como formação fi- brosa em dermatoses, queimaduras extensas e radiações ionizantes. Outras desig- nações: alopecia acatricial, alopecia cicatricial. Símbolo de classificação: 4.35.2.2. alopecia difusa não cicatricial: S. f. alopecia congênita que pode ser provocada por endocrinopatias, colagenoses, drogas, eflúvio telógico, raios X, motivos metabólicos

106LÍDIA ALMEIDA BARROS

ou nutricionais, ocasionando noscas que provocam afinamento e queda irregular dos cabelos desde a matriz, aumentando a intensidade, comforme a atuação da nosca. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.2.1.

alopecia difusa parcial discreta: S. f. Ver: alopecia androgenética feminina.

alopecia em áreas: S. f. Ver: alopecia areata.

alopecia endócrina: S. f. alopecia que se manifesta em pessoas que tem hipo ou hipertireoidismo, os pêlos sofrem influências hormonais ocorrendo queda nas re- giões pubianas e axilares. Curucas e curucoides não sofrem calvície. Outras de- signações: alopecia devido a distúrbios endócrinos. Símbolo de classifica- ção: 4.35.2.12.

alopecia fisiológica do adolescente: S. f. alopecia causada por fatores genéticos ou por hormônios masculinos. Apresenta calvície precoce na adolescência ou na meia idade, em que o cabelo se torna mais fino, com queda parcial. Tem início, em geral, nas laterais. Outras designações: alopecia prematura, alopecia pré-senil. Símbolo de classificação: 4.35.2.16.

alopecia folicular: S. f. Ver: foliculite decalvante.

alopecia hereditária: S. f. Ver: alopecia congênita.

alopecia infantil: S. f. alopecia que acomete bebês recém-nascidos. Tem, em geral, curta duração e atinge principalmente a região acciptal, devido ao constante contato. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.2.15.

alopecia liminar frontal: S. f. Ver: alopecia marginal.

alopecia marginal: S. f. alopecia causada por traumatismos ou trações (com a finali- dade de esticar os cabelos), podendo, também, estar associada a dermatite seborreica. Ocorre no limite piloso ou nas regiões temporais do couro cabeludo. Outras desig- nações: alopecia liminar frontal. Símbolo de classificação: 4.35.2.10.

alopecia mucinosa: S. f. Ver: mucinose folicular.

alopecia por pressão: S. f. alopecia causada por longa permanência do indivíduo em posição de decúbito dorsal. Caracteriza-se pela queda dos cabelos nas regiões tem- porais, acciptal ou na orla do couro cabeludo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.2.11.

alopecia prematura: S. f. Ver: alopecia fisiológica do adolescente.

alopecia pré-senil: S. f. Ver: alopecia fisiológica do adolescente.

alopecia tóxica: S. f. Ver: alopecia a droga.

alteração da cor: S. f. lesão cutânea causada por anomalias pigmentares ou vásculo- sanguíneas. Caracteriza-se por modificações na cor da pele, sem depressão ou rele- vo, podendo localizar-se na derme, epiderme ou em ambas. Outras designações: modificação da cor - Símbolo de classificação: 3.1.

alteração na espessura: S. f. lesão cutânea causada por elevado número de células. Caracteriza-se pelo aumento da consistência da pele, coloração normal, rósea ou eritematosa e limites imprecisos ou difusos. Localiza-se na derme, podendo atingir

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 107

a hipoderme. Outras designações: modificação na espessura, espessura. Símbolo

de classificação: 3.5.

alvura das unhas: S. f. Ver: leuconíquia.

amiloidose: S. f. dermatose metabólica de causa desconhecida, que apresenta acúmu- lo extracelular de amiloide em diversos órgãos e tecidos do corpo. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.1.4.

amiloidose cutânea genuína: S. f. amiloidose que surge como complicação anatomopatológica de outros quadros clínicos. Observa-se uma forma primária (idio- pática) e uma secundária. A disposição de amiloide está limitada à papilas dérmicas com presença de prurido, característica esta totalmente ausente nas demais amiloidoses. Células epidérmicas degeneradas dão origem ao amiloide. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.4.5.

amiloidose cutânea genuína difusa: S. f. amiloidose cutânea genuína que apresenta aspectos de paquidermia, esclerodermia (da qual se diferencia por não apresentar o fenômeno de Raynaud) e mixedema (com aspecto suculento, turgescência e desapa- recimento dos sulcos naturais, principalmente os da face). Outras designações:– Símbolo de classificação: 4.1.4.5.1.

amiloidose cutânea genuína localizada: S. f. amiloidose cutânea genuína que apre- senta três aspectos distintos. No primeiro, chamado maculoso, observam-se man- chas circunscritas, acastanhadas, geralmente localizadas no terço inferior das per- nas ou na região interescapular; encontram-se também aspectos vitiligoides. No segundo, chamado maculopapuloso, observa-se o aparecimento de pápulas hemisfé- ricas sobre as lesões maculosas. O último aspecto, minado papuloso, apresenta pá- pulas córneas, hemisféricas, ora isoladas ora dispostas em forma de rosário (moni- liforme), localizando-se sobretudo no terço inferior nas pernas. O prurido, na maioria das vezes, é intenso e pode provocar liquenificação secundária. Depois de vários anos, pode ocorrer regressão espontânea.Outras designações: – Símbolo de classificação: 4.1.4.5.2.

amiloidose primária localizada: S. f. amiloidose de causa desconhecida. Caracteri- za-se clinicamente pela formação de nódulos únicos ou múltiplos, que se localizam na face ou extremidades. Apresenta forma nodular da amiloidose e epiderme atrófica sobre a lesão. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.4.3.

amiloidose primária sistêmica: S. f. amiloidose rara, de causa desconhecida, poden- do ser hereditária. Observam-se púrpuras perioculares devido à infiltração das pa- redes dos vasos pelo amiloide, presença de pápulas translúcidas, amarelo-pálidas, lesões específicas viscerais e cutâneas e síndrome do túnel carpal. Acomete difusa- mente as paredes das artérias e os tecidos mesenquimais da língua, pulmões, cútis, miocárdio, estrutura esquelética e trato intestinal. O amiloide se deposita na derme média, acometendo principalmente a face. Outras designações: amiloidose sistê- mica primária, síndrome de Lubarsh-Pick. Símbolo de classificação: 4.1.4.1.

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amiloidose secundária localizada: S. f. amiloidose que ocorre nas ceratoses, epiteliomas e outras enfermidades. Pelo exame histológico podemos encontrar o amiloide, que se origina de células epidérmicas degeneradas nas quais os tonofilamentos alterados são digeridos pelos lisossomos da própria célula. Não se expressa clinicamente. Outras designações:– Símbolo de classificação: 4.1.4.4.

amiloidose secundária sistêmica: S. f. amiloidose decorrente da complicação de processos inflamatórios crônicos e tem origem em uma proteína sérica. Observam- se complicações associadas à artrite reumatoide, tuberculose, osteomielite e hanseníase.

Odepósito de amiloide concentra-se em maior quantidade no tecido conjuntivo fi- broso, em especial nas artiríolas, fígado, baço, rins, coração e suprarrenais. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.4.2.

amiloidose sistêmica primária: S. f. Ver: amiloidose primária sistêmica.

aminacidúria: S. f. Ver: aminoacidúria.

aminoacidúria: S. f. dermatose metabólica de origem genética, que se caracteriza pela excreção, em grande quantidade, de aminoácidos na urina. Outras designações: aminacidúria. Símbolo de classificação: 4.1.8.

aminoacidúria argininssuccínica: S. f. aminoacidúria autossômica recessiva, cau- sada por deficiência da enzima argininossuccinase. Caracteriza-se por deficiência mental, alterações eletroencefalográficas, excreção urinária de angininossuccínica, epilepsia, ataxia, hepatopatia, cabelos quebradiços e em tufos, unhas brilhantes e pele com áreas de xerodermia. Observa-se hiperamonemia, citrulinemia e argininossuccidemia. Existem formas neonatas e tardias. Outras designações: de- ficiência de arginosuccinase. Símbolo de classficação: 4.1.8.5.

aminoacidúria inconstante: S. f. Ver: síndrome de Netherton.

anágena: S. f. fase do ciclo folicular na qual o pêlo está em crescimento. Esse período apresenta duração que varia de 2 a 3 anos, que pode prolongar-se por até 8 anos no couro cabeludo. Caracteriza-se pela extensa atividade mitótica das células da matriz do folículo piloso e também pela queratinização do pêlo. Outras designações: anágeno. Símbolo de classificação: 2.2.3.4.1.

anágeno: S. m. Ver: anágena.

anetodermia: S. f. Ver: atrofia maculosa.

anetodermia de Jadasshon: S. f. atrofia maculosa idiopática que é precedida de lesões eritematosas inflamatórias ou urticarianas. Inicia-se por pequena mancha lenticular papulosa, máculas eritematosas ou pápulas sifiloides, que, no interva- lo de poucas semanas, espalham-se na periferia. Posteriormente, assume a cor branca nacarada e o elemento papuloso involui em cerca de meses ou anos. O centro fica atrofiado e nas laterais percebe-se ainda o halo eritematoso. Pode-se verificar herniação por apalpação das lesões, havendo enrugamento e depressão, permitindo a penetração de um dedo através de um pseudo orifício. Localiza-se no tronco e porções superiores das extremidades. Outras designações: atrofo-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 109

dermia eritematosa em placas de Thibièrge, anetodermia de Jadasshon-Pellizari, anetodermia eritematosa de Jadasshon-Thibièrge Símbolo de classifica- ção: 4.10.1.2.2.

anetodermia de Jadasshon-Pellizari: S. f. Ver: anetodermia de Jadasshon.

anetodermia de Pellizari: S. f. atrofia maculosa idiopática que apresenta lesões ur- ticariformes prévias, muito pruriginosas, posteriormente atróficas. Localiza-se na face, orelhas, tronco, raízes dos membros e em sua superfície de extensão. Outras designações: eritema urticado atrofiante de Pellizari. Símbolo de classifica- ção: 4.10.1.2.3.

anetodermia de Schweninger-Buzzi: S. f. atrofia maculosa idiopática, caracteriza- da pela ausência de eritema e pela presença de processo inflamatório. Há o apareci- mento repentino de lesões macias, branco-azuladas, lenticulares, em formas de ba- lões e de fácil identificação. Essas lesões são precedidas de elementos papulosos e pseudotumorais, em geral pouco numerosos, porém, em alguns doentes, ultrapas- sam o número de cem. Apresenta saliência, cuja apalpação resulta em anel periférico semelhante a uma hérnia, que, pela compressão digital, reduz-se. Essa herniação é lenta e a lesão permanece deprimida muito tempo após a descompressão. As lesões se localizam com maior frequência nas regiões intercapilares, tronco e extremidades. Outras designações: anetodermia idiopática de Schweninger-Buzzi. Símbolo de classificação: 4.10.1.2.1.

anetodermia eritematosa de Jadasshon-Thibièrge: S. f. Ver: anetodermia de

Jadasshon.

anetodermia idiopática de Schweninger-Buzzi: S. f. Ver: anetodermia de

Schweninger-Buzzi.

anetodermia secundária: S. f. Ver: atrofodermia macular secundária.

aneurisma capilar: S. m. Ver: angioma.

anexo cutâneo: S. m. parte acessória ou apêndice da pele que compreende as seguin- tes estruturas: glândula sebácea, glândula sudorípara, pêlo e unha. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 2.2.

angeíte: S. f. Ver: vasculite.

angiíte alérgica de Churg-Strauss: S. f. Ver: vasculite necrosante granulomatosa de

Churg-Strauss.

angiíte: S. f. Ver: vasculite.

angiíte necrosante: S. f. Ver: vasculite necrosante sintomática, vasculite primária e predominantemente necrosante.

angiíte pigmentar: S. f. Ver: púrpura pigmentar crônica.

angiíte por hipersensibilidade: S. f. Ver: vasculite necrosante por hipersensibilida- de de Zeek.

angiíte purpúrica: S. f. Ver: púrpura pigmentar crônica.

angiíte purpúrica pigmentar: S. f. Ver: angioma serpiginoso.

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angioceratoma: S. m. neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal provocada pela dilatação (ectasia) de pequenos vasos sanguíneos na derme superficial, que se projetam em direção a uma epiderme hiperceratótica. Pode ser, assim, descrito como um hemangioma cavernoso intradérmico, em que há espessamento (semelhante a uma verruga) da camada córnea da epiderme. Há quatro tipos de angioceratomas: de Fordyce, de Mibelli, circunscrito e de Fabry. As lesões localizam-se normalmente na região sacra, mas também há ocorrência na região umbilical, dos dedos, lábios e mucosa oral. Há pacientes que não apresentam lesões cutâneas. Obs.: É também classificada como uma afecção vascular. Outras designações: angioqueratoma, verruga telangiectásica, telangiectasia verrucosa, ceratoangioma. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.9.; 4.14.4.

angioceratoma circunscrito: S. m. angioceratoma que apresenta lesões isoladas, compostas por nódulos císticos. Estes coalescem e formam uma placa queratósica central. Assumem disposição unilateral, sobretudo na extremidade inferior, e, por vezes, linear, semelhante ao linfangioma. Pode vir associado a outras dermatoses, tais como o hemangioma plano ou cavernoso, ou as fístulas arteriovenosas. Outras designações: angioqueratoma circunscrito. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.9.3., 4.14.4.3.

angioceratoma corporal difuso: S. m. Ver: angioceratoma de Fabry.

angioceratoma de Fabry: S. m. angioceratoma de origem hereditária, recessiva e transmissível por herança ligada ao sexo, cromossomo X. É decorrente de distúrbio do metabolismo de glicolípides, o que provoca a deficiência da enzima lipase a- galactasidase A, com consequente deposição de ceramida na parede dos vasos e teci- dos. É uma afecção que compromete diversos sistemas, havendo acúmulos anormais de glicolipídios neutros em vários tecidos. Manisfesta-se geralmente na infância, apresentando episódios de febre inexplicados, queimação intensa das extremidades e dor. Parestesias nas mãos e pés também caracterizam o quadro, que se exacerba após mudanças bruscas de temperatura ou exercício físico intenso. Apresenta tam- bém hemiplegias transitórias, afasia, convulsão e surtos psicóticos. Distúrbios cardiológicos podem se apresentar e alterações oculares são frequentes. A deposição nos plexos mioentéricos pode provocar diarreia e vômito. O acometimento do siste- ma vascular leva a alterações isquêmicas, provocando cólicas abdominais. A compli- cação mais séria desta dermatose são os distúrbios renais. Em um primeiro momen- to, ocorrem proteinúria e hematúria, evoluindo, em seguida, para insuficiência renal e uremia. As lesões das paredes vasculares resultantes do depósito de fosfolipídeos provocam dilatação capilar. A afecção é progressiva. As lesões cutâneas são pápulas purpúricas, azul-escuras ou pretas, punctiformes, salientes ou planas, que ocorrem em grande número e que se manifestam nas coxas, nádegas e órgãos genitais, tronco, nas regiões umbilical, ínguino-cruciais e sacro-ilíaca, por vezes nas mãos, pés, tórax superior, face e pescoço. Obs.: É também classificado como uma lipidose e como

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 111

uma neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal. Outras designações: angioqueratoma difuso de Fabry, angiokeratoma corporis diffusum, angioceratoma corporal difuso, lipidose glicolipídica, angioceratoma de Favre. Símbolo de classi- ficação: 4.1.2.2.; 4.14.4.4.; 4.29.10.1.9.4.

angioceratoma de Favre: S. m. Ver: angioceratoma de Fabry.

angioceratoma de Fordyce: S. m. angioceratoma que apresenta pequenas pápulas vermelho-escuras, verrucosas e angiomatosas assintomáticas e em número variado. Esses pequenos tumores vasculares são uma forma de angioma senil com superfície queratótica. As lesões localizam-se sobretudo no escroto e, mais raramente na vulva. Outras designações: angioqueratoma do escroto. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.9.1.; 4.14.4.1.

angioceratoma de Mibelli: S. m. angioceratoma que apresenta pápulas telangiectásicas, verrucosas, angiomatosas, vermelho-escuras, de pequenas dimensões. É raro, pro- vavelmente hereditário e apresenta lesão única ou múltipla, pouco elevada, com hiperceratose. O processo é progressivo e as lesões se localizam no dorso das mãos e pés, nas faces de extensão dos dedos e dos artelhos, tornozelos e joelhos. Outras designações: angioqueratoma de Mibelli. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.9.2.; 4.14.4.2.

angiodermite de Favre: S. f. Ver: úlcera angiodérmica.

angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix: S. f. púrpura vascular que apresenta primeiramente infiltrados puntiformes hemorrágicos, purpúricos e equimóticos. Esses estão associados a placas pigmentares e dermatite superficial. Normalmente as lesões formam placas que, uma vez seguidas de esclerose, compro- metem vasos maiores (insuficiência venosa) ou podem isolar-se. No fim da evolução da lesão, ocorre a úlcera angiodérmica (úlcera da perna). Essa, com alguns centíme- tros de diâmetro, apresenta caráter crônico e progressivo, sendo muito dolorosa quando instalada na região sopramaleolar interna. Localiza-se com maior frequência na face interna do terço inferior da perna esquerda. Outras designações: dermite ocre, dermatite ocre, dermite ocre de Favre e Chaix, dermite dos membros inferiores, dermite de Favre e Chaix, síndrome de Favre e Chaix, angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre. Símbolo de classificação: 4.14.1.3.3.

angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre: S. f. Ver: angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix.

angioedema: S. m. dermatose que apresenta tumefação edematosa circunscrita da pele, membranas mucosas, vísceras e cérebro. Tem início brando e manifesta-se pelo apa- recimento súbito de edema tenso, duro, não depressível, em geral acompanhado de alteração de cor, localizado em profundidade e/ou subcutaneamente na derme e camadas submucosas.Vem ocasionalmente acompanhado de dores articulares, púpura e febre. A evolução pode se dar em um surto único (de horas de duração) ou em surtos recidivantes, próximos ou afastados, levando à cronicidade. Podem ocorrer

112LÍDIA ALMEIDA BARROS

ainda manifestações para o lado do cérebro, bexiga e alteração cardíaca. Atinge com maior frequência as extremidades, pálpebras, lábios, língua, laringe, narinas, genitália, pênis, escroto, mucosas das vias aéreas superiores e da esfera gastrintestinal e, muito raramente, mãos e dedos. Acomete a região de um lado do corpo, mas pode afetar simetricamente pápebras e narinas. O edema cerebral ou glótico pode determinar a morte. Existem duas formas da doença: 1) angioedema adquirido, 2) angioedema hereditário. Outras designações: edema angioneurótico, doença de Bannister, ede- ma de Quincke (circunscrito e periódico), úlcera tuberosa. Símbolo de classifica- ção: 4.20.

angioedema adquirido: S. m. angioedema que pode ocorrer isoladamente (em geral de natureza alérgica) ou associado a qualquer outro tipo de urticária, a doenças do colágeno ou a um tumor dos gânglios linfáticos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.20.1.

angioedema hereditário: S. m. angioedema de natureza hereditária (autossômico dominante). É uma doença grave, caracterizada por surtos recorrentes de edema não depressível, episódico e autolimitado, que persiste geralmente de 12 a 72 horas. É assimétrico e único e não apresenta eritema e prurido. Pode ainda ocorrer dor na bexiga e outras manifestações. Surge na infância. Localiza-se normalmente na face, extremidades e mucosas. Quando localizado no aparelho digestivo, provoca náuseas, vômitos e cólicas; quando atinge as vias respiratórias, pode provocar asfixia, consti- tuindo risco de vida. Outras designações: edema angioneurótico familiar. Símbo-

lo de classificação: 4.20.2.

angioendotelioma maligno: S. m. Ver: angiossarcoma.

angioendotelimatose proliferativa sistemática: S. f. Ver: angioendotelimatose pro-

liferante sistêmica.

angioendoteliomatose proliferante sistêmica: S. f. vasculite primária predominan- temente trombosante causada pelo fechamento de pequenos vasos e consequente trombose devido à proliferação de células endoteliais linfoproteicas. Apresenta le- sões hemorrágicas em placas nodulares ou infiltradas na pele, que fica com tonalida- de cianótica. Pode haver ainda sintomas causados pelo comprometimento dos orgãos internos. Resulta em quadros clínicos graves diversos. Localiza-se, na maior parte dos casos, nos membros e tronco, sendo o cérebro, o coração e a tireoide os órgãos internos com probabilidade de serem afetados com evolução letal. Outras designa- ções: linfoma angiotrópico, angioendoteliomatose sistêmica neoplásica, angioendoteliomatose proliferativa sistemática, doença de Pfleger-Tappeiner. Sím- bolo de classificação: 4.14.2.2.7.

angioendoteliomatose sistêmica neoplásica: S. f. Ver: angioendoteliomatose pro-

liferante sistêmica.

angiofibroma faríngeo: S. m. Ver: granuloma piogênico.

angio-histiocitoma: S. m. Ver: histiocitoma.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 113

angiokeratoma corporis diffusum: N. Cient. Ver: angioceratoma de Fabry.

angioleiomioma: S. m. leiomioma que se origina na musculatura de pequenos vasos. Em geral apresenta-se como tumor único, encapsulado com numerosas veias. Loca- liza-se preferencialmente nos membros inferiores e troncos, como barriga e tornoze- lo. Outras designações: angiomioma, leiomioma vascular. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.7.1.

angiolipoma: S. m. lipoma que apresenta tumores subcutâneos dolorosos, com pro- liferação de adipócitos e grande quantidade de vasos sanguíneos. Localiza-se no antebraço. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.6.4. angioma: S. m. afecção vascular predominantemente funcional caracterizado por for- mação vascular benigna (edema ou tumor) devido à proliferação, com ou sem dila- tação, de capilares ou arteríolas ou, ainda, de vasos sanguíneos (hemangioma) ou linfáticos (linfagioma). Observam-se várias formas clínicas do angioma, que são baseadas no seu aparecimento, localização, profundidade e superficialidade na derme

e hipoderme. Há aquelas exclusivamente cutâneas e outras que se associam a tecidos e órgãos, formando síndromes de reconhecimento fácil. Obs.: É também classifica- da como uma neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.14.6.8., 4.29.10.1.8.

angioma aracneiforme: S. m. Ver: angioma estelar.

angioma aracnoide: S. m. Ver: angioma estelar.

angioma cavernoso: S. m. Ver: hemangioma tuberoso.

angioma estelar: S. m. angioma de etiopatogenia estrogênica ainda não totalmente determinada. Pode, no entanto, ser espontâneo ou ocorrer no decurso de afecções hepáticas crônicas, gravidez e tratamento da doença de Parkinson pelo triexifenidil. Apresenta um ponto angiomatoso central arteriolar, arredondado, de cor vermelha ou vermelho-brilhante, de onde irradiam, em várias direções, vasos capilares linea- res tortuosos, dilatados, irregulares, lembrando uma aranha ou estrela. Na gravidez e na cirrose hepática surgem em quantidade e tamanho maiores. Pode involuir. As lesões localizam-se geralmente na face, nariz, fronte, região bucal e porção anterior do tórax. Outras designações: nevo aracnoidico, nevo aracnoide, angioma aracni- forme, angioma aracneiforme, nevo aracniforme, mola aracniforme, telangiectasia aracniforme, aranha arterial, aranha vascular, hemangioma estelar, telangiectasia aranhosa, spider nevus, hemangioma estelar, nevus araneus, angioma aracnoide. Símbolo de classificação: 4.14.6.8.3.; 4.29.10.1.8.8.

angioma framboesa: S. m. Ver: angioma.

angioma linfático: S. m. Ver: linfangioma.

angioma pigmentoso e atrófico: S. m. Ver: xeroderma pigmentoso.

angioma plano: S. m. angioma que apresenta placas numulares avermelhadas ou de cor rósea, de superfície lisa, que desaparecem à vitropressão. Decorre mais da dila- tação do que da proliferação de vasos capilares no nível da derme subpapilar. Carac-

114LÍDIA ALMEIDA BARROS

teriza-se clinicamente por A lesão apresenta contornos regulares e limites mais ou menos nítidos. Possui uma dimensão variada, medindo, em geral, alguns centíme- tros. Em alguns casos a superfície é anfractuosa. As placas estão presentes no perío- do neonatal, tornam-se cada vez menos avermelhadas, não sofrendo, porém, com- pleta involução espontânea. O hemangioma da nuca, assim chamado o hemangioma plano quando se manifesta na nuca, apresenta uma frequência elevada. O hemangio- ma plano permanente é solitário ou múltiplo, apresentando, normalmente, verrucosidades no seu desenvolvimento. Essa afecção pode ainda fazer parte da Sín- drome de Sturge-Weber ou da Síndrome de Klippel-Trenaunay Parkes Weber. As lesões localizam-se preferencialmente no pescoço(sobretudo na nuca) e face (inclu- sive testa), de maneira unilateral. É muito comum na região occipital, nos casos da variedade mancha de salmão. Outras designações: nevus flammeus, nevo de vinho do porto (pop.), hemangioma plano, mancha vinhosa, nalvus flammeus, nevo teleangiectásico, nevo capilar, mancha de salmão(pop.), nevo em chama. Símbolo de classificação: 4.14.6.8.1.; 4.29.10.1.8.1.

angioma puntiforme: S. m. angioma causado pela neoformação ou dilatação de ca- pilares, com o enfraquecimento da parede dos mesmos, não havendo, porém, qual- quer significação sistêmica. Caracteriza-se por apresentar pequenas pápulas verme- lho-brilhantes a escuras, arredondadas, de aspecto plano ou ligeiramente elevado. É uma variz papilar raramente única, que geralmente se localiza no tronco e membros superiores. Outras designações: ponto de rubi, angioma senil, hemangioma senil, angioma framboesa, ectasia papilar, ectasia senil, lago nevoso, aneurisma capilar, variz papilar. Símbolo de classificação: 4.14.6.8.4.; 4.29.10.1.8.3.

angioma rubi: S. m. Ver: angioma puntiforme.

angioma rubi senil: S. m. Ver: angioma puntiforme.

angioma senil: S. m. Ver: angioma puntiforme.

angioma serpiginoso: S. m. angioma que apresenta lesões puntiformes isoladas de cor vermelha ou purpúrica, que aparecem em meio a placa eritematosa com clarea- mento na parte central. É uma displasia de pequenos vasos sanguíneos e, devido à proliferação com atrofia dos capilares superficiais, as lesões tendem a progredir pe- rifericamente, tomando configuração serpiginosa. Acomete os membros inferiores em qualquer idade. Pode acontecer regressão espontânea total. Outras designações: angioma serpiginosum, telangiectasia essencial. Símbolo de classificação: 4.14.6.8.8.; 4.29.10.1.8.7.

angioma serpiginosum: N. Cient. Ver: angioma serpiginoso.

angioma tuberoso: S. m. Ver: hemangioma tuberoso.

angiomatose bacilar: S. f. rickettsiose causada pelas bactérias Rochalimaea hanselae, Rochalimaea quintana e Rochalimaea elizabethae, pertencentes à família das Rickettsiaceas. É uma doença de aspectos clínicos variados, podendo manifestar-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos, placas ou, ainda, pápulas

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 115

eritematovinhosas ou da cor da pele, de superfície lisa, ulcerada ou crostosa. As le- sões apresentam número e tamanho variados e podem ser acompanhadas de febre. Atinge, individual ou conjuntamente, pele, mucosas e órgãos internos (fígado, baço, intestinos, cérebro e ossos). Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.11.1.

angiomatose craniofacial: S. f. Ver: síndrome de Sturge-Weber.

angiomatose encefalotrigeminal: S. f. Ver: síndrome de Sturge-Weber.

angiomatose retino cerebelear: S. f. Ver: doença de von-Hippel-Lindau.

angiomatose trigeminocranial: S. f. Ver: síndrome de Sturge-Weber.

angiomioma: S. m. Ver: angioleiomioma.

angiomioneuroma: S. m. Ver: tumor glômico.

angiomioneuroma: S. m. Ver: tumor glômico.

angioqueratoma circunscrito: S. m. Ver: angioceratoma circunscrito.

angioqueratoma de Mibelli: S. m. Ver: angioceratoma de Mibelli.

angioqueratoma difuso de Fabry: S. m. Ver: angioceratoma de Fabry.

angioqueratoma do escroto: S. m. Ver: angioceratoma de Fordyce.

angioqueratoma: S. m. Ver: angiceratoma.

angiossarcoma: S. m. neoplasia cutânea maligna de origem mesenquimal rara. Pode surgir nas células endoteliais de vasos sanguíneos, com diferenciação vascular san- guínea ou linfática. Excepcionalemnte pode derivar de radioterapia e se manifestar muitos anos depois. Podem existir áreas de necrose, ulceração e infiltrações linfocitárias, acometendo áreas muito maiores do que se supõe clinicamente. Apresenta placas eritematovioláceas, às vezes hemorrágicas, às quais se sucedem nódulos, que se dis- põem perifericamente. Localizam-se em qualquer parte do corpo, sendo mais fre- quentes na face e couro cabeludo, ocorrendo também metástases em linfonodos cervicais, pulmões e fígado, porém tardiamente. Outras designações: angioendotelioma maligno. Símbolo de classificação: 4.29.10.2.7.

angiossarcoma do couro cabeludo e da face do idoso: S. m. angiossarcoma que surge frequentemente com eritema ou placa eritematopurpúrica, às vezes parecendo erisipela. As lesões têm crescimento centrífugo razoavelmente rápido, de caráter infiltrativo em sua fase inicial, posteriormente surgindo nódulos ou ulcerações. É letal e a morte decorre das metástases, frequentemente para pulmões com hemorra- gia e linfonodos, ou de destruição local. As lesões localizam-se principalmente no couro cabeludo e, menos frequentemente, na face. Outras designações: ø. Símbo- lo de classificação: 4.29.10.2.7.1.

angiossarcoma secundário a linfedema crônico: S. m. angiossarcoma caracteriza- do por apresentar placas e nódulos, por vezes azulados ou violáceos, que antecendem ulcerações. É o angiossarcoma de pior prognóstico. Pode ser observado em linfedema pós-mastectomia radical com esvaziamento ganglionar axilar. Pode também ocorrer em linfedema congênito crônico, linfedema idiopático de início tardio e, mesmo, no

116LÍDIA ALMEIDA BARROS

linfedema causado por filariose. Outras designações: linfangiossarcoma em

linfedema, síndrome de Stewart-Teves. Símbolo de classificação: 4.29.10.2.7.2. anhydrosis: N. Cient. Ver: anidrose.

anidrose: S. f. afecção das glândulas sudoríparas écrinas de origem congênita ou ad- quirida, podendo decorrer de agenesia das glândulas écrinas ou disfunção das mes- mas (histeria) ou de lesão nervosa. Caracteriza-se pela ausência ou deficiência total ou parcial da secreção de suor. Os indivíduos com esta deficiência toleram muito mal o calor, este podendo provocar mal-estar, cefaleia, fadiga, tonturas, náuseas, hiperpineia, taquicardia e temperatura corpórea elevada. Quando resulta de lesão nervosa, circunscreve-se a áreas cutâneas cuja inervação é afetada. A ausência de sudorese total do corpo é incompatível com a vida. Outras designações: anhydrosis, anidrosis. Símbolo de classificação: 4.37.2.

anidrose generalizada: S. f. anidrose causada por alterações das glândulas écrinas. Ocorre em pele senil por ocasião de uma série de doenças: avitaminose A, desnutri- ção, esclerodermia, displasia ectodérmica congênita, síndrome de Sjogren, diabete neuropático, doença de Addison, mixedema, caquexia de Simmonds e nas intoxica- ções por arsênico, morfina, flúor, chumbo, formaldeído e tálio. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.37.2.1.

anidrose localizada: S. f. anidrose causada por atrofia ou destruição glandular. Tem sido observada em radiodermites, cicatrizes, lesões de lupos eritematoso, na hanseníase, acrodermatite crônica atrofiante e outras enfermidades. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.37.2.2.

anidrose tropical: S. f. Ver: miliária profunda.

anidrosis: N. Cient. Ver: anidrose.

anomalia pigmentada reticular das flexuras: S. f. queratose folicular de trans- missão autossômica dominante, com variações de expressividade e penetração. Inicia-se na infância sem fenômenos inflamatórios prévios. Apresenta máculas hipercrômicas de pequenas dimensões, pigmentação reticulada das flexuras e su- perfície lisa, de cor que pode variar do castanho ao negro. Na face, a disposição reticular tem coloração rosácea. As lesões cicatriciais são encontradas principal- mente na região perioral. Existe uma forma filtrativa nodular, que se distingue do bromoderma, do iododerma e dos tubercúlides. Podem ocorrer simultaneamente lesões, comedões-símiles e pápulas ceratósicas foliculares. Hidroadenite, cisto pi- lar e ceratose seborreica estão associados com frequência. As lesões localizam-se na face e nas flexuras (axilas, regiões inguinocrural, cervical, inframária) e fossas cubital e plopítea. Outras designações: DDD, doença de Dowling-Degos. Sím- bolo de classificação: 4.30.2.1.4.1.

anoníquia: S. f. onicopatia rara que se caracteriza pela ausência da unha. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.34.3.

anorretite: S. f. Ver: gonorreia.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 117

anthrax: N. Cient. Ver: antraz.

anti-hélix: S. m. Ver: nódulo elastótico das orelhas.

antítese de profilaxia: S. f. Ver: choque anafilático.

antraz: S. m. coleção líquida causada por infecção microbiana provocada pelo estafilococo dourado S. aurens hemolyticus. Caracteriza-se por lesão inflamatória devida ao acúmulo de vários furúnculos. Estes, por sua vez, são provocados pela infecção de vários fo- lículos pilosos contíguos. A infecção é extensa, profunda, alastrante e rebelde, e ca- racteriza-se pelo aparecimento de numerosos abscessos de formato irregular, que se intercomunicam e coalescem, formando uma placa de tamanho variável. A placa apre- senta múltiplos orifícios, por onde são eliminados pus e carnegão. Pode haver necro- se hipodérmica e a placa se desprende em grandes fragmentos. Em geral, observam- se, ao mesmo tempo, ostiofoliculite, furúnculos e uma ou mais placas de antraz. É acompanhada calafrios, febre elevada, dor pronunciada, perda de apetite, dor de cabeça, mal-estar, enfartamento ganglionar e prostração. Localiza-se apenas em áreas onde há folículos pilossebáceos, normalmente no pescoço, dorso e coxas. Obs.: É também uma foliculite. Outras designações: anthrax. Símbolo de classificação: 3.3.4., 4.21.1.4.3.

aplasia: S. f. malformação da epiderme, de origem congênita ou hereditária autossô- mica dominante, que se caracteriza pelo desenvolvimento incompleto ou imperfeito, ou mesmo ausência total, desse tecido. Pode ainda dar-se na derme ou no tecido subcutâneo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.7.1.

aplasia cutânea: S. f. Ver: aplasia cutânea congênita.

aplasia cutânea congênita: S. f. genodermatose aplásica de origem autossômica do- minante ou recessiva. Provoca ausência de uma determinada área da pele ou do sub- cutâneo. Está associada às formas distróficas ou à epidermólise bolhosa. Provoca erosão e é ulcerada, sendo revestida por uma membrana atrófica fina, desprovida de ane- xos. A cicatrização é lenta. Localiza-se geralmente no couro cabeludo, porém podem surgir problemas nos lábios, perfuração de palato, polidactilia, tronco e extremida- des. Outras designações: aplasia cutânea, aplasia cutânea da cútis. Símbolo de classificação: 4.30.2.4.1.

aplasia cutânea da cútis: S. f. Ver: aplasia cutânea congênita.

aplasia maniliforme: S. f. Ver: moniletrix.

apostema: S. m. Ver: abscesso2.

aranha arterial: S. f. Ver: angioma estelar.

aranha vascular: S. f. Ver: angioma estelar.

área de Celsus: S. f. Ver: alopecia areata.

área de Jontar: S. f. Ver: alopecia areata.

arsenismo crônico: S. m. Ver: ceratose tóxica.

arterite cranial: S. f. Ver: vasculite de Horton.

arterite de Horton: S. f. Ver: vasculite de Horton.

118LÍDIA ALMEIDA BARROS

arterite de Takayasu: S. f. Ver: doença de Takayasu.

arterite granulomatosa: S. f. Ver: vasculite de Horton.

arterite temporal: S. f. Ver: vasculite de Horton.

artrite gonocócica: S. f. Ver: gonorreia.

artrite psoriásica: S. f. Ver: psoríase artropática.

artrite reumatoide: S. f. Ver: nódulo reumatoide.

assado: S. m. (pop.) Ver: candidíase intertriginosa.

assadura: S. f. (pop.) Ver: candidíase intertriginosa.

ataxia telangiectásica: S. f. esclerose tuberosa rara, de herança autossômica recessi- va, que pode aparecer após o nascimento ou na infância. Apresenta distúrbios humorais e celulares, ataxia cerebelar progressiva, telangiectasias oculocutâneas, infecções sinus maxilares, paranasais e pulmonares, formação de linfoma e deficiência no sistema imunoglobulínico. Localiza-se na face, orelhas e pulmões. Obs.: É também classifi- cada como uma dermatose pré-cancerosa. Outras designações: síndrome de Louis Bar. Símbolo de classificação: 4.30.2.10.3; 4.28.10

atrofedema: S. m. Ver: urticária gigante.

atrofia: S. f. sequela causada por adelgaçamento da epiderme, derme ou tecido subcu- tâneo. Ocorre a diminuição da elasticidade e dos anexos cutâneos, apresentando, frequentemente, depressão visível ou, em certos casos, pode ser detectada apenas por palpação. Pode ser difusa ou localizada. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.6.1.

atrofia branca: S. f. Ver: atrofia branca de Milian.

atrofia branca de Milian: S. f. dermatose atrófica causada por uma vasculite prova- velmente imunológica. É rara e apresenta intensa dor, placas atróficas, maceradas e, em algumas vezes, telangiectasias e hiperpigmentação. É uma cicatriz atrófica angulada branca, na qual as placas atróficas podem ser precedidas ou sucedidas por ulceração. Está ligada à pressão venosa. As lesões podem ser pápulas, petéquias ou bolhas hemorrágicas, sendo que, nas antigas, ocorrem hialinização da parede dos vasos. O livedo reticular é frequente e o quadro da doença sofre complicações com o aumento da temperatura. As lesões localizam-se no terço inferior das pernas, mais especifica- mente nos maléolos e dorso dos pés. Obs.: É também classificada como uma primá- ria predominantemente trombosante causada. Outras designações: atrofia branca, vasculite segmentar hialinizante, livedo, vasculite livedoide. Símbolo de classifi- cação: 4.14.2.2.6., 4.10.8.

atrofia cutânea linear: S. f. Ver: estria atrófica.

atrofia da vulva: S. f. Ver: atrofia senil genital da mulher.

atrofia genital senil: S. f. Ver: atrofia senil genital da mulher.

atrofia linear da pele: S. f. Ver: víbice.

atrofia macular: S. f. Ver: atrofia maculosa.

atrofia macular primária da pele: S. f. Ver: atrofia maculosa.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 119

atrofia maculosa: S. f. dermatose atrófica de causa desconhecida. Afecção não muito frequente, cujas lesões são atróficas, normalmente ovais ou arrendodadas e enruga- das, resultando da destruição do tecido elástico da derme. As lesões são semelhantes a pápulas, iniciando-se sob forma de máculas inflamadas que produzem um leve enrugamento e deixam a área delgada e macia. Apalpando com as pontas dos dedos, elas se deprimem facilmente, sendo possível a observação de orifício herniário. Pode ser classificada em três tipos: hereditário, idiopático e secundário. As lesões se loca- lizam normalmente no tronco. Obs.: É também classificada como uma perda teci- dual. Outras designações: anetodermia, atrofioderma maculosa, atrofia macular primária da pele, atrofia macular, elastólise. Símbolo de classificação: 4.10.1.; 3.4.7.

atrofia maculosa hereditária: S. f. atrofia maculosa que apresenta manchas hipocrômicas, brilhantes e apergaminhadas de tonalidade madrepérola. É superfi- cial, hereditária e rara. Localiza-se mais frequentemente no tronco e membros supe- riores. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.10.1.1.

atrofia maculosa idiopática: S. f. atrofia maculosa cujas lesões são translúcidas e circunscritas, atróficas e hipocrômicas. A pele toma aspecto apergaminhado, com lesões elevadas como hérnias, permitindo a penetração de um dedo. É um forma incomum de atrofodermia. As lesões se localizam no tronco e membros superiores. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.10.1.2.

atrofia maculosa variforme da pele: S. f. Ver: atrofia maculosa varioliforme.

atrofia maculosa varioliforme: S. f. dermatose atrófica de causa desconhecida. As lesões são translúcidas, circunscritas, atróficas e nas quais a pele é enrugada. Quase nunca são precedidas de eritema. É um forma incomum de atrofodermia. As lesões localizam-se simetricamente na face. Outras designações: atrofia maculosa variforme da pele, atrofia maculosa varioliformis cutis Símbolo de classificação: 4.10.6.

atrofia maculosa varioliformis cutis: S. f. Ver: atrofia maculosa varioliforme.

atrofia senil: S. f. atrofia causada pelo envelhecimento natural do organismo, carac- terizando-se por sequidão, afinamento e enrugamento da pele, com perda de sua elasticidade e fácil dilaceração. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 3.6.1.1.

atrofia senil genital da mulher: S. f. balanite assintomática, que se caracteriza pela redução e atrofia dos grandes e pequenos lábios, clitóris e vulva. Ocorre também secura da mucosa vaginal e vulvar. Outras designações: atrofia genital senil, atro- fia da vulva. Símbolo de classificação: 4.33.25.7.

atrofioderma maculosa: S. f. Ver: atrofia maculosa.

atrofoderma reticulado simétrico faciei: S. f. Ver: foliculite uleritematosa reticular.

atrofoderma vermiculado: S. f. Ver: foliculite uleritematosa reticular.

atrofodermia de Pasini e Pierini: S. m. dermatose atrófica que pode derivar da hanseníase ou surgir sem moléstia precedente. É uma dermatose atrófica, tórpida e assintomática, cuja lesão é normalmente hiperpigmentada e com depressão discreta.

120LÍDIA ALMEIDA BARROS

São placas ovais ou arredondadas, únicas ou várias. Os limites são bem definidos, porém as formas são variáveis. Podem ser únicas ou múltiplas, às vezes confluentes, sofrendo alterações no número e no tamanho durante certo tempo e, em seguida, tornando-se constante. A cor é ardosiada. A parte central das lesões mais velhas apresenta-se ligeiramente endurecida. Há discreto espessamento de fibras colágenas com escasso infiltrado inflamatório. As lesões localizam-se geralmente no tronco ou membros, em especial na região dorsal. Outras designações: atrofodermia idiopá- tica, atrofodermia esclerodérmica, atroforderma de Passini e Pierini Símbolo de classificação: 4.10.2.

atrofodermia eritematosa em placas de Thibièrge: S. f. Ver: anetodermia de

Jadasshon.

atrofodermia esclerodérmica: S. f. Ver: atrofodermia de Pasini e Pierini.

atrofodermia idiopática: S. f. Ver: atrofodermia de Pasini e Pierini.

atrofodermia macular secundária: S. f. atrofia maculosa, de caráter infiltrativo, decorrente da involução de processos inflamatórios, tais como a hanseníase e lupus. Outras designações: anetodermia secundária Símbolo de classificação: 4.10.1.3.

atrofodermia pigmentosa: S. f. Ver: xeroderma pigmentoso.

atrofodermia vermiculada: S. f. Ver: foliculite uleritematosa reticular.

atroforderma de Passini e Pierini: S. f. Ver: atrofodermia de Pasini e Pierini.

autoeczema: S. m. eczema provavelmente originário de uma alergia da própria epi- derme. Apresenta lesões eritematovesicoescamosas, prurido mediano e evolução aguda. Desaparece somente após remissão de lesão primária. Atinge pessoas que já apre- sentaram outra dermatose.Outras designações:– Símbolo de classificação: 4.8.2.14.

avariose: S. f. Ver: sífilis.

azocratia: S. f. Ver: bromidrose.

azul: S. m. (pop.)Ver: pinta.

B

bactéride pustulosa de Andrews: S. f. dermatose pustulosa amicrobiana relaciona- da a foco infeccioso (amígdalas, dente, próstata e outros ), podendo ser uma resposta alérgica a infecção em local distante. A histopatologia revela pústula unilocular na parte profunda da epiderme. As pápulas ou vesico-pústulas são estéreis, com esca- mas aderentes e secas; frequentemente encontram-se petéquias. Em fase de exacer- bação, apresentam prurido geralmente acompanhado de eritema, edema e dor, sen- do seguido por uma fase de quiescência. As lesões iniciam-se no centro da região palmar ou plantar, seguindo, simetricamente, a invasão de toda a região, com fase de exacerbação e remissão durante anos. Podem ser bilaterais desde o início. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.3.5.

bacteriose: S. f. dermatose causada por bactérias. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.

bainha de Henle: S. f. Ver: camada de Henle.

bainha de Huxley: S. f. Ver: camada de Huxley.

bainha do tecido conjuntivo: S. f. parte da bainha epitelial da raiz do pêlo que se circunda o folículo piloso e que apresenta tecido conjuntivo mais espesso. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.2.3.2.3.

bainha epitelial da raiz do pêlo: S. f. parte do pêlo cuja função é protegê-lo. Desem- boca o conteúdo das glândulas sebáceas e separa-se da bainha do tecido conjuntivo do folículo piloso por uma membrana basal muito desenvolvida, a membrana vítrea. Origina duas bainhas epiteliais: uma interna e outra, externa, cuja função é envolver o eixo do pêlo na sua porção inicial. Outras designações: ø. Símbolo de classifi- cação: 2.2.3.2.

bainha interna da raiz do pêlo: S. f. Ver: bainha radicular interna.

bainha radicular externa: S. f. parte da bainha epitelial da raiz do pêlo que possui contiguidade com o epitélio da epiderme.Constitui-se na porção mais externa do

122LÍDIA ALMEIDA BARROS

folículo piloso, cresce para baixo e diminui de maneira progressiva sua espessura. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.2.3.2.2.

bainha radicular interna: S. f. parte da bainha epitelial da raiz do pêlo, cuja queratinização ocorre em uma região denominada zona queratógena, logo depois que as células saem da matriz do pêlo. Compõe-se de queratina mole e não emerge do folículo juntamente com o pêlo, mas é dissolvida na altura da região onde as glându- las sebáceas excretam suas secreções no folículo. Possui duas camadas: camada de Huxley e camada de Henle. Outras designações: bainha interna da raiz do pêlo. Símbolo de classificação: 2.2.3.2.1.

balanite: S. f. candidíase vulvo-vaginal causada pela levedura do gênero Candida. Pode ocorrer como infecção facultativa venérea. Apresenta lesões pruriginosas, no prepúcio ocorrem edema e eritema; na glande, observam-se lesões eritematosas ou eritematoerosivas, recobertas ou não por indulto esbranquiçado. As lesões locali- zam-se na vagina, glande e sulco bálano-prepucial. Obs.: É também classificada como uma afecção das mucosas. Outras designações: bálano-postite candidósica. Sím- bolo de classificação: 4.24.2.3.2.2.1.; 4.33.25.

balanite bowenoide da genitália: S. f. balanite de origem viral, caracterizada por pápulas róseas, que lembram verrugas, mas revelam aspectos da doença de Bowen. Localizam-se no sulco balanoprepucial e prepúcio. Pode ter cura espontânea. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.33.25.4.

balanite circunscripta: S. f. Ver: balanite plasmocitária de Zoon.

balanite de plasmócitos: S. f. Ver: balanite plasmocitária de Zoon.

balanite de Zoon: S. f. Ver: balanite plasmocitária de Zoon.

balanite erosiva circinada: S. f. Ver: balanopostite erosiva e circinada.

balanite erosiva e circinada: S. f. Ver: balonopostite erosiva e circinada.

balanite plasmocitária de Zoon: S. f. balanite benigna, circunscrita e crônica, que se caracteriza por infiltração subeptelial de plasmócitos. As lesões eritemoinfiltra- das de superfície brilhante e limites nítidos se localizam no prepúcio ou glande. Outras designações: balanite de Zoon, balanite circunscripta, eritroplasia de Zoon, plasmacellularis, balanite de plasmócitos. Símbolo de classifica- ção: 4.33.25.2.

bálano-postite candidósica: S. f. Ver: balanite.

balanopostite erosiva circinada: S. f. balanite de causa desconhecida, porém muito associada ao fuso espiralar. Apresenta lesões eritematosas de contornos circinados no sulco balanapropecial, na glande e no folheto interno do prepúcio, podendo evo- luir por meio de surtos. Outras designações: balanite erosiva circinada. Símbolo de classificação: 4.33.25.1.

balanopostite xerótica e obliterativa: S. f. dermatose atrófica e esclerótica, conside- rada por muitos como verdadeiro líquen escleroso e artrófico. Apresenta prurido e placas porcelânicas lustrosas e brilhantes, que podem obstruir o meato. Localiza-se

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 123

na glande. Obs.: É também classificada como uma balanite. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.12.3., 4.33.25.3.

balonopostite erosiva e circinada: S. f. bacteriose causada por bastonetes fusiformes

eorganismos espiralados (Borrelia). É uma doença inflamatória, caracterizada pelo aparecimento de lesões erosivas, de formato circular ou oval e bordas recortadas e bem definidas, que apresentam o fundo vermelho, recoberto de exsudato pouco es- pesso, de cor amarelada. As lesões se expandem centrifugamente e podem coalescer. Surgem um ou dois dias após contato sexual e regridem em até cinco dias, sem deixar sequelas. Frequentemente ocorrem recidivas. Atinge a glande do pênis e o folheto interno do prepúcio. Outras designações: balanite erosiva e circinada. Símbolo de classificação: 4.21.9.

bartonelose: S. f. Ver: verruga peruana.

basalioma: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

bebê coloide: S. m. Ver: ictiose universal colodiana.

beijo de aranha: S. m. (pop., Al.) Ver: herpes simples.

bereba: S. f. (Bras.) Ver: escabiose.

bereva: S. f. (Bras.) Ver: escabiose.

beribéri: S. m. desvitaminodermia causada por carência de tiamina (vitamina do com- plexo B), provocando inflamação simultânea de vários nervos (polineurite), acome- tendo os nervos motores e, principalmente, os nervos sensitivos. Provoca ainda ano- malias cardiovasculares, edemas e manifestações cerebrais. Os sintomas iniciam-se nos pés e, de forma ascendente, afeta posteriormente as mãos. Outras designações: perneira(Bras., MG, pop.). Símbolo de classificação: 4.1.1.5.

beribéri seco: S. m. beribéri caracterizado por paralisia flácida, atrofia muscular, areflexia, dilatação cardíaca e taquicardia. Acomete principalmente os nervos peri- féricos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.1.5.2.

beribéri úmido: S. m. beribéri causado por insuficiência cardíaca congênita e edema. Apresenta padrão clínico da neuropatia periférica, mas há comprometimento do sis- tema nervoso extensivo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.1.5.1.

berloque dermatite: S. m. Ver: fitofotodermatite.

berruga: S. f. (Bras., pop.) Ver: verruga.

bexiga: S. f. (pop., vulg.) Ver: varíola.

bicheira: S. f. (Bras., pop.) Ver: miíase cutânea.

bicho de praia: S. m. (pop.) Ver: helmintíase migrante.

bicho geográfico: S. m. (pop.) Ver: helmintíase migrante.

bicho: S. m. (Bras., pop.) Ver: tungíase.

bichoca: S. f. (prov. Port. lus.) furúnculo pequeno. Ver: furúnculo.

bicho-de-pé: S. m. (Bras.) Ver: tungíase.

bicho-de-porco: S. m. (Bras.) Ver: tungíase.

bicho-do-pé: S. m. (Bras., pop.) Ver: tungíase.

124LÍDIA ALMEIDA BARROS

bicho-do-porco: S. m. (Bras.) Ver: tungíase.

bitacaia: S. f. (Angol.) Ver: tungíase.

blastomicose: S. f. micose profunda causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis. Apresenta lesões do tipo granulomatoso e supurativo. Em caso de acometimento interno, visceral ou nervoso, há concomitância de lesões mucosas e cutâneas. As le- sões podem existir isoladamente, coexistir em localizações diferentes ou, ainda, ha- ver generalização. As lesões localizam-se geralmente na pele, mucosas, gânglios, vísceras e sistema nervoso. A blastomicose classifica-se em 1) blastomicose queloidiana, 2) blastomicose norte-americana, 3) blastomicose sul-americana, que, por sua vez, divide-se em a) blastomicose sul-americana na forma cutânea. Esta pode dar-se sob a forma papulosa, tuberosa e túbero-ulcerosa, ulcerosa e úlcero-vegetante, abscedante e lupoide, b) blastomicose sul-americana de forma mucosa, c) blastomicose sul-americana na forma ganglionar e d) blastomicose sul-americana de forma visceral e osteoarticular. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.

blastomicose brasileira: S. f. Ver: blastomicose sul-americana.

blastomicose de Gilchrist: S. f. Ver: blastomicose norte-americana

blastomicose europeia: S. f. Ver: criptococose.

blastomicose na forma ganglionar: S. f. blastomicose sul-americana causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Apresenta lesões cutâneas, mucosas ou viscerais. Há com- prometimento ganglionar. A pele que recobre os gânglios torna-se avermelhada e edematosa, termina por ulcerar. O pus é rico em parasitas. A infecção glanglionar, em geral, é múltipla, sendo afetados, ao mesmo tempo, vários glânglios de uma ou várias regiões. Por vezes, coexistem lesões cutâneas ou viscerais. As lesões da blastomicose localizam-se nos glânglios cervicais, axilares, intra-abdominais e inguinais, que se apresentam simultaneamente lesados, ou a doença limita-se a com- prometer os gânglios de determinada região. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.3.

blastomicose na forma mucosa: S. f. blastomicose sul-americana causada pelo fun- go Sporothrix schenkii. Caracteriza-se por manifestações nas mucosas, que podem existir isoladamente, sem se acompanharem, pelo menos aparentemente, de lesões cutâneas, ganglionares ou viscerais. Inicia-se por pequenas placas papulosas e, em seguida, expandem-se, atingindo grande extensão e até toda a cavidade oral. A su- perfície das lesões apresenta fino pontilhado granulomatoso, hemorrágico, de aspec- to semelhante ao da amora (estomatite moriforme). Essas placas são levemente exulceradas e não apresentam abscessos. A mucosa mais afetada é a da cavidade oral, que é comprometida em qualquer região: lábios, gengivas, língua, palato, boche- chas, pilares amidalianos e amídalas. Pode localizar-se também na laringe e faringe, nas quais o processo pode produzir estenose. Ao involuírem, formam cicatrizes fi- brosas, retráteis, capazes de determinar atresia labial e estenose da laringe e faringe. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.2.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 125

blastomicose na forma visceral e osteoarticular: S. f. blastomicose sul-americana causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Essa doença determina lesões viscerais e, raramente, nervosas e osteoarticulares. Acomete simultaneamente mucosas, pele e gânglios. No aparelho digestivo (intestino grosso, apêndice, ceco e fígado), provoca lesões granulomatosas de caráter progressivo, que levam à caquexia e à morte. No aparelho respiratório, afeta o parênquima por processo disseminado de tipo granulomatoso, de evolução progressiva, podendo determinar caquexia e morte. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.4.

blastomicose norte-americana: S. f. blastomicose causada pelo fungo Blastomyces dermatitidis. As lesões cutâneas podem ser primárias ou secundárias. Na forma cutânea, a infecção é exógena e restringe-se à pele. No início, as lesões são pápu- las, pápulo-pústulas ou nódulos, que ulceram em seguida. Ocorre formação de placas extensas, cuja parede central regride e cicatriza. Na periferia ocorrem lesões papilomatosas ou verrucosas. As lesões cutâneas secundárias são consequência de disseminação de foco interno, normalmente localizado nos pulmões, constituindo, nesse caso, a forma disseminada ou sistematizada. Apresenta nódulos ou absces- sos profundos que ulceram e eliminam exsudato sanguíneo-purulento. Em segui- da, podem cicatrizar ou persistir. Atinge mais frequentemente pulmões, aparelho genitourinário, sistema nervoso central, ossos e, menos frequentemente, tegumento. Outras designações: blastomicose de Gilchrist. Símbolo de classi- ficação: 4.24.3.2.3.

blastomicose peniana: S. f. Ver: blastomicose sul-americana na forma ulcerosa e úlcero- vegetante.

blastomicose perianal: S. f. Ver: blastomicose sul-americana na forma ulcerosa e úlcero-vegetante.

blastomicose queloidiana: S. f. blastomicose cujo agente causal é Paracoccidioides loboi (Blastomyces loboi, Glenosporella loboi, Gelnosporopsis amazonica, Lolboa loboi). Apresenta lesões queloidianas, vegetantes infiltrativas, ulceradas, gomosas e tuberocircinadas. São únicas ou múltiplas (estas são, muitas vezes, metastáticas), em geral assimétricas e circuscritas a uma região. Raramente há lesões generalizadas e estas provavelmente decorrem de autoinoculações exógenas.A lesão inicial é uma pápula superficial ou profunda, que pode confluir, formando placa papular, ou evo- luir para lesão nodular, única ou múltipla. Localizam-se, em geral, no pavilhão auricular, membros inferiores, membros superiores e, menos frequentemente, na face, no tórax, nas regiões glútea, sacra, plantar e os ombros. Os gânglios linfáticos regio- nais, quando comprometidos, ficam duros e sem flutuação. As mucosas nunca são atingidas. Outras designações: micose de Jorge Lobo, doença de Jorge Lobo, lobomicose. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.2.

blastomicose sul-americana: S. f. blastomicose causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis.Apresenta lesões do tipo granulomatoso e supurativo. Em caso de aco-

126LÍDIA ALMEIDA BARROS

metimento interno, visceral ou nervoso, há concomitância de lesões mucosas e cutâ- neas, ou estas, ausentes na ocasião, precederam o processo interno. Sua sede varia, podendo existir isoladamente, coexistir em localizações diferentes ou, ainda, haver generalização. As lesões localizam-se geralmente na pele, mucosas, gânglios, vísce- ras e sistema nervoso. A doença é endêmica da América Latina. A blastomicose sul- americana classifica-se em: 1) forma cutânea, que se classificae em blastomicose sul- americana na forma papulosa, blastomicose sul-americana na forma tuberosa e túbero-ulcerosa, blastomicose sul-americana na forma ulcerosa e úlcero-vegetante, blastomicose sul-americana na forma abscedante e blastomicose sul-americana na forma lupoide, 2) blastomicose sul-americana na forma mucosa, 3) blastomicose sul- americana na forma ganglionar e 4) blastomicose sul-americana na forma visceral e osteoarticular. Outras designações: paracoccidioidomicose, granuloma paracoccidioideo, blastomicose brasileira, doença de Lutz-Splendore-Almeida. Sím- bolo de classificação: 4.24.3.2.1.

blastomicose sul-americana na forma abscedante: S. f. blastomicose sul-america- na na forma cutânea, que apresenta abscessos de dimensões variáveis, que podem ulcerar. Iniciam-se por nódulos, que rapidamente amolescem na parte central, apre- sentando flutuação facilmente perceptível. Ao romperem, deixam escoar exsudato espesso, purulento, de cor amarelo-escuro e rico em parasitas. A ulceração resultan- te é irregular e persistente. Regridem com o tratamento, deixando cicatriz fibrosa deprimida. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.1.4.

blastomicose sul-americana na forma cutânea: S. f. blastomicose sul-americana causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Caracteriza-se pela exteriorização de tipos diferentes de lesões cutâneas: pápulas, tubérculos, vegetações, placas lupoides, abs- cessos e úlceras. Em regra, observa-se coexistência de mais de um tipo de lesão pre- dominante. Não há predileção local, podendo localizar-se em qualquer região do tegumento, porém é muito raro o comprometimento dos órgãos genitais e das regiões palmares e plantares. O couro cabeludo, muitas vezes, é invadido. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.1.

blastomicose sul-americana na forma lupoide: S. f. blastomicose sul-americana na forma cutânea que apresenta placas avermelhadas, ovais, elípticas ou irregulares e centro parcialmente atrófico e cicatrizado. Na parede periférica, há pápulas ou tubérculos íntegros ou exulcerados. Neste último caso, o exsudato eliminado, embo- ra escasso, produz crostas serosas ou hemorrágicas. Não há abscedação, nem supu- ração. As lesões localizam-se na face e couro cabeludo. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.24.3.2.1.1.5.

blastomicose sul-americana na forma papulosa: S. f. blastomicose sul-americana na forma cutânea que apresenta pápulas isoladas, salientes, semiesféricas, de cor violáceo-pardacento, com, na parte central, uma porção amarelada necrótica. Quan- do esta é eliminada, deixa pequena ulceração que se recobre de crosta hemorrágica.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 127

As lesões localizam-se no tronco e nos membros, sendo numerosas no primeiro. Na maioria das vezes, acompanham lesões das vísceras, principalmente do fígado e gânglios abdominais. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.1.1. blastomicose sul-americana na forma tuberosa e túbero-ulcerosa: S. f. blastomicose sul-americana na forma cutânea que se caracteriza pela predominância de tubércu- los volumosos, mais desenvolvidos em extensão do que em altura, achatados, que tendem a coalescer para formar placas de extensão variável. Apresentam coloração vermelho-escuro ou violáceo, sendo, em geral, numerosos. Por vezes, acabam por ulcerar, deixando exposto um fundo granuloso, avermelhado, recoberto de exsudato sero-purulento ou sero-hemático, que se solidifica rapidamente em crostas amarela- das ou vermelho-róseas, quando recente, e esbranquiçadas, quando antigas. As le- sões localizam-se em qualquer região da pele. Outras designações: ø. Símbolo de

classificação: 4.24.3.2.1.1.2.

blastomicose sul-americana na forma ulcerosa e úlcero-vegetante: S. f. blastomicose sul-americana na forma cutânea que se caracteriza por quadros clíni- cos em que as úlceras constituem o elemento fundamental, além de ulcerações se- cundárias, tubérculos e pápulas. As bordas das lesões são recortadas, de fundo irre- gular e cor vermelho-vivo. Apresentam fina granulação com pontilhado hemorrágico semelhante à superfície da amora, sempre presente nas lesões típicas das mucosas. A base das úlceras é pouco infiltrada e não apresenta pus. As lesões são pouco exsudantes e, por vezes, vegetantes, apresentando, em geral, superfície não recoberta de crostas. Outras designações:– Símbolo de classificação: 4.24.3.2.1.1.3.

blenorragia: S. f. Ver: gonorreia.

bolha: S. f. coleção líquida causada por acidentes como queimaduras ou por medica- mentos. Caracteriza-se por elevação maior do que um centímetro de diâmetro. O líquido é inicialmente claro (bolha serosa), podendo tornar-se turvo-amarelado (bo- lha purulenta) ou rubro (bolha homorrágica). Outras designações: flictena. Sím- bolo de classificação: 3.3.2.

bolha do Oriente: S. f. (pop.). Ver: leishmaniose cutânea.

boqueira: S. f. (pop.) Ver: queilite angular.

boqueiro: S. m. (pop.) Ver: queilite angular.

botão de Amboíma: S. m. (pop.) Ver: framboesia.

botão do Oriente: S. m. (pop.). Ver: leishmaniose cutânea.

botriomicose: S. f. micetoma causada pelo Straphylococcus pyogenes. Caracteriza-se por tumoração fistulosa que elimina pus. O aspecto é o de cisto sebáceo infectado. A lesão é sólida e, quando compromete a pele, provoca lesão única ou múltiplas, po- rém, em número pequeno. Localiza-se na pele e menos frequentemente nas vísceras. Outras designações: actinifitose estafilocócica, pseudomicose bacteriana. Símbo-

lo de classificação: 4.24.3.9.3.

bouba: S. f. Ver: framboesia.

128LÍDIA ALMEIDA BARROS

braquioníquia: S. f. onicopatia caracterizada por unhas curtas devido a onicotomia excesiva, onicofagia, síndrome de Down e alterações congênitas de septos cardíacos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.34.4.

bromidrose: S. f. afecção das glândulas sudoríparas apócrinas provocada pela ação de bactérias que alteram a composição química do suor. Geralmente está associada à hiperidrose e apresenta sudorese de odor desagradável, ocorrendo nas axilas, região perianal e pés. Outras designações: osmidrose, azocratia. Símbolo de classifica- ção: 4.38.3.

bronzeamento: S. m. Ver: fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar.

bronzeamento pigmentar imediato: S. m. Ver: fotodermatose tóxica primária pre- coce pigmentar imediata.

bronzeamento tardio: S. m. Ver: fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar tardia.

brotoeja: S. f. (pop.)Ver: miliária rubra.

bulbão climático: S. m. Ver: linfogranuloma venéreo.

bulbão regional (inguinal): S. m. Ver: cancro mole.

bulbão tropical: S. m. Ver: linfogranuloma venéreo.

bulbão venéreo: S. m. Ver: cancro mole.

bulbão venéreo: S. m. Ver: linfogranuloma venéreo.

bulbo: S. m. Ver: bulbo piloso.

bulbo do pêlo: S. m. Ver: bulbo piloso.

bulbo piloso: S. m. parte do folículo piloso cuja função é recobrir a papila pilosa. Localiza-se na porção mais inferior do folículo piloso. Constitui-se na turgescência da extremidade profunda da raiz de um pêlo. Outras designações: bulbo, bulbo do pêlo. Símbolo de classificação: 2.2.3.1.5.

bulose: S. f. dermatose que se caracteriza pela produção de afecções e lesões em forma de bolhas. Outras Deisgnações: - Símbolo de classificação: 4.9.

bulose crônica benigna familial: S. f. epidermólise bolhosa hereditária autossômica dominante irregular, que apresenta vesículas e bolhas. Estas contêm líquido límpido no início e turvo logo depois que se rompem. Confluem, um contorno sergipinoso surge, possuem bordas vesiculares e, geralmente, ocorre prurido e dores de queima- dura. Outras designações: pênfigo benigno familiar crônico, doença de Hailey- Hailey. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.3.

bulose crônica da infância: S. f. bulose crônica de causa desconhecida, que se carac- teriza pelo aparecimento em surtos de bolhas grandes e/ou vesículas tensas, que confundem, podendo assumir um aspecto circular em “roseta”. O prurido é discreto e o processo é autolimitado, podendo ocorrer remissão em dois ou três anos após seu início. As lesões localizam-se normalmente nas regiões periorais, pélvica e extremi- dades. Em muitos casos não há comprometimento das mucosas. Outras designa- ções: dermatose bolhosa por IgA linear. Símbolo de classificação: 4.9.3.

C

cabelo anelado: S. m. (pop.) Ver: pili annulati.

cabelo em algodão de vidro: S. m. malformação do pêlos em que os cabelos assu- mem aparência de algodão de vidro. Estes se tornam despigmentados e, pela altera- ção da ceratinização, cortes transversais dos fios apresentam figuras triangulares ou reniformes. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.36.13.

cabelo em anel: S. m. (pop.) Ver: pili annulati.

cabelo em bambu: S. m. (pop.) Ver: tricorrehexis invaginata, síndrome de Netherton.

cabelo em casca: S. m. malformação do pêlos provavelmente hereditária e que se deve

àretenção de segmentos da bainha interna do folículo. Os fios apresentam uma envoltura de ceratina, parecendo uma luva. A capa que envolve os mesmos atinge de três a cinco milímetros. Outras designações: hair cacts. Símbolo de classifica- ção: 4.36.14.

cabelo em conta de rosário: S. m. (pop.) Ver: moniletrix.

cabelo encravado: S. m. (pop.)Ver: pseudofoliculite.

cabelo enroscado: S. m. malformação dos pêlos que apresentam, a priori, aparência normal, tornando-se, no entanto, na extremidade, crespos, enroscados, retorcidos e com coloração diferente. Outras designações: pêlo retorcido, kinking hair. Símbo- lo de classificação: 4.36.11.

cabelo laniforme: S. m. malformação dos pêlos em que estes são muito encaracola- dos, firmemente crespos, com textura de lã e lembrando a pele de carneiro. São muito mais entrelaçados e de difícil penteado do que os cabelos crespos normais. Em sua forma localizada, assume aspecto de lesão névica. Outras designações: pêlo lanoso, cabelo lanoso, wooly hair. Símbolo de classificação: 4.36.12.

cabelo lanoso: S. m. Ver: cabelo laniforme.

cabelo moniliforme: S. m. Ver: moniletrix.

cabelo retorcido: S. m. Ver: pili torti.

130LÍDIA ALMEIDA BARROS

cafubira: S. f. (Bras., MG, pop.) Ver: prurido.

calazar: S. m. Ver: leishmaniose visceral.

calcanhar preto: S. m. Ver: petéquia calcaneana.

calcinose cutânea: S. f. dermatose metabólica que pode ocorrer em consequência de alterações locais, traumáticas, infeccioso-degenerativas, neoplásicas e inflamatórias.

Éconsequência da deposição prévia de sais de cálcio e fosfato nos tecidos, sobretu- do na pele, sendo frequente o aparecimento de fístulas. Há uma forma disseminada e outra circunscrita. Na forma disseminada, há lesões estacionárias, ulceração com ou sem formação de abscessos frios. Há eliminação de material calcificado e involução espontânea. As lesões distribuem-se em qualquer parte do tegumento. Na forma circunscrita, há presença de nódulos que variam desde alguns milímetros de diâmetro até o tamanho tumoral (forma de uma laranja). São pétreos, não doloro- sos, em geral móveis, recobertos de pele de aspecto normal e situados nas extremi- dades dos dedos e cotovelos. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.1.9.

calcinose cutânea distrófica: S. f. calcinose cutânea causada por fatores traumáticos, infeccioso-degenerativos, inflamatórios, com nível normal de cálcio. Observam-se nódulos duros, localizados na derme e hipoderme em traumatismos, processos in- flamatórios dérmicos, neoplasias benignas como cistos sebáceos, angiomas, lipomas, pilomatricomas, também associados à dermatomiosite, esclerose sistêmica progres- siva, lúpus eritematoso sistêmico, lesões névicas e neoplásicas. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.1.9.3.

calcinose cutânea idiopática: S. f. calcinose cutânea associada a lesões dos tecidos ou a doenças metabólicas. Em sua forma universal, observam-se placas e nódulos com distribuição simétrica nas extremidades e, menos frequente, no tronco. Podem apre- sentar lesões que ulceram, causando eliminação de material calcáreo branco-amare- lado, sobretudo do fosfato de cálcio. A calcinose circunscrita ocorre secundariamen- te à esclerodermia ou dermatomiosite, apresentando alguns depósitos escassos de cálcio na pele. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.9.1.

calcinose cutânea metastática: S. f. calcinose cutânea que apresenta taxa anormal de cálcio no sangue (hipercalcemia) ou de fosfatos (hiperfosfatemia), causadas por osteomelite crônica, neoplasia de paratireoide, afecção renal crônica, síndrome “milk alkali”, nefropatia crônica, destruição maciça dos ossos por atividade osteoclástica e ingestão excessiva de vitamina D. Observa-se a presença de depósitos cutâneos, com calcificação nos pulmões, rins, estômago e vasos. Raramente ocorre calcificação na pele e subcutâneos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.9.2.

calcinose cutânea tumoral: S. f. calcinose cutânea que apresenta lesões nodulares, circundando grandes articulações. Os nódulos podem atingir o tamanho de uma la- ranja. Acometem joelhos, quadris, cotovelos e ombros. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.9.4.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 131

calo: S. m. afecção dos pés causada por irritação mecânica, pressão ou fricção de sapa- tos inadequados em indivíduos com indisposição. Caracteriza-se pelo espessamento do extrato córneo, proeminência óssea, sendo a lesão pouco elevada e inelástica. Apresenta coloração amarelada e causa dor e irritação. Localiza-se na lateral supe- rior do quinto pododáctilo, na planta da articulação mtatarsofalangeana ou nos espa- ços interdigitais dos pés, devido à pressão de um dedo sobre outro, neste caso com coloração esbranquiçada e maceração. Obs.: É também classificada como uma alte- rações na espessura da pele. Outrasn designações: clavus, tilose, olho-de- perdiz(vulg.). Símbolo de classificação: 3.5.1.4, 4.40.6.

calombo: S. m. (Bras., pop.) Ver: lúpia.

calosidade: S. f. afecção dos pés causada por fricção, sapatos inadequados, vícios de postura ou situações ortopédicas, como pé chato, fratura e artrite. Diferencia-se do calo por não apresentar porção central homogênea e ser menos focal. É dura, pouco elevada, inelástica, ocorrendo ocasionalmente fissura. É de coloração amarelada e possui limites imprecisos. É dolorosa, pouco sensível, podendo dar espaço a mani- festação de outras infecções. Localiza-se nos pés e mãos, em áreas de pressão ou fric- ção. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.40.7.

calvície congênita: S. f. Ver: alopecia congênita.

calvície: S. f. afecção dos pêlos que pode estar associada a fatores hereditários ou hor- monais. Os hormônios androgênicos agem de maneira depressora sob os cabelos, ocasionando queda na região frontoparietal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.35.1.

calvície hipocrática: S. f. Ver: alopecia androgênica.

camada basal: S. f. camada da epiderme cuja função é manter constante sua renova- ção. Esta camada é adjacente à membrana basal e está localizada na parte mais pro- funda da epiderme. Compõe-se de células cuboides ou prismáticas que se movem para a superfície, substituindo antigas células que se descamaram, sendo assim, é uma camada que apresenta intensa atividade mitótica. Apresenta filamentos consti- tuídos de queratina e sofre alteração no período menstrual. Estima-se que a cada 20 ou 30 dias a epiderme seja renovada. Essa camada compreende as seguintes estrutu- ras: hemidesmossoma, filamento de ancoragem, queratinócito, célula de Merkel, cone interpapilar e melanócito. Outras designações: estrato basal, estrato germinativo. Símbolo de classificação: 2.1.1.5.

camada córnea: S. f. camada superficial da epiderme constituída de muitas camadas de células anucleadas queratinizadas e achatadas. Suas células possuem membrana celular espessa e, nas camadas mais profundas, essa membrana é coberta de glicolipídio. Não possuem núcleos e nem outros tipos de organelas, porém, possuem o interior cheio de queratina. A espessura da camada córnea varia consideravelmente da pele espessa para a pele delgada e esta espessura aumenta quando há exposição ao atrito. Outras designações: estrato córneo. Símbolo de classificação: 2.1.1.1.

132LÍDIA ALMEIDA BARROS

camada de Henle: S. f. parte mais externa da bainha radicular interna e que se com- põe de células cúbicas e hipercromáticas ricas em tricô-hialina. Outras designa- ções: membrana de Henle, bainha de Henle. Símbolo de classifica- ção: 2.2.3.2.1.2.

camada de Huxley: S. f. parte da bainha radicular interna que se localiza entre a cutícula da bainha radicular e a membrana de Henle. Constitui-se na camada média da bainha interna da raiz do pêlo e compõe-se de células interpostas. Compreende ainda uma ou duas camadas de células hipercromáticas, devido ao fato de conter grânulos de trico-hialina. Outras designações: membrana de Huxley, bainha de Huxley. Símbolo de classificação: 2.2.3.2.1.1.

camada de Malpighi: S. f. Ver: camada espinhoa.

camada espinhosa: S. f. camada de matéria viva da epiderme que, se considerada de fora para dentro, é a sua penúltima camada constituinte. Compõe-se de célula espi- nhosa ou célula de Malpighi, apresentando, dessa forma, aspecto espinhoso ocasio- nado pela presença dessas células da epiderme de formato poliédrico e que possuem pontes intercelulares. Possui várias fileiras de células e também prolongamentos espinhosos na superfície, que se encontram com os prolongamentos das células vizi- nhas. Essa camada compreende as seguintes estruturas: célula de Malpighi, célula de Langerhans e desmossoma. Outras designações: estrato espinhoso, camada de Malpighi. Símbolo de classificação: 2.1.1.4.

camada granulosa: S. f. camada da epiderme localizada imediatamente acima da camada espinhosa. Compõe-se de células abundantes em grânulos queratohialínicos e repre- senta a fase evolutiva pré-córnea da queratinização. Outras designações: estrato granuloso. Símbolo de classificação: 2.1.1.3.

camada lúcida: S. f. camada encontrada principalmente na epiderme espessa das palmas das mãos e das plantas dos pés. Localiza-se no nível mais profundo do estrato córneo.

Éuma camada fina, cujas células são eosinófilas, altamente retráteis e achatadas. Outras designações: estrato lúcido. Símbolo de classificação: 2.1.1.2.

câncer cutâneo: S. m. fotodermatose tóxica primária tardia pré-cancerosa que pode se tornar um câncer cutâneo verdadeiro quando adquiridas ou de origem genética, com frequência acima da casualidade. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.32.1.2.2.

câncer melanótico: S. m. Ver: melanoma.

cancerofobia: S. f. dermatofobia caracterizada por medo obsessivo em que o paciente imagina ser portador de câncer. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.41.3.4.

cancro de inoculação primária: S. m. Ver: complexo primário tuberculoso.

cancro esporotricósico: S. m. Ver: esporotricose linfático-ganglionar.

cancro linfogranulomatoso: S. m. Ver: linfogranuloma venéreo.

cancro misto de Rollet: S. m. Ver: cancro mole.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 133

cancro mole: S. m. doença sexualmente transmissível cujo agente etiológico é o Haemophilus ducreyi. O cancro mole caracteriza-se por ulceração específica, aguda e contagiosa no local da inoculação e por enfartamento doloroso e supuração dos linfonodos regionais. As lesões ulceradas são dolorosas, com bordas irregulares, pro- fundas com fundo avermelhado, recoberto de exsudação purulenta, amarelada, es- pessa e base mole. O número é variável, podendo ser única ou múltiplas. Há varios tipos clínicos atípicos de cancro mole, como o herpético, vésico-pustuloso, folicular, ragadiforme e úlcero-crostoso, principalmente devido à associação com germes anaeróbicos e formas frustas que regridem sem deixar cicatriz. No homem, atinge principalmente o sulco balano-prepucial, o freio, podendo ser, contudo, encontra- do no escroto e em regiões vizinhas aos órgãos genitais, períneo e coxas. Na mu- lher, grandes e pequenos lábios, clitóris, fúrcula e colo uterino. Excepcionalmente podem ocorrer localizações extragenitais, como nos lábios, amídalas, faringe, de- dos, em consequência de contágio processado em atos sexuais. Outras designações: cancro venéreo simples, cancroide, doença de Ducrey. Símbolo de classifica- ção: 4.27.4.

cancro profissional: S. m. Ver: sífilis.

cancro tuberculoso: S. m. Ver: complexo primário tuberculoso.

cancro venéreo simples: S. m. Ver: cancro mole.

cancroide: S. m. Ver: cancro mole.

candidíase: S. f. micose superficial causada por diversas espécies de Candida, tais como Candida Guilhermandi, Candida pseudo-tropicalis, Candida parapsilosis, Candida tropicalis, Candida stellatoides, mas, sobretudo, pelo gênero Candida albicans. As candidíases classificam-se em: 1) candidíase cutânea, que se subdivide em candidíase intertriginosa, oníquia, paroníquia, candidídes, candidíase cutânea generalizada e granuloma candidiásico; 2) candidíase mucosa, que se subdivide em candidíase oral, que por sua vez, divide-se em estomatite e queilite angular; 3) candidíase vulvo-vaginal, que se subdivide em balanite e 4) candidíase dos órgãos internos. As candidíases localizam-se em diversas regiões do corpo como pele, mucosas, unhas, brônquios, pulmões, vagina, trato gastrintestinal e outros. Fatores condicionantes externos ex- plicam a localização frequente de candidíases nas dobras inframamárias, axilares, interglúteas e entre os pododáctilos; e as lesões interdigitais de pessoas cuja profissão obriga à imersão prolongada das mãos em água. Outras designações: candidose, monilíase. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.

candidíase cutânea: S. f. candidíase causada pela levedura do gênero Candida. Divi- de-se em candidíase intertriginosa, oníquia, paroníquia, candidídes, candidíase cu- tânea generalizada e granuloma candidiásico. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.1.

candidíase cutânea generalizada: S. f. candidíase cutânea que apresenta lesões eri- tematosas, exsudantes, de cor vermelha, com vesículas, pústulas e crostas. O pruri-

134LÍDIA ALMEIDA BARROS

do é brando. As lesões iniciam-se com quadro de estomatite ou de paroníquia e, posteriormente, disseminam-se pelo corpo lesões papulosas ou nodulares que, com o tempo, vão se tornando córneas até chegarem a constituir verdadeiros cornos cutâneos. Simultaneamente são afetadas todas as regiões preferenciais, estendendo- se às regiões vizinhas e comprometendo a face, tronco e membros. O couro cabeludo

éacometido. Outras designações: candidose disseminada. Símbolo de classifica- ção: 4.24.2.3.1.5.

candidíase de órgãos internos: S. f. candidíase que afeta, de preferência ou quase exclusivamente, indivíduos com doenças crônicas debilizantes e em mal estado ge- ral. O acometimento de órgãos internos pode ser isolado ou associado ao acometi- mento da pele e mucosas. As lesões localizam-se nos brônquios, pulmões, trato di- gestivo, endocárdio, pericárdio, meninges, baço e fígado. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.3.

candidíase intertriginosa: S. f. candidíase cutânea que apresenta lesões eritemato- sas, de extensão variável, de superfície úmida e exsudante, com descamação. Pode ocorrer erosão superficial recoberta de exsudato viscoso. As formas mais comuns são o intertrigo inflamamário, o intertrigo crural e o intertrigo interdigital. As lesões lo- calizam-se nas dobras superficiais cutâneas justapostas: axilas, região umbilical, ínguino-crural, interglútea e perianal, dobras inflamamárias, espaços interdigitais e, nos latentes, nas dobras do pescoço. Outras designações: intertrigo inflamamário, intertrigo crural, intertrigo interdigital, erosio digitalis blastomycetica, intertrigem, assadura (pop.), assado (pop.). Símbolo de classificação: 4.24.2.3.1.1.

candidíase mucosa: S. f. candidíase que ataca as mucosas, podendo ser oral ou vulvo- vaginal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.2.

candidíase oral: S. f. candidíase mucosa que se manifesta sob a forma de estomatite cremosa e de queilite angular. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.2.1.

candidíase vulvo-vaginal: S. f. candidíase mucosa que se apresenta sob três formas: 1)circunscrita, em placas delimitadas, esbranquiçadas ou cremosas, semelhantes às que se observam na mucosa oral; 2) difusa, purulenta em que não existem lesões individualizadas, apenas eliminação de exsudato purulento, espesso, viscoso, seme- lhante ao de blenorragia, com discreto eritema; 3)mista, em que ambos os elementos coexistem. Em qualquer uma das formas, há vermelhidão e edema acentuados da mucosa vulvo-vaginal e o prurido é intenso. A balanite é um tipo de candidíase vulvo- vaginal e pode ocorrer como infecção facultativa venérea. Há casos de lesões vésico- pustulosas ou ulcerativas. As lesões localizam-se na mucosa vulvo-vaginal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.2.2.

candídides: S. f. candidíase cutânea desencadeada por alergia ao levedo e seus deriva- dos. Apresenta lesões vesiculosas, eritematovesiculosas, eczematoides e pápulo- liquenoides. Localizam-se, em geral, nos dedos e nas mãos, embora o tronco, as pernas

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 135

e os pés possam ser afetados. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.1.4.

candidose: S. f. Ver: candidíase.

candidose disseminada: S. f. Ver: candidíase cutânea generalizada.

canto-de-passarinho: S. m. (Bras., BA, pop.) Ver: queilite angular.

canto-de-sabiá: S. m. (Bras., pop.) Ver: queilite angular.

caraté: S. m. Ver: pinta.

carbúnculo: S. m. bacteriose própria de bovinos e ovinos, causada pelo Bacillus anthracis e transmitida ao homem através de solução de continuidade na pele, por ferimentos durante a manipulação de animais contaminados e pela inalação de poeira ou inges- tão de carnes infestadas com esporos do bacilo. Caracteriza-se por infecção aguda de tecidos subcutâneos, provocando hemorragia ou efusões serosas e sinais de extrema fraqueza. As lesões são pouco dolorosas ou indolores. É comum a ocorrência de afecções dos gânglios linfáticos e das glândulas (adenopatia). Pode ocorrer infecção generali- zada. Localiza-se nas áreas expostas do corpo, podendo acometer ainda órgãos e cavidades corporais. Existem três formas da doença: 1) carbúnculo cutâneo,

2)carbúnculo gastrintestinal, 3) carbúnculo pulmonar. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.5.

carbúnculo cutâneo: S. m. carbúnculo causado pela penetração de Bacillus anthracis através de ferimentos ou abrasões superficiais na pele. É a forma mais comum da doença. Manifesta-se dentro de três dias após a infecção, determinando a tumefação dos gânglios da região, que podem supurar. Pode ocorrer ainda febre, cefaleias e dores nas articulações. Atinge as áreas expostas do corpo. Existem duas formas da doença:

1)pústula maligna, 2) edema maligno. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.21.5.1.

carbúnculo gastrintestinal: S. m. carbúnculo causado pela ingestão de carne conta- minada com esporos de Bacillus anthracis. Os germes invadem a corrente circulató- ria (septicemia), depositando-se no trato intestinal, onde se multiplicam e produzem toxinas, ocasionando a formação de um edema tenso, que pode obstruir o intestino, provocando hemorragia e necrose. É uma doença grave, que pode terminar pela morte. Outras designações: carbúnculo intestinal. Símbolo de classificação: 4.21.5.2.

carbúnculo intestinal: S. m. Ver: carbúnculo gastrintestinal.

carbúnculo maligno: S. m. carbúnculo cutâneo caracterizado por uma pápula de cor avermelhada, indolor e pruriginosa, semelhante a uma picada de inseto, que aparece no local da inoculação. Em seguida, surge uma pústula circundada por halo eritema- toso edemaciado, acompanhada por uma ou mais lesões satélites. A parte central da pústula sofre necrose e é recoberta por uma escara negra, densa e aderente, que, em geral, cicatriza-se espontaneamente. Em alguns casos, no entanto, pode evoluir para uma condição sistêmica, podendo acometer as meninges. Outras designações: pústula maligna. Símbolo de classificação: 4.21.5.1.1.

136LÍDIA ALMEIDA BARROS

carbúnculo por inoculação: S. m. Ver: carbúnculo pulmonar.

carbúnculo pulmonar: S. m. carbúnculo causado pela inalação de poeira contendo esporos de Bacillus anthracis. Caracteriza-se por inflamação edematosa hemorrágica do mediastino, efusões da membrana externa dos pulmões, calafrios, dificuldade na respiração, choque e presença de grande quantidade de hemoglobina reduzida no plexo venoso subpapular da pele (cianose), conferindo uma coloração azulada à pele e membranas mucosas. Outras designações: carbúnculo por inoculação. Símbolo de classificação: 4.21.5.3.

carcinogênese: S. f. Ver: dermatose pré-cancerosa.

carcinoma basocelular: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

carcinoma basocelular adenoide: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

carcinoma basocelular cístico: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

carcinoma basocelular esclerodermiforme: S. m. Ver: epitelioma basocelular

esclerodermiforme.

carcinoma basocelular queratósico: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

carcinoma basocelular sólido: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

carcinoma basocelular superficial: S. m. Ver: epitelioma basocelular superficial.

carcinoma basocelular tenebrante: S. m. Ver: epitelioma basocelular terebrante.

carcinoma cuniculatum: N. Cient. Ver: carcinoma verrucoso plantar.

carcinoma das células de Merkel: S. m. neoplasia maligna dos anexos que apresenta nódulo solitário, firme, com tamanho médio e de cor variando de eritematosa a purpúrica. É, raramente, múltiplo na mesma região ou disseminado. Localiza-se, a princípio, nas células de Merkel, espalhando-se pela cabeça ou extremidades. Outras designações: carcinoma trabecular, carcinoma neuroendócrino, merkeloma. Sím- bolo de classificação: 4.29.7.4.

carcinoma eritematoso benigno de Little: S. m. Ver: epitelioma basocelular super-

ficial.

carcinoma espinocelular: S. m. Ver: espinalioma.

carcinoma neuroendócrino: S. m. Ver: carcinoma das células de Merkel.

carcinoma pagetoide de Darier: S. m. Ver: epitelioma basocelular superficial.

carcinoma sebáceo: S. m. Ver: adenocarcinoma sebáceo.

carcinoma trabecular: S. m. Ver: carcinoma das células de Merkel.

carcinoma verrucoso: S. m. neoplasia maligna da epiderme cuja etiologia relaciona- se principalmente ao HPV. Quando localizado na cavidade oral, as substâncias quí- micas do tabaco originam a neoplasia. Raramente metastatiza. Tem caráter verrucoso

eevolução lenta, invadindo de forma profunda as proximidades. Localiza-se na ca- vidade oral, regiões plantar e genital. Apresenta as seguintes formas: 1) carcinoma verrucoso plantar, 2) condiloma acuminado gigante de Buschke-Loewenstein e 3) papilomatose florida oral. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.29.6.1.3

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 137

carcinoma verrucoso cutâneo: S. m. carcinoma verrucoso bastante raro e sem loca- lização específica. Por esta designação compreendem-se diversos tipos de carcinoma verrucoso que surgem na pele, de prognóstico bom quanto à vida, se diagnosticados em fase inicial e se tratados covenientemente. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.3.4.

carcinoma verrucoso da cavidade oral: S. m. Ver: papilomatose florida oral.

carcinoma verrucoso da região anourogenital: S. m. Ver: condiloma acuminado gigante de Buschke-Loewenstein.

carcinoma verrucoso plantar: S. m. carcinoma verrucoso que apresenta lesão tumoral vegetante que, pela deambulação, pode tornar-se endofítica. As fístulas múltiplas das lesões, quando comprimidas, podem excretar material purento, de odor desa- gradável. Pode ainda ocorrer o desprendimento ou a queda das unhas. As lesões lo- calizam-se na região plantar. Outras designações: carcinoma cuniculatum, epitelioma cuniculatum. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.3.1.

caruncula uretral: S. m. Ver: granuloma piogênico.

caspa: S. f. Ver: dermatite seborreica.

catágena: S. f. fase do ciclo folicular na qual o pêlo sofre regressão, podendo ficar reduzido a 1/3 de sua dimensão anterior. Dura apenas três semanas, em virtude de uma parada mitótica. Nesse período, o folículo piloso se encurta, um conglomerado piloso firme é produzido e a proliferação celular, bem como a melanogênese na ma- triz, são interrompidos. Nessa fase a extremidade do pêlo adquire forma de clava (pêlo em clava), ainda ligado por retalhos de queratina ao saco folicular. Outras designações: catágeno. Símbolo de classificação: 2.2.3.4.2.

catágeno: S. m. Ver: catágena.

catapora: S. f. (Bras., vulg.) Ver: varicela.

cataporas: S. f. pl (Bras., vulg.) Ver: varicela.

cavalo de crista: S. m. (Bras., pop.) Ver: condiloma acuminado, condiloma acumina- do gigante de Buschke-Loewenstein.

celoníquia: S. f. Ver: coloiníquia.

célula basal: S. f. Ver: queratinócito.

célula clara: S. f. célula da glândula sudorípara écrina cuja função é produzir secreção aquosa de suor. Localiza-se entre as células escuras e as mioepiteliais. Não possui grânulos de secreção e o seu retículo endoplasmático é pouco desenvolvido, mas contém muitos grânulos de glicogênio, mitocôndrias e retículo endoplasmático agranular. Em sua superfície há dobras e microvilosidades. Apresenta característica de célula que transporta água e íons. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 2.2.2.1.2.

célula da matriz do folículo piloso: S. f. parte do bulbo piloso cuja função é a pro- dução de queratina. Circunda a papila do tecido conjuntivo. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 2.2.3.1.5.2.

138LÍDIA ALMEIDA BARROS

célula de Langerhans: S. f. célula da epiderme cujas funções são participar na repos- ta imunológica e ocasionar a reação de hipersensibilidade por contato cutâneo. Essas células localizam-se na camada espinhosa em número quase idêntico ao de melanócitos; também são encontradas em algumas mucosas e gânglios. Outras designações: célula dendrítica. Símbolo de classificação: 2.1.1.4.2.

célula de Malpighi: S. f. célula do estrato espinhoso da epiderme, que, ao se desloca- rem para faixas mais exteriores da camada basal, sofrem modificações morfológicas e histoquímicas, tornando-se poligonais e passam a ter citoplasma acidófilo. Outras designações: célula espinhosa. Símbolo de classificação: 2.1.1.4.1.

célula de Merkel: S. f. célula modificada da epiderme cujas prováveis funções são a de receptar o tato e de secretar hormônios. Localiza-se na camada basal. Mantém contato com as outras células epidérmicas adjacentes através das desmossomas. Seu núcleo é oval ou lobulado e em seu citoplasma há grânulos densos e pequenos que contêm adrenalina. Na sua base, percebem-se terminações nervosas, em forma de disco ou de taça, desprovidas de vesículas sinápticas e que recebem impulsos. Dessa forma, supõem-se que estejam em conexão com as fibrilas nervosas da epiderme. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.1.5.3.

célula dendrítica: S. f. Ver: célula de Langerhans.

célula escura: S. f. célula da glândula sudorípara écrina que possui grande número de retículo endoplasmático rugoso e grânulos com glicoproteínas. Possui características de células seromucosas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.2.2.1.3.

célula espinhosa: S. f. Ver: célula de Malpighi.

célula mioepitelial: S. f. célula da glândula sudorípara écrina cuja função é expulsar o produto de secreção das glândulas através da compressão das unidades secretoras. Localiza-se entre as células secretoras e a lâmina basal, distribuindo-se oblíquo e longitudinalmente ao redor dos alvéolos secretores da glândula mamária, da glându- la sudorípara, de unidades secretoras da glândula lacrimal e algumas salivares. É alongada, ramificada, contrátil, semelhante ao músculo liso e fusiforme. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.2.2.1.1.

celulite: S. f. piodermite causada, em geral, por estreptococos do grupo A ou, me- nos comumente, por estafilococos, pneumococos e pelo H. influenzae (celulite facial na criança). Caracteriza-se por inflamação aguda e difusa do tecido conjuntivo, principalmente do tecido celular subcutâneo. A evolução é semelhante à da erisi- pela, porém, devido à localização profunda, o eritema se apresenta menos vivo e com as bordas mal-delimitadas. São observados sintomas gerais de infecção e in- flamação dos vasos linfáticos. Podem ocorrer ainda supurações profundas e infec- ção generalizada. Outras designações: celulite facial na criança. Símbolo de clas- sificação: 4.21.1.11.

celulite facial na criança: S. f. Ver: celulite.

cerafitose negra: S. f. Ver: pitiríase nigra.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 139

cerafitose: S. f. micose superficial causada por fungos. Caracteriza-se pela ausência do fenômeno da hipersensibilidade e é exclusivamente superficial. Localiza-se na ceratina da epiderme. Outras designações: micose saprofitária, saprofícea de Unna.

Símbolo de classificação: 4.24.2.1. ceratinócito: S. m. Ver: queratinócito.

ceratoacantoma: S. m. neoplasia benigna folicular produzida pela exposição solar. Sua incidência aumenta com o coaltar e óleos minerais. Em alguns casos, as lesões são devidas a traumatismos. No início, a tumoração é hemisférica com configuração vulcânica, a lesão é uma mancha saliente que se transforma em pápula, com a forma de cúpula, da cor da pele, branco-amarelada, rósea ou violácea. A lesão é eritematosa na parte inferior e esbranquiçada com crosta de consistência firme na porção supe- rior. A borda é regular e a cratera central é ocupada por massa córnea. Sua involução

éespontânea, deixando uma cicatriz discretamente deprimida. Além dessa forma solitária, podem ocorrer múltiplas lesões em uma ou em várias áreas do corpo, e le- sões eruptivas, caracterizadas pelo aparecimento de centenas ou mesmo milhares de pequenos ceroacantomas, em diversas fases evolutivas, disseminados por toda a pele e com certo grau de prurido (ceroacantoma eruptivo). Frequentemente, as lesões localizam-se em áreas descobertas, porém podem atingir as mucosas. Outras desig- nações: queratoacantoma, querato-acantoma, molusco sebáceo. Símbolo de clas- sificação: 4.29.2.1.

ceratoangioma: S. f. Ver: angiceratoma.

ceratoatrofoderma: S. m. Ver: poroqueratose.

ceratoderma: S. m. Ver: ceratodermia.

ceratodermia difusa progressiva: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar tipo Greither.

ceratodermia: S. f. afecção dos pés caracterizada por hipertrofia da camada córnea superficial, com espessamento mais ou menos generalizado. Outras designações: keratoderma, ceratoderma. Símbolo de classificação: 4.40.5.

ceratodermia excêntrica: S. f. Ver: poroqueratose.

ceratodermia marginal das palmas: S. f. dermatose elastótica actínica provocada pela intensa exposição ao sol durante a vida. Apresenta ceratodermia em faixa, que se loacaliza nos limites das partes palmar e dorsal, em disposição nas bordas cubital e radial. Outras designações: doença de Ramos e Silva. Símbolo de classifica- ção: 4.32.1.2.1.6.

ceratodermia palmoplantar: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar.

ceratodermia palmoplantar Howel-Evans: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar

Howel-Evans.

ceratodermia palmoplantar tipo estriado de Siemens: S. f. Ver: queratodermia

palmoplantar tipo estriado de Siemens.

ceratodermia palmoplantar tipo Greither: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar

tipo Greither.

140LÍDIA ALMEIDA BARROS

ceratodermia palmoplantar tipo Mantoux: S. f. Ver: queratodermia palmplantar

tipo Mantoux.

ceratodermia palmoplantar tipo Meleda: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar

tipo Meleda.

ceratodermia palmoplantar tipo Osvaldo Costa: S. f. Ver: queratodermia

palmoplantar tipo Osvaldo Costa.

ceratodermia palmoplantar tipo Richner-Hanhart: S. f. Ver: queratodermia

palmoplantar tipo Richner-Hanhart.

ceratodermia palmoplantar tipo Unna-Thost: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar

tipo Unna-Thost.

ceratodermia palmoplantar tipoVohwinkel: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar

tipo Vohwinkel.

ceratólise plantar: S. f. Ver: queratólise puntuada.

ceratólise pontuada: S. f. Ver: queratólise puntuada.

ceratoma congênito difuso maligno: S. m. Ver: ictiose universal maligna.

ceratoma palmar sulcado: S. m. Ver: queratodermia palmoplantar.

ceratose: S. f. Ver: queratose.

ceratose actínica: S. f. dermatose pré-cancerosa que geralmente se origina de melanoses actínicas. Apresenta manchas máculo-papulosas múltiplas (embora possa surgir le- são única), pequenas, de coloração que varia do amarelo ao castanho-escuro, de su- perfície áspera ou verrucosa. As lesões podem coalescer, formando placas, e se loca- lizam geralmente em áreas expostas como a face, pavilhões auriculares, pescoço, dorso das mãos e antebraços, ocorrendo no couro cabeludo em pessoas calvas. Obs. É tam- bém classificada como uma fotodermatose tóxica primária. Outras designações: acantose verrucosa, ceratose actínica e solar, ceratose senil, ceratose solar, queratose actínica, queratose senil, queratose solar, verruga plana senil, verruga senil. Símbo- lo de classificação: 4.28.1.; 4.32.1.2.4.; 4.32.5.

ceratose actínica e solar: S. f. Ver: ceratose actínica.

ceratose bucal: S. f. Ver: leucoplasia bucal.

ceratose arsenical: S. f. Ver: ceratose tóxica.

ceratose difusa fetal: S. f. Ver: ictiose simples.

ceratose do fumante: S. f. Ver: estomatite nicotínica.

ceratose esfoliativa: S. f. Ver: eritrodermia esfoliativa.

ceratose esfoliativa congênita: S. f. Ver: queratose esfoliativa congênita.

ceratose folicular: S. f. Ver: queratose folicular.

ceratose folicular decalvante e ofásica tipo Siemens: S. f. Ver: queratose folicular decalvante e ofiásica tipo Siemens.

ceratose folicular invertida: S. f. neoplasia benigna folicular derivada da porção intraepidérmica do folículo piloso. Histologicamente assemelha-se à ceratose seborreica, diferenciando-se pela formação de canais parecidos com os ductos dos

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 141

folículos pilosos e por apresentar células mais maduras. As lesões são pápulas cor da pele, pequenas, que medem apenas alguns milímetros de diâmetro. O centro das lesões tem o aspecto de espirais. As lesões localizam-se na face e no couro cabeludo. Outras designações: acantoma folicular intraepidérmico, poroma folicular. Sím- bolo de classificação: 4.29.2.8.

ceratose folicular penetrante tipo Kyrle: S. f. Ver: queratose folicular penetrante

tipo Kyrle.

ceratose folicular rubra tipo Brocq: S. f. Ver: queratose folicular rubra tipo Brocq.

ceratose palmoplantar: S. f. Ver: queratodermia palmoplantar.

ceratose pilar tipo Brocq-Darier: S. f. Ver: queratose pilar tipo Brocq-Darier.

ceratose pontilhada: S. f. Ver: queratólise puntuada.

ceratose pontuada: S. f. Ver: queratólise puntuada.

ceratose rubra figurada: S. f. Ver: eritroceratodermia variabilis.

ceratose seborreica: S. f. neoplasia benigna da epiderme provavelmente devida à herança autossômica dominante. Apresenta lesões verrucosas com diâmetros de poucos milímetros a dois centímetros. Algumas vezes, duas ou três lesões coalescem resul- tando uma lesão de saliência variável, porém algumas são mais salientes e volumo- sas, de contorno irregular, em geral de um a dois milímetros. Frequentemente, as lesões são pápulas moles, nitidamente delimitadas, levemente elevadas, verrucosas, apresentando cor que varia do castanho-claro ao escuro, quase pretas. Apresentam- se sob formas arredondadas, ovalares ou elípticas. Quando há presença de elementos vegetantes, pode-se notar a formação de pápulas ceratósicas amareladas. A localiza- ção em áreas intertriginosas pode causar infecção secundária com maceração e mau odor. As lesões da ceratose seborreica localizam-se preferencialmente na face, tron- co, membros e pescoço. Outras designações: queratose seborreica, verruga seborreica, verruga senil. Símbolo de classificação: 4.29.1.3.

ceratose seborreica hipocrômica: S. f. neoplasia benigna da epiderme que se carac- teriza, clinicamente, pelo surgimento de pápulas esbranquiçadas. As lesões locali- zam-se no dorso, pescoço, peito e abdômen. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.1.4.

ceratose senil: S. f. Ver: ceratose actínica.

ceratose solar: S. f. Ver: ceratose actínica.

ceratose subungueal: S. f. onicopatia obsevada na psoríase, micoses e nos distúrbios de ceratização. Caracteriza-se pela grande quantidade de ceratina no leito ungueal, que desloca a lâmina para cima. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.34.18.

ceratose tóxica: S. f. dermatose pré-cancerosa provocada por diversos agentes. A produzida por hidrocarbonetos aromáticos localiza-se principalmente nas áreas que entram em contato com a substância. As ceratoses arsenicais são múltiplas e puntuadas, resultando da ingestão prolongada de arsênico e estão frequentemente localizadas

142LÍDIA ALMEIDA BARROS

nas palmas e solas, mas também nos dedos e partes proximais das extremidades. As hipercromias com pequenas despigmentações em gota predominante nas axilas, vi- rilhas e mamilos são outras manifestações clínicas. Outras designações: – Símbo- lo de classificação: 4.28.2.

ceratose viral: S. f. Ver: papulose bowenoide.

ceruminoma: S. m. neoplasia benigna da glândula sudorípara apócrina derivada das glândulas ceruminosas do canal auditivo externo. Apresenta nódulo único, que pode prejudicar a audição quando cresce em direção ao interior ou fechar a abertura do meato. Pode ocorrer ulceração e malignização. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.5.3.

chanha: S. f. (Bras., PB, pop.) Ver: prurido.

chasodermia: S. f. Ver: cútis laxa.

chato: S. m. (pop.) Ver: pediculose pubiana.

chimberê: S. m. Ver: dermatofitose imbricata.

choque anafilático: S. m. farmacodermia exagerada ou extrema de reação a alguns medicamentos ou drogas. Outras designações: antítese de profilaxia. Símbolo de classificação: 4.31.8.

chromidrosis: N. Cient. Ver: cromidrose.

cianose: S. f. eritema causado por distúrbios circulatórios ou oxigenação insuficiente do sangue, caracterizando-se por coloração azulada, violácea, negra ou lívida. Loca- liza-se de forma difusa na pele e mucosas. Outras designações: ø. Símbolo de clas- sificação: 3.1.1.1.1.1.

cicatriz: S. f. sequela causada por reparação de um processo destrutivo da pele devido a um traumatismo ou a uma doença cutânea. Caracteriza-se por lesão lisa, plana, com saliência ou depressão, sem sulcos, poros ou pêlos. Há formação de um tecido que recompõe as partes lesadas que associa fibrose, atrofia e discromia em sua com- posição. Localiza-se na pele, mucosas ou órgãos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.6.2.

cicatriz atrófica: S. f. cicatriz papirácea, pragueada e fina. Outras designações:– Símbolo de classificação: 3.6.2.1.

cicatriz críbrica: S. f. cicatriz que apresenta pequenos orifícios. Outras designa- ções: – Símbolo de classificação: 3.6.2.2.

cicatriz hipertrófica: S. f. cicatriz elevada, vascular, nodular e com grande prolifera- ção fibrosa. Caracteriza-se por feixes de colágeno paralelos à superfície cutânea, que raramente produzem dor. Outras designações: cicatriz queloideana. Símbolo de classificação: 3.6.2.3.

cicatriz queloideana: S. f. Ver: cicatriz hipertrófica.

ciclo folicular: S. m. período do processo de desenvolvimento do pêlo que se compõe de três fases: anágena (crescimento), catágena (regressão) e telógena.Outras desig- nações: ciclo piloso. Símbolo de classificação: 2.2.3.4.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 143

ciclo piloso: S. m. Ver: ciclo folicular.

cilindroma: S. m. neoplasia benigna das glândulas sudoríparas écrinas composta de vários aglomerados epiteliais de células periféricas indiferenciadas e centrais com núcleo grande e pálido. Os aglomerados são separados por uma membrana hialina, formando luzes glandulares recobertas por pele secretora apócrina. Caracteriza-se por nódulo de forma peduncular, de superfície lisa e firme e apresenta-se com colo- ração avermelhada ou rósea. A maioria dos nódulos é pequena. Apresenta-se com várias massas nodulares aglomeradas dispondo-se em forma de turbante. Nesta for- ma múltipla, o cilindroma é autossômico dominante, enquanto a forma única não apresenta o caráter hereditário. Geralmente localizam-se no couro cabeludo e, oca- sionalmente, no tronco, membros e face. Outras designações: tumor em turbante, tumor de Spiegler, tumours turbans. Símbolo de classificação: 4.29.4.6.

cirurgia dermatológica: S. f. intervenções cirúrgicas de diferentes tipos nas unhas. Símbolo de classificação: 4.42.

cistadenoma apócrino: S. m. neoplasia benigna das glândulas sudoríparas apócrinasque apresenta nódulo único, de aspecto verrucoso e cupuliforme. Normalmente é translúcido e apresenta coloração azulada. Localiza-se geralmente na face, couro cabeludo, pálpebras pavilhões auditivos e prepúcio. Outras designações: cistadenoma écrino, hidrocistoma apócrino. Símbolo de classificação: 4.29.5.4.

cistadenoma écrino: S. m. Ver: cistadenoma apócrino.

cisto: S. m. Ver: cisto cutâneo.

cisto cutâneo: S. m. neoplasia epitelial que se apresenta sob a forma de cisto da pele, não sendo, porém, tumor no sentido histopatológico. De acordo com sua estrutura histológica, pode ser de dois tipos: cisto epidérmico e cisto sebáceo. Outras desig- nações: quisto cutâneo, quisto, cisto. Símbolo de classificação: 4.29.9.

cisto da linha rafe mediana do pênis: S. m. cisto cutâneo causado por distúrbio no desenvolvimento, sendo uma anomalia de obstrução embrional da parte genital ou ilhas ectópicas do urotélio. É uma lesão cística única, mole, com poucos milímetros. Apresenta epiderme queratizante ou um epitélio cilíndrico biestratificado com célu- las mucoides focais. Localiza-se na superfície ventral do pênis. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.29.9.6.

cisto dermoide: S. m. cisto cutâneo originário de dobras de pele que são normalmente eliminadas durante a gestação (fendas embrionárias). Trata-se de nódulos subcutâ- neos, apresentando consistência mole. A cápsula epidérmica que os envolve contém anexos rudimentares e massa cística formada por sebo, queratina, às vezes pêlos e, excepcionalmente, cartilagem e osso. O conteúdo do cisto é semifluido, outras vezes caseoso, esbranquiçado ou amarelado, de odor rançoso. Localizam-se, na maioria das vezes, em torno dos olhos, cabeça, região sacrococcigiana, faces laterais do pes- coço, rafe perianal e, por vezes, no assoalho da boca. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.29.9.5.

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cisto epidérmico: S. m. cisto cutâneo que resulta da proliferação de células epidérmicas localizadas no interior da derme, que produzem cistos. Esses são causados por oclu- são dos folículos pilossebáceos ou deslocamento de células epidérmicas para o inte- rior da derme por traumatismos. Apresenta lesões múltiplas, arredondadas e eleva- das, de conscistência relativamente mole. O cisto ocasionalmente apresenta orifício por onde sai material esbranquiçado de odor peculiar. É móvel em relação ao plano profundo, podendo apresentar-se como único ou múltiplo. Eventualmente infecta- se, tornando-se doloroso. Localiza-se na derme ou na hipoderme, mais frequente- mente na região do pescoço e tronco, mãos, couro cabeludo, regiões temporais e frontais. Outras designações: cisto intradérmico, cisto subcutâneo, cisto epidermoide. Sím- bolo de classificação: 4.29.9.1.

cisto epidermoide: S. m. Ver: cisto epidérmico.

cisto eruptivo do velus: S. m. cisto cutâneo que apresenta pápulas foliculares assin- tomáticas com tamanho variando de 1 a 2 mm de diâmetro. Pode ocorrer involução espontânea depois de anos. Localiza-se principalmente no tórax. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.29.9.7.

cisto intradérmico: S. m. Ver: cisto epidérmico.

cisto mucinose: S. m. Ver: cisto mucoso.

cisto mucoso: S. m. afecção das mucosas de origem traumática que apresenta cisto de retenção da glândula mucosa. O cisto é translúcido, com tamanhos variados e, ao ser friccionado, elimina secreção mucoide. Localiza-se, em geral, na mucosa do lábio inferior. Outras designações: mucocele, cisto mucinose. Símbolo de classifica- ção: 4.33.19.

cisto pilar: S. m. Ver: cisto sebáceo.

cisto sebáceo: S. m. cisto cutâneo que pode ser transmitido geneticamente e ocorre normalmente quando há dilatação do canal do folículo. As lesões podem ser esteocistomas ou sebocistomas. Em um primeiro momento surge o comedão, em seguida os nódulos, recobertos por pele normal e, quando, inflamados, por pele rósea. Os nódulos ser únicos ou numerosos e possuem um orifício na parte central. Em geral o cisto não adere às estruturas vizinhas. Muitas vezes encontra-se associado à acne vulgar ou seborreica. As lesões localizam-se normalmente nas orelhas, face, pescoço, tronco, podendo ainda alcançar a região sacra. Outras designações: cisto triquilemial, cisto pilar. Símbolo de classificação: 4.29.9.3.

cisto subcutâneo: S. m. Ver: cisto epidérmico.

cisto triquilemial: S. m. Ver: cisto sebáceo.

clavus: N. Cient. Ver: calo.

cloasma: S. m. hipercromia adquirida devido à ação da luz solar sobre a pele condicio- nada por alterações hormonais. Manifesta-se por máculas acastanhadas, pardas bron- zeadas ou mais pigmentadas, de limites nítidos, contornos irregulares, podendo es- tar isoladas ou coalescerem. As localizações de maior ocorrência são a face (regiões

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 145

malares, fronte e bochechas), mamilo e meio do abdômenm. Uma estreita faixa pig- mentada por manchas semelhantes à cabeça de um alfinete acomete as regiões malares até o nariz. Outras designações: melasma. Símbolo de classificação: 4.5.3.23. cloasma gravídico: S. m. cloasma que se caracteriza por manchas que se manifestam durante a gravidez. Outras designações: mancha da gravidez. Símbolo de classi-

ficação: 4.5.3.23.1.

coagulação intravascular disseminada: S. f. Ver: síndrome de coagulação intravas-

cular disseminada.

coagulopatia do consumo: S. f. Ver: síndrome de coagulação intravascular dissemi- nada.

coagulopatia intravascular disseminada: S. f. Ver: síndrome de coagulação intra- vascular disseminada.

cobreiro: S. m. Ver: herpes zoster.

cobrelo: S. m. (pop.) Ver: herpes zoster.

cobro: S. m. (pop.) Ver: herpes zoster.

coccidioidomicose: S. f. micose profunda causada pelo Coccidioides immitis, adqui- rido por inalação da poeira que contém esporos do fungo. Atinge predominantemente os pulmões e raramente a pele. As manifestações cutâneas podem ser primárias ou secundárias. As primeiras apresentam-se por nódulos, que se ulceram e eliminam material purulento, onde se encontra o parasita. Com o tempo, as lesões cicatrizam ou se tornam vegetantes. Os gânglios cervicais podem enfartar. Nas secundárias, as lesões assemelham-se às do eritema nodoso ou polimorfo. Outras designações: moléstia de Posada-Wernike, febre de São Joaquim. Símbolo de classifica- ção: 4.24.3.6.

coceira: S. f. Ver: prurido.

coceira de barbeiro: S. f. (pop.) Ver: dermatofitose da barba.

coceira de jóquei: S. f. (pop.) Ver: dermatofitose marginada.

coceira do inverno: S. f. (pop.) Ver: prurido hiemal.

coiloníquia: S. f. onicopatia em geral associada às anemias, síndrome de Plummen- Vison, policetemia, diabetis melhitus e fenômeno de Raymond. Caracteriza-se por unhas côncavas, adelgadas, com aspecto semelhante ao de uma colher. Outras de- signações: celoníquia. Símbolo de classificação: 4.34.5.

colagenose reativa familial: S. f. genodermatose mesenquimal de provável origem autossômica recessiva, que se inicia nos primeiros anos de vida. Causa lesões com pápulas ceratósicas e umbilicadas. Localiza-se frequentemente nas mãos, pés, ante- braços, pernas, faces e couro cabeludo. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.30.2.7.5.

coleção líquida: S. f. lesão cutânea caracterizada por acúmulo circunscrito de líquido, que pode ser serosidade, sangue ou pus. Outras designações: ø. Símbolo de clas- sificação: 3.3.

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coleção purulenta: S. f. Ver: abscesso1.

coloníquia: S. f. onicopatia causada por distúrbios endocrinológicos, que se caracte- riza por unhas adelgaçadas. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.34.6.

colpite: S. f. Ver: vaginite.

comedão: S. m. formação sólida caracterizada por acúmulo de fragmentos celulares e sebo. A extremidade apresenta-se enegrecida. Localiza-se nos folículos pilo-sebá- ceos. Outras designações: cravo, comedo. Símbolo de classificação: 3.2.9.

comedão branco: S. m. comedão causado por pequena atividade dos melanócitos, caracterizando-se por pequenos poros fechados mais palpáveis que visíveis, de colo- ração esbranquiçada e geralmente correspondendo à fase inicial do comedão. Loca- liza-se nos folículos pilo-sebáceos. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 3.2.9.1.

comedão disceratósico familiar: S. m. queratose folicular que apresenta pápulas centradas por rolhas ceratósicas enegrecidas e por disceratose focal. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.1.4.11.

comedão preto: S. m. comedão causado pela dilatação do conduto pilo-sebáceo. Ca- racteriza-se por poros abertos, de coloração escura pela oxidação de gorduras e con- centração de melanina. Localiza-se nos folículos pilo-sebáceos. Outras designações:

ø.Símbolo de classsificação:3.2.9.2. comedo: S. m. Ver: comedão. comesssurite labial: S. f. Ver: queilite angular. comichão: S. m. Ver: prurido.

complexo primário da pele: S. m. Ver: complexo primário tuberculoso.

complexo primário tuberculoso: S. m. tuberculose decorrente da priminoculação do Mycobacterium tuberculosis na pele, através de solução de continuidade. Apresen- ta nódulo ou tubérculo firme, consistente, intensamente doloroso, de cor vermelha ou violácea, que aparece no local da inoculação. Após algum tempo, a lesão ulcera, recobrindo-se de crosta escura e aderente e dando saída a uma secreção purulenta (lesão tuberoulcerada). Observa-se tumefação dos gânglios linfáticos satélites (adenite satélite) e inflamação nos vasos linfáticos. Involui espontaneamente, deixando cica- triz deprimida. Pode evoluir para formas disseminadas. Localiza-se em regiões ex- postas, como face e membros, e na genitália. Outras designações: cancro tuberculoso, cancro de inoculação primária, complexo primário da pele Símbolo de classifica- ção: 4.22.2.1.1.

condiloma acuminado: S. m. verruga causada pelo vírus do papiloma humano (HPV). Apresenta coilocitose e caracteriza-se por lesões vegetantes, não ceratósicas, úmidas, com núcleo central em tecido conjuntivo e aspecto de couve-flor. É quase sempre benigno, mas pode ter algumas alterações malignas, atingindo às vezes proporções gigantescas. Isoladas ou agrupadas, manifestam proliferações fibrosas cobertas por

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 147

epitélio espessado de cor rósea. Não apresentam cornificação. Localizam-se nos genitais externos, na região perianal e membrana mucosa. Outras designações: condyloma acuminatum, verruga genital, cavalo de crista (pop.), condiloma pontiagudo, papiloma acuminado, papiloma venéreo, verruga acuminada. Símbolo de classificação: 4.15.4.5.

condiloma acuminado gigante de Buschke-Loewenstein: S. m. carcinoma verrucoso de origem virótica ou provocado por esquistossomídeos S. haematobium. A infecção virótica se transmite, muito frequentemente, por contato sexual, mas quando ocorre na bexiga está, em geral, ligada à esquistossomíase. Apresenta lesões exofíticas, de caráter tumoral, que consistem em pápulas vegetantes não corneificadas, de super- fície irregular, de cor rósea e aspecto couve-flor. A forma, o número e as dimensões das lesões são variadas. As massas tumorais formam-se pela coalescência de lesões menores. A ulceração das lesões pode provocar infecção secundária e afecção dos glânglios linfáticos ou glândulas (adenopatia). As lesões localizam-se normalmente nas mucosas, sobretudo nas genitais e regiões perianal, cervical, perirretal (regiões úmidas do corpo humano). No pênis, um número elevado de lesões pode formar uma coroa contínua em torno da base da glande e ocupar toda a região do sulco báleno- prepucial. Outras designações: carcinoma verrucoso da região anourogenital, condiloma pontiagudo, papiloma acuminado venéreo, excrescência em couve-flor, verruga das vestes, verruga úmida, verruga pontiaguda, verruga venérea, cavalo de crista (Bras., pop.). Símbolo de classificação: 4.29.6.3.2.

condiloma pontiagudo: S. m. Ver: condiloma acuminado, condiloma acuminado gigante de Buschke-Loewenstein.

condrodermatite nodular crônica helicoide: S. f. Ver: condrodermatite nodular

hélix.

condrodermatite nodular hélix: S. f. afecção auricular causada provavelmente por trauma mecânico ou ambiental, pelo afinamento da pele, cartilagens, perda da elas- ticidade, alterações do tecido conjuntivo ou pela vascularização deficiente do local. Apresenta nódulo doloroso com crosta central e pequeno halo eritematoso e cupuliforme. Localiza-se na hélice do pavilhão auricular, mais frequentemente na orelha direita, quase nunca sendo bilateral. Outras designações: nódulo doloroso da orelha, condrodermatite nodular crônica helicoide, doença de Winkler. Símbolo de classificação: 4.39.3.

condromalacia generalizada: S. f. Ver: policondrite recorrente.

condromalacia sistêmica: S. f. Ver: policondrite recorrente.

condyloma acuminatum: N. Cient. Ver: condiloma acuminado.

cone interpapilar: S. m. parte da camada basal que promove a interpentração, de forma sinuosa, da derme e da epiderme. Outras designações: crista epidérmica, crista interpapilar. Símbolo de classificação: 2.1.1.5.5.

contratura de Dupuytren: S. f. Ver: fibromatose palmoplantar.

148LÍDIA ALMEIDA BARROS

coproporfiria hereditária: S. f. porfiria hepática de origem autossômica dominante que possui manifestações cutâneas e sistêmicas. As peculiaridades cutâneas são pre- sença de erosões, milia, pele frágil e traumatismos, pigmentação periorbitária, lesões esclerodermiformes e hipertricose facial. As manilestações sistêmicas são ataques de psicose, neuropatia, epilepsia, hipertensão, crises de abdômen agudos e paralisias. Pode apresentar fotossensibilidade e icterícia. O comprometimento cutâneo pode ocorrer associado aos ataques agudos. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.1.3.2.4.

corinebacteriose cutânea: S. f. bacteriose causada pelo gênero Corynebacterium. Existem seis formas da doença: 1) eritrasma, 2) corinebacteriose palmelina, 3) queratólise puntuada, 4) difteria cutânea, 5) uretrite, 6) vaginite. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.21.7.

corinebacteriose palmelina: S. f. corinebacteriose cutânea causada por várias espé- cies de bactérias do gênero Corynebacterium, principalmente a Corynebacterium tenuis. Caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas concreções sólidas e assintomáticas, de extensão e espessura variáveis, que aderem à haste dos pêlos. As concreções po- dem apresentar coloração vermelha, preta ou amarelada. Em geral ocorre secreção e excreção abundantes de suor. Atinge os pêlos das axilas, geralmente na porção extrafolicular, podendo comprometer, com menor frequência, os pêlos da barba e da região pubiana. Outras designações: tricomicose palmelina, tricomicose axilar, tricomicose nodosa, tricomicose cromática, tricomicose nodular, triconocardíase axilar, lepotricose, leptofix, doença de Plaxton (pop.). Símbolo de classificação: 4.21.7.2.

cório: S. m. Ver: derme.

córion: S. m. Ver: derme.

corpúsculo de Meissner: S. m. terminação nervosa encapsulada por tecido conjun- tivo cuja função é atuar como receptor de estímulos. Localiza-se na derme papilar, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. Compõe-se de células de sustentação, células de Schwan modificadas e também de células terminais não mielinizadas de fibras nervosas aferentes. É espiralada e cônica. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.3.2.3.

corpúsculo de Pacini: S. m. terminação nervosa encapsulada por tecido conjuntivo cuja função é atuar como pressoreceptor de estímulos. Localiza-se principalmente na pele que possui grande sensibilidade, como na ponta dos dedos, na hipoderme e em todo o tecido conjuntivo. É ovoide e grande. Possui a terminação de uma fibra nervosa mielinizada que, uma vez no interior desse corpúsculo, somente sua porção inicial manterá a cobertura de mielina. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 2.1.3.3.1.

corpúsculo de Ruffini: S. m. terminação nervosa encapsulada por tecido conjuntivo.

Éarredondado, fusiforme, possui apenas uma fibra mielinizada de grande diâmetro, que entra em sua cápsula e se divide em outros ramos pequenos não mielinizados.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 149

Esses ramos entrelaçam-se, por sua vez, com as fibras colágenas, que também estão presentes nessas terminações nervosas. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 2.1.3.2.4.

córtex: S. m. Ver: córtex do pêlo.

córtex do pêlo: S. m. parte da haste do pêlo que se localiza ao redor da medula interna. Compõe-se de células fusiformes queratinizadas, bem acondicionadas, dispostas de maneira compacta e revestidas pelas cutículas pilosas. A função do córtex é formar a maior parte do pêlo. Outras designações: córtex, córtex intermediário, córtice(F.paral.). Símbolo de classificação: 2.2.3.3.2.

córtex intermediário: S. m. Ver: córtex do pêlo.

córtice: S. m. (F. paral.) Ver: córtex do pêlo.

coruba: S. f. (Bras., pop.) Ver: escabiose.

couro: S. m. (pop., fam.) Ver: pele.

coxim das articulações dos dedos: S. m. Ver: coxim falangiano.

coxim dos nós: S. m. Ver: coxim falangiano.

coxim falangeano: S. m. Ver: coxim falangiano.

coxim falangiano: S. m. fibromatose de origem congênita, que apresenta pequenos fibromas (coxins) espessos, achatados e de consistência firme, com superfície ligei- ramente ceratósica. Há discreto espessamento de epiderme com hiperqueratose e acantose, derme hiperplásica com espessamento de fibras, circunscrito às articula- ções falangeanas. Inicia-se como queratose, cresce e chegando, geralmente, à enduração dérmica. As lesões localizam-se principalmente na face dorsal dos dedos e raramente acometem os joelhos e dorso dos pés. Outras designações: coxim falangeano, coxim das articulações dos dedos, coxim dos nós. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.12.

craquelé: S. m. Ver: eczema asteatósico.

craurose vulvar: S. f. balanite que apresenta inflamação, que provoca prurido, atro- fia, enrugamento do epitélio, ressecamento da vulva e vagina e estenose do orifício vulvar. Pode, muitas vezes, complicar e levar à neoplasia. Obs.: É também classifi- cada como uma dermatose atrófica e esclerótica. Outras designações: leucocraurose. Símbolo de classificação: 4.12.2.; 4.33.25.6.

cravo: S. m. Ver: comedão.

criptococose: S. f. micose profunda causada pelo Criptococcus neoformans, que pene- tra no homem através de inalação. A afecção atinge ossos e vísceras, compromete o sistema nervoso central e aparelho respiratório, provocando lesões muito graves. A pele e as mucosas também podem ser atingidas. As lesões cutâneas se manifestam, em geral, sob a forma de nódulos, pápulas abscessos e ulcerações. Outras designa- ções: torulose, blastomicose europeia, moléstia de Busse-Buschke. Símbolo de clas- sificação: 4.24.3.7.

crista epidérmica: S. f. Ver: cone interpapilar.

crista interpapilar: S. f. Ver: cone interpapilar.

150LÍDIA ALMEIDA BARROS

crista longitudinal e transversal: S. f. onicopatia caracterizada por eminências line- ares da lâmina ungueal, que correspondem ao relevo do leito. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.34.7.

cromidrose: S. f. afecção das glândulas sudoríparas apócrinas causada de pigmentos endógenos (lipofucsina, medicamentos e outros), que são eliminados pelas glându- las apócrinas. Pode ainda ser provocada por fatores exógenos, tais como bactérias cromogênicas do gênero Corynebacterium. Caracteriza-se pela alteração da cor do suor, podendo se tornar amarelo, azulado, preto, vermelho e verde. O suor de coloração azulada ou verde se dá em consequência da decomposição do cobre na pele. O suor amarelo e vermelho resultam da ação de agentes bacterianos. Esta afecção ocorre geralmente nas axilas, podendo eventualmente ser encontrada na face ou região ínguino-crural. Outras designações: chromidrosis. Símbolo de classifica- ção: 4.38.4.

cromofitose: S. f. Ver: pitiríase versicolor.

cromomicose: S. f. micose profunda crônica causada pelos agentes etiológicos Fonsecae pedrosoi (Hormodendrum pedrosoi), Hormodendrum compactum, Cladosporium carrionii

ePhialophora verrucosa. Pode progredir para placa infiltrada de cor eritêmato-vi- nhosa, com possível cicatrização na parte central e com superfície escamatocrostora. Se progredir através do sistema linfático regional, evolui para lesões vegetante- verrucosas satélites. O número de lesões é variável e aumenta com o tempo. Pode eventualmente ocorrer a exulceração de uma ou outra lesão, que se recobre de crosta hemorrágica aderente. Localizam-se normalmente nos membros inferiores e supe- riores (pernas, pés e coxas) e, excepcionalmente, outras regiões cutâneas. Outras designações: micose de Pedroso e Lane, dermatite verrucosa cromoparasitária. Sím- bolo de classificação: 4.24.3.3.

cromoníquia: S. f. onicopatia de causas endógenas ou exógenas, entre elas, síndrome de Ushing, doença de Addison, carência de vitamina B12, hemocromatos e pseudomonas. Caracteriza-se.por alterações na cor da unha. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.34.8.

crosta: S. f. perda tecidual causada por dessecamento de serosidade, pus ou sangue, caracterizando-se por concreção que vai do amarelo claro ao esverdeado ou vermelho escuro. Forma-se na superfície de lesões cutâneas. Outras designações: ø. Símbo- lo de classificação: 3.4.4.

crosta hemática: S. f. crosta causada por ressecamento do exsudato hemático. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.4.2.

crosta melicérica: S. f. crosta causada por ressecamento de exsudato, caracterizando- se por concreção cor de mel, destacando-se facilmente e acabando por eliminar-se de forma espontânea. Localiza-se na superfície de escoriações, ulcerações, vesículas, bolhas e pústulas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.4.1.

curuba: S. f. (Bras., pop.) Ver: escabiose.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 151

cute: S. f. (p.us.) Ver: cútis.

cutícula: S. f. Ver: prega ungueal lateral.

cutícula do pêlo: S. f. Ver: cutícula externa do pêlo.

cutícula externa do pêlo: S. f. parte da haste do pêlo constituída de uma única cama- da de células fortemente queratinizadas, a qual reveste o córtex piloso. É a camada mais externa da haste do pêlo. Outras designações: cutícula do pêlo. Símbolo de classificação: 2.2.3.3.1.

cútis: S. f. Ver:pele, tez.

cútis flácida: S. f. Ver: cútis laxa.

cútis hiperelástica: S. f. genodermatose mesenquimal, provocada pela variação do colágeno. O caráter hereditário diversifica entre autônomo dominante, recessivo ou ligado ao sexo. A deficiência do colágeno provoca a hiperextensão e fragilidade da pele, cicatrizes atróficas, pseudotumores moles, hiperextensibilidade articular, prin- cipalmente das mãos e punhos e das articulações dos cartocionistas. Ocorrem tam- bém dilacerações e luxações frequentes, equinoses dos pequenos traumatismos, he- morragia, fragilidade dos vasos sanguíneos capilares, cistos calcificados, anomalias viscerais, aneurismas, lesões ventriculares, diverticuloses, perfurações, pneumotórax, ruptura da bexiga e sangramento gastrintestinal. Neste caso, as fibras elásticas não apresentam anormalidades, por isso, depois de tracionada, a pele retorna à posição anterior. Localiza-se especialmente nos cotovelos, joelhos e frontes. Outras desig- nações: síndrome de Ehlers-Danlos. Símbolo de classificação: 4.30.2.7.2.

cútis laxa: S. f. genodermatose mesenquimal de herança autossômica dominante ou recessiva, podendo ser, ainda, adquirida. Provoca flacidez e frouxidão da pele, for- mando rugas e dobras que dão aparência senil. Além da pele, órgãos internos podem ser atingidos, tais como vasos, pulmões, bexiga, trato gastrointestinal, provocando efisemas, hérnias, aneurisma, cardiomegalias, divertículos, megacólon, prolapso e outros. Existem duas variantes: a forma hereditária e a adquirida. Outras designa- ções: síndrome de Ehlers- Danlos tipo IX, cútis flácida, dermatólise, dermatocalasia, dermatochalasia, chasodermia, pele frouxa. Símbolo de classificação: 4.30.2.7.1.

cútis laxa adquirida: S. f. cútis laxa provocada por mudanças inflamatórias da pele, eritema polimorfo, dermatites de contato alérgicas e urticárias. Podem ocorrer febre, complicações pulmonares e, no caso de haver ruptura da aorta, a morte pode advir. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.7.1.2.

cútis laxa hereditária: S. f. cútis laxa de origem autossômica dominante ou recessiva, que apresenta frouxidão da pele, principalmente do rosto. Uma característica mar- cante é o nariz em forma de gancho. Algumas formas dessa cútis laxa são menos danosas, mas outras podem levar a sérios problemas de saúde, tais como retardo mental, hérnias, divertículos intestinais, enfisema pulmonar e aumento da pressão arterial nos pulmões. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.7.1.1.

cútis marmorata: S. f. Ver: livedo reticular fisiológico.

152LÍDIA ALMEIDA BARROS

cútis marmórea: S. f. Ver: livedo reticular fisiológico.

cútis romboidal da nuca: S. f. Ver: pele romboidal.

cutis verticis gyrata: N. Cient. genodermatose hiperplásica de origem autossômica dominante, de herança ligada ao sexo. Tem como característica hiperplasia e dobras em pregas do couro cabeludo, com sulcos posteriores e anteriores, leucomas córneos, acromegalia, problemas psíquicos, epilepsia, estrabismo, catarata, ceratocono, nistagmo, paralisia cerebral, defeitos ósseos e paquidermoperiosteose, osteopatia hipertrófica idiopática. Há ainda formação óssea periosteal, espessamento da pele da face, oleosidade e sulco intenso, hiperidrose palmoplantar, além de várias lesões hi- perplásicas sebáceas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.3.2.

cutisfagia: S. f. dermatocompulsão causada pela mordida ou belisco compulsivos, geralmente na pele das falanges dos dedos das mãos. A lesão apresenta-se infiltrada e liquenificada. Manifesta área de hipertricose e hiperpigmentação. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.41.4.1.

D

DAG: Acrôn. Ver: linforreticulose de inoculação benigna.

Darier-Ferrand: S. m. Ver: dermatofibrossarcoma protuberante.

dartro: S. f. (impr.) Ver: herpes simples.

DB: Sigla Ver: doença de Bowen.

DCA: Sigla Ver: dermatite de contato alérgica.

DCIP: Sigla Ver: dermatite de contato por irritante primário.

DDD:Sigla Ver: anomalia pigmentada reticular das flexuras.

deficiência de arginosuccinase: S. f. Ver: aminoacidúria argininssuccínica

defluvium capillorium: N. Cient. Ver: alopecia.

defluvium ungueal: N. Cient. Ver: onicomadese.

delírio de parasitose: S. m. Ver: acarofobia.

demodecidose: S. f. zoodermatose atribuída ao Demodex folliculorum, acarino para- sita obrigatório do folículo humano. Possui manifestações dermatológicas e/ou ocu- lares. Na pele, provoca prurido intenso. Ocorre com frequência em indivíduos aco- metidos de rosácea, sobretudo rosácea lupoide, ou que apresentam lesões eritematoescamosas pruriginosas e pustulofoliculares, micoses fungoides, diabetes mellitus, insuficiência renal e hepática. Também é registrada em pacientes que se submetem a corticoterapia, terapia fotodinâmica ou quimioterapia. As lesões se lo- calizam na parte central da face, no couro cabeludo, pescoço e tórax. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.16.3.

depressão cupuliforme: S. f. Ver: depressão puntiforme.

depressão puntiforme: S. f. onicopatia frequente na síndrome de Reter, dermatomiosite, lupus eritematoso, pterígio foliáceo, alopecia areata, psoríase na forma artropática e atopia. Apresenta depressão puntiforme na superfície da lâmina ungueal. Outras designações: pitting ungueal, depressão cupuliforme, unha em dedal. Sím- bolo de classificação: 4.34.9.

154LÍDIA ALMEIDA BARROS

derma: S. m. Ver: pele.

dermatite: S. f. dermatose que caracteriza-se pela inflamação da pele. Outras desig- nações: dermatitis, dermatitides, dermite. Símbolo de classificação: 4.8.1.

dermatite linear serpiginosa: S. f. Ver: helmintíase migrante.

dermatite amoniacal: S. f. dermatite de contato provocada por irritante primário, tais como amônia, germes das fezes sobre a urina, infecção por monílias (formada pela decomposição da ureia), lêvedos e bactérias (Proteus, Pseudomonas, C.albicans

eB.faecalis), sabões, detergentes, umidade e calor. Apresenta erupções eritematosas maculopapulosas, que podem confluir e levar a escoriações. Manifesta-se de forma variada, dependendo do estágio da doença: eritema simples; vesiculação e exsudação, lesões pápulos-erosivas e até exulcerações. Apresenta prurido. Localiza-se normal- mente nas partes recobertas pelas fraldas: genitália, nádegas períneo, raiz das coxas, baixo abdômen e região pubiana. Outras designações: dermatite das fraldas, exan- tema das fraldas. Símbolo de classificação: 4.8.2.1.1.1.

dermatite artefacta: S. f. Ver: dermatite factícia.

dermatite atópica: S. f. eczema de possível origem hereditária, podendo também decorrer de fatores precipitantes e constitucionais, tais como alergia a antígenos ali- mentares, inalantes, irritantes cutâneos (químicos), infecções, fatores ambientais e emocionais. Provoca inflamação da pele, prurido, eritema, edema, exsudação, cros- tas, descamação, pele ressecada e manchas brancas. Manifesta-se geralmente em indivíduos com asma, febre-de-feno, eczema, rinite alérgica e urticária. As lesões são mais frequentes nos punhos, parte anterior dos braços e posterior das pernas. Outras designações: eczema atópico. Símbolo de classificação: 4.8.2.2.

dermatite autofítica: S. f. Ver: dermatite factícia.

dermatite contusiforme: S. f. Ver: eritema nodoso.

dermatite crural pustulosa e atrófica: S. f. dermatose pustulosa amicrobiana que apresenta pústulas amicrobianas de crescimento centrífugo e involução central atrófica, dando à pele certo brilho. Observa-se localização folicular e simétrica nas faces anteriores das pernas. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.3.2.

dermatite das fraldas: S. f. Ver: dermatite amoniacal.

dermatite de contato: S. f. eczema que pode ser agudo ou crônico, de intensidade variável, causado por substâncias que entram em contato com a pele, envolvendo mecanismos alérgicos ou não alérgicos. É causada mais comumente por medicações tópicas, produtos de higiene pessoal, condons, anticoncepcionais de uso local e peças de vestuário. Diversos agentes químicos, anestésicos, anti-histamínicos, cobalto, níquel, hidroquinona, dinitroclorobenzeno e resinas também podem causar a doen- ça. Apresenta graus variáveis de edema, eritema e vesiculação. O processo regride espontaneamente com a supressão do contato do agente causal. Qualquer área do tegumento pode ser atingida pela dermatite de contato. Outras designações: eczema

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 155

de contato, dermatite venenata, dermatite eczematosa de contato. Símbolo de clas- sificação: 4.8.2.1.

dermatite de contato alérgica: S. f. dermatite de contato provocada pela exposição

esensibilidade a substâncias alergênicas. O quadro pode apresentar-se em três for- mas, tendo como característica constante o prurido: aguda (eritema, vesículas, exsudação e crostas), subaguda (eritema, pápulas, escamas e crostas), crônica (liquenificação). Poderão ocorrer ainda formas intermediárias, como egudização de forma crônica. Algumas lesões poderão aparecer distantes da lesão original, devido à disseminação do alérgeno pelas mãos do paciente ao se coçar. O quadro poderá generalizar-se e até mesmo apresentar eritrodermia. O desenvolvimento da erisipela ou celulite, através da dermatose ou impetigimização secundária, geralmente ocorre. Outras designações: DCA Símbolo de classificação: 4.8.2.1.2.

dermatite de contato por irritante primário: S. f. dermatite de contato provocada por substâncias alcalinas ou ácidas. Dependendo da natureza do material tóxico, as lesões poderão ser purulentas ou necróticas.Tais substâncias, atingem os ceratinócitos, provocando reação inflamatória da derme. Caracteriza-se por eritema, descamação e, algumas vezes, por vesículas e bolhas. Prurido, queimação ou ardor podem surgir na área afetada. A dermatite das mãos das donas-de-casa (provocadas por detergen- te, e sabões alcalinos), e a dermatite amoniacal (por ação irritante de fezes e urinas) são duas formas comuns da DCIP. Outras designações: eczema de contato por ir- ritante primário, eczema por irritação primária, DCIP. Símbolo de classifica- ção: 4.8.2.1.1.

dermatite de estase: S. f. Ver: eczema de estase.

dermatite discoide e liquenoide de Sulzberger: S. f. Ver: prurigo discoide e

liquenoide.

dermatite do inverno: S. f. Ver: prurido hiemal.

dermatite eczematoide infecciosa: S. f. Ver: eczema microbiano.

dermatite eczematosa de contato: S. f. Ver: dermatite de contato.

dermatite eritematosa: S. f. Ver: eritema.

dermatite esfoliativa: S. f. Ver: eritrodermia esfoliativa, queilite esfoliativa.

dermatite factícia: S. f. dermatose psicogênica causada por conflitos ou outros fato- res mentais. É de natureza artificial, ou seja, o próprio paciente provoca as lesões, sem entretando admitir. As lesões geralmente são assimétricas e bizarras, de apare- cimento repentino, e variam de queimaduras a franca necrose. A morfologia depen- de do objeto utilizado. As lesões localizam-se nas áreas mais acessíveis às mãos do paciente. Outras designações: dermatite artefacta, dermatite factitia, dermatite patomímica, dermatite autofítica. Símbolo de classificação: 4.41.1.

dermatite factitia: S. f. Ver: dermatite factícia.

dermatite gangrenosa infantil: S. f. Ver: éctima gangrenoso.

dermatite gonocócica: S. f. Ver: gonorreia.

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dermatite herpetiforme: S. f. bulose inflamatória que apresenta erupção poliforma, eritema, bolhas e pústulas. As bolhas são tensas, aparecem em surtos sucessivos, isoladas ou acusam tendência ao agrupamento e à confluência. Surgem em pele apa- rentemente saudável ou sobre placas eritematosas. Contém serosidade citrina, po- dendo turvar-se e tornar-se hemorrágica. Ao se romperem, deixam a área exulcerada recoberta de crostas sero-hemorrágica. Regredindo, a lesão deixa “reliquat” erite- matoso ou pigmentado, raramente atrófico-cicatricial. Ao lado das lesões bolhosas, notam-se ainda placas eritematosas, urticariformes, de forma oval ou circular, às quais se agrupam vesículas de caráter herpético. Associa-se ao prurido e à queimação in- tensa. As lesões podem se localizar em qualquer parte do corpo, mas sobretudo no tronco e membros. Outras designações: dermatite poliforma dolorosa, hidroa. Sím-

bolo de classificação: 4.9.2.

dermatite hibernal: S. f. Ver: prurido hiemal.

dermatite linear migrante: S. f. Ver: helmintíase migrante.

dermatite liquenoide: S. f. Ver: púrpura pigmentares crônicas na forma liquenoide de Gougerot-Blum.

dermatite medicamentosa: S. f. Ver: farmacodermia.

dermatite numular: S. f. Ver: eczema numular.

dermatite ocre: S. f. Ver: angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix.

dermatite patomímica: S. f. Ver: dermatite factícia.

dermatite perioral: S. f. erupção acneiforme causada pelo fungo Demodex folliculorum ou por corticoides fluorados utilizados localmente. Apresenta quadro eritematoso, com discreta descamação, pequenas pápulas e, por vezes, vesículas. Localiza-se na região perioral, deixando uma zona clara na fronteira do vermelho dos lábios. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.25.3.12.

dermatite poliforma dolorosa: S. f. Ver: dermatite herpetiforme.

dermatite por paederus: S. f. zoodermatose causada pelo contato de insetos do gê- nero Paederus. Caracteriza-se pelo aparecimento de eritemas, vesículas, pústulas e crostas, lineares ou agrupadas em placas, localizadas nas áreas expostas. Traduz-se ainda por lesões eritematoescamosas semelhantes à fitofotodermatose. Quando os olhos são atingidos, ocorre conjuntivite. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.16.7.

dermatite purpúrica de Gougerot e Blum: S. f. Ver: púrpura pigmentar crônica.

dermatite seborreica: S. f. eczema inflamatória e crônica, de caráter constitucional, de forma aguda, associando elementos fisiopatológicos de hiperproliferação epidérmica com eventual participação do fungo P.ovale. Caracteriza-se por lesões delimitadas, maculopapulosas eritematosas ou amareladas, recobertas por escamas secas, úmidas ou oleosas e por placas de crostas amareladas, que se distribuem habitualmente em pele gordurosa, provida de grandes glândulas sebáceas. Normalmente, o couro cabeludo é atingido. A caspa (pitiriase capitis) parece ser a fase inicial da DS nessa área, podendo

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 157

evoluir, provocando o surgimento de eritema. Geralmente, ocorre transgressão da orla do couro cabeludo, comprometendo a pele circunvizinha e criando o que se chama de coroa seborreica. Outras designações: DS. Símbolo de classificação: 4.8.2.3.

dermatite seborreica do lactente: S. f. Ver: dermatite seborreica infantil.

dermatite seborreica infantil: S. f. eczema mais frequente das síndromes eczematosas no período neonatal. As lesões são eritematodescamativas, pouco ou nada pruriginosas. No couro cabeludo, as lesões são muito aderentes, de cor amarelada, constituindo a crosta láctea, escamosa, tendem a coalescer com as do eritema da dobra retroauricular. Quando atinge os supercílios, deixa-os cobertos de escamas esbranquiçadas. Pode ocorrer o aparecimento de otite externa, quando a concha e o conduto auditivo são comprometidos. Infecções bacterianas ou fúngicas (C.albicans) constituem, muitas vezes, complicações. As lesões localizam-se preferencialmente no couro cabeludo, face, áreas intertrigionais, área das fraldas, dobras do pescoço, axilas, virilhas, interglúteos e região periumbilical, podendo ocorrer disseminação para outras áreas seborreicas. Outras designações: dermatite seborreica do lactente. Símbolo de

classificação: 4.8.2.4.

dermatite venenata: S. f. Ver: dermatite de contato.

dermatite verrucosa cromoparasitária: S. f. Ver: cromomicose.

dermatitides: N. Cient. Ver: dermatite.

dermatitis: N. Cient. Ver: dermatite.

dermatocalasia: N. Cient. Ver: cútis laxa.

dermatochalasia: S. f. Ver: cútis laxa.

dermatocompulsão: S. f. dermatose psicogênica caracterizada pelo hábito impulso e persistente de agredir a pele ou cutícula em torno das unhas, provocada por ansieda- de ou outros distúrbios nervosos. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.41.4.

dermatofibroma: S. m. neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal que apre- senta lesões papulosas ou nodulares, mas que podem se revelar bem maiores à apal- pação. Apresentam-se aderentes à epiderme, sob a forma de discreta saliência com consistência dura, assumindo coloração variada; acastanhada, róseo-castanha a cas- tanho-azulada, marrom escuro ao negro. Pode haver lesão única, poucas ou múlti- plas (eruptivo) lesões. Crescem lentamente, podendo involuir espeontaneamente após alguns anos. As lesões se localizam normalmente nos membros inferiores e nas ex- tremidades. Existe ainda uma forma especial de dermatofibroma, a exostose subungueal, que levanta e deforma a unha da falange distal do primeiro pododáctilo. Outras designações: hemangioma esclerosante, fibroxantoma, xantoma fibroso, histiocitoma fibroso. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.1.

dermatofibroma progressivo: S. m. Ver: dermatofibrossarcoma protuberante.

dermatofibrose lenticular disseminada: S. f. fibromatose de origem autossômica dominante com penetração incompleta. Caracteriza-se pelo surgimento de fibromas

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papulosos e simétricos (pequenos nódulos fibrosos). Pode ocorrer em associação com a osteopoiquilose. Localiza-se na parte superior do tronco, braços, faces posteriores das coxas e nádegas.Outras designações: síndrome de Buschke-Ollendorff, sín- drome de Ollendorff, osteodermatopecilose. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.20.9.

dermatofibrossarcoma: S. m. Ver: dermatofibrossarcoma protuberante.

dermatofibrossarcoma protuberans: S. m. Ver: dermatofibrossarcoma protube-

rante.

dermatofibrossarcoma protuberante: S. m. neoplasia cutânea maligna de origem mesenquimal, provavelmente oriunda de fibroblastos atípicos, com algumas carac- terísticas de células neurais. Trata-se de um tumor invasivo local, possuindo consis- tência firme, apresentando-se sob forma de placa fibrosa, na qual vão se formando um ou vários nódulos, móveis em relação aos tecidos subjacentes, de cor acastanha- da, eritematosa ou vermelho-azulada, que tendem a fixar-se a massas palpáveis. O desenvolvimento dos nódulos resulta na formação de placas elevadas. As lesões se localizam preferencialmente nas paredes abdominais, região inguinal e dorsal, po- dendo, entretanto, ocorrer ainda nas extremidades da cabeça e no tronco. Outras designações: Darier-Ferrand, fibrossarcoma cutâneo, dermatofibrossarcoma protuberans, dermatofibrossarcoma, dermatofibroma progressivo, fibrossarcoma da pele. Símbolo de classificação: 4.29.10.2.1.

dermatofítide: S. f. dermatofitose decorrente de hipersensibilidade a fungos e seus produtos. Apresenta lesões cutâneas secundárias, denominadas “ides”., sendo a mais comum a erupção vesiculosa desidroforme ou eritêmato-vesiculosa, que assume, por vezes, aspecto eczematoso. Podem ocorrer ainda erupções de aspecto liquenoide, psoriasiforme, moboliforme, eritemas multiformes e nodosos, eritema anular, púr- pura e outros. O prurido é intenso. Às vezes, são acompanhadas por infecção secun- dária, celulite e inflamação dos glânglios linfáticos. As lesões localizam-se no tronco e nos membros: mãos e pés (face lateral dos dedos e palma das mãos). Outras desig- nações: mícides. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.10.

dermatofitose: S. f. micose superficial causada por fungos do gênero Microsporum, Tricophyton e Epidermophyton. Apresenta eritemas, pequenas vesículas papulares, fissura e escamação. De acordo com o fungo, a doença se manifesta em lugares dife- rentes do corpo. As dermatofitoses dividem-se em granulomatosas e inflamatórias e são classificadas pela região do corpo afetada: dermatofitose do couro cabeludo (tinea capitis), dermatofitose do corpo (tinea corporis), dermatofitose marginada (tinea cruris), dermatofitose dos pés (tinea pedis), dermatofitose das mãos (tinea manum), dermatofitose imbricata (tinea imbricata), dermatofitose ungueal (tinea unguium), dermatofitose da face (tinea faciale), dermatofitose da barba (tinea barbae), dermatofítides. Outras designações: dermofitose, epidermofitose, tinha, dermatofitose granulomatosa localizada tipo Majocchi, dermatofitose granulomato-

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sa localizada tipo Wilson-Cremer, dermatofitose generalizada tipo Azulay, dermatofitose generalizada tipo Artom, dermatofitose generalizada tipo Pelevine- Tchermogouboff, dermatofitose inflamatória tipo quérion (Kérion Celsi), dermatofitose inflamatória tipo sicose tricofítica, dermatofitose inflamatória tipo folliculitis capitis abscedens et suffodiens, porrigem. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.

dermatofitose da barba: S. f. dermatofitose causada por várias espécies de Tricophyton

eMicrosporum. Manifesta-se em três quadros distintos: 1) tipo inflamatório, apre- sentando lesões inflamatórias exsudativas e supurativas, geralmente circunscritas, 2) tipo herpes circinato, constituído por lesões anulares, eritêmato-pápulo-vesículo- escamosas nas bordas. 3) tipo fusiforme, apresenta pústulas foliculares com forma- ção de crostas, foliculite profunda, nódulos e abscessos. As lesões da dermatofitose da barba localizam-se na face e no pescoço. Outras designações: tinea barbae, ti- nha da barba, mentagra (impr.), coceira de barbeiro(pop.). Símbolo de classifica- ção: 4.24.2.2.9.

dermatofitose da face: S. f. dermatofitose que apresenta lesões eritematoescamosas, de crescimento centrífugo, com disposição em asa-de-borboleta. Em geral, o pruri- do é discreto. As lesões localizam-se na face. Outras designações: tinea faciale, tinea glabrosa, tinea da pele glabra, tinha da pele glabra. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.8.

dermatofitose das mãos: S. f. dermatofitose causada por processos decorrentes de hipersensibilidade a foco situado em outro local (dermatofítides). Apresenta todos os tipos de erupção descritos na dermatofitose dos pés, sendo mais comum o tipo crônico. As lesões localizam-se nas mãos. Outras designações: tinea manum, tinha das mãos, tinea da pele glabra, tinha da pele glabra. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.5.

dermatofitose do corpo: S. f. dermatofitose que apresenta lesões eritematoescamosas, circinadas, isoladas ou confluentes. A lesão pode ser única ou apresentar-se em maior número, havendo casos com predominância de vesícula e até mesmo pústula. O pru- rido está sempre presente. A placa eritematoescamosa é oval, circular ou elíptica. Frequentemente, evolui do centro e expande-se na periferia, assumindo configura- ção anular ou circinada. As escamas, sempre presentes, são claras, bastante aderen- tes, em quantidade variável. Localizam-se frequentemente nos braços, na face e no pescoço. Outras designações: tinea corporis, tinea circinata, tricoficose do corpo, tinha do corpo, tinea da pele glabra, tinha da pele glabra, herpes tonsurante. Símbo- lo de classificação: 4.24.2.2.2.

dermatofitose do couro cabeludo: S. f. dermatofitose causada frequentemente pelo fungo T. schoenleinii, embora o T. violaceum e o M. gypseum também causem a infec- ção. É adquirida pelo contato com doentes ou portadores e compromete os cabelos. Esses são fraturados próximo à pele, produzindo-se áreas tonsuradas. As lesões são eritematosas, escamosas e tonsurantes, por vezes, ulceradas. Aumentando em núnero

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e extensão, as lesões podem coalescer. No tipo Kérion Celsi, a lesão apresenta-se como placa elevada, geralmente única, bem delimitada, dolorosa, com pústulas e microabscessos. Pode haver lesões cicatriciais do couro cabeludo com eventual alopecia definitiva. As lesões localizam-se no couro cabeludo e nos cabelos. Outras designa- ções: tinea capitis, tricoficose da cabeça, tinea tonsurans, tinha da cabeça, tinha fávica, favo, tinha favosa (obsol.), tinha vera, herpes tonsurante, porrigo furfurans, porrigo favoso, porrigo lupinoso. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.1.

dermatofitose dos pés: S. f. dermatofitose causada por várias espécies de fungos do gênero Tricophyton, Epidermophyton floccossum e raramente por Microsporum. Três formas são descritas: 1) a aguda, eczematoide, representada por vesículas, em geral, plantares e digitais, 2) a intertriginosa, de localização nas pregas interdigitais, carac- terizadas por fissuras e maceração, com infecção bacteriana, 3) a crônica, caracteri- zada por lesões eritematoescamosas, atingindo praticamente toda a região plantar. No tipo clássico, as lesões são eritematoescamosas ou simplesmente descamantes, de evolução crônica, porém, passíveis de se tornarem agudas. As lesões localizam-se, em geral, nas regiões plantares e espaços interdigitais dos últimos três pododáctilos. As dobras ungueais são menos afetadas. O dorso dos pés raramente é atingido e so- mente nos períodos de exacerbação. Outras designações: tinea pedis, dermatomicose dos pés, epidermofitose dos pés, epidermofitose interdigital dos pés, intertrigo interpododáctilo, tinea da pele glabra, tinha da pele glabra, tinha dos pés, pé-de- Hong-Kong (pop.), pé-de-atleta (pop.), frieira (pop.). Símbolo de classificação: 4.24.2.2.4.

dermatofitose generalizada tipo Artom: S. f. Ver: dermatofitose.

dermatofitose generalizada tipo Azulay: S. f. Ver: dermatofitose.

dermatofitose generalizada tipo Pelevine-Tchermogouboff: S. f. Ver:

dermatofitose.

dermatofitose granulomatosa localizada tipo Majocchi: S. f. Ver: dermatofitose.

dermatofitose granulomatosa localizada tipo Wilson-Cremer: S. f. Ver:

dermatofitose.

dermatofitose imbricata: S. f. dermatofitose causada pelo fungo Tricophyton concentricum. Caracteriza-se pelo desenvolvimento rápido de placas policísticas e polimorfas e pela coalescência de anéis concêntricos. O eritema é leve e o prurido intenso. As lesões são escamosas e se imbricam, têm crescimento excêntrico, podendo atingir grande extensão da superfície corporal. Em casos de erupção difusa, a pele assume aspecto ictiosiforme. Ao tornarem-se anulares, as placas coalescem e assu- mem aspecto figurado e bizarro, em círculos concêntricos e arabescos. As bordas das lesões são elevadas, apresentando escamas aderentes e halo eritematoso. As le- sões podem se localizar em qualquer parte do corpo. Os pêlos e as unhas raramente são afetados. Outras designações: tinea imbricata, tinea da Birmânia, tinea circinada tropical, tinea tropical, tinha chinesa, tinha da Índia, tinha de Toquelau,

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 161

tinha oriental, tinha da ilha de Bowditch, tinha escamosa, prurido de Malabar (pop.), lota de Toquelau, herpes descamativo, chimberê. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.6.

dermatofitose inflamatória tipo folliculitis capitis abscedens et suffodiens: S. f. Ver: dermatofitose.

dermatofitose inflamatória tipo quérion (Kérion Celsi): S. f. Ver: dermatofitose.

dermatofitose inflamatória tipo sicose tricofítica: S. f. Ver: dermatofitose.

dermatofitose marginada: S. f. dermatofitose causada pelo fungo do gênero Epidermophyton floccossum, por várias espécies de Tricophyton, principalmente pelo T. rubrum. Como fatores predisponentes tem-se a sudorese, irritação causada pela roupa, diabetes, neurodermatite, leucorreia e obesidade. Apresenta lesões eritemato- escamosas, que avançam sobre a coxa, com nitidez de borda, podendo invadir o períneo e propagar-se para as nádegas, região pubiana e até mesmo baixo ventre. A lesão é pruriginosa. As numerosas vesículas, de cor violáceo-pardacento; nos esta- dos quiescentes adquirem tonalidade rósea ou vermelho-vivo. Em casos atípicos, sem o aspecto marginado característico, podem apresentar vesicopústulas isoladas. Outras designações: tinea cruris, tinea inguinal, tinha da pele glabra, tricoficose crural, eczema marginado de hebra, tinha crural, coceira de jóquei (pop.), prurido de jóquei (pop.), prurido de lavandeiro nativo (pop.). Símbolo de classificação: 4.24.2.2.3.

dermatofitose ungueal: S. f. dermatofitose causada pelo fungo Epidermophyton floccossum, por várias espécies de Tricophyton e por Candida albicans. Caracteriza-se por lesões destrutivas das unhas, de cor branco-amarelada, podendo começar distalmente ou nas bordas laterais das unhas. Em alguns casos, a unha é separada do seu leito pela extremidade distal, tornando-se adelgada, desgarrando e deformando- se. Existe, quase sempre, infecção prévia dos dedos das mãos e dos pés. As unhas afetadas perdem o brilho e a cor, aumentam a espessura, tornam-se quebradiças, podendo aparecer sulcos e depressões. Estão presentes os quadros de oníquia e paroníquia, denominadas onicomicoses. Obs. É também classificada como uma onicopatia. Outras designações: tinea unguium, tinha das unhas, onicomicose. Símbolo de classificação: 4.24.2.2.7.; 4.34.38.

dermatofobia: S. f. dermatose psicogênica em que o paciente imagina ser portador de doença cutânea. Outras designações: fobia a moléstia da pele. Símbolo de classi- ficação: 4.41.3.

dermatólise: S. f. Ver: cútis laxa.

dermatologia: S. f. ramo da Medicina que estuda a pele humana, sua estrutura, com- posição química, fisiologia, os fâneros (cabelos e unhas), mucosas, as lesões cutâneas e as dermatoses. Outras designações: Dermologia. Símbolo de classificação: 1. dermatologista: s m/f médico(a) especialista em Dermatologia. Outras designações:

ø.Símbolo de Classificação: 1.2.

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dermatomicose: S. f. Ver: micose.

dermatomicose dos pés: S. f. Ver: dermatoficose dos pés.

dermatomioma: S. m. Ver: leiomioma.

dermatomioma múltiplo eruptivo: S. m. Ver: piloleiomioma.

dermatomioma solitário: S. m. Ver: mioma dartoico.

dermatomiosite: S. f. dermatose autoimune rara, crônica, aguda ou subaguda, de causa desconhecida, de evolução degenerativa, que apresenta comprometimento da pele e músculos estriados. Na pele, apresenta eritema róseo-violáceo na face, pálpebras, bochechas, fronte e têmporas. Há também presença de urticária ou erupção cutânea eczemantosa inespecífica, com edema e dermatite nos membros superiores e mãos. As lesões dermatológicas acompanham ou precedem a afecção muscular. Os mús- culos ficam doloridos e fracos; os mais atingidos são a porção próxima dos membros, cintura escapular e pélvica, faringe e língua. O processo inflamatório está frequen- temente relacionado a um câncer visceral ou a doenças do colágeno. Obs.: É também classificada como uma dermatose paraneoplásica. Outras designações: ø. Símbo- lo de classificação: 4.2.4.; 4.29.10.1.21.6.3.6.

dermatoneurologia: S. f. ramo da Dermatologia que estuda as afecções da pele de origem neurológica. Outras designações: ø. Símbolo de Classificação: 1.1.5.

dermatopatia: S. f. Ver dermatose.

dermatopatologia: S. f. ramo da Dermatologia que estuda a estrutura citológica e histológica do tecido anormal, doentio ou das lesões cutâneas. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 1.1.4.

dermatosclerose: S. f. dermatose esclerótica caracterizada pelo endurecimento de um edema, que pode ter origem em uma úlcera flebopática adiquirida anteriormente. Outras designações: hipodermite esclerodermiforme. Símbolo de classifica- ção: 4.11.2.

dermatose: S. f. doença da pele causada por motivos diversos. Engloba diferentes tipos de afecções cutâneas, desde quadros mais simples até os que comprometem a vida do paciente. As lesões podem atingir qualquer área do tegumento. Outras designações: dermopatia, dermatopatia. Símbolo de classificação: 4.

dermatose atrófica e esclerótica: S. f. dermatose que apresenta, simultaneamente, atrofia e esclerose. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.12.

dermatose atrófica: S. f. dermatose que apresenta como principal manifestação atro- fia, ou seja, diminuição da espessura da pele devido à redução do número e volume dos elementos constituintes, tornando a pele delgada e pregueável. Atinge qualquer nível da pele. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.10.

dermatose autoimune: S. f. dermatose do colágeno causada por alterações físico- químicas de fibrinoide (substância fundamental do tecido conjuntivo), cujas carac- terísticas são edema mixomatoide, degeneração e necrose fibrinoide. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 163

dermatose basicamente papulosa: S. f. dermatose que apresenta pápulas geralmen- te eritematosas, firmes, esféricas, hiperpigmentadas, pruriginosas, de tamanhos va- riados, podendo ser verrucosas ou liquenoides e aparecer em grupos ou isoladamen- te. Apesar de manifestar basicamente por pápulas, pode ainda apresentar bolhas e placas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.4.

dermatose bolhosa dermolítica: S. f. epidermólise bolhosa distrófica tipo Cockayne- Toraine de origem genética, podendo ser autossômica dominante ou recessiva. A formação da bolha se deve ao aumento da colagenose (que chega a ser da ordem de seis vezes mais do que na pele normal), provocando a destruição das fibras de anco- ragem. Por esse motivo, a superfície é formada pela membrana PAS-positiva e a bolha

éespecificamente subepidérmica. De acordo com o tipo de origem, esta dermatose apresenta quadros diferentes, com presença constante, entretanto, de milium e de cicatrizes provenientes de bolhas. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.2.1.2.1.1.

dermatose bolhosa por IgA linear: S. f. Ver: bulose crônica da infância.

dermatose cinienta: S. f. Ver: eritema discrômico persistente.

dermatose de Kaposi: S. f. Ver: xeroderma pigmentoso.

dermatose elastótica actínica: S. f. fotodermatose tóxica primária tardia que recobre vários quadros: eslasto difuso, pele romboidal, pele cetrínica e comedônica, nódulos elastóticos das orelhas, ceratodermia maginal das palmas, granuloma actínico e dematose elastótica solar. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.32.1.2.1.

dermatose eritematoescamosa: S. f. dermatose caracterizada pela presença de eritemas e escamas em sua manifestação. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.7.

dermatose eritematosa: S. f. Ver: eritema.

dermatose esclerótica: S. f. dermatose causada por alteração do colágeno. apresenta como principal manifestação esclerose, espessamento ou adelgaçamento circunscri- tos da pele. É de coloração hipo ou hipercrômica e detectável apenas pela palpação. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.11.

dermatose fotoalérgica: S. f. Ver: fotoalergia.

dermatose fototóxica: S. f. fotodermatose induzida por substância química, causada pela superexposição à luz solar ou pela combinação entre uma substância fotóxica e luz solar. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.32.2.1.

dermatose liquenoide: S. f. dermatose basicamente papulosa resultante de dermatites pruriginosas crônicas, que causam irritação contínua e coçagem, levando ao alonga- mento das pápulas dérmicas. Caracteriza-se por espessamento e enduração da pele. Observa-se a formação de um quadrilátero retiforme de malhas poligonais, bem definidas e losângicas. A pele apresenta hiperpigmentação e, às vezes, aspecto verrucoso. Em geral, tem cor acastanhada escura, sendo de extensão variável. Mor-

164LÍDIA ALMEIDA BARROS

fologicamente a pele tem aspecto sulcado e espessado, com reentrâncias e saliências com descamação seca, às vezes, com escoriações. Outras designações: ‘- Símbolo de classificação: 4.4.5.

dermatose metabólica: S. f. dermatose causada por distúrbio local ou generalizado do metabolismo, cuja característica é o acúmulo de substâncias de natureza variada (proteínas, cálcio, uratos e outros), conforme a alteração metabólica. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.

dermatose neutrofílica febril aguda: S. f. Ver: síndrome de Sweet.

dermatose papulosa nigra: S. f. Ver: papulose nigra.

dermatose paraneoplásica: S. f. manifestação cutânea reveladora de neoplasia, ca- racterizada por compor as mais diversas dermatoses que frequentemente antecedem e/ou acompanham o surgimento de um câncer interno. Outras designações: mani- festação cutânea reveladora de neoplasia de terceiro grupo. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.21.6.3.

dermatose pigmentar peribucal: S. f. Ver: eritrose peribucal pigmentar.

dermatose plantar juvenil: S. f. eczema cuja causa provável é a maceração provoca- da pelo uso excessivo de material sintético apresentando baixa porosidade e retenção de água, muito utilizado na confecção de meias e calçados esportivos. Apresenta rachaduras simétricas na superfície plantar, eritema e dor. É mais intensa na parte anterior aos pés, pouco atacando os espaços interpodáctilos. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.8.2.10. dermatose por vírus: S. f. Ver: dermatovirose.

dermatose pré-cancerosa: S. f. dermatose provocada por diferentes fatores físicos, químicos ou biológicos. Pode ser adquirida ou ter origem genética. Devido à gran- de variedade de agentes causadores de câncer, as dermatoses pré-cancerosas não apresentam um único quadro clínico-patológico. De acordo com a potencialidade da cancerização (desenvolvimento do câncer), as dermatoses podem ser assim clas- sificadas: a) afecções cancerizáveis: caracterizam-se pela inexistência de atipia ce- lular e por pequena possibilidade de evolução maligna. b) estados cancerígenos: marcados por anaplasia celular e por alto grau de potencialidade de evolução ma- ligna, se mantida a incidência dos fatores carcinógenos. c) dermatoses blastoides: do ponto de vista histopatológico, apresentam malignidades que evoluem normal- mente para quadros invasivos e metastatizantes. Nesses casos, as células tumorais não ultrapassam o epitélio. Os tumores da dermatose pré-cancerosa localizam-se na derme e na epiderme, sobretudo em áreas expostas, como tronco, mãos, braços, pescoço e face. Outras designações: carcinogênese. Símbolo de classifica- ção: 4.28.

dermatose psicogênica: S. f. dermatose causada ou influenciada por qualquer fator psíquico. Outras designações: psicodermatose, afecção psicogênica. Símbolo de classificação: 4.41.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 165

dermatose purpúrica: S. f. Ver: púrpura pigmentar crônica na forma pigmentar progressiva de Schamberg.

dermatose purpúrica pigmentar progressiva: S. f. Ver: púrpura pigmentar crôni- ca na forma pigmentar progressiva de Schamberg.

dermatose pustulosa amicrobiana: S. f. dermatose que apresenta fístulas ou vesículas, que se transformam em pústulas por um rápido processo. Não há inter- venção microbiana. Outras designações: pustulose essencial. Símbolo de classi- ficação: 4.3.

dermatose zooparasitária: S. f. Ver: zoodermatose.

dermatovenereologia: S. f. ramo da Dermatologia que estuda e trata das doenças sexualmente transmissíveis. Outras designações: ø. Símbolo de Classifica- ção: 1.1.6.

dermatovirose: S. f. dermatose causada por vírus. Normalmente apresenta vesículas, pústulas, vegetações, nódulos, exantemas e enantemas. Pode manifestar-se por in- fecções exclusivas da pele (localizadas), pode decorrer de uma infecção sistêmica (generalizada), ou ser inaperente. Muitas vezes se manifesta acompanhada de febre e cefaleia, produzindo, excepcionalmente, megaloencefalite. Pode ser estritamente cutânea ou comprometer a medula espinhal, gânglios e raízes posteriores raquidianas e gânglios linfáticos. Outras designações: dermatose por vírus. Símbolo de clas- sificação: 4.15.

dermatozoonose: S. f. Ver: zoodermatose.

derme: S. f. camada localizada entre a epiderme e a tela subcutânea. Constitui-se de tecido conjuntivo e apresenta espessura variável, conforme a região observada. Essa camada compreende as seguintes estruturas: glômus, papila dérmica, fibra colágena, fibra de reticulina, sistema elástico da pele e elementos celulares. Outras designa- ções: cório, córion. Símbolo de classificação: 2.1.3.

derme papilar: S. f. subdivisão da derme que se localiza logo abaixo da epiderme e que se compõe de tecido conjuntivo frouxo. É uma camada relativamente fina e que contém prolongamentos nervosos. Compreende as seguintes estruturas: papila dérmica, glômus, corpúsculo de Meissner, corpúsculo de Ruffini, fibra oxitalânica e fibra elaunínica. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 2.1.3.2.

derme reticular: S. f. subdivisão da derme que compõe-se de tecido conjuntivo den- so, variando sua espessura de acordo com a parte do corpo. Contém fibras colágenas mais espessas e menos células que o tecido frouxo da camada papilar. Compreende as seguintes estruturas: corpúsculo de Pacini, fibra colágena, fibra de reticulina.Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.3.3.

dermite: S. f. Ver: dermatite.

dermite de Favre e Chaix: S. f. Ver: angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix.

166LÍDIA ALMEIDA BARROS

dermite doS. m. embros inferiores: S. f. Ver: angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix.

dermite ocre: S. f. Ver: angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix.

dermite ocre de Favre e Chaix: S. f. Ver: angiodermite pigmentar e purpúrica de Favre e Chaix.

dermoepidermite microbiana: S. f. Ver: piodermite.

dermofitose: S. f. Ver: dermatofitose.

dermografismo: S. m. Ver: urticária factícia.

dermografismo branco: S. m. Ver: urticária factícia.

dermografismo retardado: S. m. Ver: urticária factícia.

dermologia: S. f. Ver: dermatologia.

dermomicose: S. f. Ver: micose.

dermopatia: S. f. Ver dermatose.

descamação lamelar do recém-nascido: S. f. Ver: ictiose universal colodiana.

desidrose: S. f. afecção das glândulas sudoríparas écrinas provocada pela infiltração sudoral entre as células malpighianas. Surge normalmente no verão. O processo ini- cia-se com prurido discreto ou leve sensação de ardor, seguido de numerosos vesículas, profundas, tensas, que contêm líquido límpido, podendo confluir, formando bolhas. Estas se assemelham a grãos de sagu e muitas vezes são acompanhadas de eritema discreto. Quando isoladas, distribuem-se simetricamente e, quando agrupadas, não assumem configuração especial. Situam-se nos espaços interdigitais, faces laterais dos dedos e superfícies palmar e plantar, dificilmente atingindo superfícies extensas da face dorsal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.37.5.

desmoide abdominal: S. m. Ver: tumor desmoide.

desmoide extra-abdominal: S. m. Ver: tumor desmoide.

desmosoma: S. m. Ver: desmossoma.

desmosomo: S. m. Ver: desmossoma.

desmossoma: S. m. estrutura que se apresenta em maior número na camada espinho- sa, entre as células desse estrato. Acredita-se que sua função seja de adesão entre duas células. Compõe-se de uma junção mecânica formada pelo espessamento das membranas plasmáticas de duas células adjacentes, visível somente no microscópio ótico nas pontes celulares da epiderme e de outros epitélios. Outras designações: desmossomo, desmosomo, desmosoma, nó de Bizzozzero (desus.). Símbolo de clas- sificação: 2.1.1.4.3.

desmossomo: S. m. Ver: desmossoma.

despigmentação: S. f. mancha pigmentar caracterizada por perda ou ausência da pigmentação natural de tecidos e, principalmente, da pele. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.1.2.5.

desvitaminodermia: S. f. dermatose metabólica causada por carência ou excesso de vitaminas, caracterizada por alterações clínico-metabólicas. Dividem-se, em geral,

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 167

em hipervitaminoses (apresentando excesso de vitamina no organismo) e hipovitaminoses (apresentando carência de vitamina no organismo). Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.1.

desvitaminodermia por carência de ácido fólico: S. f. Ver: desvitaminodermia por

deficiência de ácido fólico.

desvitaminodermia por carência de biotina: S. f. Ver: desvitaminodermia por

deficiência de biotina.

desvitaminodermia por carência de cobalamina: S. f. Ver: desvitaminodermia por

deficiência de cobalamina.

desvitaminodermia por carência de piridoxina: S. f. Ver: desvitaminodermia por

deficiência de piridoxina.

desvitaminodermia por carência de riboflavina: S. f. Ver: desvitaminodermia por

deficiência de riboflavina.

desvitaminodermia por carência de vitamina K: S. f. Ver: desvitaminodermia por

deficiência de vitamina K.

desvitaminodermia por deficiência de ácido fólico: S. f. desvitaminodermia cau- sada por carência de ácido fólico, membro do complexo vitamínico B. Ocorre síntese inadequada de ácido nucleico, acompanhada de anemia megaloblástica, distúrbios de crescimento e anormalidades do epitélio intestinal. Outras designações: desvi- taminodermia por carência de ácido fólico. Símbolo de classificação: 4.1.1.12.

desvitaminodermia por deficiência de biotina: S. f. desvitaminodermia causada por carência de biotina, componente do complexo vitamínico B. Provoca dermatite denominada “lesão em clara de ovo”, problemas neurológicos e distúrbios oculares. Outras designações: desvitaminodermia por carência de biotina. Símbolo de clas-

sificação: 4.1.1.10.

desvitaminodermia por deficiência de cobalamina: S. f. desvitaminodermia cau- sada por carência de vitamina B12. Provoca hiperpigmentação das extremidades, do dorso das mãos, regiões palmares, punhos e antebraços. Outras designações: des- vitaminodermia por carência de cobalamina. Símbolo de classificação: 4.1.1.8. desvitaminodermia por deficiência de piridoxina: S. f. desvitaminodermia causa- da por carência de vitamina B6, vitamina essencial para a nutrição humana. Carac- teriza-se pelo aumento da irritabilidade e pela manifestação de lesões tipo dermatite seborreica em torno da boca, nariz e orelhas, queilose e erosões bucais. Pode ainda provocar convulsões e neurite periférica. Outras designações: desvitaminodermia

por carência de piridoxina. Símbolo de classificação: 4.1.1.7. desvitaminodermia por deficiência de riboflavina: S. f. desvitaminodermia cau-

sada por carência de vitamina B2. Provoca estomatite angular, dermatite seborreica nos sulcos nasogenianos, nas aletas do nariz e na região do ouvido. Causa ainda glossite difusa, fissuração vertical dos lábios e lesões genitais eritemato-descamati- vas ou liquenificadas. Nos olhos, provoca inflamação da córnea. Outras designa-

168LÍDIA ALMEIDA BARROS

ções: desvitaminodermia por carência de riboflavina. Símbolo de classifica-

ção: 4.1.1.6.

desvitaminodermia por deficiência de vitamina K: S. f. desvitaminodermia cau- sada por carência de vitamina K, comprometendo a formação de quantidades nor- mais de protrombina (proteína produzida pelo fígado na presença de vitamina K), provocando acentuado aumento do tempo de coagulação do sangue e resultando em hemorragia. Outras designações: desvitaminodermia por carência de vitamina K. Símbolo de classificação: 4.1.1.11.

difteria cutânea: S. f. corinebacteriose cutânea causada pela Corynebacterium diphteriae. Desenvolve-se através de soluções de continuidade ou em lesões cutâneas preexis- tentes. Pode ainda estar associada à difteria das mucosas ou de outras localizações ou decorrer do contato com indivíduos contaminados. Caracteriza-se pelo aparecimen- to de lesões impetiginosas, eczematosas, ectimatosas, flegmosas e gangrenosas (dif- teria superficial), sendo as duas últimas menos frequentes. Pode também se mani- festar por numerosas ulcerações de formato circular e bordas quase sempre elevadas, envolvidas por halo eritematoso ou eritematoarroxeado, que apresentam o fundo recoberto por uma membrana fibrinopurulenta aderente, de cor amarelo-acinzenta- da ou castanho-escura. Podem ainda surgir bolhas na periferia das lesões e os gânglios da região podem sofrer discreto enfartamento (difteria profunda). Podem ocorrer complicações, caracterizadas por inflamação dos nervos periféricos e do miocárdio. Localiza-se com maior frequência na região entre o ânus e os órgãos sexuais, no ânus e nos genitais, ou ainda em torno das cavidades naturais da face, onde as mucosas apresentam-se comprometidas. Outras designações: difteria superficial, difteria profunda. Símbolo de classificação: 4.21.7.4.

difteria profunda: S. f. Ver: difteria cutânea.

difteria superficial: S. f. Ver: difteria cutânea.

dipteríase: S. f. zoodermatose causada pela picada de dípteros (mosquitos e moscas), tais como os Simulidae (borrachudos), os Tabanidae (mutucas), os Ceratopogonidae (marium), os Psychodidae (flebótomos), os Culicidae (pernilongos) e os Muscidae (moscas). Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões pruriginosas, papuloeritematosas e urticadas, de dimensões variadas. Em indivíduos sensíveis, podem surgir lesões eritematosas, papulovesiculosas ou bolhosas, lesões à distância, ou, ainda, lesões papulonodulares, que apresentam um infiltrado granulomatoso, podendo simular um linfoma. Podem aparecer também infecções secundárias, devido à coçadura. As lesões localizam-se geralmente nas áreas expostas, como face, pescoço, mãos, ante- braços e pernas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.16.10.

disautomia familial: S. f. genodermatose neurocutânea de herança autossômica re- cessiva, causada por distúrbios do sistema nervoso provocados por defeito enzimá- tico no metabolismo de catecolominas. Apresenta alacrimia, pouco funcionamento do vasomotor, anestia córnea, miopia, hiperidrose, eritema fugaz na face, anisocoria,

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 169

exotropia, acrocianose, hipertensão, falta de pápulas ungueais e crises de bronco- pneumonia. Atinge o emocional e o paciente se torna intolerante aos anestésicos. Ocorrem ainda ausência relativa de dor, artropatia neuropática, cifoescoliose, estru- tura física reduzida e anormalidade mental. Outras designações: síndrome de Riley- Day. Símbolo de classificação: 4.30.2.8.2.

disceratose: S. f. Ver: disqueratose.

disceratose congênita: S. f. genodermatose displásica de origem hereditária, recessi- va e ligada ao sexo. As características são diversas, tais como lesões ungueais de mucosa oral, com bolhas e erosões no começo, e leucoplasia no decorrer da doença, além de lesões cutâneas poiquilodérmicas, que se localizam na parte superior do corpo. As unhas são distróficas e pouco desenvolvidas com escassez de pêlos. Ocorre hiperqueratose palmoplantar. Com relação à situação hematológica, é caracterizada por anemia progressiva hipoplásica com neutropenia e trombocitopenia, ou anemia de Fanconi. Ocorre hiperidrose, defeitos nos dentes, aminotrofia, distúrbios psíqui- cos e físicos. É uma síndrome de envelhecimento precoce. Outras designações: disqueratose congênita, síndrome de Zinsser-Cole- Fanconi. Símbolo de classifi- cação: 4.30.2.5.5.

disceratose folicular: S. f. Ver: queratose folicular.

discromia: S. f. dermatose de origem congênita, sistêmica, hereditária ou adquirida de diversas maneiras. Caracteriza-se pela ausência, diminuição ou aumento de melanina na pele ou ainda pela presença de pigmentos endógenos ou exógenos. A variação de melanina provoca manchas localizadas ou generalizadas. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.5.

disembrioplasia cutânea: S. f. dermatose que apresenta malformação cutânea con- gênita, originada durante a formação do embrião, devido a a alterações do meca- nismo regulador dos tecidos. Localiza-se de forma circunscrita. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.30.1.

displasia branca familiar: S. f. Ver: nevo espongiforme branco.

displasia cística multiforme: S. f. genodermatose displásica provocada por deficiên- cias na coalescência dos diversos rafes e fendas embrionárias, cistos brancogênicos, pilanidus, dermoide, pilosos, triglossos e festíbulas branquiais e pré-auriculares. É uma síndrome de envelhecimento precoce. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.5.7.

displasia cutânea anexial: S. f. genodermatose displásica que apresenta dois qua- dros: a forma hidrótica, conhecida como displasia ectodérmica hidrótica, e a forma anidrótica, denominada displasia ectodérmica anidrótica É uma síndrome de enve- lhecimento precoce. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.5.4. displasia ectodérmica anidrótica: S. f. displasia cutânea anexial hereditária, de ori- gem recessiva, ligada ao sexo. É uma síndrome de envelhecimento precoce. Ocorre completa ou parcialmente a ausência congênita de glândulas sudoríparas écrinas, o

170LÍDIA ALMEIDA BARROS

que causa a intolerável sensação de calor. Apresenta anodontia, dentes incompletos ou pouco desenvolvidos, onicodistrofia, hipotricose, nariz sem sela frontal saliente em bossa, protusão do lábio inferior, pêlos esparsos e frágeis, deficiência nas unhas, tecido mamário ausente, deficiência mental ou sindactilia. Outras designações: síndrome de Christ-Siemens. Símbolo de classificação: 4.30.2.5.4.1.

displasia ectodérmica hidrótica: S. f. displasia cutânea anexial de origem autossô- mica dominante na qual ocorre distrofia dos pêlos, das unhas e dos cabelos. As glân- dulas écrinas se mantêm sem ocorrência de bossa frontal ou alterações nos dentes. Retardo físico ou mental podem fazer parte de suas características. É uma síndrome de envelhecimento precoce. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.5.4.2.

disqueratose: S. f. queratose causada por infecção ou micose, podendo também ter causa congênita hereditária. Apresenta queratinização prematura dos queratinócitos individuais. Localiza-se na camada córnea da pele. Outras designações: disceratose. Símbolo de classificação: 3.5.1.2.

disqueratose congênita: S. f. Ver: disceratose congênita.

distrofia catenular: S. f. onicopatia que apresenta estrias longitudinais em forma de gotas de chuva ou colar de contas. Pode ser idiopática, decorrer do tratamento pela tiroxina e dever-se a insuficiência vascular periférica. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.34.11.

distrofia canalicular mediana: S. f. onicopatia causada por desnutrição proteico- calórica ou por lesão reversível da raiz. Apresenta separação longitudinal, que se inicia na matriz e termina na borda livre da unha. Outras designações: solenoníquia, distrofia ungueal mediana, distrofia mediana cenalforme. Símbolo de classifica- ção: 4.34.10.

distrofia das vinte unhas: S. f. Ver: distrofia infantil das vinte unhas.

distrofia do quinto pododáctilo: S. f. onicopatia caracterizada por alteração morfoestrutural, causando traumatismo devido ao uso frequente de calçados aperta- dos. É a mais comum das alterações ungueais. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.34.12.

distrofia infantil das vinte unhas: S. f. onicopatia de causa, em geral, idiopática ou associada à alopecia aerata, líquen plano, psoríase ou outras dermatoses inflamató- rias. Caracteriza-se por apresentar as vinte unhas frágeis, finas, onipalescentes, com estriação longitudinal e borda livre. Outras designações: distrofia das vinte unhas. Símbolo de classificação: 4.34.13.

distrofia ungueal mediana: S. f. Ver: distrofia canalicular mediana.

distrofia ungueal mediana cenalforme: S. f. Ver: distrofia canalicular mediana.

distrofia cutânea involutiva: S. f. Ver: fotodermatose tóxica primária tardia.

DMTC: Sigla Ver: doença mista do tecido conjuntivo.

dobra lateral: S. f. Ver: prega ungueal lateral.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 171

doença “oid-oid”: S. f. (pop.) Ver: prurigo discoide e liquenoide.

doença autoagressiva hansênica: S. f. dermatose autoimune que desencadeia um quadro clínico de imunopatologia de autorregressão, dentro do quadro da hanseníase virchowiana. Decorre da produção de grande quantidade de múltiplos autoanticorpos, devido à estimulação do linfócito B, com possível disfunção do linfócito T superior. O sintoma mais comum é febre intensa (que pode durar semanas ou meses), forte comprometimento articular, nevralgias, emagrecimento e anorexia. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.7.

doença cega: S. f. (pop.) Ver: oncocercíase.

doença da arranhadura do gato: S. f. (pop.) Ver: linforreticulose de inoculação benigna.

doença daS. m. anchas brancas: s f(pop.) Ver: líquen escleroatrófico.

doença de (von) Meyenburg: S. f. Ver: policondrite recorrente.

doença de Albright: S. f. Ver: síndrome de Albright.

doença de Bannister: S. f. Ver: angioedema, urticária gigante.

doença de Bazex: S. f. dermatose paraneoplásica normalmente associada à presença de carcinoma espinocelular originário da porção superior do tubo aerodigestivo. As lesões são eczematosas e, principalmente, psoriasiformes. Quando acometem as unhas, essas se tornam queratóticas, distróficas, podendo ocorrer onicólise. Mais tarde ob- serva-se o surgimento de ceratodermia palmoplantar e disseminação das lesões. Es- sas se localizam principalmente nos dedos, nariz e orelhas. Outras designações: acroceratose paraneoplásica. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.21.6.3.10.

doença de Bazin: S. f. (pop.) Ver: tuberculose indurativa de Bazin.

doença de Bealz: S. f. Ver: queilite glandular.

doença de Béguez-César: S. f. Ver: síndrome de Chediak-Higashi.

doença de Besnier-Boeck-Schaumann: S. f. Ver: sarcoidose.

doença de Beurmann: S. f. Ver: esporotricose disseminada.

doença de Bloch-Sulzberger: S. f. Ver: incontinência pigmentar.

doença de Boeck: S. f. Ver: sarcoidose.

doença de Boeck-Schaumann: S. f. Ver: sarcoidose.

doença de Bourneville: S. f. Ver: esclerose tuberosa.

doença de Bowen: S. f. dermatose pré-cancerosa causada, em certos casos, por al- guns tipos de HPV. Apresenta lesão eritematosa, descamativa ou crostosa, superfí- cie um pouco irregular, levemente saliente ou plana, com contornos muitas vezes serpiginosos, às vezes papilomatosa, verrucosa ou mesmo erosada e com pequenas cicatrizes. Apresenta limites nítidos e cor avermelhada. No início, pode ser lentiforme, aumentando de tamanho ou, então, várias lesões lentiformes coalescem, formando placa. Esta se estende gradualmente, sem tendência à cura central. A superfície granulosa e secretante pode ser observada com a retirada da escama ou crosta. Em geral, a lesão é única, podendo, no entanto, ser múltipla em alguns casos. Pode evo-

172LÍDIA ALMEIDA BARROS

luir para carcinoma invasivo tipo espinocelular. Outras designações: DB (Sigla),

moléstia de Bowen. Símbolo de classificação: 4.28.8. doença de Breda: S. f. (pop.) Ver: espúndia. doença de Bruce: S. f. Ver: polimialgia arterítica. doença de Buerger: S. f. Ver: tromboangiíte obliterante. doença de Burger: S. f. Ver: tromboangiíte obliterante. doença de Bury: S. f. Ver: eritema elevatum diutinum. doença de Carrion: S. f. (pop.) Ver: verruga peruana. doença de Cazenave: S. f. Ver: pênfigo foliáceo.

doença de Christian: S. f. Ver: paniculite nodular não superativa febril recidivante.

doença de Conradi: S. f. Ver: síndrome de Conradi.

doença de Cowden: S. f. Ver: síndrome de hamartomas múltipla.

doença de Crocq: S. f. Ver: acrocianose.

doença de Csillag: S. f. Ver: líquen escleroatrófico.

doença de Darier: S. f. Ver: queratose folicular.

doença de Decrum: S. f. Ver: lipomatose simétrica.

doença de Degos: S. f. Ver: papulose atrofiante maligna.

doença de Devergil: S. f. Ver: pitiríase rubra pilar.

doença de Donotue: S. f. Ver: leprechaunismo.

doença de Dowling-Degos: S. f. Ver: anomalia pigmentada reticular das flexuras.

doença de Ducrey: S. f. Ver: cancro mole.

doença de Dupuytren: S. f. Ver: fibromatose peniana.

doença de Eichstedt: S. f. Ver: pitiríase versicolor.

doença de Flegel: S. f. Ver: hiperceratose lenticular persistente.

doença de Fordyce: S. f. Ver: grânulo de Fordyce.

doença de Fox-fordyce: S. f. afecção das glândulas sudoríparas apócrinas decorrente da obstrução e ruptura da porção intraepidérmica do ducto das glândulas apócrinas, levando à erupção de pápulas foliculares e pruriginosas. Estas são firmes, arredon- dadas ou achatadas, de cor normal ou um pouco hiperpigmentada, que tendem a agrupar-se, sem, no entanto, coalescerem. O prurido, muito violento, aparece em crises paroxísticas. A coçagem das pápulas pode provocar escoriações no vértice e a região torna-se hiperpimentada. Nesses casos, as pápulas infiltram-se, sem se liquinificarem. As lesões se localizam na auréola mamária, nas axilas, púbis, umbigo

eregião ínguino-crural. Outras designações: moléstia de Fox-Fordyce, miliária apócrina, enfermidade de Fox-Fordyce. Símbolo de classificação: 4.38.1.

doença de Frei: S. f. Ver: linfogranuloma venéreo.

doença de Gaucher: S. f. lipidose crônica, familiar e rara, causada por distúrbios do metabolismo. Estes provocam acúmulo de glicocerebrosídio e esfingomielina nos macrófagos, devido à deficiência de uma enzima responsável pela quebra dos mes- mos. Observa-se a hipertrofia do fígado e do baço, pigmentação da conjuntiva bulbar,

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 173

anomalias oculares, anemia, leucopenia, trombocitopenia e lesões ósseas. Na pele,

observa-se melandodermia. Outras designações: ø. Símbolo de classifica-

ção: 4.1.2.4.

doença de Goldscheider: S. f. Ver: epidermólise bolhosa simples.

doença de Gougerot-Blum: S. f. Ver: púrpura pigmentares crônicas na forma liquenoide de Gougerot-Blum.

doença de Gunther: S. f. Ver: porfiria eritropoiética congênita.

doença de Hailey-Hailey: S. f. Ver: bulose crônica benigna familial.

doença de Hansen: S. f. (pop.) Ver: hanseníase.

doença de Hartnup: S. f. Ver: síndrome de Hartnup.

doença de Hebra: S. f. Ver: eritema exsudativo multiforme.

doença de Heck: S. f. Ver: hiperplasia epitelial focal.

doença de Hodgkin: S. f. Ver: linfoma de Hodgkin.

doença de Hutchinson-Gilford: S. f. Ver: progeria da criança.

doença de Hyde: S. f. Ver: prurigo nodular.

doença de Jorge Lobo: S. f. Ver: blastomicose queloidiana.

doença de Kawasaki: S. f. Ver: síndrome de Kawasaki.

doença de Ketron-Goodman: S. f. Ver: reticulose pagetoide.

doença de Kimura: S. f. Ver: hiperplasia angiolinfoide com eosinofilia.

doença de Kitamura: S. f. Ver: acropigmentação reticulada de Kitamura.

doença de Köhlmeier-Degos: S. f. Ver: papulose atrofiante maligna.

doença de Kussmaul-Maier: S. f. Ver: poliarterite nodosa.

doença de Lewandowski-Lutz: S. f. Ver: epidermodisplasia verruciforme.

doença de Lutz-Lewandowski: S. f. Ver: epidermodisplasia verruciforme.

doença de Lutz-Splendore-Almeida: S. f. Ver: blastomicose sul-americana.

doença de Lyell: S. f. Ver: necrólise epidérmica tóxica.

doença de Lyme: S. f. zoodermatose causada pelo espiroqueta Borelia burgdorferi, transmitido através da picada de carrapatos do gênero Ixodes. No primeiro estágio da doença, as lesões cutâneas caracterizam-se por eritema migratório, urticária, rash malar, eritemas evanescentes e lesões anulares múltiplas, e são acompanhadas por outros sintomas, tais como dor de cabeça, meningismo, dor nos músculos, dor nas articulações, dor testicular, aumento anormal das glândulas linfáticas, sintomas res- piratórios, conjuntivite, febre e fraqueza. Semanas ou meses depois, surge linfocitoma cutis e eritema palmar. Nesse estágio ocorre ainda meningite, inflamação dos nervos cranianos, principalmente paralisia do facial ou dos nervos periféricos, dores nos músculos e nas articulações, anormalidades cardiológicas, dor na região precordial, neuropatia ótica, inflamação generalizada da córnea e da membrana íris. Em um terceiro estágio, evidenciam-se acrodermatite crônica atrófica e morfeia, que são acompanhadas por artrite crônica oligoarticular, inflamação progressiva do encéfalo e da medula espinhal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.16.14.

174LÍDIA ALMEIDA BARROS

doença de Majocchi: S. f. Ver: púrpura pigmentar crônica na forma anular telangiectásica de Majocchi.

doença de Meige: S. f. Ver: linfedema congênito hereditário.

doença de Mibelli: S. f. Ver: poroqueratose.

doença de Milroy: S. f. Ver: linfedema congênito hereditário.

doença de Milton: S. f. Ver: urticária gigante.

doença de Mondor: S. f. Ver: feblite de Mondor.

doença de Morquio: S. f. Ver: mucopolissacaridose tipo IV.

doença de Morquio-Uhicer: S. f. Ver: mucopolissacaridose tipoIV.

doença de Nicolas-Favre: S. f. Ver: linfogranuloma venéreo.

doença de Niemann Pick: S. f. lipidose hereditária, autossômica recessiva, causada por acúmulo de esfingomielina nos histiócitos e células do sistema retículo-endotelial. Os sintomas mais comuns são melanodermia difusa, xantomatização, infiltração pulmonar, hemorragias gastrintestinais, trombocitopenia, icterícia, anemia, hepa- toesplenomegalia e coquexia. O envolvimento cerebral pode ocorrer em estágio tar- dio, provocando o aparecimento de manchas vermelhas, convulsões e retardo men- tal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.2.5.

doença de Paget: S. f. dermatose paraneoplásica de aparência eczematosa, acompa- nhada pela infiltração das células de Paget (células anormais, grandes e com cito- plasma límpido na epiderme). Na maior parte dos casos, acompanha-se de um adenocarcinoma letal. O carcinoma subjacente varia desde carcinomas intraductais não invasivos a extensos, com metástases auxiliares. A associação com carcinomas é muito menos frequente nas localizações extramamárias. As lesões iniciais são unila- terais, apresentando bordas bem definidas (circundando e envolvendo o mamilo e a auréola) e acompanhadas de pruridos. As células tumorais migram, a partir do tu- mor, através dos ductos, até atingirem a epiderme (mamilo e acnos glandulares). A progressão é lenta e contínua. No início há apenas discreta descamação ou crostas delicadas no mamilo ou na auréola. Localiza-se nas regiões axilares ou perinais ou no mamilo e auréola, quando a lesão é infiltrada e eczematosa. Outras designações: moléstia de Paget Símbolo de classificação: 4.29.10.1.21.6.3.12.

doença de Paxton: S. f. Ver: triconodose.

doença de Peyronie: S. f. Ver: fibromatose peniana.

doença de Pfleger-Tappeiner: S. f. Ver: angioendoteliomatose proliferante sistê- mica.

doença de Pick-Herxheimer: S. f. Ver: acrodermatite crônica atrofiante.

Doença de Pierini-Borda: S. f. Ver: prurigo melanótico.

doença de Plaxton: S. f. (pop.) Ver: corinebacteriose palmelina.

doença de Pringle-Bourneville: S. f. Ver: esclerose tuberosa.

doença de Quincke: S. f. Ver: urticária gigante.

doença de Quinquaud: S. f. Ver: foliculite decalvante.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 175

doença de Ramos e Silva: S. f. Ver: ceratodermia marginal das palmas.

doença de Raynaud: S. f. Ver: vasculite da síndrome de Raynaud.

doença de Refsum: S. f. Ver: síndrome de Refsum.

doença de Roch-Leri: S. f. Ver: lipomatose familiar.

doença de Rosenbach: S. f. (pop.) Ver: erisipeloide.

doença de Shulman: S. f. Ver: esclerodermia circunscrita fasciíte eosinofílica.

doença de Sneddon-Wilkinson: S. f. Ver: pustulose subcórnea

doença de Sturge-Weber-Dimitri: S. f. Ver: síndrome de Sturge-Weber.

doença de Takayasu: S. f. vasculite primária predominantemente granumatulosa, de provável etiologia associada a Mycobacterum tuberculosis, a predisposição genética ou ainda a mecanismos autoimunes. Afeta a aorta e suas ramificações, assim como os grandes vasos, sendo que as manifestações clínicas dependem dos vasos afetados. Observam-se claudicação de extremidades, pressão arterial, sopro na aorta ou subclava, fibrose e estemose. Histologicamente, ocorre arterite granumatulosa. Outras desig- nações: arterite de Takayasu. Símbolo de classificação: 4.14.2.3.3.

doença de Tangier: S. f. lipidose hereditária causada por distúrbio do metabolismo lipídico, provocando o acúmulo de colesterol e fosfolipídio nos tecidos, devido a uma deficiência de alfalipoproteína no plasma. Não apresenta lesões cutâneas, mas há dilatação das tonsilas, hepatoesplenomegalia. As mucosas foríngea e retal adquirem cor amarelo-acinzentada ou alaranjada. Há dilatação dos linfogodos e a córnea tor- na-se opaca. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.2.6.

doença de Underwood: S. f. Ver: esclerema neonatal.

doença de Urbach-Weithe: S. f. Ver: glicolipoidoproteinose.

doença de Von Reckling-Hausen: S. f. Ver: neurofibromatose 1.

doença deVon-Hippel-Lindau: S. f. esclerose tuberosa de transmissão autossômica dominante. Apresenta hemagioblastoma no cerebelo e nas paredes do quarto ventrículo, o que compromete a medula espinhal. Há também hemagiomas, poden- do ser em grande número e bilaterais. Associam-se com cistos do pâncreas, rins, angiomas de fígado, hamartomas e outros. Outras designações: angiomatose reti- no cerebelear, hemangioblastoma do cerebelo e da retina. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.10.4.

doença de Weber-Christian: S. f. Ver: paniculite nodular não superativa febril recidivante.

doença de Werlhof: S. f. Ver: púrpura trombocitopênica idiopática.

doença de White: S. f. Ver: queratose folicular.

doença de WiniWarter-Buerger: S. f. Ver: tromboangiíte obliterante.

doença de Winkler: S. f. Ver: condrodermatite nodular hélix.

doença de Woringer-Kolopp: S. f. Ver: reticulose pagetoide.

doença do soro: S. f. farmacodermia causada por drogas, geralmente imunossoros e penicilina. Apresenta urticária, artralgia, febre, mal-estar e linfadenopatia generali-

176LÍDIA ALMEIDA BARROS

zada decorrente do tipo de hipersensibilidade por imunocomplexos. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.31.7.

doença dos vagabundos: S. f. (pop.) Ver: pediculose do corpo.

doença entérica: S. f. doença provocada por bactérias coliformes ou protozoários presentes nas fezes. As doenças entéricas compreendem a shigellose, giardíase, amebíase, hepatite viral A e B, criptosporidiose e outras. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.27.9.

doença exantemática-símile: S. f. farmacodermia causada por drogas como sulfas, analgésicos, derivados de pirazoloma, antibióticos, tiroureia, tranquilizantes e outros. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.31.9.

doença homóloga: S. f. dermatose autoimune que, em geral, ocorre após trans- plante de medula óssea em paciente com anemia aplástica, imunodeficiências ge- néticas, leucemia aguda ou imunossuprimidos e raramente pela passagem placen- tária de linfócitos imunocompetentes. Observa-se a presença de prurido e dor à pressão na região palmoplantar. A erupção tem início súbito, podendo evoluir para eritrodermia ou bolhas em casos graves. O acometimento hepático (fase crô- nica), envolvimento do trato intestinal e dos pulmões, e insuficiência aguda são acometimentos extracutâneos. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.2.6.

doença manchada: S. f. (pop.)Ver: pinta.

doença mista do tecido conjuntivo: S. f. dermatose autoimune que apresenta a com- binação de elementos parecidos com os da artrite reumatoide, da dermatopolimiosite, da esclerose sistêmica progressiva, do lúpus eritematoso sistêmico, juntamente com alto índice de anticorpo antirribonucleicoproteína nuclear. Clinicamente são obser- vados o fenômeno de Raynaud, lesões esclerodermiformes, alopecia, polimiosite, talangiectasia, despigmentação e poliartrite. Outras designações: DMTC. Sím- bolo de classificação:4.2.5.

doença pigmentar progressiva: S. f. Ver: púrpura pigmentar crônica na forma pig- mentar progressiva de Schamberg.

doença potencialmente reveladora de malignidade interna: S. f. manifestação cutânea reveladora de neoplasia, que pode ser adquirida ou hereditária. Nessa dermatose as patogenias podem ser variadas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.21.6.2.

doença sexualmente transmissível: S. f. dermatose provocada por vírus, bactéria e outros microrganismos, transmitida por contágio sexual. A sintomatologia inicial se localiza, normalmente, na região genital, mas pode se manifestar em outros órgãos do corpo, como garganta, boca, reto e aparelho digestivo. Outras designações: DST (Sigla), doença venérea (desus.). Símbolo de classificação: 4.27.

doença trissintomática: S. f. Ver: vasculite necrosante de Gougerot-Ruiter.

doença venérea: S. f. (desus.)Ver: doença sexualmente transmissível.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 177

doliconíquia: S. f. onicopatia que apresenta unhas compridas. É normalmente obser- vada na síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos, hematoma subungueal, displasia ectodérmica, eunicoidismo e hipopituitarismo.Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.34.14.

donovanose: S. f. doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Calymmatobacterium granulomatis. Apresenta lesões indolores e autoinoculáveis; as iniciais são pápulas pequenas, nódulos ou pústulas que coalescem, constituindo pla- cas elevadas, bem delimitadas, que se ulceram rapidamente, tornando-se lesões ulcerovegetantes. As lesões podem multiplicar-se. Nos casos de longa evolução, pode estender-se até ao colo uterino e, raramente propagar-se para o útero, trompas, be- xiga e ovários. Outras designações: granuloma inguinal, granuloma venéreo, gra- nuloma inguinale, granuloma venéreo tropical, úlcera serpiginosa, granuloma con- tagioso, pseudobulbão. Símbolo de classificação: 4.27.6.

dracontíase: S. f. Ver: dracunculíase.

dracunculíase: S. f. helmintíase devida à ingestão de água contaminada com crustá- ceos do gênero Cyclops infestados pela larva do verme nematódeo Dracunculus medinensis. Os vermes ficam restritos à área de infecção, determinando o apareci- mento de lesões eritematovesiculosas, que podem evoluir para úlceras crônicas. Po- dem ocorrer ainda lesões urticariformes, febre, aumento da quantidade de leucócitos eosinófilos no sangue e perturbações gastrintestinais As lesões são dolorosas e loca- lizam-se sobretudo nos membros inferiores, nádegas, braços e genitália. Outras designações: dracunculose, dracontíase. Símbolo de classificação: 4.16.13.2.

dracunculose: S. f. Ver: dracunculíase.

DS: Sigla Ver: dermatite seborreica.

DST: Sigla Ver: doença sexualmente transmissível.

E

EA: Sigla Ver: erupção acneiforme.

ectasia papilar: S. f. Ver: angioma.

ectasia senil: S. f. Ver: angioma.

éctima: S. m. piodermite causada por estafilococos ou estreptococos, que apresenta inicialmente vesículas ou vesiculopústulas tensas ou pouco flácidas, de formato oval ou arredondado, contendo líquido turvo e purulento. Com o tempo, a lesão se apro- funda, surgindo, então, uma úlcera de fundo liso, avermelhado ou purulento, envol- ta por halo eritematoso, pouco edemaciado, de cor branco-acinzentada, que se reco- bre por crosta espessa, acastanhada, às vezes estratificada (rúpia), e muito aderida. Em alguns casos, a lesão se aprofunda ainda mais, originando a chamada éctima tenebrante. Em geral as lesões se apresentam em número reduzido e, devidamente tratadas, involuem em poucas semanas, deixando cicatriz, a princípio rósea, depois hipocrômica ou hiperpigmentada. Pode ocorrer inflamação dos glomérulos de Malpighi (glomerulonefrite) e enfartamento ganglionar. O quadro pode complicar- se, ocasionando eczematização e erisipela. Localiza-se com maior frequência nas pernas e coxas, podendo afetar outras regiões. Outras designações: éctima tenebrante. Símbolo de classificação: 4.21.1.9.

éctima gangrenoso: S. m. infecção por Pseudomonas aeruginosa ou ainda pelas bac- térias Staphylococcus pyogens e Streptococcus pyogens. Apresenta inicialmente bolhas contendo líquido purulento, semelhantes às do éctima. A parte central da lesão sofre necrose e, em seguida, surgem úlceras com fundo granuloso e bordas descoladas, talhadas a pique, que se propagam rapidamente, com formação de esfácelo (úlcera fagedênica). As bactérias invadem a corrente sanguínea, provocando infecção gene- ralizada. Pode instalar-se em incisão operatória ou estar associada à colite ulcerativa, diabetes e artrite reumatoide. Atinge, às vezes, extensas áreas, localizando-se, de preferência, nos membros inferiores, tronco e cabeça. Outras designações: pioderma

180LÍDIA ALMEIDA BARROS

gangrenoso, dermatite gangrenosa infantil, pênfigo gangrenoso, gangrena cutânea disseminada. Símbolo de classificação: 4.21.6.3.

éctima tenebrante: S. m. Ver: éctima.

ectodermose erosiva plurioroficial: S. f. farmacodermia provocada por drogas como sulfas, anticonvulsivantes e anti-inflamatórios não hormonais. Fatores etiológicos como infecções virais e bacterianas também são apontados como causas prováveis. Mycoplasma, particularmente mycoplasma pneumonial são os agentes infeciosos mais importantes. As alterações dérmicas são muito pequenas, do tipo infiltrado inflama- tório crônico discreto. Provoca cefaleia, dores musculares, dores nas articulações, febre, mucosas bucais, uretrite, estomatite, balanite, vulvovaginte, conjuntivite, uveíte e panoftalmia com cegueira. Pode ainda atacar gravemente outros órgãos e originar pneumonites, necrose e tubular aguda. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.31.2.

eczema: S. m. dermatose provocada por fatores diversos, exógenos, endógenos, físi- cos e até psíquicos. Caracteriza-se, normalmente, por duas etapas: objetiva e imunoclínica. A primeira apresenta erupção eritematovesiculosa, eritematopapuve- siculosa ou eritematoescamosa com ou sem exsudação. O prurido é constante e, como consequência de sua duração, surge a liquenificação, completando a etapa objetiva. Na fase imunoclínica, procuram-se classificar os eczemas em quadros independen- tes, de acordo com critérios clínicos e/ou imunopatológicos, em: eczema de contato, eczema seborreico, eczema atópico, eczema microbiano, eczema numular, autoeczema, eczema psicogênico, fotoeczema e eczema indeterminado. O eczema é um tipo par- ticular de infecção que atinge a epiderme e a derme, tendo o prurido como elemento constante. De acordo com a fase, o quadro eczematoso pode ser agudo, subagudo ou crônico. As lesões podem ser localizadas ou generalizadas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.8.2.

eczema asteatósico: S. m. eczema provavelmente provocado pela diminuição dos lipídios da pele, sendo desencadeado pelo clima frio ou seco, uso de diuréticos e deficiência de zinco. Inicia-se com pele xerótica e pruriginosa, quadro que evolui para fissuras, às vezes hemorrágicas, na camada córnea, com bordas eritematosas, pouco elevadas. A coçadura, o excesso de banho e de sabão são agentes agravantes do quadro. Localiza-se preferencialmente nas mãos, pernas e braços. Outras designa- ções: craquelé, eczema craquelé. Símbolo de classificação: 4.8.2.7.

eczema atópico: S. m. Ver: dermatite atópica.

eczema craquelé: S. m. Ver: eczema asteatósico.

eczema das mãos: S. m. eczema de origens múltiplas, podendo ser desencadeado por fatores exógenos, como contatos com produtos químicos, ingestão de produtos alérginos, dermatite de contato alérgica, mícides e infecções, ou por fatores endógenos, que envolvem os eczemas idiopáticos (eczema numular, dermatite palmar), eczema disidrótico, dermatite atópica. Podem também ser provocados por medicamentos

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 181

como a penicilina e piroxicam. Localiza-se, em geral, nas mãos. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.8.2.11.

eczema de contato: S. m. Ver: dermatite de contato.

eczema de contato por irritante primário: S. m. Ver: dermatite de contato por ir-

ritante primário.

eczema de estase: S. m. eczema inflamatório crônico das pernas, causado ou agrava- do por varizes, devido à insuficiência valvular ou tromboflebites. Pode também ser desencadeado por lesões tróficas musculares, fraturas nos membros inferiores, pés valgos-planos e artrites deformantes ou ainda decorrer de questões relativas à obesi- dade. Caracteriza-se pelo surgimento de edema e de dermatite ocre, esta devido à pigmentação hemossiderótica residual após púrpuro de estase, apresentando man- chas vermelho-acastanhadas. O quadro pode apresentar-se na forma aguda, eczematosa, eritematosa e vésico-secretante; na fase crônica, com liquenificação. Normalmente, apresenta infecção bacteriana (celulite), podendo evoluir para erisi- pela. Devido à ausência, interrupção do tratamento ou por emprego local de drogas foto-sensibilizantes (como prometazina e sulfas), o quadro eczematoso poderá dis- seminar-se por mecanismos de auto-sensibilização ou reação de absorção, podendo desenvolver ulcerações. A evolução do complexo eczema-úlcera-erisipela poderá pro- vocar a dermatoesclerose e a elefantíase. Localiza-se geralmente no terço inferior da perna, iniciando-se no tornozelo e estendendo-se gradualmente. Outras designa- ções: dermatite de estase, eczema hipostácio, eczema varicoso. Símbolo de classi- ficação: 4.8.2.9.

eczema de vacínia: S. m. Ver: eczema vacinato.

eczema disidrótico: S. m. eczema cuja causa provável é a ingestão de níquel (elemen- to metálico) nos indivíduos sensíveis a ele. Caracteriza-se pelo surgimento de vésico- bolhas claras e profundas, de evolução crônica, podendo piorar no verão. Não apre- senta eritema, mas há prurido intenso. O quadro tende a melhorar, apresentando, nesse período, descamação. A recidiva é a regra. As bolhas são bem localizadas, pre- ferindo a região dorsal e lateral dos dedos, região palmar e bordas das mãos e dos pés. Outras designações: pomphoyx. Símbolo de classificação: 4.8.2.12.

eczema herpeticum: N. Cient. Ver: eczema vacinato.

eczema hipostácio: S. m. Ver: eczema de estase.

eczema marginado de hebra: S. m. Ver: dermatofitose marginada.

eczema microbiano: S. m. eczema provocado por fungos e bactérias ou por produtos que funcionam como antígenos. As lesões geralmente apresentam bordas bem deli- mitadas por vesículas, que eliminam um líquido sero-purulento ao se romperem, formando áreas erosivas. Localizam-se, normalmente, ao redor de úlceras nas per- nas, grandes dobras e nos pés (nesses dois lugares, quando ocorre sudorese intensa), em torno de orifícios naturais, no couro cabeludo (associado a pediculose) e ainda distantes dessas partes do corpo, devido à sensibilização. Neste último caso, trata-se

182LÍDIA ALMEIDA BARROS

de bactérides. As afecções provocadas por fungos, por sua vez, conduzem, com frequência, ao aparecimento de dermatites eczematosas. Suas lesões localizam-se nas regiões palmo-plantares e grandes dobras, podendo também surgir lesões distantes (chamadas de ides), como acontece em algumas formas de desidrose. Outras desig- nações: dermatite eczematoide infecciosa. Símbolo de classificação: 4.8.2.6.

eczema numular: S. m. eczema de causa ainda não bem determinada. Acredita-se que sua ocorrência possa ser predisposta pelo terreno atópico ou provocada por hi- persensibilidade a estafilococo. A pele seca (xerodermina) pode também provocar o seu surgimento, assim como o estresse emocional. A presença maciça de estafilococos pode agravar sua evolução. Caracteriza-se por uma ou diversas placas vesiculosas, circulares, ovais ou em forma de moeda (numulares), eritematosa e pruriginosa, com bordas bem demarcadas. Na fase aguda apresenta exsudato-crostoso, evoluindo para estágio menos vesiculoso e mais descamativo, com clareamento da área central da lesão e extensão periférica, transformando-se em lesões anulares. Após semanas ou meses, podem surgir lesões contralaterais e até ocorrer disseminação. Tende a ser crônica. As lesões localizam-se com maior frequência nas mãos e antebraços, tronco e membros inferiores. Outras designações: dermatite numular. Símbolo de clas- sificação: 4.8.2.8.

eczema por irritação primária: S. m. Ver: dermatite de contato por irritante primário.

eczema vaccinatum: N. Cient. Ver: eczema vacinato.

eczema vacinato: S. m. vacina causada pelo vírus da herpes simples (Eczema herpeticum) ou da vacínia (Eczema vacinatum). Sobrevém geralmente após um eczema atópico pré-existente e caracteriza-se por um agrupamento de vesículas que, posteriormen- te, tornam-se pústulas com umbilicação central, semiesféricas. São de cor escura, tornando-se amarelo-acastanhado em crostas formadas após abrirem ou dessecarem. Após a eliminação destas, resulta área eritematosa com fácil tendência ao sangra- mento. É acompanhada por febre dalta, toxemia, mal-estar, adenopatia, hipertrofia dos linfonodos e edema acentuado, capaz de produzir deformação monstruosa na face. As lesões que surgem repentina e simultaneamente são numerosas, variando com a quantidade de anticorpos que o indivíduo possuía contra o vírus da vacina ou da herpes simples. Pode surgir infecção bacteriana durante a evolução. As lesões localizam-se na face, no pescoço, nas extremidades e no tronco, dificilmente fora de dermatites pré-existentes. Outras designações: erupção variceliforme, erupção de Kaposi, eczema vaccinatum, eczema de vacínia, eczema herpeticum, pustulose agu- da vacciniforme, erupção pós-vacínia. Símbolo de classificação: 4.15.1.1.

eczema varicoso: S. m. Ver: eczema de estase.

eczemátide: S. f. dermatose que se caracteriza pelo surgimento de áreas arredondadas ou ovais, eritematosas ou cor da pele, com leve descamação. Podem desaparecer es- pontaneamente e, em seu lugar, deixam zonas hipocrômicas, que ficam mais eviden- tes quando expostas ao sol. Localiza-se preferencialmente na face, parte lateral dos

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 183

braços e troncos, às vezes mais pronunciada nos óstios foliculares. Outras designa- ções: pitiriase alba. Símbolo de classificação: 4.8.3.

eczemátide do tipo pitiríase rósea: S. f. Ver: eczemátide do tipo pitiríase rósea de

Gibert.

eczemátide do tipo pitiríase rósea de Gibert: S. f. eczemátidecom lesões de base eritematosa, de forma elíptica ou oval e recobertas de escamas finas, pequenas, ade- rentes, laminares ou furfuráceas, geralmente localizadas na periferia. A coloração das lesões recentes é homogênea, por outro lado as lesões mais antigas apresentam- se mais escuras na parte central e mais coloridas na periferia. Geralmente não há prurido, quando esse ocorre é ameno. Atinge, preferencialmente, o dorso, o abdô- men e o tórax. É raro o acometimento da face e dos membros. Outras designações: eczemátide do tipo pitiríase rósea. Símbolo de classificação:4.8.3.4.

eczemátide eritrodérmica: S. f. eczemátide generalizada, na qual toda extensão da pele é descamativa, edemaciada, apresentando alguns focos exsudativos. Outras designações:– Símbolo de classificação: 4.8.3.6.

eczemátide figurada esteatoide: S. f. eczemátide caracterizada por apresentar um número variável de lesões róseas ou avermelhadas, de coloração mais intensa na pe- riferia e de contornos bem definidos, anulares, marginados, policíclicos ou circula- res. Apresenta escamas gordurosas, acinzentadas ou amareladas, cuja remoção reve- la pequenos focos exsudantes. Nas bordas observam-se escamo-crostas. As lesões estendem-se desde o couro cabeludo até a região frontal, formando a chamada “co- roa seborreica”. Podem ter localização pré-esternal (pitiríase esteatoide pré-esternal) e interescapular, onde as alterações cutâneas formam o quadro dermatite figurada médio-torácica. Outras designações: – Símbolo de classificação: 4.8.3.1.

eczemátide peripilar: S. f. eczemátide que apresenta pápulas pequenas, de coloração violácea ou vermelha, achatadas ou acuminadas presentes ao redor da abertura do folículo pilo-sebáceo. Em geral essas pápulas não são pruriginosas, podendo nem ser notadas pelo paciente quando dispostas em local pouco acessível. Há grande chance de se agruparem para formar placas de número e extensão variáveis. As lesões se localizam frequentemente no dorso, no tórax e na região pré-esternal. Outras de- signações:– Símbolo de classificação: 4.8.3.5.

eczemátide peripilar esteatoide: S. f. eczemátide peripilar com pápulas recobertas de pequenas crostas gordurosas. Algumas vezes não contêm crostícula oleosa, apre- sentando-se, portanto, secas e com escamas finas furfuráceas. Como ocorre na eczemátide figurada, essas pápulas assumem aspecto figurado pela reunião em pla- cas bem delimitadas, de contornos nítidos, policíclicos. Outras designações:– Sím- bolo de classificação:4.8.3.5.1.

eczemátide pitiriasiforme: S. f. eczemátide que apresenta descamação discreta em pele um pouco rósea ou hipocrômica (“pitiríase alba”, “pitiríase do corpo”, “dartro volante”, “pitiríase simples da face”) ou mesmo lesões que tornam difícil a diferen-

184LÍDIA ALMEIDA BARROS

ciação com a eczemátide psoriasiforme por serem ricas em escamas de coloração vermelho-vivo. A distinção é possível uma vez que as lesões não são tão extensas e nem bem delimitadas quanto as do tipo psoriasiforme, apresentando escamas furfuráceas, menores e menos aderentes. Na maior parte das vezes, as lesões não apresentam prurido e podem eczematizar-se. Localizam-se preferencialmente no tronco e couro cabeludo, e raramente na parte inferior dos membros. Outras desig- nações: – Símbolo de classificação: 4.8.3.3.

eczemátide psoriasiforme: S. f. eczemátide que apresenta lesões cutâneas bastante escamosas. Essas são numulares, circulares ou em grande placas, bem delimitadas e recobertas de escamas laminares, aderentes, com base eritematosa, raramente pruriginosas. Há também presença de lesões eczematizadas geralmente pruriginosas. As lesões localizam-se no abdômen, dorso, tórax e axilas, podendo atingir a face e pescoço. Podem formar ainda uma “coroa seborreica”, estendendo-se do couro ca- beludo à fronte. É possível ocorrer eczematização com lesões úmidas e exsudantes, com vesiculação intensa (eczema seborreico) quando são atingidos o couro cabeludo, as dobras, as regiões retroauricular e periumbilical, além de outros locais. Outras designações: – Símbolo de classificação: 4.8.3.2.

edefluvium unguium: N. Cient. Ver: onicomadese.

edema: S. m. alteração na espessura da pele causada por congestão de capilares devido ao acúmulo de exsudato. Caracteriza-se por distensão cutânea de consistência mole ou endurecida. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.5.4.

edema angioneurótico familiar: S. m. Ver: angioedema hereditário.

edema angioneurótico: S. m. Ver: angioedema, urticária gigante.

edema circunscrito: S. m. Ver: urticária gigante.

edema de Calabar: S. m. Ver: loíase.

edema de Quincke (circunscrito e periódico): S. m. Ver: angioedema.

edema de Quincke: S. m. Ver: urticária gigante.

edema digital fibroso: S. m. Ver: fibromatose digital infantil.

edema do recém-nascido: S. m. Ver: escleredema neonatal.

edema maligno: S. m. carbúnculo cutâneo grave, caracterizado pelo aparecimento de vesículas, que se rompem, formando uma escara necrótica, circundada por edema amplo e tenso e acompanhada de induração, febre elevada e intoxicação sanguínea (toxemia). Localiza-se habitualmente em áreas de tecido conjuntivo frouxo. Outras designações: ø. Símblo de classificação: 4.21.5.1.2. -

edema neonatal: S. m. Ver: escleredema neonatal.

edema neonatorum: N. Cient. Ver: escleredema neonatal.

edema periódico: S. m. Ver: urticária gigante.

efélide: S. f. hipercromia hereditária determinada por gene autossômico dominante. A exposição ao sol incentiva o aumento das atividades dos melanócitos, sem que haja alteração no número destes, mas provocando um acúmulo de melanina na camada

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basal da derme. Este acúmulo dá origem a pequenas manchas amareladas ou acasta- nhadas, de tonalidade mais clara ou mais escura, de formato puctiforme ou lenticular. O número de lesões é variável, podendo aumentar em virtude de exposição ao sol, sendo, em alguns casos, incontáveis. As regiões frequentemente acometidas são as mais expostas, como face, membros superiores e pescoço. Outras designações: sarda(pop.), ovo-de-peru(pop.), titinga(Bras.). Símbolo de classificação: 4.5.3.5.

efidrose: S. f. Ver: hiperidrose.

eflorescência: S. f. Ver: lesão.

eflúvio anagênico: S. m. alopecia apresentada após quimioterapia, radioterapia, in- toxicação de sais de tálio, procedimentos cirúrgicos demorados ou doenças graves, infecciosas ou não. Ocorre devido à inibição da fase anagênica, provocada pelos alquilates, citostáticos e antimetabólicos, ocasionando queda súbita de cabelos anágenos em grandes quantidades. Outras designações: eflúvio anágeno. Símbolo de clas- sificação: 4.35.2.7.

eflúvio anágeno: S. m. Ver: eflúvio anagênico.

eflúvio telogênico: S. m. alopecia causada por estímulo da fase telógena decorrente de suspensão de contraceptivos orais, pós-febre, cirurgias, hemorragias, doenças infec- ciosas ou não, distúrbios emocionais ou pós-parto. Outras designações: eflúvio telógeno. Símbolo de classificação: 4.35.2.6.

eflúvio telógeno: S. m. Ver: eflúvio telogênico.

elaiocomicose: S. f. Ver: erupção acneiforme.

elastoidose cística e comedônica: S. f. dermatose elastótica actínica caracterizada por pele repleta de cistos e comedos abertos, e pela espessura e coloração amarelada da pele. Localiza-se normalmente nas regiões periorbitrárias, zingomáticas e tempo- rais. Outras designações: elastoidose com cistos e comedões de Favre-Racouchot. Símbolo de classificação: 4.32.1.2.1.4.

elastoidose com cistos e comedões de Favre-Racouchot: S. f. Ver: elastoidosecística

e comedônica.

elastólise: S. f. Ver: atrofia maculosa.

elastólise cutânea generalizada adquirida pós-inflamatória: S. f. Ver: eritema multiforme infantil atrofiante.

elastoma difuso: S. m. dermatose elastótica actínica que apresenta pele espessada, de aspeto citrino, discretamente pastosa, com placas amareladas ou coloração semelhante a marfim velho. Localiza-se na face, pescoço e na área do decote. Outras designa- ções: elastoma difuso de Dubreuilh. Símbolo de classificação: 4.32.1.2.1.1.

elastoma difuso de Dubreuilh: S. m. Ver: elastoma difuso.

elastose perfurante: S. f. genodermatose mesenquimal de origem autossômica domi- nante que apresenta pápulas ceratósicas circinadas assitomáticas, de crescimento centrífugo e serpiginoso. Histopatologicamente, as fibras elásticas apresentam-se fragmentadas e em pequenos grupos, que saem através da epiderme. Há também

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associação com o tratamento de d-penicilina da doença deWilson e da homocistinúria. As lesões ocorrem com maior frequência nos lados do pescoço e nas superfícies de extensão dos braços e antebraços, podendo ser várias ou única. Outras designa- ções: elastose perfurante serpiginosa. Símbolo de classificação: 4.30.2.7.4.

elastose perfurante sergipinosa: S. f. Ver: elastose perfurante.

elastose solar: S. f. Ver: pele citreínica.

elefantíase: S. f. Ver: paquidermia.

elefantíase-dos-árabes: S. f. Ver: filaríase.

elefantíase-dos-gregos: S. f. (pop.) Ver: hanseníase.

elefantíase filariana: S. f. Ver: filaríase.

elefantíase linfanfiomatosa: S. f. Ver: linfangioma profundo.

elemento celular da derme: S. m. estrutura localizada na derme e que comporta: fibroblasto, histiócito, mastócito e linfócito.Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.3.1.

elemento eruptivo: S. m. Ver: lesão.

elitrite: S. f. Ver: vaginite.

EM: Sigla Ver: eritema exsudativo multiforme.

enantema: S. m. eritema que apresenta erupção de coloração avermelhada. Ocorre em casos de febres eruptivas e de doenças infecciosas. Localiza-se, em geral, nas mucosas das cavidades naturais (boca, faringe, mucosas genitais ou anais). Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.2.

enfermidade de Fox-Fordyce: S. f. Ver: doença de Fox-Fordyce.

enidose: S. f. Ver: urticária.

entomorfitoromicose subcutânea: S. f. zigomicose causada por fungos da ordem Entomophthorales, principalmente pelo Basidiobolus haptosporus. Apresenta lesões nodulares e duras,. As lesões localizam-se geralmente nas regiões glúteas e extremi- dades (membros inferiores, nádegas e tronco), mas podem atingir qualquer região do corpo. Outras designações: zigomicose subcutânea. Símbolo de classifica- ção: 4.24.3.10.2.

epiderme: S. f. camada superficial da pele que se compõe de tecido epitelial córneo pavimentoso e estratificado. Essa camada possui, de fora para dentro, uma parte morta, que é a camada córnea, e uma parte celular viva, que é composta pelas camadas lú- cida, granulosa, espinhosa e basal. Nessas regiões, a epiderme é mais complexa e espessa. As camadas granulosa e lúcida podem estar ausentes em algumas partes do corpo. A epiderme ainda é constituída de três tipos de células epiteliais, que são as células de Malpighi, Langerhans e de Merkel. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.1.

epidermodisplasia verruciforme: S. f. verruga causada por vários vírus HPV, entre os quais o HPV5. A transmissão é por herança autossômica recessiva, podendo ha- ver casos com herança ligada ao cromossomo X. Apresenta lesões avermelhadas,

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violeta-amareladas ou acastanhadas, disseminadas, lembrando a verruga plana quando em maior número. As lesões são redondas ou poligonais, hipocrômicas e com discre- ta descamação, lembrando a pitiríase vesicolor. Em locais de exposição à luz solar, tendem a tornar-se malignas, desenvolvendo queratoses ou carcinoma espino-celu- lar. Localiza-se no dorso das mãos e dos pés, nos dedos, na face e no pescoço. Outras designações: doença de Lutz-Lewandowski, doença de Lewandowski-Lutz. Sím- bolo de classificação: 4.15.4.9.

epidermofitose: S. f. Ver: dermatofitose.

epidermofitose dos pés: S. f. Ver: dermatofitose dos pés.

epidermofitose interdigital dos pés: S. f. Ver: dermatofitose dos pés.

epidermólise bolhosa: S. f. genodermatose bolhosa congênita que engloba diferentes quadros clínicos de transmissão genética, são eles: 1) simples, com bolhas de locali- zação epidérmica e sem cicatrizes; 2) junciais, no qual as bolhas situam-se na lâmina lúcida; 3) distróficas, com presença de atrofia, cistos tipo milium, distrofias ungueais, alterações pigmentares, lesões mucosas e êxito de cicatrização. Todas podem ser de origem dominante ou recessiva. Aparece após pequenos e leves traumatismos mecâ- nicos, mas pode também ser espontânea, e a fragilidade cutânea proporciona a for- mação de bolhas. Outras designações: epidermolysis bullosa. Símbolo de classi- ficação: 4.30.2.2.1.

epidermólise bolhosa adquirida: S. f. epidermólise bolhosa distrófica crônica, rara, sem história familiar. As bolhas podem se associar a inflamações ou envolver mucosas. Localizam com frequência nas áreas de trauma e subepidérmicas. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.2.4.

epidermólise bolhosa distrófica: S. f. epidermólise bolhosa hereditária dominante ou recessiva, ou adquirida. A cicatrização acontece depois de haver a separação de toda a epiderme pela vesiculação. Distinguem-se quatro formas genéticas e clínico- patológicas diferentes: epidermólise bolhosa distrófica tipo Cockayne-Tourine, epidermólise bolhosa distrófica tipo albopapuloide de Paisini, epidermólise bolhosa distrófica recessiva e epidermólise bolhosa adquirida. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.30.2.2.1.2.

epidermólise bolhosa distrófica displásica: S. f. Ver: epidermólise bolhosa distrófica

recessiva.

epidermólise bolhosa distrófica dominante hiperplásica: S. f. Ver: epidermólise

bolhosa distrófica tipo Cockayne-Toraine.

epidermólise bolhosa distrófica dominante variante de albopapuloide de Pasini:

S. f. Ver: epidermólise bolhosa distrófica tipo albopapuloide de Pasini. epidermólise bolhosa distrófica recessiva: S. f. epidermólise bolhosa distrófica de

origem autossômica recessiva que apresenta a mesma histopatologia da dermatose bolhosa dermolítica autossômica recessiva. Inicia-se no nascimento e vai até a pri- meira infância. São bolhas e erosões hemorrágicas generalizadas, e com o passar do

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tempo, aparecem cistos tipo milium e cicatrizes. Devido às lesões de mucosa oral, ocorre o aparecimento de cicatrizes sinequiantes, que dificultam a ingestão de ali- mentos. As lesões esofagianas têm grandes chances de formar estinoses graves. Além delas, unhas distróficas, má formação dos dentes, problemas psíquicos, en- velhecimento da pele, pele seca (especialmente a face), formação epitelioma epinocelular, deformidade dos pés e das mãos a ponto de inutilizá-las, e a fusão ge- ral dos dígitos por sinéquias cicatriciais, são características da doença. Apesar das bolhas serem generalizadas, podem ocorrer em outros lugares como nas axilas, na área perineal, cervical e inguinal. Outras designações: polidisplasia tipo Hallopeau-Siemens, epidermólise bolhosa distrófica displásica. Símbolo de clas- sificação: 4.30.2.2.1.2.3.

epidermólise bolhosa distrófica tipo albopapuloide de Pasini: S. f. epidermólise bolhosa distrófica de origem autossômica dominante. Na adolescência as lesões são atróficas sem lesões bolhosas prévias, e por ser uma variante de epidermólise bolhosa distrófica dominante, tem semelhança histopatológica, clínica e genética da mesma, diferenciando-se pela presença de formações abopapuloides que não tem relação com as bolhas. Pequenos cístos epidérmicos são frequentes. As lesões são numerosas e se caracterizam pela forma de placas elevadas, de coloração branca, perifoliculares. Localiza-se nas extremidades, cotovelos, mãos, pés, joelho e tronco. Outras desig- nações: epidermólise bolhosa distrófica dominante variante de albopapuloide de Pasini. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.2.2.

epidermólise bolhosa distrófica tipo Cockayne-Toraine: S. f. Ver: epidermólise

bolhosa distrófica tipo Cockayne-Toraine.

epidermólise bolhosa distrófica tipo Cockayne-Toraine: S. f. epidermólise bolhosa distrófica de origem autossômica dominante, podendo ter início na infância ou, às vezes, aparecer tardiamente. Caracteriza-se pela formação de bolhas subepidérmicas provenientes do aumento exagerado da colagenose. As bolhas são tensas, serosas ou hemorrágicas. Quando não ocorrem bolhas, formam-se, com o passar do tempo, placas eritematosas e aparecem cicatrizes eventualmente epirotróficas, queloidiformes, hiperpigmetação, hipopigmentação e cistos tipo milium. Apesar de poderem surgir lesões orais, a mucosa esofágica é sempre poupada. As unhas podem continuar nor- mais, tornarem-se espessas ou ausentes. Pode vir acompanhada de ceratoses palmo- plantares, ceratose pilar e hiperidrose, uma vez que as mucosas oral, anal e das unhas são comprometidas. Outras designações: epidermólise bolhosa distrófica tipo Cockayne-Toraine hiperplásica dominante, epidermólise bolhosa distrófica domi- nante hiperplásica. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.2.1.

epidermólise bolhosa hereditária forma simples: S. f. Ver: ictiose bolhosa.

epidermólise bolhosa juncial: S. f. epidermólise bolhosa simples de origem autossô- mica dominante ou recessiva, que se inicia no nascimento. Histologicamente revela- se uma clivagem no espaço entre a membrana basal e a membrana citoplasmática

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basal, a membrana PAS-positiva forma a base da bolha. A doença pode ter desde formas letais (como a variante de Herlitz), até as formas benignas (como a forma geral atrófica), havendo, nesse meio, formas chamadas junciais indeterminadas. Caracteriza-se por erosões e bolhas que comprometem as mucosas e os olhos, os dentes se mostram pequenos e descorados. Outras designações: epidermólise bolhosa le- tal. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.1.4.

epidermólise bolhosa letal: S. f. Ver: epidermólise bolhosa juncial.

epidermólise bolhosa simples: S. f. epidermólise bolhosa de caráter autossômico dominante, com a presença de bolhas serosas ou sero-hemorrágicas. Caracteriza-se pelo corrompimento das células epidérmicas basais. Outras designações: doença de Goldscheider. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.1.

epidermólise bolhosa simples localizada: S. f. Ver: epidermólise bolhosa simples

localizada tipo Weber Cockayne.

epidermólise bolhosa simples localizada tipoWeber Cockayne: S. f. epidermólise bolhosa simples de origem autossômica dominante, que se inicia nos dois primeiros anos de vida, mas que, às vezes, pode surgir tardiamente. Sua histopatologia se matém igual às outras variantes, porém com a fenda um pouco acima da camada basal. A doença não é responsável pelo comprometimento mucoso ou por outras alterações orgânicas. Localiza-se com exclusividade nas mãos e nos pés, nestes são em maior número, devido ao traumatismo da locomoção. Outras designações: epidermólise bolhosa simples localizada. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.1.3.

epidermólise bolhosa simples tipo Köbner: S. f. epidermólise bolhosa simples de origem autossômica dominante. Sua clivagem histopatológica tem início por vacuo- lização das células suprarenais e basais, o que origina a bolha intraepidérmica. Trau- ma e calor são responsáveis pelo defeito enzimático do mecanismo de citólise, exa- cerbando a doença. Os cabelos, as unhas e os dentes são normais. Localiza-se em áreas de traumatismo como joelho, cotovelos, mãos, pés e boca. Outras designa- ções: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.1.1.1.

epidermólise bolhosa simples tipo Ogna: S. f. epidermólise bolhosa simples de origem autossômica dominante. Tende a apresentar rupturas generalizadas congênitas acom- panhadas de equimoses. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas vesículas serosas e hemorrágicas que se desenvolvem sem cicatrizes. Outras designações: ø. Símbo- lo de classificação: 4.30.2.2.1.1.2.

epidermólise ictiosiforme: S. f. Ver: ictiose bolhosa.

epidermolysis bullosa: N. Cient. Ver: epidermólise bolhosa.

epidermomicose: S. f. Ver: micose.

epiloia: S. f. Ver: esclerose tuberosa.

epitélio: S. m. tecido originário de três folhetos germinativos. Apresenta-se como uma cobertura celular avascular, constituindo-se de células justapostas e reunidas por substâncias cimentares que apresentam pouca substância intracelular. Reveste su-

190LÍDIA ALMEIDA BARROS

perfícies orgânicas internas e externas como vasos e pequenas cavidades, além de participar dos processos de absorção, de secreção e sensoriais. Classifica-se de acor- do com a forma das células mais superficiais e segundo o número de camadas que apresenta. Outras designações: tecido epitelial. Símbolo de classificação: 2.5. epitelioma: S. m. neoplasia maligna da epiderme derivado de células basais, escamosas

e anexiais.Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.6.1. epitelioma adenoide cístico: S. m. Ver: tricoepitelioma.

epitelioma basocelular: S. m. neoplasia maligna da epiderme que pode ser causada por ingestão de arsênio ou exposição por longo tempo à luz solar. Sua malignidade é regional, destruindo partes moles e ósseas. Possui uma evolução lenta, ulcerando, cicatrizando e ulcerando novamente. Pode ser: a) adenoide: variante rara, que se caracteriza por grupos celulares basaloides que se apresentam organizadas em forma de rede e por formação de estruturas tubulares similglandulares, b) queratósico: em sua forma histológica, caracteriza-se por agrupamento focal de células eosinófilas de grandes proporções, apresentando pérolas córneas centrais. Aparecem, em geral, somente de modo focal em alguns epiteliomas, sobretudo nos sólidos, c) cístico: em sua forma histológica, apresenta estruturas císticas estendidas com grupos celulares basaloides. Em sua forma clínica, constitui variante cística do epitelioma basocelular sólido, d) sólido: em sua forma histológica, caracteriza-se pelo crescimento de nódu- los. Em sua forma clínica, caracteriza-se por formação cística. Há diversos tipos de epitelioma basocelular, sendo os principais: nodular, nódulo-ulcerativo, pigmentado, superficial, esclerosante, vegetante, plano-cicactricial e terebrante. As lesões locali- zam-se na parte superior da cabeça, nos 2/3 superiores acima da linha que uniria os lóbulos das orelhas. Não ocorrem nas plantas dos pés, palmas das mãos e mucosas. Raramente no tronco e membros. Outras designações: carcinoma basocelular, basalioma. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.1.

epitelioma basocelular adenoide: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

epitelioma basocelular cístico: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

epitelioma basocelular esclerosante: S. m. epitelioma basocelular caracterizado pela presença de placas duras, lisas, de cor branco-amarelada, de limites mal definidos, por vezes acompanhadas de telangiectasias. Sua evolução é lenta, há crescimento intradérmico, em direção aos lados e em profundidade. Não há, normalmente, ten- dência à ulceração, raramente à pigmentação, mas tende à fibrose. As placas escleroatróficas lembram a esclerodermia. Outras designações: carcinoma basocelular esclerodermiforme. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.1.5.

epitelioma basocelular nodular: S. m. epitelioma basocelular que apresenta nódu- los tumorais translúcidos, de cor amarelo-avermelhada, acompanhados de telangiec- tasias, de superfície lisa e consistência dura. Podem localizar-se em diversas regiões da pele humana, embora muito frequentemente se manifestem no rosto. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.1.7.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 191

epitelioma basocelular nódulo-ulcerativo: S. m. epitelioma basocelular que apre- senta nodosidade tumoral ulcerada, que se estende em direção lateral ou em profun- didade. Inicialmente apresenta-se sob a forma de pápula róseo-perolada, cresce pro- gressivamente, passando a apresentar ulceração de superfície, frequentemente parcial (ulceração central) e raramente completa. A lesão típica tem crosta com borda peri- férica cilíndrica, translúcida, vítrea e, por vezes, acompanhada de telangiectasias. Outras designações: epitelioma basocelular ulcerativo. Símbolo de classifica- ção: 4.29.6.1.1.1.

epitelioma basocelular pagetoide: S. m. Ver: epitelioma basocelular superficial.

epitelioma basocelular pigmentado: S. m. epitelioma basocelular que apresenta nodulosidade de pigmentação melânica variável (de escura a negra). Em sua forma clínica, a coloração dos nódulos é total ou parcial, havendo produção aumentada de pigmento nos melanócitos. Ocorre frequentemente no epitelioma basocelular nodu- lar e raramente nos epiteliomas basocelulares superficial e esclerosante. Em sua for- ma histológica, apresenta pigmentação aumentada das células tumorais, melanofágicas na derme superficial, principalmente em casos de epitelioma basocelular superfi- cial. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.1.2.

epitelioma basocelular plano-cicatricial: S. m. epitelioma basocelular de evolução lenta e de extensão em superfície. As lesões ulceram-se ligeiramente, podendo cica- trizar-se na região central, voltar a ulcerar e voltar a cicatrizar. Podem apresentar discreta pigmentação. As bordas são, em geral, de cor perolada, um pouco elevadas e de contornos normalmente irregulares. Outras designações: ø. Símbolo de clas- sificação: 4.29.6.1.1.3.

epitelioma basocelular queratósico: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

epitelioma basocelular sólido: S. m. Ver: epitelioma basocelular.

epitelioma basocelular superficial: S. m. epitelioma basocelular que apresenta le- sões múltiplas, eritematoescamosas. As lesões apresentam-se em formas numulares ou lenticulares, de contornos irregulares ou não, são discretamente infiltradas com bordas ligeiramente elevadas, roliças, de cor perolácea. A superfície das lesões é le- vemente granulomatosa, podendo apresentar descamação fina ou crostas delicadas. São facilmente lesionáveis e podem sangrar. O crescimento horizontal ou multifocal pode produzir eritemas ainda maiores, bem delimitados. As lesões localizam-se normalmente no tronco. Outras designações: carcinoma basocelular superficial, epitelioma basocelular pagetoide, carcinoma pagetoide de Darier, carcinoma erite- matoso benigno de Little. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.1.4.

epitelioma basocelular terebrante: S. m. epitelioma basocelular com progressão em profundidade e de caráter altamente destrutivo. Pode comprometer seriamente os músculos, a cartilagem (o nariz pode ser destruído no todo ou em parte), os ossos e o globo ocular. Outras designações: carcinoma basocelular tenebrante. Símbolo

de classificação: 4.29.6.1.1.6.

192LÍDIA ALMEIDA BARROS

epitelioma basocelular ulcerativo: S. m. Ver: epitelioma basocelular nódulo-

ulcerativo.

epitelioma basocelular vegetante: S. m. epitelioma basocelular que apresenta tu- mor nodular exofítico, queratósico e papulomatoso. No exame histológico observa- se proliferação de massa celular basaloide bem delimitada, com configuração irregu- lar, sem células atípicas na derme superficial. As lesões se localizam, na maioria dos casos, no rosto e o restante nas outras partes do corpo, sobretudo nas expostas ao sol. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.6.1.1.8.

epitelioma calcificado de Malherbe: S. m. Ver: pilomatrixoma.

epitelioma cístico múltiplo benigno: S. m. Ver: tricoepitelioma.

epitelioma cuniculatum: N. Cient. Ver: carcinoma verrucoso plantar.

epitelioma de Borst-Jadassohn: S. m. Ver: epitelioma intraepidérmico de Borst- Jadassohn.

epitelioma espinocelular: S. m. Ver: espinalioma.

epitelioma intraepidérmico de Borst-Jadassohn: S. m. dermatose pré-cancerosa caracterizada pela aglomeração de células neoplásicas na epiderme, cercadas por ceratinócitos imaturos normais ou anormais. Outras designações: epitelioma de Borst-Jadassohn. Símbolo de classificação: 4.28.7.

epitelioma sebáceo: S. m. Ver: adenocarcinoma sebáceo.

eponíquia: S. f. Ver: prega ungueal lateral.

eponíquio: S. m. Ver: prega ungueal lateral.

epúlida: S. f. (f.paral.)Ver: epúlide.

epúlide: S. m. afecção das mucosas que apresenta lesões para-tumorais fibrosas, em geral solitárias e protuberantes. Atinge sobretudo as gengivas, periósteo ou osso do maxilar. Outras designações: epúlida (f. paral.). Símbolo de classifica- ção: 4.33.17.

equimose: S. f. púrpura causada por hemorragia devida à ruptura de capilares subcu- tâneos. Apresenta grandes manchas de coloração vermelho lívido que se tornam, em seguida, negras, azuis, esverdeadas, cor de cobre e amarelo- claras. Localiza-se sob a pele, mucosas e nas superfícies dos órgãos internos. Outras designações: ø. Sím- bolo de classsificação: 3.1.1.1.6.2.

erisipela: S. f. piodermite causada por estreptococos hemolíticos do grupo A e, even- tualmente, do grupo G. Pode ainda estar relacionada a infecções das vias aéreas su- periores. É uma forma de celulite aguda e superficial, caracterizada pelo apareci- mento de eritema vivo e intenso, acompanhado de edema duro, não depressível, com bordas bem delimitadas, conferindo à lesão aspecto de laranja. A lesão é quente e estende-se, pouco a pouco, para as regiões circunvizinhas, chegando a atingir 20 ou mais centímetros de tamanho. Devido à obstrução de vasos linfáticos, podem surgir grandes bolhas tensas, contendo líquido amarelo-citrino, não purulento (erisipela bolhosa). As bolhas podem romper-se e evoluir para necrose e úlcera superficial (eri-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 193

sipela gangrenosa). Ocorrem ainda inflamação dos vasos linfáticos regionais e infla- mação dos gânglios linfáticos regionais, com fenômenos gerais, tais como tempera- tura elevada, calafrios, náuseas e intenso mal-estar. A evolução da doença é rápida. Começa a regredir depois de alguns dias com descamação superficial, deixando pig- mentação acastanhada, que desaparece lentamente, até que a pele recupere o aspecto normal. Atinge, preferencialmente, a face e a parte distal dos membros. O acometi- mento facial pode provocar inflamação generalizada dos olhos. Outras designações: mal-do-monte (pop.), mal-de-monte (Bras., NE, pop.), mal-da-praia (Bras.), mal- dita (Bras., pop.), esipra (Bras., N, pop.). Símbolo de classificação: 4.21.1.10.

erisipela bolhosa: S. f. Ver: erisipela.

erisipela de repetição: S. f. Ver: erisipela.

erisipela gangrenosa: S. f. Ver: erisipela.

erisipela metastática: S. f. Ver: erisipela.

erisipela nas costas: S. f. Ver: oncocercíase.

erisipela recidivante: S. f. Ver: erisipela.

erisipeloide: S. f. bacteriose causada pelo bacilo Erysypelothrix insidiosa (rhusiopathiae), que determina uma erisipela no porco e em outros animais. A contaminação do ho- mem é acidental e dá-se através de ferimentos provocados pelo manuseio de objetos contaminados. Atinge em geral a pele, podendo afetar ainda a corrente circulatória (septicemia) e o endocárdio. Existem duas formas da doença: 1) erisipeloide cutânea,

2)erisipeloide sistêmica. Outras designações: doença de Rosenbach (pop.), pseudoerisipela. Símbolo de classificação: 4.21.3.

erisipeloide cutânea: S. f. erisipeloide que atinge exclusivamente a pele. Apresenta- se sob duas formas: 1) erisipeloide cutânea localizada, 2) erisipeloide cutânea gene- ralizada. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.3.1.

erisipeloide cutânea generalizada: S. f. erisipeloide cutânea que apresenta placas eritematosas, de formato circular ou oval, bem delimitadas, que crescem excentrica- mente, enquanto a parte central involui paulatinamente. Atinge o tronco e os mem- bros inferiores e superiores. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.3.1.2.

erisipeloide cutânea localizada: S. f. erisipeloide cutânea que apresenta placas eri- tematosas não elevadas, de cor vermelho-azuladas, bem delimitadas e dolorosas à palpação. As lesões involuem espontaneamente em duas ou três semanas, deixando, algumas vezes, edema residual persistente. Pode haver comprometimento de gânglios linfáticos regionais. Localiza-se preferencialmente nas mãos, braços e face. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.3.1.1.

erisipeloide sistêmica: S. f. erisipeloide grave, que atinge a pele, o endocárdio e a corrente circulatória, provocando septicemia e, em muitos casos, pode ter êxito letal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.3.2.

eritema: S. m. dermatose eritematosa provocada por vasodilatação cutânea ativa ou

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arterial, passiva ou venosa, a qual pode ser decorrente de diversos estímulos, como calor, raios ultravioletas, radiações ionizantes e certos tipos de medicamentos. Pode ser sintoma de uma doença infecciosa eruptiva ou de uma doença da pele. Surgem máculas de coloração avermelhada ou rósea, quando resultantes de dilatação vascu- lar ativa ou arterial, e de coloração arroxeada, quando resultante de passiva ou veno- sa. As lesões apresentam limites imprecisos, sendo, em alguns casos, simples (quan- do só ocorre alteração na cor da pele) ou deformadas (quando acompanham outras lesões). Apresentam diferentes tamanhos e formas, variando desde as punctiformes, lenticulares e numulares até as em placa, lençol ou “en nappe” (mais extensa ou re- gional). A pressão de lâmina de vidro (vitropressão) ou a pressão dos dedos (digito- pressão) fazem com que elas desapareçam momentaneamente. Pode manifestar-se de forma difusa ou em certas regiões do corpo.Outras designações: dermatite eritematosa. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1, 4.6.

eritema a agentes físicos e químicos: S. m. eritema decorrente de calor, irradiações solares, uso de fármacos ou contato com substâncias químicas. Sua morfologia e lo- calização variam conforme a maneira de exposição. Outras designações: ø. Símbo- lo de classificação: 4.6.6.

eritema anular centrífugo: S. m. eritema figurado que apresenta manchas urticadas de rápida progressão periférica (muitos milímetros por dia), que se transformam em anéis salientes e firmes ao toque. Esses anéis tendem a certa pigmentação, formando arcos e festões em área com discreta pigmentação. Junto com as manchas, podem surgir lesões papulosas e placas anulares ou policíclicas. As bordas do eritema são duras, apresentam pigmentação mais intensa que o centro, limites nítidos e tendem a coalescer para regiões vizinhas. A quantidade e o tamanho das lesões característi- cas variam, podendo se manifestar isoladamente ou serem convergentes, com ten- dência à propagação centrífuga. Constitui afecção de evolução crônica, em geral ocor- rendo concomitante a outras doenças, inclusive neoplasias. Acomete preferencialmente tronco e membros inferiores. Outras designações: eritema pápulo-circinado mi- grante crônico. Símbolo de classificação:4.6.1.1.

eritema arciforme dérmico: S. m. Ver: granuloma anular de forma típica.

eritema condusiforme: S. m. Ver: eritema nodoso.

eritema crônico migrante: S. m. Ver: eritema crônico migratório.

eritema crônico migratório: S. m. eritema figurado de causa desconhecida, poden- do, no entanto, surgir após picada de ixidídios (carrapatos) ou outros vetores. Nestes casos, o agente causal é Borrelia burgdorferi (espiroqueta). Astes do aparecimento das lesões, a pele apresenta pigmentação, manifestada por meio de máculas no local da picada. A lesão característica cresce perifericamente de modo rápido. Formam-se placas eritematosas, em geral únicas e anulares, que apresentam bordas elevadas, pouco infiltradas, não escamosas, contornos pouco irregulares e os limites razoalvelmente nítidos. Essas lesões tendem, aos poucos, a esmaecer das regiões

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periféricas para o centro, este apresentando tonalidade rosada e aspecto quase nor- mal. Observa-se a ocorrência de prurido. Os sintomas são fadiga, febre, distúrbios articulares, oculares, neurológicos e musculares. Outras designações: eritema crô- nico migrante. Símbolo de classificação: 4.6.1.2.

eritema difuso: S. m. Ver: eritema generalizado.

eritema discrômico persistente: S. m. hipercromia adquirida, de causa desconheci- da. Manifesta-se sob a forma de máculas acinzentadas, as quais apresentam várias nuanças e discreto eritema, principalmente nas bordas. As manchas apresentam certa tendência a coalescerem, formando placas. Em geral, são infiltradas e ligeiramente elevadas, apresentando forma e tamanho variados, embora predominem os formatos numulares e lenticulares. Progridem lentamente sem sintomas. Histologicamente, observa-se grande quantidade de pigmento nos melanóforos da derme, infiltrado linfo-histiocitário em torno dos vasos dérmicos e degeneração vacuolar nas células basais. As lesões podem assemelhar-se clinicamente à pinta e localizam-se geralmente no tronco, membros inferiores e face. Outras designações: erytema dyscromicum perstans, dermatose cinienta. Símbolo de classificação: 4.5.3.21.

eritema elevado diutino: S. m. Ver: eritema elevatum diutinum

eritema elevatum diutinum: N. Cient. vasculite primária e predominantemente necrosante causada por um mecanismo de hipersensibilidade o estreptococo. Apresenta erupção crônica de nódulos achatados, cuja cor varia do róseo ao violeta. Surgem pápulas, nódulos ou placas simétricas, no interior das quais podem aparecer vesículas, bolhas, ulcerações ou depressão discreta. As dores nas articulações são constantes. As lesões podem involuir espontaneamente, aparecer e desaparecer no mesmo local ou permanecer indefinidamente, tornando-se, então, fibróticas e, posteriormente, cicatrizando-se. A princípio são pápulas eritematosas, que evoluem a nódulos que coalescem, formando placas. Durante essa evolução pode surgir artrite e comprome- timento de alguns órgãos internos. Localiza-se mais frequentemente nos cotovelos, pequenas articulações das mãos e simetricamente nos joelhos. Eventualmente é en- contrada no pavilhão auricular, face, nádegas e membros inferiores. Outras desig- nações: doença de Bury, eritema elevado diutino. Símbolo de classificação: 4.14.2.1.8.

eritema escarlatiforme: S. m. eritema generalizado que apresenta erupção eritematosa difusa, seguida de escamação, prurido ou sensação de queimação. A lesão pode ser consequência da possibilidade de alguns pontos hiperêmicos, miliares ou lenticulares coalescerem. Compromete frequentemente as mucosas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.6.3.1.

eritema exsudativo multiforme: S. m. eritema decorrente de processo alérgico, sen- sibilidade a drogas como sulfas, analgésico e barbitúricos, a infecções micóticas, viróticas, bacterianas ou protozoários. Caracteriza-se pela presença de máculas infiltradas eritêmato-papulosas, urticarianas, vésico-bolhosas ou purpúricas, as quais

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se manifestam isoladamente ou agrupadas. Possuem aspecto variável, limites níti- dos, contornos regulares e constantemente apresentam bordas papulosas ou vesiculosas, com região central deprimida, avermelhada e pigmentada. Há uma ten- dência das lesões aparecerem de maneira brusca e simetricamente, formando círcu- los concêntricos com um alvo (íris). Na maioria dos casos, a evolução da afecção é benigna, porém existem as formas mais severas, de evolução grave, inclusive de tér- mino fatal. São observadas ainda alguns sintomas de mal-estar geral, como febre, distúrbios gástricos, dores reumáticas, musculares e nas articulações. Acometem preferencialmente as extremidades dos membros, dorso das mãos e dos pés, ante- braços, pernas, face, pescoço e tronco. Observa- se, em alguns casos, o comprome- timento das mucosas, com a ocorrência de enantema, superfícies erosivas ou placas esbranquiçadas, em decorrência da ruptura de bolhas doloridas. Outras designa- ções: eritema multiforme, EM, doença de Hebra, eritema polimorfo, herpes íris. Símbolo de classificação: 4.6.10.

eritema figurado: S. m. eritema de morfologia variada, cujas manchas são bem deli- mitadas e marginadas, formando figuras. Pode ser de três tipos: agudo (tóxicos, in- fecciosos), subagudo (eritema polimorfo) e crônico (eritema anular centrífugo, lepra, lupo eritematoso, pelagra). Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 3.1.1.1.1.5, 4.6.1.

eritema generalizado: S. m. eritema de origem associada a afecções como sífilis e hanseníase, a vírus, ao uso de drogas e a outras causas. Manifesta-se sob a forma de máculas eritematosas de tamanho variado, podendo ocorrer alterações como descamação e edema (com ou sem transpiração). Acomete geralmente os membros e o tronco. Outras designações: eritema difuso, eritema universal. Símbolo de clas-

sificação: 4.6.3.

eritema giriforme persistente: S. m. eritema figurado que surge na infância, em geral nos primeiros dias de vida. As lesões são múltiplas, tendo forma circular com os anéis, sobrepassando-se entre si. No início, são papulosas, tendendo a um rápido cresci- mento centrífugo. A borda, em alguns casos, apresenta aspecto vesicobolhoso, mar- gem interna com colarete e descamação, enquanto que a margem externa possui colarete escamoso. Em geral, o centro das lesões é normal ou apresenta leve pigmentação. Os anéis das lesões sobrepassam-se entre si e formam figuras com o decorrer dos anos. Em geral, as lesões não apresentam prurido e acometem preferencialmente tronco, raiz dos membros, escápulas, coxas e nádegas, atingindo, mais raramente, regiões palmo-plantares. Outras designações: erytema gyratum perstants. Símbolo de classificação: 4.6.1.3.

erytema gyratum repens: N. Cient. eritema figurado muito frequentemente causa- do por paraneoplasia (câncer em evolução). Apresenta lesões eritematosas propensas

àpigmentação e à descamação. Acometem normalmente o tronco, sob a forma de ondas, serpentes ou mesmo de retas paralelas. As lesões são numerosas e apresentam

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prurido. Obs.: É também classificado como uma dermatose paraneoplásica. Outras

designações: ø. Símbolo de classificação: 4.6.1.4.; 4.29.10.1.21.6.3.1. eritema indurado (de Bazin): S. m. Ver: tuberculose indurativa de Bazin. eritema localizado: S. m. eritema decorrente de reação a agentes químicos e físicos.

O uso local de certos tipos de esteroides (corticosteroides) fluorados pode provocar o aparecimento de lesão eritematosa na face. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.6.2.

eritema migrante: S. m. Ver: língua geográfica.

eritema migratório necrolítico: S. m. eritema figurado decorrente de deficiência de aminoácidos, cirrose, má absorção ou de câncer em evolução. As lesões característi- cas são máculas eritematosas circulares com erosões, vesículas e pústulas. Tais lesões tendem à migração, deixando no rastro descamação limitante, decorrente de um processo de necrose das células da epiderme e edema. Ocorre, assim, clivagem intraepidérmica com formação de bolhas que se rompem facilmente, resultando, desse modo, na formação de um colarete esfoliativo. Em geral, as regiões acometidas são as nádegas, abdômen, regiões inguino-cruais, genitália, períneo, face, membro inferior. As lesões podem, no entanto, manifestar-se de forma generalizada. Obs.: É também classificado como uma dermatose paraneoplásica. Outras designações: eritema necrolítico, eritema necrolítico migratório, síndrome do glucagonoma. Símbolo de classificação: 4.6.1.5.; 4.29.10.1.21.6.3.3.

eritema morbiliforme: S. m. eritema generalizado que apresenta manchas eritema- tosas rebeoliformes, lenticulares ou numulares, pruriginosas, de pequenas dimen- sões. As manchas localizam-se principalmente no tronco e nos membros. Outras designações: eritema rubeoliforme. Símbolo de classificação: 4.6.3.2.

eritema multiforme infantil atrofiante: S. m. dermatose atrófica de causa desco- nhecida. Apresenta, na fase aguda, características do eritema multiforme e na fase atrófica, a inexistência de fibras elásticas, as quais foram destruídas na fase aguda. Assim, verifica-se que as lesões sofrem uma involução atrófica por elastólise e a aparência é senil (fáceis) ou de chalazodermia. Outras designações: elastólise cutâ- nea generalizada adquirida pós-inflamatória. Símbolo de classificação: 4.10.9.

eritema multiforme: S. m. Ver: eritema exsudativo multiforme, eritema poliforme.

eritema necrolítico: S. m. Ver: eritema migratório neocrolítico.

eritema necrolítico migratório: S. m. Ver: eritema migratório neocrolítico.

eritema nodoso: S. m. eritema decorrente de hipersensibilidade a drogas, a agentes infecciosos (vírus, fungos e bactérias) e, eventualmente, a imunocomplexos. As erup- ções consistem em nódulos eritematosos, os quais apresentam grande sensibilidade

edor. No princípio, são de cor vermelho-viva, tornando-se, com o tempo, vinhosos e purpúricos, com tonalidade amarelada discreta. Tendem a coalescer. Com o apare- cimento de novas lesões, nota-se a presença de nódulos recentes (vermelho-vivos) ao lado de outros em fase de coalescimento (arroxeados ou escuros), não havendo risco

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de ulceração. As lesões, de temperatura elevada, usualmente apresentam tamanho uniforme, formato circular ou oval, sendo, às vezes, autolimitantes. Seu número varia conforme o caso. Em geral, observam-se sintomas preliminares, como febre, artralgias, dores articulares, anorexia e mal-estar. O eritema geralmente precede ou acompa- nha doenças como tuberculose, hanseníase, sarcoidose, colite ulcerativa, linfomas, síndrome de Behcet, pioderma gangrenoso, doença de Crohn, doenças autoimunes e gravidez, associando-se, em alguns casos, à febre reumática. Podem ser recorrentes e acometem, de forma simétrica, a face de extensão dos membros, principalmente as pernas, podendo ainda ocorrer nas coxas, membros superiores e face. Obs.: É tam- bém classificado como uma farmacodermia e como uma paniculite.Outras desig- nações: dermatite contusiforme, febre nodal, eritema condusiforme, paniculite septal. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.8, 4.6.11.; 4.31.11.

eritema nodoso migratório: S. m. Ver: paniculite nodular migratória subaguda de Vilanova-Piñol Aguadé.

eritema palmar: S. m. eritema localizado nas regiões das palmas das mãos (regiões tenar e hipotenar). As manchas são geralmente simétricas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.6.2.1.

eritema palmar adquirido: S. m. eritema palmar provocado por níveis séricos eleva- dos de estrógenos, hipertireoidismo e cirrose. Pode estar ligada a câncer (carcinoma do pâncreas com metástase hepática). Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 4.6.2.1.1.

eritema palmar hereditário: S. m. eritema palmar de caráter hereditário autossômico dominante. Pode ocorrer devido a distúrbios internos, tóxicos ou hor- monais. A lesão característica consiste em eritema vermelho-vivo ou rosado, bem delimitado, disposto de forma simétrica na superfície palmo-plantar, principalmen- te nas regiões tenar e hipotenar, podendo ainda acometer calcanhar e borda do pé. Outras designações: eritema palmo-plantar hereditário. Símbolo de classifica- ção: 4.6.2.1.2.

eritema palmo-plantar hereditário: S. m. Ver: eritema palmar hereditário.

eritema pápulo-circinado migrante crônico: S. m. Ver: eritema anular centrífugo.

eritema pérnio: S. m. eritema que ocorrem em indivíduos sensíveis ao frio extremo associado à umidade. Constitui afecção de caráter agudo. Apresenta lesões infiltra- tivas eritematocianóticas, edematosas e de limites não nítidos. Em casos de maior gravidade, há a ocorrência de nódulos, ulcerações ou fissuras, sendo passíveis de infecção. As lesões podem ser únicas ou generalizadas e desaparecem com o fim da estação fria. A ocorrência de prurido é constante, sendo, por vezes, acompanhado de adormecimento, dor e dificuldade de utilização das mãos. Observam-se, ainda, em alguns casos, sintomas de crioglobulinemia. Surge em geral na região acral, dí- gitos, calcanhares, bordo cubital das mãos, nariz e orelhas. Obs.: É também classi- ficada como uma afecção vascular predominantemente funcional. Outras designa-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 199

ções: perniose, frieira(pop.), geladura(pop.). Símbolo de classificação: 4.6.8.; 4.14.6.5.

eritema poliforme: S. m. eritema que apresenta erupções de coloração vermelho mais ou menos vivo, em forma de alvo ou íris com uma bolha no centro, uma zona medi- ana branca e um círculo eritematoso. Desaparece momentaneamente pela pressão dos dedos e tem duração efêmera. Outras designações: eritema polimorfo, eritema multiforme. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.7.

eritema polimorfo: S. m. Ver: eritema exsudativo multiforme, eritema poliforme.

eritema pudico: S. m. eritema provocado por fatores psicológicos, provavelmente emotivos, caracterizado por quadro agudo de evolução rápida (cerca de poucos mi- nutos). Acomete a face, podendo, ocasionalmente, atingir o pescoço. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.6.4.

eritema rubeoliforme: S. m. Ver: eritema morbiliforme.

eritema solar: S. m. fotodermatose causada pela intensidade da radiação solar em certos tipos de peles. Após algumas horas surge uma coloração vermelho vivo de duração variável. Pode ser considerada como de primeiro grau quando há eritema e edema, e de segundo grau quando o eritema for intenso e bolhoso. Quando a queimadura é mais intensa, provoca náuseas, febre, calafrio, taquicardia, delírio, prostação e cho- que. Localiza-se em áreas da pele expostas ao sol. Obs.: É também classificada como uma mancha vásculo-sanguínea. Outras designações: Erythema solare, queimadu- ra solar. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.6, 4.32.1.1.3.

eritema telangiectásico congênito: S. m. genodermatose com fotossensibilidade de herança autossômica recessiva. Caracteriza-se pelo aparecimento de manchas café- com-leite, sindactilia, defeitos nos dentes, imunodeficiências que provocam infec- ções respiratórias, gastrintestinais e cutâneas, carcinomas de boca, problemas no aparelho digestivo, linfomas, leucemias, telangiectasias e descamação, além de pou- co peso, diminuição da face e formato oval do crânio. Distingue-se por três sinais clínicos cardinais: eritema telangiectásico facial congênito, que surge nos primeiros meses ou dias de vida, em forma de vespertilho; fotossensibilidade, ocorrendo bo- lhas logo na primeira exposição à luz solar, e por último, retardo de crescimento, que

éisolado e não apresenta distúrbios mentais e sexuais. Localiza-se na face (lábios e pálpebras) e nas orelhas. Às vezes atinge as mãos e antebraços. Outras designa- ções: síndrome de Bloom. Símbolo de classificação: 4.30.2.9.1.

eritema tóxico dos recém-nascidos: S. m. Ver: eritema tóxico neonatal.

eritema tóxico neonatal: S. m. eritema decorrente de um processo de hipersensibi- lidade, constantemente associado à eosinofilia, sendo esta responsável pela presença de leucócitos e eosinófilos suprajacentes aos folículos pilosos do recém-nascido. Essa dermatose é transitória, regredindo espontaneamente após alguns dias. Apresenta lesões eritematopapulopustulosas. Localizam-se geralmente na face ventral do tó- rax, na face e nas extremidades. Outras designações: eritema tóxico dos recém-

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nascidos. Símbolo de classificação: 4.6.9. eritema universal: S. m. Ver: eritema generalizado.

eritema urticado atrofiante de Pellizari: S. m. Ver: anetodermia de Pellizari.

eritomelia de Pick: S. f. Ver: acrodermatite crônica atrofiante.

eritoplasia de Zoon: S. f. Ver: balanite plamocitária de Zoon.

eritrasma: S. m. corinebacteriose cutânea causada pela Corynebacterium minutissimum. Doença crônica, porém benigna, caracterizada pelo aparecimento de placas eritematoescamosas ligeiramente elevadas, com bordas mais ou menos nítidas e descamação furfurácea. Quando recentes, as lesões apresentam coloração rósea ou ver- melho-viva e são recobertas por escamas finas e aderentes. Nos casos de longa dura- ção, elas escurecem, tornando-se acastanhadas e pardacentas. Não apresenta prurido ou qualquer sinal de inflamação. É comum a ocorrência de recidivas. Pode estar asso- ciada a diabetes. Localiza-se nas áreas em que há dobras, em especial nas regiões inguinocrurais (sobretudo na face interna da coxa esquerda), púbicas, inframamárias e interdigitais. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.7.1.

eritroceratodermia com ataxia: S. f. eritroceratrodermia variabilis de origem au- tossômica dominante que provoca neuropatia, surdez e retardo físico. Outras de- signações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.1.2.2.

eritroceratodermia Mendes da Costa: S. f. Ver: eritroceratodermia variabilis.

eritroceratodermia simétrica progressiva: S. f. eritroceratodermia variabilis con- gênita e de transmissão provavelmente dominante. Apresenta placas hiperqueratósicas, eritematosas, descamativas, de limites nítidos com hiperpigmentação periférica, que se dispõem simetricamente e possuem marca de acantose (espessamento da camada espinhosa da epiderme). Localiza-se nos pés, dorso das mãos e dedos, regiões tibiais, braços e tronco. As regiões palmo-plantares não são atingidas. Outras designações: eritroqueratodermia congênita simétrica progressiva. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.1.2.1.

eritroceratodermia variabilis: S. f. genodermatose da ceratinização de origem au- tossômica dominante. Raramente é congênita, surgindo em geral no primeiro ano de vida com dois tipos de lesões: cutâneas e eritemo-queratósicas. As lesões podem ser desencadeadas por reações emocionais ou por alterações de temperatura. Caracteri- za-se por distrofia bolhosa e pigmentar presentes na infância e por associação de placas hiperceratóticas de configuração bizarra, geográfica, nem sempre seguindo as lesões eritematosas, as quais aparecerem e desaparecem em horas ou dias, variando de ta- manho, forma e posição. Às vezes as lesões aparecem em forma de anéis ou policíclica. Localiza-se com maior frequência nas extremidades, face e nádegas. Outras desig- nações: eritroceratodermia Mendes da Costa, ceratose rubra figurada, eritroquera- todermia variabilis de Mendes da Costa, síndrome de Mendes da Costa. Símbolo de classificação: 4.30.2.1.2.

eritrocianose: S. f. afecção vascular predominantemente funcional causada por expo-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 201

sição direta a temperaturas muito baixas, mas que não chegam a ser congelantes. Observam-se placas azuladas de limites imprecisos, podendo surgir nódulos fibróticos, eritema folicular, descamação e ceratose pilar. As lesões atingem os membros infe- riores que se tornam edemaciados e vermelho-escuros. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.14.6.6.

eritroderma esfoliativo: S. m. Ver: eritrodermia esfoliativa.

eritrodermia: S. f. eritema generalizado causado por intoxicação medicamentosa, infecção ou afecção maligna. Caracteriza-se por vermelhidão intensa, podendo se acompanhado por descamação e dessoramento. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.9.

eritrodermia de Leiner: S. f. Ver: eritrodermia descamativa.

eritrodermia de Sézary: S. f. Ver: síndrome de Sézary.

eritrodermia descamativa: S. f. eczema que se caracteriza como manifestação eritrodérmica da dermatite seborreica generalizada do lactente. As consequências para a saúde são grandes para o recém-nascido, podendo vir a sofrer adenopatias, diarreia, perda de peso, hipotermia, febre elevada, infecções secundárias, complica- ções respiratórias, meníngeas e renais. Outras designações: eritrodermia de Leiner, síndrome de Leiner. Símbolo de classificação: 4.8.2.5.

eritrodermia esfoliativa: S. f. farmacodermia cuja causa está provavelmente ligada ao uso de alguns medicamentos que causam alergia. Apresenta erupção escarlatini- forme, eritematoescamosa e composta por púrido com intensidade variável, que compromete toda a pele. Ocorre separação do extrato córneo em camadas que se parecem com folhas, dando origem à descamação livre que acontece em abundância. O quadro é considerado subagudo ou crônico, com fases intensas e exaustivas, que proporcionam irregularidades hidrossalinas e oncóticas. Provoca discretamente adenopatia e alopecia generalizadas. Obs.: É também classificada como uma dermatose eritematoescamosa. Outras designações: eritroderma esfoliativo, dermatite esfoliativa, ceratose esfoliativa, keratolysis esfoliativa. Símbolo de classifica- ção: 4.31.4.; 4.7.3.

eritrodermia hipodérmica: S. f. Ver: sarcoidose.

eritrodermia ictiosiforme: S. f. Ver: ictiose bolhosa.

eritrodermia ictiosiforme bolhosa: S. f. Ver: nevo epidérmico verrucoso.

eritrodermia ictiosiforme congênita: S. f. Ver: ictiose universal.

eritrodermia linforreticular: S. f. Ver: síndrome de Sézary.

eritrodermia metaeruptiva: S. f. eritrodermia esfoliativa que ocorre após uma dermatose. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.7.3.1.

eritrodermia pigmentada peribucal: S. f. Ver: eritrose peribucal pigmentar.

eritrodermia tóxica: S. f. eritrodermia esfoliativa causada por medicamentos ou subs- tâncias químicas diversas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.7.3.2.

eritromelalgia: S. f. Ver: eritromeralgia.

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eritromeralgia: S. f. afecção vascular predominantemente funcional caracterizada por sensações dolorosas e ou perestésicas e vermelhidão. Observam-se hiperidrose e ul- cerações. Pode ter origem genética (eritromeralgia idiopática) ou estar associada a outras doenças, tais como artrite reumatoide, gota, diabetes, policitemia vera, eritematodes sistêmico, ou a um metabolismo anormal de bradicinina e serotonina (eritromeralgia secundária). O ponto crítico que ativa o processo é o calor com tem- peratura de aproximadamente 32ºC. Pode acometer as quatro extremidades ou ape- nas uma área de determinada extremidade. Outras designações: eritromelalgia. Símbolo de classificação: 4.14.6.3.

eritroqueratodermia congênita simétrica progressiva: S. f. Ver: eritroceratodermia

simétrica progressiva.

eritroqueratodermia variabilis de Mendes da Costa: S. f. Ver: eritroceratodermia

variabilis.

eritrose facial: S. f. eritema caracterizado por alta frequência de surtos congestivos. Encontra-se frequentemente associada a telangiectasia. Manifesta-se fundamental- mente no centro da face e acomete em geral diabéticos. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.6.5.

eritrose pigmentar peribucal: S. f. eritema de causa desconhecida, resultante, pos- sivelmente, de fotossensibilidade a substâncias cosméticas. A mancha é geralmente de tonalidade acastanhada ou cor de bronze. A pigmentação cutânea pode ser subsequente a um eritema. Atinge as regiões laterais da boca, nariz (sulcos nasogenianos) e queixo, podendo ainda prolongar-se até o pescoço. Outras desig- nações: eritrose pigmentar peribucal de Brocq, dermatose pigmentar peribucal, eritrodermia pigmentada peribucal. Símbolo de classificação: 4.6.7.

eritrose pigmentar peribucal de Brocq: S. f. Ver: eritrose peribucal pigmentar.

erosão: S. f. Ver: exulceração.

erosio digitalis blastomycetica: N. Cient. Ver: candidíase intertriginosa.

erupção acneiforme: S. f. afecção sebácea ligada a fatores predisponentes ou a dro- gas indutoras. As eupções acneiformes assemelham-se à acne por apresentarem le- sões papulosas e pústulas foliculares, com ou sem comedão. Por outro lado, diferem daquela afecção cutânea pelo fato de as lesões não se localizarem nas regiões habi- tuais ou por ocorrerem fora do período da adolescência. As principais erupções acneiformes são: acne pré-menstrual do adulto, acne infantil, acne cosmética, acne ocupacional, acne mecânica, acne estival, acne tropical, acne escoriada, acne medica- mentosa, acne endócrina, rosácea, dermatite perioral e elaiocomicose. Outras de- signações: EA, acne induzida, elaiocomicose. Símbolo de classificação: 4.25.3.

erupção de Kaposi: S. f. Ver: eczema vacinato.

erupção desidrosiforme: S. f. afecção das glândulas sudoríparas écrinas provocada por vários fatores, geralmente por alergia de contacto, ide micótica e bacteriana. Não há nenhuma relação com o suor. Outras designações: ø. Símbolo de classifica-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 203

ção: 4.37.6.

erupção liquenoide: S. f. dermatose basicamente papulosa em que se observam le- sões eczematosas que, posteriormente, podem tornar-se liquenoides. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 4.4.2.

erupção lumínica polimorfa: S. f. Ver: erupção polimorfa lumínica.

erupção papular: S. f. Ver: erupção polimorfa lumínica.

erupção polimorfa à luz: S. f. Ver: erupção polimorfa lumínica.

erupção polimorfa lumínica: S. f. fotodermatose idiopática que pode ter origem genética, mas, em geral, predomina o fator de radiação solar. Surge frequentemente no verão, apresentando placas eritematosas, pápulas às vezes eczematosas, de tama- nho variado, nódulos e vesiculação. Após muitos surtos, diminui-se a sintomatolo- gia, devido à pigmentação secundária e ao espessamento da pele. Outras designa- ções: erupção polimorfa à luz, erupção lumínica polimorfa, erupção papular. Símbolo de classificação: 4.32.3.4.

erupção pós-vacínia: S. f. Ver: eczema vacinato.

erupção serpiginosa: S. f. Ver: helmintíase migrante.

erupção variceliforme: S. f. Ver: eczema vacinato.

erupção vesicobolhosa: S. f. farmacodermia que provoca vesículas e bolhas. Estas constituem a manifestação cutânea de processo patogênico. Queimadura química ou física, ação de toxina, infecção bacteriana ou viral são causas específicas de vesículas e bolhas que surgem em afecções cutâneas, podendo constituir epifenômeno de pro- cesso. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.31.10.

erytema dyscromicum perstans: N. Cient. Ver: eritema discrômico persistente.

erytema gyratum perstants: N. Cient. Ver: eritema giriforme persistente.

erytema multiforme exudativum: N. Cient. Ver: síndrome de Stevens-Johnson.

erythema solare: N. Cient. Ver: eritema solar.

escabiose: S. f. zoodermatose causada por acarinos do gênero Sarcoptes e que afeta vários animais e seres humanos. Existem duas formas da doença: 1) escabiose huma- na, 2) escabiose zoógena. Outras designações: sarcoptedíase, sarna, coruba (Bras., pop.), curuba (Bras., pop.), já-começa (Bras., pop.), jareré (Bras., SP, pop.), jereba (Bras., GO, pop.), jereré (Bras., SP, pop.), pereba (Bras., pop.), pira (Bras., pop.), pereva (Bras.), bereba (Bras.), bereva (Bras.). Símbolo de classificação: 4.16.2.

escabiose crostosa: S. f Ver: sarna crostosa.

escabiose humana: S. f. escabiose causada pelo Sarcoptes scabiei var. hominis. A lesão típica é a galeria ou túnel escabiótico, caracterizada por uma elevação linear, retilínea ou sinuosa, de cor acinzentada-clara ou da cor da pele e apresentando uma pequena vesícula na extremidade (eminência acariana). Aparecem também vesículas puntiformes (escabiose pustular) e, com menor frequência, pápulas puntiformes, róseas, pouco elevadas (escabiose puntiforme). Nas áreas onde não há túneis (região escapular e abdômen) aparecem também lesões urticariformes de natureza alérgica,

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que, ao regredirem, deixam máculas hiperpigmentadas. As lesões são acompanha- das de prurido. Observam-se ainda lesões de escoriação e afecções piodérmicas, como impetigos, foliculites, furúnculo e éctima. Localizam-se nos dedos, pregas interdigi- tais, punhos, cotovelos, mamilos, pregas axiliares, genitália, nádegas, região inferior central do abdômen (hipogástrio), região umbilical, face, pescoço e regiões palmo- plantares. Outras designações: sarna humana, escabiose pustular, escabiose puntiforme. Símbolo de classificação: 4.16.2.1.

escabiose puntiforme: S. f. Ver: escabiose humana.

escabiose pustular: S. f. Ver: escabiose humana.

escama: S. f. perda tecidual causada por alteração na queratinização da pele. Apresen- ta lâminas de células epidérmicas corneificadas que podem ser minúsculas, pulverulentas ou espessas, que se desprendem espontaneamente da superfície cutâ- nea. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.1.

escama em forma de tacha: S. f. escama causada por paraceratose ou ceratose, carac- terizando-se por lâminas epidérmicas secas que se desprendem da superfície cutâ- nea. Ocorre, geralmente, em casos de lúpus eritematoso e apresenta, em sua face anterior, espícula, que corresponde à ceratose do folículo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.1.5.

escama furfurácea: S. f. escama causada por alteração da queratinização da pele. São lâminas epidérmicas secas que descamam de forma fina ou pulverulenta, recordan- do o aspecto do farelo. Desprendem-se fácil e continuamente. Outras designações: escama pitiriásica. Símbolo de classificação: 3.4.1.2.

escama lamelar: S. f. escama caracterizada por células corneificadas de aspecto laminado. Localiza-se na superfície cutânea, podendo desprender-se dela. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.1.4.

escama laminar: S. f. escama causada por alteração da queratinização da pele. São lâminas epidérmicas secas que lembram o aspecto de fragmentos de papel. Despren- dem-se fácil e continuamente da superfície cutânea. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 3.4.1.1.

escama pitiriásica: S. f. Ver: escama furfurácea.

escama psoriática: S. f. escama na forma de lâminas epidérmicas secas que têm ten- dência a desprender-se da superfície cutânea. Apresenta aspecto semelhante ao da madrepérola. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.1.3.

escara: S. f. perda tecidual causada por necrose tecidual. A área de pele tem coloração lívida ou negra, limitada e dura. Outras designações: esfacelo. Símbolo de classi- ficação: 3.4.6.

escarlatina: S. f. piodermite causada por uma toxina eritrogênica produzida por es- treptococos. É uma doença exantematosa, aguda e contagiosa. Apresenta inicialmente infecção das vias aéreas superiores, à qual segue uma erupção generalizada de pe- quenas máculas de cor vermelho-escarlate, densamente agregadas, que descamam

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 205

na forma de grandes escamas, tiras ou lâminas. Pode ocorrer febre e outras perturba- ções sistêmicas. Acomete indivíduos com deficiência de anticorpos contra a toxina eritrogênica estreptocócica. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.1.14.

escleredema de Buschke: S. m. mucinose cutânea que costuma surgir após doença infecciosa, bacteriana ou viral das vias aéreas superiores. Ocorre o enrijecimento da pele, que não pode ser pinçada. Observa-se edema benigno não depressível na pele e no tecido subcutâneo. Não apresenta mudança de aspecto da pele. É norma a sen- sibilidade superficial. Outras designações: escleredema do adulto. Símbolo de classificação: 4.1.5.7.

escleredema do adulto: S. m. Ver: escleredema de Buschke.

escleredema neonatal: S. m. hipodermite decorrente de processos patológicos re- nais, cardiovasculares ou nutricionais. É um edema firme, com sinal de depressão digital e comumente fatal, que ocorre em recém-nascidos prematuros ou debilita- dos. Sua localização é geralmente difusa, iniciando-se normalmente nas pernas e disseminando-se para as regiões superiores, porém, pode ficar restrita aos mem- bros inferiores. Outras designações: edema neonatorum, edema do recém-nasci- do, edema neonatal, necrose cutânea do recém-nascido. Símbolo de classifica- ção: 4.13.2.

esclerema adiposo: S. m. Ver: esclerema neonatal.

esclerema do recém nascido: S. m. Ver: esclerema neonatal.

esclerema: S. m. Ver: esclerema neonatal.

esclerema neonatal: S. m. hipodermite de causa desconhecida, que acomete prema- turos ou recém-nascidos debilitados, subnutridos e desidratados. Ocorre o endure- cimento difuso, simétrico, não depressível e progressivo da gordura do tecido sub- cutâneo. O endurecimento é de tal ordem que impede a mobilização articular. A face possui a fixidez de uma máscara. As lesões são branco-amareladas ou violáceas, de consistência lenhosa. Quando ocorre liquefação da gordura, sua eliminação dá-se por meio de lesões ulceradas, ocorrendo, em alguns casos, calcinose. Os sintomas verificados são diminuição de temperatura, sonolência, dificuldades respiratórias e de alimentação. Associada a esse quadro podem ocorrer infecções gastrintíricas, ic- terícia, hemorragias pulmonares e choque, sendo que a progressão é sempre ascendentemente. Quanto à localização, geralmente é observada primeiramente nos membros inferiores, panturrilhas e nádegas, podendo atingir rapidamente o tronco, membros superiores e a face. Outras designações: esclerema do recém-nascido, esclerema adiposum, esclerema neonatorum, doença de Underwood, necrose da gordura subcutânea do recém-nascido, esclerema adiposo, esclerema. Símbolo de classificação: 4.13.3.

esclerema neonatorum: N. Cient. Ver: esclerema neonatal.

esclerodermia: S. f. dermatose autoimune sistêmica em que se observa o aumento do

206LÍDIA ALMEIDA BARROS

tecido conjuntivo colágeno na pele, de maneira focal ou difusa, apresentando espes- samento da pele, devido à inflamação e aumento do tecido fibroso, com ocasional atrofia da epiderme. Observa-se também enduração e esclerose da pele, que se torna menos flexível e móvel. A esclerose pode ser nodular, em placas ou em faixas. Às vezes está associada a escleroses viscerais. É rara e pode acometer qualquer parte do corpo. Obs.: É também classificada como uma dermatose esclerótica. Outras de- signações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.3., 4.11.1.

esclerodermia circunscrita: S. f. esclerodermia que apresenta uma ou mais lesões cutâneas eritematosas, caracterizadas pela enduração de placas de tecido fibroso dérmico e espesso, pele de consistência quase lenhosa e de cor esbranquiçada ou branco- amarelada com halo róseo ou purpúrico. Em geral as lesões se dão no nível do tegumento ou formam depressões. Podem manifestar-se nas mucosas e na língua e, nesses ca- sos, a área afetada torna-se lisa e plana. Outras designações: esclerodermia morphea. Símbolo de classificação: 4.2.3.1.

esclerodermia circunscrita em faixas: S. f. esclerodermia circunscrita que apresen- ta lesões em forma de faixa, que se manifestam em geral no pescoço, regiões anogenital, sacra ou lombar, superior do tórax e ombros. Outras designações: escledodermia en coup de sabre. Símbolo de classificação: 4.2.3.1.3.

esclerodermia circunscrita em gotas: S. f. esclerodermia circunscrita que apresenta lesões articulares atróficas e escleróticas ligeiramente deprimidas ou planas, com alguns milímetros de diâmetro. As lesões se dispõem em grupos, formando pequenas placas em forma de gotas branco-nacaradas, cor de giz ou de neve. Acometem em geral o pescoço, porção superior do tórax, região anogenital, sacra ou lombar ou outras áreas do corpo. A esclerodermia circunscrita em gotas não pode ser considerada colagenose por não apresentar comprometimento difuso do colágeno. Outras designações: esclerodermia guttata. Símbolo de classificação: 4.2.3.1.1.

esclerodermia circunscrita em placas: S. f. esclerodermia circunscrita que apresen- ta lesões em forma de placas redondas ou ovais, de superfície lisa, às vezes enduradas. São de cor marfínica, podendo ser únicas ou múltiplas. Na placa em progressão apa- rece eritema arroxado na borda (anel lilás). Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.3.1.2. -

esclerodermia circunscrita fasciíte eosinofílica: S. f. esclerodermia circunscrita que apresenta elevada formação e aparecimento no sangue de quantidade anormal de leucócitos eosinófilos. Observa-se dor e edema cutâneos abruptos nas mãos, braços, pernas (menos frequente) e tronco, seguidos de enduração da pele e tecido subcutâ- neo. São detectados excesso de gamaglobulinas no sangue e complexos imunes circu- lantes na metade dos pacientes. Pode ser provocada por excesso de atividade física anterior ao início da doença. Outras designações: doença de Shulman. Símbolo de classificação: 4.2.3.1.5.

esclerodermia circunscrita linear: S. f. esclerodermia circunscrita que apresenta lesões

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 207

de faixa atrófico-esclerótica, linear e lardácea. Acomete em geral as extremidades, o couro cabeludo e a fronte. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.2.3.1.4.

esclerodermia difusa: S. f. esclerodermia sistêmica maligna que apresenta lesões cutâneas, com edema, endurecimento da pele e comprometimento visceral. Os sin- tomas iniciam-se pela parte central do corpo, seguindo para as extremidades. A pele torna-se amarelo-marfim. Os sintomas extracutâneos são desartresia, paralisia está- tica, seguida por rápido aumento da dificuldade da fala, demência progressiva e convulsões. Ocorre emagrecimento, mal-estar, dores articulares e musculares. O fenômeno de Raynaud aparece como manifestação no curso evolutivo da doença. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.3.2.1.

esclerodermia en coup de sabre: S. f. Ver: esclerodermia circunscrita em faixas.

esclerodermia guttata: S. f. Ver: esclerodermia circunscrita em gotas.

esclerodermia morphea: S. f. Ver: esclerodermia circunscrita.

esclerodermia sistêmica: S. f. esclerodermia crônica, de ocorrência familiar rara e de causa desconhecida. Pode estar relacionada a alterações imunológicas, metabo- lismo anormal do colágeno, alterações vasculares ou fatores genéticos. Caracteriza- se pela formação de tecido fibroso hialinizado e espessado. Ocorre ainda edema, al- terações vasculares renais semelhantes às da hipertensão maligna e endurecimento

eespessamento da pele, que adquire coloração amarelo-marfim. Pode haver com- prometimento dos músculos esqueléticos e das vísceras. Observa-se o fenômeno de Raynaud e dores articulares como sintomas prodrômicos, além de atrofia dos teci- dos moles e osteoporose das falanges distais. O comprometimento da pele pode se iniciar no tronco ou nas extremidades da face. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.2.3.2.

escleroma: S. m. bacteriose causada pela Klebsiella rhinoscleromatis e pela Klebsiella granulomatis. É uma doença rara e pouco contagiosa, caracterizada pelo aparecimen- to de nódulos indurados de cor azulada ou vermelho-escura e tamanho variável, que coalescem, formando lesões de grande extensão. Manifesta-se inicialmente por rinite, a lesão se propaga, então, para as bordas das narinas e do lábio superior. Com o tem- po proeminam, constituindo massas volumosas, que obstruem a cavidade nasal. Pode também iniciar-se na mucosa do palato duro ou mole e na língua, daí propagando- se para a faringe, traqueia e brônquios, provocando a oclusão das vias aéreas supe- riores. Na faringe, as lesões podem evoluir para úlceras, que se recobrem de crosta, cicatrizando-se em seguida. Quando muito volumosas, podem ocasionar o estreita- mento do órgão, dificultando a respiração e a deglutição e agravando o estado geral do paciente. Pode ainda atingir os seios paranasais e os ductos das glândulas lacri- mais, destruindo-os. Não há dor durante o processo. Outras designações: rinoscleroma. Símbolo de classificação: 4.21.4.

escleromixedema: S. m. mucinose papular, cujas características são espessamento

208LÍDIA ALMEIDA BARROS

esclerodermiforme difuso da pele, sem aderência à hipoderme e lesões papulosas, coalescentes nas áreas expostas. É considerado uma variação do líquen mixedematoso. Manifestam-se em geral nos braços e mãos além de atingir a face, causando o apare- cimento de grandes rugas transversais. Outras designações: síndrome de Gottron- Arndt. Símbolo de classificação: 4.1.5.3.2.

escleroníquia: S. f. Ver: paquioníquia.

esclerose: S. f. alteração na espessura da pele causada por alteração do colágeno. Pode haver espessamento ou adelgaçamento circunscritos da pele, detectável apenas pela palpação e de coloração hipo ou hipercrômica. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.5.5.

esclerose tuberosa: S. f. genodermatose de herança mendeliana dominante.Vem acom- panhada de epilepsia, adenoma sebáceo de Pringle, retardo mental, angiofibromas, facoma retiniano, lesões cutâneas, sobretudo nas áreas de despigmentação e hiperpigamentação, blocos com aparência de chagrém e calcificação. Os hamartomas se manifestam em grandes quantidades, principalmente em órgãos cujas células têm origem no ectoderma e no mesoderma, tais como rins, olhos, coração, sistema nervo- so central e pele. Localiza-se na face, membros e tronco. Outras designações: esclerose tuberosa de Bourneville, queratose seborreica, verruga seborreica, verruga senil, ET, doença de Bourneville, epiloia, doença de Pringle-Bourneville. Símbolo de classi- ficação: 4.30.2.10.

esclerose tuberosa de Bourneville: S. f. Ver: esclerose tuberosa.

escorbuto: S. m. desvitaminodermia causada pela carência de vitamina C, que provo- ca a diminuição da síntese do colágeno. Provoca debilidade, anemia, depressão, he- morragias subcutâneas, febres, gastrointerites e edemas das partes pendentes. Aco- mete músculos, sangue, ossos, pele e membranas mucosas. A mucosa oral apresenta-se túrgida com lesões purpúricas ou eritematosas. As gengivas amolecem, tornam-se esponjosas, podendo ser acompanhadas de ulceração. Outras designações: mal- de-luanda (pop.). Símbolo de classificação: 4.1.1.4.

escorbuto da terra: S. m. Ver: púrpura trombocitopênica idiopática.

escoriação: S. f. perda tecidual causada por traumatismo. Manifesta-se por lesão line- ar frequentemente coberta por sangue e por crostas serosas. Localiza-se na superfí- cie da pele. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.4.12.

escoriação neurótica: S. f. dermatose psicogênica causada por problemas comporta- mentais compulsivos, depressões ou neuroses do paciente. Este provoca várias vezes as lesões, admitindo o fato e justificando ser incapaz de evitar a sensação de prurido, queimação ou remover algo da pele, como ceratoses ou pequenas pápulas foliculares. Os agentes mais comuns são as unhas. As lesões tomam formas características de acordo com a área acometida e podem estar associadas a lesões anteriores, indo de escoriações a lesões úlcero-crostosas, que podem apresentar hemorragia ou serem purulentas. Formam-se cicatrizes, que coexistem com lesões de vários níveis de des-

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 209

figuração. Localizam-se em qualquer parte do corpo, principalmente as áreas de alcance das unhas, em maior número nos antebraços, braços e região superior do dorso. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.41.2.

escrófulo tuberculoso: S. m. Ver: tuberculose coliquativa.

escrofuloderma: S. m. Ver: tuberculose coliquativa.

escrofulodermia: S. f. Ver: tuberculose coliquativa.

escrofulodermia papular: S. f. Ver: tubercúlide liquenoide.

escrofulodermia tuberculosa: S. f. Ver: tuberculose coliquativa.

escrofulodermia ulcerativa: S. f. Ver: tuberculose coliquativa.

escrofulodermia verrucosa: S. f. Ver: tuberculose verrucosa.

esfacelo: S. m. Ver: escara.

esipra: S. f. (Bras., N, pop.) Ver: erisipela.

espessamento epidérmico: S. m. fotodermatose tóxica primária precoce decorrente da exposição repetida à radiação solar. É uma forma de proteção da pele caracteriza- da por aumento de consistência e espessura da pele. Observa-se edema inter e intra celular nos dois primeiros dias e hiperplasia de todas as camadas epidérmicas, com exceção da basal a partir do terceiro dia. Verifica-se ainda o aumento do número de mitoses. A pele se torna mais espessa a cada nova exposição ao sol e após alguns meses volta ao normal. Ocorre principalmente nos morenos e nas regiões palmar e plantar. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.32.1.1.2.

espessura: S. f. Ver: alteração na espessura.

espinalioma: S. m. neoplasia maligna da epiderme derivada da exposição à substân- cias químicas (coaltar, arsênico, petróleo e derivados) e radioativos (UVA, UVB, raios X), fumo e próteses dentárias. Histologicamente, apresenta anaplasia e tendência à ceratinização com invasão irregular da derme, conferindo-lhe aspecto de uma hiper- plasia. Pode ser classificado em 4 graus conforme sua diferenciação, quanto maior a desdiferenciação, maior é a malignidade. Pode surgir em pele sadia ou em lesões preexistentes como xeroderma pigmentar e albinismo (genodermatoses), úlcera de Marjolin (úlceras e cicatrizes), lúpus tuberculoso e lúpus eritematoso (doenças cutâ- neas crônicas), úlceras crônicas, radiodermites, ceratose tóxica e ceratose actínica. Clinicamente caracteriza-se por nódulo de caráter ceratósico, podendo chegar à metastatização, após meses e até anos a partir do início da neoplasia. O fundo do nódulo apresenta aspecto irregular com vegetações medindo poucos milímetros de diâmetro. Sua evolução é rápida direcionando-se para fora, neste caso, adquirindo aspecto vegetante ou pode invadir a hipoderme e a derme, quando cresce para den- tro. Pode ainda resultar em área de infiltração pouco visível. Quando ulcera, provo- ca sangramento formando cobertura crostosa. Localiza-se normalmente na face e dorso das mãos (áreas expostas ao sol), orelhas, mucosas e semimucosas (boca, lábio infe- rior, glande e vulva), em cicatrizes de queimaduras e tronco. Outras designações: carcinoma espinocelular, epitelioma espinocelular. Símbolo de classifica-

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ção: 4.29.6.1.2.

espinho-de-bananeira: S. m. (Bras., SP, pop.) Ver: tungíase.

espiradenoma écrino: S. m. neoplasia benigna da glândula sudorípara écrina deriva- da das partes secretoras e ductais das mesmas, entretanto, sua origem écrina é ques- tionável. Histopatologicamente os nódulos não são ligados à epiderme. No centro são constituídos por células epiteliais grandes, com núcleo pálido, ao passo que nas extremidades, estas células são pequenas, com núcleo escurecido. PAS positivo e material eosinófilo podem estar presentes em algumas partes sob a forma de luzes. Caracteriza-se por nódulo intradérmico normalmente único, podendo, em casos ra- ros, apresentar-se múltiplo. Sua consistência é elástica e firme, direcionando para a superfície da pele. É doloroso quando apalpado, manifestando-se por crises paroxísticas. Localiza-se normalmente na região peitoral (superfície anterior do tronco) e braços. Outras designações: espiroma écrino, espiroadenoma écrino. Símbolo

de classificação: 4.29.4.4.

espiroadenoma écrino: S. m. Ver: espiradenoma écrino.

espiroma écrino: S. m. Ver: espiradenoma écrino.

esplenomegalia tropical: S. f. Ver: leishmaniose visceral.

esporotricose: S. f. micose profunda causada pelo Sporothrix schenkii. Apresenta di- ferentes tipos de lesões: nódulos, gomas, abscessos, vegetações e pápulas. Classifica nas seguintes forma clínicas, de acordo com o órgão afetado, o tipo de lesão e a ten- dência a se localizar ou disseminar: 1) esporotricose cutânea, que por sua vez, divi- de-se em esporotricose gomosa, esporotricose abscedante, esporotricose verrucosa, esporotricose papulosa e esporotricose disseminada; 2) esporotricose linfático ganglionar e 3) esporotricose das mucosas e de órgãos internos. As lesões localizam- se, em geral, na pele, gânglios linfáticos e gânglios superficiais e, muito raramente, nas mucosas, vísceras, ossos e sistema nervoso. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.

esporotricose abscedante: S. f. esporotricose cutânea causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Caracteriza-se por abscessos profundos, volumosos, de consistência mole, que eliminam conteúdo por ulceração, mas nunca por fístula. O pus é espesso, vis- coso e apresenta cor marrom. Os abscessos, em geral, são múltiplos, localizando-se, frequentemente, nos membros superiores e inferiores. A incidência é maior nos membros superiores, onde assumem disposição ascendente. Ao regredirem, deixam cicatriz deprimida. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.1.2.

esporotricose cutânea: S. f. esporotricose causada pelo Sporothrix schenkii. Caracte- riza-se pela exteriorização de tipos diferentes de lesão cutânea: nódulos, abscessos, placas papilomatosas e gomas ulceradas. Observa-se coexistência de mais de um tipo de lesão predominante. As lesões atingem os membros superiores e inferiores. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.1.

esporotricose cutânea acneiforme: S. f. Ver: esporotricose papulosa.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 211

esporotricose das mucosas e de órgãos internos: S. f. esporotricose causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Caracteriza-se por pequenas úlceras recobertas de falsa membrana. Ao regredirem, deixam cicatrizes, em geral, sem deformações. As lesões localizam-se nas mucosas do nariz, boca, faringe e conjuntiva, embora muito rara- mente estas sejam sede de lesões primárias ou secundárias de esporotricose. São ra- ríssimas as localizações viscerais (pulmonares, renais, hepáticas, esplênicas, muscu- lares) e também as do sistema nervoso (meningites, encefalites) e as ósteoarticulares. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.3.

esporotricose disseminada: S. f. esporotricose cutânea resultante da generalização da micose por disseminação a várias regiões da pele, apresentando formas de gomas ulce- radas, por vezes, com sério comprometimento do estado geral do paciente. Este estado pode levá-lo à caquexia ou morte. Pode se manifestar comprometendo apenas um ou vários órgãos, dependendo da resistência da doença. Frequentemente são atingidos os ossos (osteolite), periósteo (periostite), articulações (artrite destrutiva e tenossivite), músculos, sistema nervoso central (meningite), pulmões (bronquite, pneumonite), rins (nefrite), testículos, epidídimo, mama, fígado, baço, pâncreas, tireoide e outros. Outras designações: doença de Beurmann. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.1.5.

esporotricose gomosa: S. f. esporotricose cutânea causada pelo fungo Sporothrix schenki. No início, apresenta nódulos pequenos, consistentes e semiglobosos. A pele que os recobre torna-se edemaciada, avermelhada e brilhante. Com o desenvolvimento do processo, passam a flutuar e terminam por ulcerar. As lesões podem regredir, dei- xando cicatrizes. As lesões se localizam, em geral, nos membros superiores, na mão, antebraço, braço e face; com menor frequência, nos membros inferiores. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.1.1.

esporotricose linfático-ganglionar: S. f. esporotricose causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Apresenta lesões cutâneas do tipo gomoso e ulceradas. Nos gânglios linfá- ticos surgem nódulos duros, consistentes, palpáveis ou visíveis. Os gânglios linfáti- cos infartam-se e tornam-se dolorosos. Outras designações: linfangite nodular ascendente, cancro esporotricósico. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.2.

esporotricose papulosa: S. f. esporotricose cutânea causada pelo Sporothrix schenckii. Na pele surgem pápulas firmes, consistentes, avermelhadas e acuminadas, com ten- dência a agruparem-se. As lesões localizam-se na face, apresentando aspecto acneiforme. Outras designações: esporotricose cutânea acneiforme. Símbolo de classificação: 4.24.3.1.1.4.

esporotricose verrucosa: S. f. esporotricose cutânea causada pelo fungo Sporothrix schenkii. Caracteriza-se por lesões em placas de verrucoso. Algumas vezes, a super- fície apresenta crostas hemorrágicas bastante aderentes, embaixo das quais pode haver microabscessos. Em geral, as lesões são únicas e, raramente, são numerosas. Ao regredirem, deixam sequelas atrófico-cicatriciais. As lesões localizam-se, em geral, na mão ou no antebraço. Outras designações: ø. Símbolo de classifica-

212LÍDIA ALMEIDA BARROS

ção: 4.24.3.1.1.3.

espúndia: S. f. leishmaniose cutaneomucosa causada pela Leishmania braziliensis. Caracteriza-se por alterações destrutivas grosseiras, que podem originar-se por metástase de feridas encontradas em qualquer parte do corpo. Atinge particularmente as mucosas das regiões oral e nasal. Outras designações: úlcera dos chicleros (pop.), doença de Breda (pop.). Símbolo de classificação: 4.16.1.2.1.

esquentamento: S. m. (pop.) Ver: gonorreia.

esquistossomíase: S. f. helmintíase causada pelos platelmintos trematódeos Schistosoma mansoni, Schistossoma haematobium e Schistossoma japonicum. É considerada uma das moléstias humanas mais frequentes e importantes. As manifestações cutâneas carac- terísticas são: 1) dermatite muito pruriginosa, caracterizada por edema, pápulas e petéquias, devida à penetração na pele de larvas do trematódeo (cercárias), 2) urticá- ria, edema, erupções de manchas hemorrágicas (púrpura), febre, dor nas articulações (artralgia), diarreia, inflamação dos brônquios (bronquite), inflamação pulmonar (pneumonite), hipertrofia do fígado (hepatomegalia) e hipertrofia do baço (espleno- megalia), que constituem os sintomas de sensibilização esquistossomósica, manifes- tando-se quatro a oito semanas após a penetração das cercárias, 3) lesões papuloerosadas ou papulonodulares vegetantes, que apresentam trajetos fistulosos, localizados no es- paço entre o ânus e os órgãos sexuais (períneo) e as nádegas (esquistossomíase genital ou paragenital), 4) pápulas e papulovesículas aglomeradas, de coloração vermelho- escura, inclusive com liquenificação, decorrentes da deposição de ovos na pele ou em órgãos, tais como pulmões, conjuntiva e sistema nervoso central (esquistossomíase ectópica). O número de lesões varia conforme a intensidade da infestação. Podem ocor- rer ainda infecções secundárias, caracterizadas por lesões de piodermite. Outras de- signações: esquistossomose, esquistossomíase genital, esquistossomíase paragenital, esquistossomíase ectópica. Símbolo de classificação: 4.16.13.7.

esquistossomíase ectópica: S. f. Ver: esquistossomíase.

esquistossomíase genital: S. f. Ver: esquistossomíase.

esquistossomíase paragenital: S. f. Ver: esquistossomíase.

esquistossomose: S. f. Ver: esquistossomíase.

esteatocistoma múltiplo: S. m. cisto cutâneo de transmissão autossômica dominan- te, cuja lesão parece ter origem na bainha externa do folículo piloso e derivar do te- cido adiposo. Histologicamente o cisto apresenta parede irregular, pregueada de células epidérmicas ligadas a estruturas anexais, glândulas sebáceas rudimentares dentro ou próximas às paredes do cisto, com sebo na sua cavidade, e folículos imaturos ou es- truturas écrinas. É recoberto por uma cutícula rosa, hialina em torno desta. É difícil a diferenciação com hidrocistoma apócrino. Caracteriza-se por cistos múltiplos, que iniciam-se na adolescência, de dimensões variadas (entre 1 e 3cm), de cor amarelada, sobretudo os menores. Quando em lesão única, é chamado de esteatocistoma sim- ples e não tem conotação genética. Alguns cistos apresentam orifício e, quando

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puncionada, a lesão elimina material oleoso e fétido, semi-sólido, frequentemente rançoso. É de condição rara, caráter benigno e muitas vezes vem associado à acne ou

àseborreia. Localiza-se, em geral, nas axilas, membros superiores e tronco. Outras designações: esteatoma múltiplo, sebocistomatose múltipla hereditária. Símbolo de classificação: 4.29.9.4.

esteatocistoma simples: S. m. Ver: esteatocistoma múltiplo.

esteatoma: S. m. Ver: lipoma, lúpia.

esteatoma múltiplo: S. m. Ver: esteatocistoma múltiplo.

esteatorreia: S. f. Ver: seborreia.

estesia: S. f. Ver: percepção.

estiômeno: S. m. Ver: linfogranuloma venéreo.

estomatite cremosa: S. f. candidíase oral causada pela levedura do gênero Candida. Caracteriza-se pela presença de placas circulares ou ovais esbranquiçadas, cremosas, bem delimitadas e com halo vermelho-vivo. As lesões podem ser únicas ou múlti- plas. A língua ser acometida por placas, constituindo a glossite candidiásica, aguda ou crônica. Na forma crônica, há atrofia da papila e as lesões de coloração acinzen- tada, com superfície rugosa e fissurada. Localizam-se nas bordas ou parte inferior da língua, além da mucosa das bochechas, palato, laringe e faringe. Outras designa- ções: sapinho (pop.), farfalho. Símbolo de classificação: 4.24.2.3.2.1.1.

estomatite galvânica: S. f. afecção das mucosas causada por instalação de corrente galvônica, decorrente de metais presentes em próteses dentárias, em que os metais agem como eletrodos e a saliva como eletrólito, provocando lesões de aspectos varia- dos com sensação de queimadura. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.33.22.

estomatite nicotínica: S. f. afecção das mucosas assintomática, causada pelo alcatrão e pela fumaça produzida pelo tabaco. Apresenta pápulas umbilicadas esbranquiçadas, distintas no palato. Ósteos dos ductos aparecem como pontos vermelhos cerados pelas pápulas, que apresentam limite nítido. Outras designações: estomatite tabágica, ceratose do fumante, placas do fumante. Símbolo de classificação: 4.33.21.

estomatite tabágica: S. f. Ver: estomatite nicotínica.

estrato basal: S. m. Ver: camada basal.

estrato córneo: S. m. Ver: camada córnea.

estrato espinhoso: S. m. Ver: camada espinhosa.

estrato germinativo: S. m. Ver: camada basal.

estrato granuloso: S. m. Ver: camada granulosa.

estrato lúcido: S. m. Ver: camada lúcida.

estria atrófica: S. f. atrofia linear isolada ou numerosa, que se dispõe paralelamente às linhas de clivagem da pele. Apresenta faixas de enrugamento e atrofia da pele. No início as lesões apresentam-se avermelhadas, passando a incolores ou esbranquiçadas. Está presente principalmente durante a adolescência, gravidez, infecções e síndrome

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de Aushing. As estrias podem envolver várias regiões, inclusive a face, onde são mais largas e mais amplamente distribuídas. Localizam-se geralmente no abdômen, ná- degas e coxas. Obs.: É também classificada como uma dermatose atrófica. Outras designações: estria cutânea, estria distensa, atrofia cutânea linear. Símbolo de clas- sificação: 3.6.1.2, 4.10.5.

estria cutânea: S. f. Ver: estria atrófica.

estria distensa: S. f. Ver: estria atrófica.

estrófulo tropical: S. m. Ver: miliária.

estucoqueratose: S. f. Ver: stucco-keratosis.

ET: Sigla Ver: esclerose tuberosa.

exantema: S. m. eritema caracterizado por erupção generalizada e aguda, de curta duração, que ocorre em casos de doenças infecciosas, contagiosas, eruptivas ou em certas doenças da pele. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.3.

exantema das fraldas: S. m. Ver: dermatite amoniacal.

exantema difuso: S. m. exantema de duração efêmera, ativo, agudo e difuso, não apresentando áreas de pele normal. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 3.1.1.1.1.3.1.

exantema do calor: S. m. Ver: miliária.

exantema escarlatiniforme: S. m. exantema que apresenta erupção eritematosa ge- neralizada e aguda, de coloração vermelho vivo e de duração efêmera. Apresenta grandes escamas, sendo acompanhado por prurido ou sensação de queimação. Ma- nifesta-se de forma difusa e uniforme. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 3.1.1.1.1.3.3.

exantema morbiliforme: S. m. exantema generalizado e agudo de duração relativa- mente curta. Apresenta-se sob a forma de pequenas manchas lenticulares ou numulares entremeadas com áreas de pele sã. Pode ser acompanhado de prurido, localizando- se, em geral, no tronco e membros. Outras Designações: exantema rubeoliforme. Símbolo de classificação: 3.1.1.1.1.3.2.

exantema rubeoliforme: S. m. Ver: exantema morbiliforme.

excreção: S. f. função da pele que consiste em expulsar ou eliminar o material nocivo e desnecessário para o corpo humano. Esse material é removido para que tecidos orgânicos e líquidos sejam compostos. Outras designações: ø. Símbolo de classi- ficação: 2.3.6.

excrescência em couve-flor: S. f. Ver: condiloma acuminado gigante de Buschke- Loewenstein.

exulceração: S. f. perda tecidual causada por fricção, compressão ou por ação de subs- tância corrosiva, caracterizando-se por ulceração superficial lenta e progressiva que não chega a atingir a derme e não deixa cicatrizes. Localiza-se exclusivamente na epiderme. Outras designações: erosão. Símbolo de classificação: 3.4.3.

F

facomatose: S. f. genodermatose neurocutânea de origem hereditária, que apresenta cistos, pontos, tumefações e crescimentos neoplásicos, que estão ligados a malfor- mações do sistema nervoso central e de órgãos de origem ectodérmica. Diversas doenças fazem parte deste grupo. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.8.1.

fagedenismo geométrico: S. m. Ver: piderma gangrenoso.

farfalho: S. m. Ver: estomatite cremosa.

farmacodermia: S. f. dermatose causada pelo uso de medicamentos, que provocam reações na pele. Os quadros clínicos mais importantes da dermatose são: choque anafilático, doença do soro, doenças exantemáticas símiles, ectodermose erosiva plurioroficial, eritema nodoso, eritrodermias esfoliativas, erupções vesicobolhosas, fotodermatites, lúpus eritematoso sistêmico-símile, necrólise epidérmica tóxica, porfiria, púrpuras, pustulose exantemática aguda generalizada, urticária, vasculites. Outras designações: dermatite medicamentosa. Símbolo de classificação: 4.31.

fasceíte nodular: S. f. fibromatose que apresenta tumor nodular de crescimento rápi- do. Este não metastatiza e regride após incisão. Geralmente é solitário, subcutâneo, firme e móvel em relação às estruturas profundas. Apresenta exsudação inflamatória leve. Podem também ocorrer lesões múltiplas. Localiza-se na ou sob a fáscia muscu- lar, geralmente no braço e antebraço, podendo ocorrer também nas pernas, tronco e, mais raramente, na cabeça, região cervical e lábios. Outras designações: fasciíte no- dular, fibromatose subcutânea pseudossarcomatosa, fasciíte pseudossarcomatosa, fibromatose pseudossarcomatosa. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.10.

fasciíte eosinófila: S. f. Ver: fasciíte eosinofílica.

fasciíte eosinofílica: S. f. fasceíte nodular de etiologia desconhecida, mas relacionada a mecanismo inume, trauma ou a esforço físico. Apresenta esclerose da pele e dos tecidos conjuntivos das extremidades, precedida de edema, eritema e muita dor, o

216LÍDIA ALMEIDA BARROS

que limita o movimento dos pés e mãos. Pode haver involução espontânea. As lesões localizam-se geralmente nos membros superiores e inferiores e, ocasionalmente, no tronco. Outras designações: fasciíte eosinófila, síndrome de Shulman. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.10.4.

fasciíte necrotizante: S. f. fasceíte nodular que tem como agentes causadores um ou mais microrganismos anaeróbicos. Pode também decorrer de trauma cirúrgico, úl- ceras de decúbito, abscessos perirretais ou perfuração intestinal. Frequentemente ocorre em pós-operatório, devido a traumatismos mínimos ou a abscessos ou úlceras cutâ- neas mal cuidadas. Pode vir acompanhado de febre alta, toxemia e de área edematosa, eritematosa e dolorosa. A evolução é geralmente fulminante e pode envolver todos os componentes do tecido mole, inclusive a pele. Atinge inicialmente a fáscia superfi- cial, produzindo uma ampla escavação dos tecidos circundantes. Instala-se celulite, que evolui a necrose. Localiza-se principalmente na face, extremidades, períneo, parede abdominal e áreas de feridas cirúrgicas. Outras designações: ø. Símbolo de clas- sificação: 4.29.10.1.20.10.3.

fasciíte nodular: S. f. Ver: fasceíte nodular.

fasciíte para-óstea: S. f. fasceíte nodular rara, com origem no periósteo. Pode estar associada a formação óssea cortical reativa. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.10.1.

fasciíte proliferativa: S. f. fasceíte nodular de caráter benigno, caracterizada pelo surgimento de nódulo subcutâneo de crescimento rápido. Apresenta proliferação de fibroblastos e células gigantes basófilas, que se assemelham um pouco às células ganglionares. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.10.2.

fasciíte pseudo-sarcomatosa: S. f. Ver: fasceíte nodular.

favo: S. m. Ver: dermatofitose do couro cabeludo.

febre caquética: S. f. (pop.) Ver: leishmaniose visceral.

febre da mordida do rato: S. f. (pop.) Ver: sodoku.

febre de Assam: S. f. (pop.) Ver: leishmaniose visceral.

febre de Haverhill: S. f. Ver: sodoku.

febre de Oroya: S. f. (pop.) Ver: verruga peruana.

febre de São Joaquim: S. f. Ver: coccidioidomicose.

febre Dundum: S. f. (pop.) Ver: leishmaniose visceral.

febre negra: S. f. (pop.) Ver: leishmaniose visceral.

febre nodal: S. f. Ver: eritema nodoso.

febre reumática: S. f. Ver: nódulo reumatoide.

fenilcetonúria: S. f. aminoacidúria hereditária autossômica recessiva, causada por deficiência de enzima fenilalanina hidroxilase. Caracteriza-se pelo acúmulo de fenilalanina no sangue e de ácidos fenilpirúvido e fenilacetáceo na urina. Atinge a pele e o sistema nervoso. Na pele, ocorrem erupções eczematosas, semelhantes ao eczema tópico e ocasionais lesões exclerodemiformes concentradas nas porções cen-

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trais do corpo. No sistema nervoso, provoca retardo mental, eplepsia, oligofrenia, hipertonicidade muscular, microcefalia, tumores, alterações do eletroencefalograma e inviabilidade de síntese de melanina. Outras designações: oligofrenia fenilpirúvica. Símbolo de classificação: 4.1.8.1.

fenômeno de Meirowsky: S. m. Ver: fotodermatose tóxica primária precoce pig- mentar imediata.

fenômeno de Raynaud: S. m. Ver: vasculite da síndrome de Raynaud.

feohifomicose: S. f. Ver: feoifomicose.

feoifomicose: S. f. micose profunda causada por vários fungos pigmentados da famí- lia Dematiaceae, dentre eles Cercospora, Dactylaria, Cladosporium e outros, poden- do haver combinação desses. A lesão mais frequente é o abscesso subcutâneo ou in- tramuscular (nódulo-cístico), geralmente único, de vários centímetros de diâmetro e cor eritêmato-vinhosa, recoberto por pele espessada. A via de infecção é geralmente respiratória, disseminando-se posteriormente para outros órgãos. As lesões podem ser isoladas ou múltiplas, apresentando-se como abscessos encapsulados ou infiltra- ções inflamatórias generalizadas. As manifestações clínicas podem ser: náusea, vô- mitos, cefaleia, rigidez da nuca e febre. Outras designações: feohifomicose. Sím- bolo de classificação: 4.24.3.4.

fervor-do-sangue: S. m. (pop.).Ver: urticária.

feto arlequim: S. m. Ver: ictiose universal maligna.

fibra ancorante: S. f. Ver: filamento de ancoragem.

fibra colágena: S. f. fibra elástica da pele que se localiza na derme reticular, cuja fun- ção é compor a massa principal de estruturas como o cório, as aponeuras, os tendões e as cápsulas dos órgãos. Compõe-se de fibrilas, que se distribuem em feixes. Essa fibra representa 70% da derme. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 2.1.3.3.2.

fibra de reticulina: S. f. fibra localizada na derme reticular, que se organiza como uma malha reticular formada por finos filamentos. É delicada, ramificada e com- põe-se de colágeno tipo III. Outras designações: fibra reticular. Símbolo de clas- sificação: 2.1.3.3.3.

fibra elaunínica: S. f. fibra elástica da pele que se localiza na derme papilar e que se constituem-se de feixes de microfibrilas contendo material amorfo de permeio. Di- ferencia-se da fibra oxitalânica devido ao fato de apresentar maior quantidade de colágeno. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.3.2.6.

fibra oxitalânica: S. f. fibra elástica da pele que se localiza na derme papilar, formada por microfibrilas sintetizadas e secretadas pelos fibrablastos no meio extracelular. As microfibrilas se organizam em faixas paralelas, que determinam a direção e a forma da fibra elástica que se formará. É morfologicamente similar à elastina, mas se dis- tingue dessa pelo fato de apresentar elastase e ser resistente à digestão. Outras de- signações: fibra oxitalina. Símbolo de classsificação: 2.1.3.2.5.

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fibra oxitalina: S. f. Ver: fibra oxitalânica.

fibra reticular: S. f. Ver: fibra de reticulina.

fibrila de ancoragem: S. f. Ver: filamento de ancoragem.

fibroblasto: S. m. elemento celular da derme cuja função é formar proteínas e elastina.

Éuma célula jovem, que tem forma fusiforme e estrelada, seu núcleo é volumoso e o seu citoplasma é claro. Possui retículo endoplasmático nítido e granular e apresen- ta uma ação enzimática muito ativa. Outras designações: ø. Símbolo de classifi- cação: 2.1.3.1.1.

fibroceratoma acral: S. m. fibromatose que apresenta lesão elevada, única, vegetante, córnea e consistente. É alongada, em forma de cúpula ou ligeiramente pedunculada. Histologicamente apresenta-se sobre eixo conjuntivo-vascular com bandas e fibras colágenas, grosseiras, entrelaçadas, evidenciando epitélio hiperacantósico e hiperqueratósico. Diferencia-se, na diagnose, dos fibromas e cornos cutâneos. Lo- caliza-se na região palmar próxima a uma articulação interfalangeana de um dos dedos ou sobre os dedos. Outras designações: fibroceratoma digital adquirido, fibroqueratoma digital adquirido. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.11.

fibroceratoma digital adquirido: S. m. Ver: fibroceratoma acral.

fibroma aponeurótico: S. m. Ver: fibromatose palmoplantar.

fibroma aponevrótico: S. m. Ver: fibromatose palmoplantar.

fibroma calcificante: S. m. Ver: fibromatose palmoplantar.

fibroma digital infantil recorrente: S. m. Ver: fibromatose digital infantil.

fibroma mole: S. m. neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal que apresen- tam lesões filiformes (pólipo fibroepitelial), de formação fina e curta, de cor idêntica

àda pele ou axilas, ou ainda mais escuras (acastanhadas), de pequenas dimensões. Às vezes, apresentam-se maiores, atingindo dimensões consideráveis, como se fosse uma erniação do tecido conjuntivo, mostrando-se volumosas e flácidas, presas à pele por pedículo de vários centímetros. Podem aparecer isoladas, em pequenas quanti- dades (5 ou 6) ou ainda em grande número. As lesões dispõem-se de forma regular, podem ser sésseis ou pedunculadas, predominando umas sobre as outras, de super- fície enrugada, mais ou menos planas, pouco salientes, muitas vezes depressíveis (aparentando anel herminário na base), outras vezes assumindo a forma de domo, de consistência mole. Localiza-se principalmente no tronco, pescoço e, muito raramen- te, na face. Outras designações: acrocórdon, molusco pêndulo, fibroma molusco, nevo molusco. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.4.

fibroma molusco: S. m. Ver: fibroma mole.

fibromatose: S. f. neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal cuja causa pro- vável é a perda local de controle da multiplicação de fibroblastos. Há proliferação agressiva destes, provocando o aparecimento de fibromas múltiplos, com distribui- ção relativamente localizada, com hiperplasia anormal do tecido fibroso. As lesões são fundamentalmente constituídas por fibroblastos, que podem apresentar subs-

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tância fundamental, colágeno e aspectos morfológicos variados. Por essa razão, as fibromatoses constituem um grupo heterogêneo de afecções não inflamatórias com comportamento biológico e aspectos patológicos semelhantes. Os principais tipos de fibromatose são: fibromatose congênita, hialina juvenil e coli. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20. fibromatose cervical: S. f. Ver: fibromatose coli.

fibromatose coli: S. f. fibromatose que apresenta massa tumoral fibrosa, unilateral, nódulo firme, que pode ceder ou levar ao torticolo devido ao encurtamento do mús- culo esternocleidomastoideo. Costuma regredir em poucos meses, deixando defor- midades cervicais. Está presente nos primeiros anos de vida e tem como possível etiologia trauma de parto. Localiza-se no terço inferior do músculo esternocleido- mastoideo. Outras designações: fibromatose do pescoço, fibromatose cervical. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.3.

fibromatose congênita: S. f. fibromatose caracterizada pelo surgimento, nos tecidos moles, de pequenos nódulos subcutâneos múltiplos, compostos de fibroblastos alon- gados e agrupados em bandas frouxas. Pode apresentar remissões espontâneas. A proliferação difusa dos nódulos pode comprometer músculos, miocárdio, ossos, fí- gado, intestino, cabeça e outros órgãos. Esta afecção manifesta-se sob duas formas: 1) localizada: lesões solitárias situadas nos braços, cabeça e parte superior do tronco, sempre atingindo músculos, tecido subcutâneo e outros. 1) localizada: lesões solitá- rias situadas nos braços, cabeça e parte superior do tronco, sempre atingindo múscu- los, tecido subcutâneo e outros. 2) generalizada: lesões múltiplas, subcutâneas, mus- culares e, por vezes, viscerais. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.1.

fibromatose digital infantil: S. f. fibromatose que pode ter origem em células de miofibroblastos metabolicamente alterados, contendo grânulos pironinofílicos. Ca- racteriza-se por apresentar proliferação de nódulos tumorais com muito colágeno aparentemente normal e fibras elásticas esparsas anormais. As lesões apresentam-se na forma de nódulos fibróticos, normalmente múltiplos, embora possa também ser único, de consistência firme, de cor da pele ou eritematosa, surgindo nos primeiros meses de vida até o 3º ano de idade. Tendem a involuir espontaneamente, deixando cicatriz. Localizam-se preferencialmente na face, dorso lateral dos dedos das mãos e, com menos frequência, no dorso dos pés. As últimas falanges são geralmente as mais afetadas, mas o polegar e hálux são poupados. Apresenta-se aderida aos planos pro- fundos de superfície lisa e brilhante, sobretudo das lâminas ungueais ou leito ungueal. Outras designações: fibroma digital infantil recorrente, edema digital fibroso, fibromatose infantil digital. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.5.

fibromatose do pescoço: S. f. Ver: fibromatose coli.

fibromatose gengival idiopática: S. f. afecção das mucosas de origem provavelmen- te genética, que tem início na primeira infância. Apresenta engrossamento difuso

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das gengivas e recobrimento dos dentes por massas de tecido fibroso firme, denso, resiliente, insensível. Encontram-se ainda inflamação provocada por irritação local, longas papilas epiteliais, leve hiperceratose e moderada hiperplasia do epitélio. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.33.15.

fibromatose hialina juvenil: S. f. fibromatose rara, de herança recessiva. Apresenta nódulos ou tumores cutâneos generalizados. As lesões constituem-se de fibroblastos separados por um estroma hialino eosinófilo, composto principalmente de glicosaminoglicanos. Outras designações: fibromatose hialino-juvenil, hialinose sistêmica. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.20.2.

fibromatose hialino-juvenil: S. f. Ver: fibromatose hialina juvenil.

fibromatose infantil agressiva: S. f. fibromatose que apresenta um ou vários nódu- los firmes subcutâneos que crescem rapidamente, mas que não metastatizam. Apre- sentam mitoses em grande quantidade. As células fusiformes dispõem-se de forma espiralada. Pode ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo mais comum nos mem- bros e tronco, quando múltiplos. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.20.4.

fibromatose infantil digital: S. f. Ver: fibromatose digital infantil.

fibromatose palmoplantar: S. f. fibromatose de causa ignorada, podendo ser here- ditária (autossômica dominante). Caracteriza-se pelo aparecimento, a partir da fáscia plantar, de nódulo único ou de múltiplos nódulos ligeiramente dolorosos. Estes po- dem ulcerar e ser localmente invasivos. Após fase de crescimento, há involução da lesão, com aplanamento dos nódulos. Surgem, então, a fibrose e a consequente retra- ção dos dígitos. A flexão é limitada, notando-se cordões duros que correspondem aos tendões flexores. O nódulo, em princípio, é pouco demarcado da eminência tenar ou hipotenar, ou sobrepõe-se ao calcâneo no meio da sola. As contraturas são raras na região plantar. Nas mãos, estas são indolores e crônicas. As lesões localizam-se na metade ulnar da palma e, mais raramente, na região plantar. Outras designações: fibroma calcificante, fibroma aponevrótico, contratura de Dupuytren, fibromatose plantar e palmar, moléstia de Dupuytren, fibroma aponeurótico. Símbolo de clas- sificação: 4.29.10.1.20.6.;

fibromatose peniana: S. f. fibromatose de causa desconhecida, caracterizada pela formação de faixas, placas ou massas de tecido fibroso endurecido na aponeurose, envolvendo o corpo cavernoso do pênis, podendo ocorrer ossificação e calcificação. Essa fibromatose dos septos intracavernosos é uma inflamação que pode ocorrer iso- ladamente ou associada a outras afecções, como a fibromatose palmoplantar, cujas lesões são parecidas, queloides (polifibromatoses), coxim falangeano e outras fibroesclerosantes. Outras designações: doença de Peyronie, induratio penis plastica, doença de Dupuytren, moléstia de Peyronie. Símbolo de classifica- ção: 4.29.10.1.20.7.

fibromatose plantar e palmar: S. f. Ver: fibromatose palmoplantar.

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fibromatose pseudo-sarcomatosa: S. f. Ver: fasceíte nodular.

fibromatose subcutânea pseudossarcomatosa: S. f. Ver: fasceíte nodular.

fibroqueratoma digital adquirido: S. m. Ver: fibroceratoma acral.

fibrossarcoma: S. m. neoplasia cutânea maligna de origem mesenquimal derivada do tecido fibroso profundo. Histologicamente compõe-se de células fusiformes com grande anaplasia, presença de feixes imaturos em proliferação, com formação variá- vel de colágeno, cuja tendência é invadir localmente e dar metástase através da cor- rente sanguínea. Clinicamente manifesta-se por nódulo de consistência firme, soli- tário, profundo, de cor acastanhada, que evolui e ulcera. A presença de lesões satélites

énormal. Localiza-se principalmente nos pés, pernas e tronco, desenvolvendo-se no tecido conjuntivo de pele normal ou previamente lesada por xeroderma pigmentoso, radiodernite ou lúpus eritematoso. Outras designações: sarcoma fuso-celular. Sím- bolo de classificação: 4.29.10.2.2.

fibrossarcoma cutâneo: S. m. Ver: dermatofibrossarcoma protuberante.

fibrossarcoma da pele: S. m. Ver: dermatofibrossarcoma protuberante.

fibrossarcoma verdadeiro: S. m. fibrossarcoma que se inicia, normalmente, pelo tecido subcutâneo. Depois de algum tempo, dão-se metástases por meio da corrente sanguínea ou por via pulmonar. Muitas figuras de mitoses são produzidas devido ao entrecruzamento de vários elementos fusos-celulares, dispostos em faixas irregula- res. Do ponto de vista clínico, os nódulos apresentam consistência firme, superfície lisa e saliência variável na pele. A coloração desta pode ser normal ou vermelho- arroxeada, quando a lesão ganha volume e ulcera. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.2.2.1.

fibroxantoma: S. m. Ver: dermatofibroma.

fibroxantoma atípico: S. m. neoplasia cutânea maligna de origem mesenquimal que tem seu aparecimento favorecido pela radioterapia. Clinicamente existem duas for- mas: a) nódulo róseo ou translúcido, de pequenas dimensões, assintomático, com localização em áreas expostas da cabeça e pescoço. É a forma mais comum. b) surge em áreas cobertas, tendendo a assumir dimensões maiores. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.29.10.2.5.

ficomicose: S. f. Ver: rinozigomicose.

filamento de ancoragem: S. m. estrutura localizada na epiderme, sob a lâmina basal, cuja função é aumentar a adesão dessa lâmina com o tecido conjuntivo da derme. Compõe-se basicamente de colágeno tipo VIII. São muito delgados e atravessam a lâmina lúcida, estendendo-se até à lâmina basal. Outras designações: fibrila de ancoragem, fibra ancorante. Símbolo de classificação: 2.1.2.2.

filaríase: S. f. helmintíase causada pelos nematódeos Wuchereria bancrofti e Filaria malayi, transmitidos através da picada de insetos hematófagos culicídeos. Pode ser assintomática ou produzir reação tecidual mínima. Decorre da obstrução dos vasos linfáticos pelos vermes, de irritação produzida por produtos tóxicos liberados pelos

222LÍDIA ALMEIDA BARROS

vermes e da desintegração destes após sua morte. As reações inflamatórias produ- zem reações alérgicas, tais como urticária, lesões eritematoedematosas, prurido, asma e inflamação nos vasos linfáticos, que, nos casos crônicos, pode resultar em elefantíase. Esta caracteriza-se pelo aparecimento de edema doloroso, localizado principalmente nos membros inferiores, escroto e membros superiores e, com me- nor frequência, nas mamas e na face, acompanhado de surtos febris e fraqueza. Com o passar do tempo, os surtos tornam-se cada vez mais frequentes e intensos. A tumefação aumenta, podendo atingir dimensões enormes e a pele torna-se espessa, hiperpigmentada e com grande acentuação dos sulcos e dobras. Em alguns casos pode ocorrer ainda eczematização e impetiginização da superfície cutânea. Outras designações: filariose, elefantíase filariana, elefantíase-dos-árabes. Símbolo de classificação: 4.16.13.4.

filariose: S. f. Ver: filaríase.

filariose bancroftiana: S. f. Ver: filariose linfática.

filariose linfática: S. f. linfedema secundário causado pelo agente Wuchereria bancrofti ou pela Brugia malayé. A transmissão da doença é possível pelo depósito de microfilárias no sangue periférico pelas filárias adultas encontradas nos vasos linfáticos. Insetos hematófagos, culicídeos, sobretudo o Culex fatigans, ingerem essas microfilárias e as inoculam em pessoas sadias. Podem ocorrer, progressivamente, fenômenos de lin- fangite, adenopatias, linfoestase, elefantíase, linfoectasias com linfo e quilonagias. Há obstrução mecânica e ação irritativa dos vermes, causadas por produtos tóxicos ou pela desintegração dos vermes após sua morte. Lesões eritêmato-edematosas, urticas e prurido se desenvolvem, provocando reação de sensibilidade. Outras designa- ções: filariose bancroftiana. Símbolo de classificação: 4.14.6.9.2.1.

fissura: S. f. perda tecidual caracterizada por erosão linear estreita e pouco profunda. Localiza-se na epiderme e derme dos contornos de orifícios naturais e em áreas de pregas ou dobras da pele. Outras designações: ragádia, rágada, rágade. Símbolo de classificação: 3.4.9.

fístula: S. f. perda tecidual de origem congênita ou adquirida, que apresenta lesão em forma de canal que liga duas vísceras ou uma víscera à pele, por onde é eliminada secreção fisiológica ou patológica. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 3.4.11.

fitiríase: S. f. Ver: pediculose pubiana.

fitofotodermatite: S. f. hipercromia adquirida pelo contato da pele com algumas substâncias vegetais seguido de exposição ao sol. As manifestações cutâneas podem surgir sob a forma de lesões eritematobolhosas ou eritematoescamosas, tornando-se manchas acastanhadas; ulcerações e mutilações nas texturas cutâneas. As regiões mais acometidas são as mãos e o colo. Outras designações: berloque dermatite, fitofoto- dermatose. Símbolo de classificação: 4.5.3.20.

fitofotodermatose: S. f. Ver: fitofotodermatite.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 223

flebite de Mondor: S. f. vasculite primária predominantemente trombosante de cau- sa desconhecida, que se caracteriza por acometer a veia tóraco-epigástrica da parede toráxica. A lesão, na maioria das vezes, é única, unilateral, sob a forma de infiltração linear. Involui espontaneamente. Outras designações: doença de Mondor. Sím- bolo de classificação: 4.14.2.2.3.

flegmão: S. m. Ver: fleimão.

fleimão: S. m. piodermite causada por estreptococos e, eventualmente, por estafilococos, que produzem hialicronidases e fibrinolisinas. Caracteriza-se por inflamação supurativa aguda do tecido conjuntivo subcutâneo, que se manifesta pelo apareci- mento de eritema, edema e calor, acompanhados de fenômenos gerais (febre, cala- frios, vômitos etc.) e infiltração. Tende a difundir-se, propagando-se para os tecidos. Outras designações: flegmão, freimão. Símbolo de classificação: 4.21.1.13.

flictena: S. f. Ver: bolha.

fobia a moléstia da pele: S. f. Ver: dermatofobia.

fogo selvagem: S. m. (pop.) Ver: pênfigo foliáceo, pênfigo foliáceo brasileiro.

foliculite: S. f. piodermite causada pela bactéria Staphylococcus aureus. Caracteriza-se por inflamação superficial ou profunda de um folículo ou um grupo de folículos pilossebáceos, manifestando-se por pápulas ou pústulas. Existem oito formas da doença que, apesar de apresentarem localização e etiologia comuns, diferem quanto ao qua- dro clínico-evolutivo: 1) foliculite ostial, 2) furúnculo, 3) foliculite decalvante, 4) foliculite queloidiforme, 5) foliculite da barba, 6) foliculite abscedante, 7) foliculite necrótica, 8) foliculite perfurante. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.21.1.4.

foliculite abscedante: S. f. foliculite caracterizada pelo aparecimento súbito de pústulas acompanhadas de eritema, edema pronunciado e abscessos, por onde são eliminados pus espesso e serosidade. Os abscessos têm tamanho variável, são subminantes e podem confluir, provocando o deslocamento da pele. Há formação de fístulas e cis- tos intercomunicantes. Observa-se ainda a presença de comedões, que podem ser o ponto de partida da doença. Deixa cicatrizes hipertróficas e queloidianas, que des- troem o folículo piloso, determinando alopecia na área afetada. No mesmo paciente pode ocorrer ainda hidrosadenite ou acne conglobata. Localiza-se na face e no couro cabeludo. Outras designações: folliculitis (et perifolliculitis) abscedens et suffodiens, foliculite dissecante do couro cabeludo. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.8.

foliculite da barba: S. f. foliculite que atinge particularmente os pêlos da barba e bigode. É de natureza inflamatória e apresenta pápulas, pústulas e tubérculos, cen- tralizados por pêlos. As lesões não interferem no crescimento dos pêlos, são profun- das e têm número variável, podendo chegar a dezenas. Podem ocorrer ainda placas vegetantes e infiltradas e formação de crostas. Outras designações: sicose, sicose da barba, sicose vulgar. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.5.

foliculite decalvans: N. Cient. Ver: foliculite decalvante.

224LÍDIA ALMEIDA BARROS

foliculite decalvante: S. f. foliculite que apresenta pápulas ou pústulas relativamente superficiais, centradas por pêlos. Resulta em fibrose e provoca alopecia temporária ou definitiva, deixando sequelas atróficas, que são circundadas por pústulas recen- tes. Evolui de forma crônica, desenvolvendo-se centrifugamente. Localiza-se no couro cabeludo, na barba (sicose lupoide de Brocq) e nos membros inferiores. Obs.: É também classificada como uma alopecia. Outras designações: alopecia folicular, foliculite descalvante, doença de Quinquaud. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.7.; 4.35.2.20.

foliculite descalvante: S. f. Ver: foliculite decalvante.

foliculite dissecante do couro cabeludo: S. f. Ver: foliculite abscedante.

foliculite esclerosante: S. f. Ver: foliculite queloidiforme.

foliculite esclerosante e queloidiana da nuca: S. f. Ver: foliculite queloidiforme.

foliculite necrosante: S. f. Ver: foliculite necrótica.

foliculite necrótica: S. f. foliculite que apresenta lesões foliculares superficiais, de alguns milímetros de tamanho, situadas na abertura do folículo, de cor amarelo-parda e centro deprimido, recoberto por crosta escura ou quase preta que, depois de algum tempo, passa a abranger toda a lesão. A erupção é acompanhada por fibrose e evolui por surtos, deixando cicatrizes varioliformes. Localiza-se em áreas seborreicas, prin- cipalmente na testa, no nariz, nas têmporas e no contorno do couro cabeludo. Outras designações: acne necrótica (sin. impr.), acne varioliforme, acne corrosiva, foliculite necrosante, foliculite necrotizante. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.9.

foliculite necrotizante: S. f. Ver: foliculite necrótica.

foliculite ostial: S. f. foliculite caracterizada pelo aparecimento de pequenas pústulas foliculares, centradas por pêlo e circundadas por pequeno halo eritematoso, não in- terferindo no crescimento do pêlo ou cabelo. O pus é espesso e amarelado e, após a ruptura e dessecação da pústula, concreta-se, formando uma crosta de cor amarela ou amarelo-esverdeada. As lesões são superficiais e têm número variável, sendo, em geral, numerosas. Apresentam-se espalhadas com certa uniformidade na região afe- tada e podem ser muito pruriginosas no início. Quando o processo ganha profundi- dade, pode tornar-se crônico. Pode localizar-se em qualquer parte do tegumento, restringindo-se, em geral, a uma única região. Aparece geralmente no couro cabelu- do, podendo ocasionar reação ganglionar regional, na face ântero-lateral das coxas e nádegas. Outras designações: impetigo de Bockhardt, osteofoliculite, foliculite superficial, perifoliculite. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.1.

foliculite perfurante: S. f. foliculite provocada por infecção de um folículo piloso do nariz, que acaba perfurando a pele, ocasionando lesão cutânea inflamatória. Outras designações: foliculite perfurante do nariz. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.10.

foliculite perfurante do nariz: S. f. Ver: foliculite perfurante.

foliculite pustulosa eosinofílica: S. f. dermatose pustulosa amicrobiana rara, que apresenta pústulas e pápulas perifoliculares ou foliculares em disposição policíclica

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 225

ou anular, apresentando um prurido não intenso. Na epiderme ocorrem abscessos de eosinófilos e aparecimento de células eosinofílicas na epiderme. Acomete membros superiores e face. Outras designações: síndrome de Ofuji. Símbolo de classifica- ção: 4.3.6.

foliculite queloidiana da nuca: S. f. Ver: foliculite queloidiforme.

foliculite queloidiforme: S. f. foliculite que apresenta pústulas foliculares, que con- fluem, formando fístulas e fibrose de aspecto queloidiano e de dimensões variáveis (foliculite queloidiana da nuca). Pode ocasionar esclerose (foliculite esclerosante), que se instala em cada lesão ou grupo de folículos. A coalescência das lesões determi- na a formação de placas de alguns centímetros de largura, dispostas transversalmen- te na região. Observa-se ainda fusão de folículos na superfície da pele (politríquia). Pode atingir a nuca, próximo aos cabelos, ou, mais frequentemente, os pêlos de coxas e pernas, determinando alopecia definitiva na região afetada. Outras designações: acne queloide, foliculite queloidiana da nuca, foliculite esclerosante, foliculite escle- rosante e queloidiana da nuca. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.4.

foliculite superficial: S. f. Ver: foliculite ostial.

foliculite uleritematosa reticular: S. f. queratose folicular que, em algumas famí- lias, é sexo-recessiva. Apresenta pápulas foliculares muito discretas, acompanhadas por erupção eritematosa da face. Surgem eminências fibrosas nas bochechas, marca- das por pequenas zonas de atrofia desunidas por estrias. Outras designações: uleritema reticulada, atrofoderma reticulado simétrico faciei, atrofoderma vermiculado, atrofodermia vermiculada. Símbolo de classificação: 4.30.2.1.4.5.

folículo piloso: S. m. parte do pêlo cuja função é revesti-lo. Chega à superfície cutânea por intermédio de um orifício afunilado. Apresenta-se em forma de pequenas estru- turas com formato de saco e é coberto por bainha radicular interna e externa. Tam- bém é revestida por uma bainha fibrosa derivada da derme. No folículo piloso en- contra-se a base do pêlo e a esse estão anexados uma glândula sebácea, um músculo eretor e, dependendo da localização, uma glândula apócrina. As partes que com- põem o folículo piloso são: infundíbulo, acrotríquio, istmo, segmento inferior, bul- bo piloso e papila pilosa. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.2.3.1.

folículo sebáceo: S. m. Ver: glândula sebácea.

folliculitis (et perifolliculitis) abscedens et suffodiens: N. Cient. Ver: foliculite

abscedante.

formação sólida: S. f. lesão cutânea causada por processo inflamatório, neoplásico, circulatório, metabólico ou defeito de formação. Caracteriza-se por acúmulo circuns- crito de células. Localiza-se de forma conjunta ou isolada na epiderme, derme ou hipoderme. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 3.2.

fotoalergia: S. f. fotodermatose induzida por substância química, pela ação de luz ultravioleta (que aumenta a reatividade cutânea) ou pela ação de certas drogas (plan- tas ou outras substâncias). Podem ocorrer eritema, edema, infiltração, vasiculação e,

226LÍDIA ALMEIDA BARROS

quando o caso se torna mais grave, surgem bolhas. Outras designações: dermatose

fotoalérgica. Símbolo de classificação: 4.32.2.2.

fotodermatite: S. f. farmacodermia que apresenta erupções eritematosas, eritematopapulosas e vesicobolhosas resultantes da exposição à luz solar e a alguns medicamentos que facilitam a retenção de luz, tais como retinoides, griseofulvina, sulfonamidas, fenotizinas, tetraciclinas, clorotiazidas e outros. A situação pode ser fotóxica e fotoalérgica ou ainda dar-se por ação irritante primária ou sensibilização. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.31.13.

fotodermatose: S. f. Dermatose provocada pela ação da luz solar na pele. A ação dos raios UV provoca pigmentação, eritema, urticária, eczema, bolhas, descamação, dependendo da intensidade, do tempo de exposição e do tipo de pele. Acomete áreas expostas. Outras designações: afecção produzida pela radiação solar, reação pro- duzida pela radiação solar. Símbolo de classificação: 4.32.

fotodermatose idiopática: S. f. fotodermatose que recobre entidades nosológicas diferentes, dentre elas a erupção polimorfa à luz, prurigo estival ou de verão, prurigo actínico, hidroa vaciforme, urticária solar e actino-reticuloide. Outras designações:

ø.Símbolo de classificação: 4.32.3.

fotodermatose induzida por substância química: S. f. fotodermatose causada por substâncias químicas exógenas, contactantes ou endotantes, em especial as drogas. Há reação anormal ou adversa da pele à luz solar ou ao espectro visível. Outras designações: fotodermatose por sensibilização, lucite. Símbolo de classifica- ção: 4.32.2.

fotodermatose por irritação cumulativa: S. f. Ver: fotodermatose tóxica primária

tardia.

fotodermatose por irritação primária: S. f. Ver: fotodermatose tóxica primária.

fotodermatose por irritação primária imediata: S. f. Ver: fotodermatose tóxica

primária precoce.

fotodermatose por sensibilização: S. f. Ver: fotodermatose induzida por substância

química.

fotodermatose tóxica primária: S. f. Fotodermatose provocada pela exposição prolon- gada ou crônica à luz do sol ou por superexposição. Há duas formas: uma que se mani- festa imediatamente e outra que pode levar anos para apresentar algum sintoma. No primeiro tipo, há o chamado bronzeamento ou hiperpigmentação; o segundo se refere geralmente aos efeitos patofotobiológicos ou aos sintomas de pele envelhecida. Outras designações: fotodermatose por irritação primária. Símbolo de classificação: 4.32.1.

fotodermatose tóxica primária precoce: S. f. Fotodermatose tóxica primária cau- sada por exposição exagerada à luz solar. Dependendo do tipo de pele e do tempo de exposição, pode vir a provocar hiperpigmentação ou bronzeamento, queimadura ou eritema e/ou espessamento da epiderme. Outras designações: fotodermatose por irritação primária imediata Símbolo de classificação: 4.32.1.1.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 227

fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar: S. f. Fotodermatose tóxica primária precoce devida à melanina da pele sob a ação dos raios ultravioleta do sol. Caracteriza-se pelo bronzeamento da pele, que pode ser imediato ou tardio, de acor- do com o tipo de pele e o tempo de exposição. Outras designações: pigmentação solar, bronzeamento. Símbolo de classificação: 4.32.1.1.1.

fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar imediata: S. f. Fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar provocada pela foto-oxidação da melanina decor- rente da ação dos raios UVA. Com poucos minutos de exposição ao sol pode-se notar alguns sintomas, que desaparecem em algumas horas após a exposição, mas que são reconhecidos por até 24 horas. Outras designações: bronzeamento pigmentar ime- diato, Fenômeno de Meirowsky, pigmentação imediata. Símbolo de classifica- ção: 4.32.1.1.1.1.

fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar tardia: S. f. Fotodermatose tóxica primária precoce pigmentar provocada pelo aumento da produção de melanina devido, sobretudo, à ação dos raios UVB. Caracteriza-se por um bronzeamento da pele que se manifesta a partir do segundo ou terceiro dia de exposição solar e pode demorar dias, meses ou até anos para desaparecer, dependendo das características da pele. Outras designações: bronzeamento tardio, pigmentação tardia. Símbolo de

classificação: 4.32.1.1.1.2.

fotodermatose tóxica primária tardia: S. f. fotodermatose tóxica primária causada pela ação cumulativa dos raios solares no decorrer dos anos. A pele torna-se ligeira- mente amarelada, fina e ressecada, além de aparecerem rugas, pregas, telangiecta- sias, que caracterizam lesões como melanose solar, queratose solar e eventualmente carcinomas. O desenvolvimento dessas lesões depende do tipo de pele e da intensi- dade de exposição solar. Outras designações: distrofia cutânea involutiva, senescência cutânea, fotodermatose por irritação cumulativa, pele fotolesada, pele fotoenvelhecida. Símbolo de classificação: 4.32.1.2.

fotoeczema: S. m. eczema provocado por mecanismo fotoalérgico. O contato pode se dar por via externa ou endógena. Apresenta erupção eritematovesiculosa aguda e prurido mediano. Pode ocorrer a involução, se a substância que causa a alergia for suprimida. As áreas expostas ao sol são as atingidas. Outras designações:– Símbo- lo de classificação: 4.8.2.13.

fotossensibilização: S. f. Ver: fotoalergia.

fragilidade ungueal: S. f. Ver: unha frágil.

fragilita ungueum: N. Cient. Ver: unha frágil.

fragilitas crinium: N. Cient. Ver: trichoptilosis.

framboesia: S. f. treponematose causada pelo Treponema pertenue, que penetra em áreas expostas e erosadas da pele, através de contágio inter-humano, de picada de insetos ou do contato com objetos contaminados. Tem evolução crônica e pode ser dividida em três períodos: primário, secundário e terciário. O período primário apre-

228LÍDIA ALMEIDA BARROS

senta uma lesão papulosa, às vezes, pruriginosa, extragenital (pianoma ou framboe- soma-mãe), em geral única. Em seguida, ulcera-se e recobre-se de crosta acastanha- da espessa, de vários centímetros de diâmetro, que, com o tempo, torna-se vegetante

eassume aspecto de framboesa. As lesões ulceradas apresentam-se em forma de fo- lha de livro, formando placas dolorosas, de contornos irregulares, que dificultam a marcha. Ocorrem ainda lesões osteoarticulares, com inflamação do periósteo e rare- fação óssea. Pode haver enfartamento ganglionar, dores de cabeça, dores musculares e osseoarticulares e elevação periódica de temperatura. As lesões são localizadas e têm tendência à destruição e mutilação, localizando-se em áreas expostas, mais fre- quentemente nas pernas, face, nádegas, extremidades dos pododáctilos, cotovelos, joelhos, regiões palmar ou plantar e calcanhar. Outras designações: framboésia, bouba, piã (Bras.), pian (var. de piã), botão de Amboíma (pop.), micose framboesioide, polipapiloma, papiloma zimótico, granuloma tropical,. Símbolo de classificação: 4.23.2. Outras designações: framboésia, bouba, piã (Bras.), pian (var. de piã), botão de Amboíma (pop.), micose framboesioide, polipapiloma, papiloma zimótico, gra- nuloma tropical,. Símbolo de classificação: 4.23.2.

framboésia: S. f. Ver: framboesia.

freimão: S. m. Ver: fleimão.

fribomixoma: S. m. Ver: mixoma.

frieira: S. f. (pop.) Ver: dermatofitose dos pés, eritema pérnio.

frinoderma: S. m. desvitaminodermia causada por carência de vitamina A, manifes- tando-se na pele e nas mucosas. Na pele, provoca secura, descoramento e descamação (xerodermia), ceratose folicular, aspereza, mancha de Biot e calcinose renal metabó- lica. Nos olhos, causa ressecamento da córnea e da conjuntiva e cegueira noturna. Pode provocar ainda o ressecamento de outras mucosas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.1.1.3.

fruncho: S. m. (pop.) Ver: furúnculo.

frunco: S. m. (pop.) Ver: furúnculo.

frúnculo: S. m. (pop.) Ver: furúnculo.

fugaz: S. f. Ver: loíase.

função da pele: S. f. atividade normal ou especial desempenhada pela pele em relação ao corpo humano, que visa à proteção, percepção, hemorregulação, termorregulação, secreção, excreção, metabolização, absorção e revestimento estético. Outras desig- nações: ø. Símbolo de classificação: 2.3.

furúnculo: S. m. coleção líquida causada por um estafilococo, caracterizando-se por inflamação circunscrita, dura, dolorosa e de coloração avermelhada. Localiza-se nos folículos pilo-sebáceos. Outras designações: leicenço, fruncho(pop.), frunco(pop.), frúnculo(pop.), bichoca(prov. Port. lus.). Símbolo de classificação: 3.3.3.

furunculose: S. m. foliculite causada pela bactéria Staphylococcus aureus. Pode ini- ciar-se com foliculite superficial, surge um nódulo agudo, amplo e profundo, de cor

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 229

vermelho-viva, que resulta da infecção de um folículo pilossebáceo. O nódulo é eri- tematoso, doloroso e quente. Algum tempo depois, apresenta flutuação e, na abertu- ra do folículo, surge uma pústula, que se rompe, deixando sair uma substância ama- relo-acastanhada bastante consistente, que ocupa o centro do furúnculo (carnegão). Com a eliminação do carnegão, há alívio imediato da dor e a lesão desaparece, dei- xando cicatriz, a princípio rósea, depois esbranquiçada. Pode ocorrer febre, enfartamento ganglionar e celulite. Localiza-se, em geral, nas regiões mais pilosas e em áreas cutâneas sujeitas a fricção e perspiração, tais como nádegas, pescoço e hipo- gástrio. Dependendo da localização, pode determinar limitação dos movimentos. Quando afeta o nariz, pode ocasionar inflamação das meninges e do encéfalo, devido ao acometimento dos seios venosos cerebrais. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.21.1.4.2.

G

gafa: S. f. (pop.) Ver: hanseníase.

gafo: S. m. (pop.) Ver: hanseníase.

gálico: S. m. (pop.) Ver: sífilis.

ganglioma: S. m. Ver: ganglioneuroma.

ganglioneuroma: S. m. neoplasia cutânea benigna de origem mesenquimal composta fundamentalmente de células ganglionares maduras em número variado, geralmen- te dispostas em grupos dentro de um estroma denso em meio a abundantes fibras reticulíneas de ligação a células de Schwann (neurofibrilas e fibras colágenas). Os ganglioneuromas apresentam consistência firme, são encapsulados, contêm geral- mente focos de calcificação microscópicos. Têm tendência degenerativa cística e pode ocorrer metástase do tumor. Do ponto de vista clínico, as lesões são pequenas (al- guns milímetros de diâmetro), que lembram o xantoma, e se localizam no tronco. A maioria dos tumores é, no entanto, encontrada no mediatismo posterior e retroperitônio, algumas vezes em relação às glândulas suprarrenais, hemisférios ce- rebrais, tronco encefálico, cerebelo, medula adrenal e ao longo dos gânglios simpá- ticos. Outras designações: ganglioma. Símbolo de classificação: 4.29.10.1.18.

gangrena cutânea disseminada: S. f. Ver: éctima gangrenoso.

gangrena simétrica das extremidades: S. f. Ver: vasculite da síndrome de Raynaud.

gargolismo: S. m. Ver: mucopolissacaridose tipo I-H.

gavarro: s mVer: paroníquia.

GD: Sigla Ver: gonocócia disseminada.

geladura: S. f. (pop.) Ver: eritema pérnio.

genodermatose: S. f. dermatose de natureza hereditária, que pode ser classificada pelo tipo de herança ou pelas principais características clínicas. Instala-se durante a concepção por mutação espontânea ou por genes anormais. Apresenta anomalias e afecções cutâneas como ceratodermia, adenoma sebáceo, ictiose, neurofibromatose,

232LÍDIA ALMEIDA BARROS

focomatose, efélide, epidermólise bolhosa e albinismo. Existem genodermatoses de diversos tipos: benignas, graves, incapacitadoras, inestéticas, incompatíveis com a vida e suscetíveis de cancerizar. Podem ser generalizadas ou circunscritas. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.

genodermatose aplásica: S. f. genodermatose de origem hereditária, que provoca desenvolvimento imperfeito ou incompleto da pele ou de outra parte do corpo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.4.

genodermatose atrófica: S. f. genodermatose cutânea hereditária, que se caracteriza pela ausência de crescimento ou do desenvolvimento de algum órgão do corpo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.6.

genodermatose bolhosa: S. f. genodermatose de origem dominante ou recessiva, manifestando-se no início da vida. Divide-se em três principais grupos: o pênfigo crônico familial benigno, a acrodermatite enteropática e a epidermólise bolhosa com suas variantes. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.2.

genodermatose com fotossensibilidade: S. f. genodermatose provocada por sensi- bilidade à luz solar. A fotossensibilidade é um sintoma ou característica de genodermatoses de vários tipos. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.9.

genodermatose da ceratinização: S. f. genodermatose caracterizada por apresentar um distúrbio na ceratinização da pele. A produção de ceratina, escleroproteína prin- cipal presente na epiderme, e de outros participantes do processo de ceratinização, é anormal. Desse modo, ocorre o ressecamento da pele, uma vez que a epiderme é responsável pela impermeabilidade da pele, dificultando a evaporação da água pela superfície corporal. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.1.

genodermatose displásica: S. f. genodermatose hereditária e cutânea, que se carac- teriza por provocar desenvolvimento anormal dos tecidos, dentre eles as mucosas e a pele. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.5.

genodermatose hiperplásica: S. f. genodermatose cutânea, de origem hereditária que apresenta alterações significativas de crescimento. Outras designações: ø. Sím- bolo de classificação: 4.30.2.3.

genodermatose mesenquimal: S. f. genodermatose que tem origem no mesênquima, ou seja, no tecido conjuntivo embrionário que dá origem aos tecidos conjuntivos adultos, aos vasos linfáticos e aos vasos sanguíneos. Recobre as seguintes doenças: cútis hirperelástica, cútis laxa, lipodistrofia congênita generalizada, colagenose rea- tiva familial, elastose perfurante e pseudoxantoma elástico fazem parte do grupo. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 4.30.2.7.

genodermatose neurocutânea: S. f. genodermatose que provoca danos no sistema nervoso acompanhados de manifestações cutâneas. As genodermatoses recobrem vasto quadro de doenças. Outras designações: ø. Símbolo de classifica- ção: 4.30.2.8.

DICIONÁRIO DE DERMATOLOGIA 233

glândula apócrina: S. f. Ver: glândula sudorípara apócrina.

glândula da sudorese: S. f. Ver: glândula sudorípara.

glândula de Boerhaave: S. f. Ver: glândula sudorípara.

glândula écrina: S. f. Ver: glândula sudorípara écrina.

glândula miliar: S. f. Ver: glândula sudorípara.

glândula perspiratória: S. f. Ver: glândula sudorípara.

glândula sebácea: S. f. anexo cutâneo cuja função é excretar o sebo, substância semilíquida e oleosa, composta de lipídios que contêm triglicerídeos, ácidos graxos livres, colesterol e seus ésteres. Localiza-se na derme e compõe-se de ductos, que, de uma forma geral, desembocam na porção terminal dos folículos pilosos. Em algumas regiões, porém, os ductos se abrem na própria superfície da pele espessa da palma das mãos e da sola do pé, não apresentando esse tipo de glândula. Outras designações: folículo sebáceo. Símbolo de classificação: 2.2.1.

glândula sudorífera: S. f. Ver: glândula sudorípara.

glândula sudorípara: S. f. anexo cutâneo cuja função é excretar suor. Localiza-se em toda a pele, exceto em certas regiões como, por exemplo, a glande. A maior parte de sua porção secretora situa-se na derme. Possui forma piramidal, tubulosa simples, enovelada e envolta pelas células mioepiteliais, formando, dessa forma, uma camada unicelular. Além disso, seu ducto não é ramificado e é mais estreito que sua porção secretora. Outras designações: glândula sudorífera, glândula perspiratória, glân- dula miliar, glândula da sudorese, glândula de Boerhave. Símbolo de classifica- ção: 2.2.2.

glândula sudorípara apócrina: S. f. glândula sudorípara cuja função é excretar lí- quido leitoso composto basicamente por glicídeos, substâncias proteicas e lipídicas. Localiza-se na axila, nas regiões perianal e pubiana, na aréola mamária e em associa- ção com a genitália externa. Seus ductos se assemelham ao das demais glândulas sudoríparas, mas desembocam sempre em um folículo piloso, ao contrário das de- mais em que o ducto se abre na superfície da pele. É espiralada, tubular, enoveladas e pode ser ramificada, além disso, produz suor com odor característico. Outras designações: glândula apócrina. Símbolo de classificação: 2.2.2.2.

glândula sudorípara écrina: S. f. glândula sudorípara cuja função é excretar suor aquoso e límpido, pobre em proteínas e rico em cloreto de sódio, ureia, ácido úrico e amônia em quantidades variáveis que se diferenciam quimicamente do suor apócrino em virtude de sua importância para a termorregulação. As glândulas sudoríparas écrinas se localizam na união entre a região dérmica e hipodérmica e se distribuem por quase toda superfície do corpo, principalmente nas regiões palmo- plantares, mas estão ausentes nos lábios e na genitália. É uma glândula simples, enovelada e tubular espiralada, que é estimulada por transmissores colinérgicos e que responde às pressões nervosas e também ao calor, ocasionando transpiração nas palmas das mãos e na testa. Em sua porção glandular encontram-se as células

234LÍDIA ALMEIDA BARROS

mioepiteliais, claras e escuras. Outras designações: glândula écrina. Símbolo de

classificação: 2.2.2.1.

glicolipoidoproteinose: S. f. dermatose metabólica, rara, autossômica recessiva, causada por desordem do metabolismo lipídico. Caracteriza-se por depósito de tialina de constitiução glicopoproteica na pele. A pele adquire cor levemente amarelada, cérea, amarfinada na face, pescoço e mãos. Observa-se a presença de depósitos de um com- plexo proteína-lipídio sobre a mucosa labial e áreas sublingual faríngea. Há presença de pequenas pápulas translúcidas, simétricas, em fileiras nas bordas das pálpebras. Nos joelhos, as placas apresentam-se discretamente verrucosas. Bolhas e pústulas deixam cicatrizes varioliformes. Outras designações: hialinose cutâneo-mucosa, doença de Urbach-Weithe, proteinose lipídica. Símbolo de classificação: 4.1.7.

glomangioma: S. m. Ver: tumor glômico.

glômus: S. m. mecanismo presente na derme papilar cuja função é regular os desvios no fluxo sanguíneo, na temperatura e também na conservação de calor na região em que se localiza. Além disso, age de forma indireta no controle da pressão arterial. Compõe-se de um tufo de pequenas arteríolas ligadas a veias, além de possuir im- portante suprimento nervoso.Verifica-se também a presença de microcorações. Outras designações: ø. Símbolo de classificação: 2.1.3.2.2.

glossite: S. f. afecção das mucosas causada por processos inflamatórios e se manifesta em doenças como desnutrição, infecções e irritações físicas ou químicas, anemia e reações medicamentosas. Caracteriza-se por perda parcial ou total da papilas filiformes e língua lisa e vermelha. Outras designações: glossite inflamatória. Símbolo de classificação: 4.33.13.

glossite de Moeller: S. f. glossite que pode ser causada por pelagra cerônica remicivante ou anemia perniciosa. Caracteriza-se por eritemas nas laterias e.ponta da língua, bem como perda de papilas filiformes e, em alguns casos, fungiformes. Outras designa-